"mentirosa" poems
Eu disse que você ficava linda
com aquele óculos pink;
você não acreditou, extravasou,
de mentirosa me chamou.
Disse que sua bota amarela
caía muito bem com o chapéu verde limão;
você começou a usar apenas cinza,
ranzinza.
Que sua lingerie bege contrastava bem
com o tom escuro de sua pele;
você apareceu com um sutiã vermelho,
rendado, ao banal destinado.
Disse que seus pelos ficavam engraçadinhos
arrepiados no frio;
você podou todos, rodou,
virou, trocou.
Minha paixão a transformou
chama apagada de desilusão.
Eu disse sim,
ela disse sim não sim,
cala a boca,
vamos comprar feijão.
Amava sua breguice,
não se contentava com a mesmice.
Voltaria no tempo
revê-la pela primeira vez,
na praça na noite de natal,
de vermelho e avental,
blusa estampada com um neandertal,
metendo moral no ******* maioral.
Ah, que visão surreal.
Ali eu te amei. Ali eu te beijei.
Nov 15, 2016
Nov 15, 2016 at 11:23 PM UTC
Quiso cantar, cantar
para olvidar
su vida verdadera de mentiras
y recordar
su mentirosa vida de verdades.
1.2k
Acomoda tus miradas de sirena en el orden que quieras
Golondrina de mi barrio.
Sacudes al pueblo con tu ausencia, y a mí me desesperas.
Destello de luz.
Luciérnaga mentirosa que me abandona de noche.
Se esconden tus besos tras tu vuelo ebrio
Y te mientes para creer que sigo estando ciego
Arrójame el silencio entre nuestras bocas si tu quieres
Mujer de los labios bonitos
El adoquín bajo tus piernas se fragmenta sin el Sol
Te robas la luz para brillar como estrella que se quema
Y te vuelves cenizas.
Feb 16, 2013
Feb 16, 2013 at 4:00 PM UTC
Salta la palabra
adelante del pensamiento
adelante del sonido
la palabra salta como un caballo
adelante del viento
como un novillo de azufre
adelante de la noche
se pierde por las calles de mi cráneo
en todas partes las huellas de la fiera
en la cara del árbol el tatuaje escarlata
en la frente del torreón el tatuaje de hielo
en el **** de la iglesia el tatuaje eléctrico
sus uñas en tu cuello
sus patas en tu vientre
la señal violeta
el tornasol que gira hasta el blanco
hasta el grito hasta el basta
el girasol que gira como un ay desollado
la firma del sin nombre a lo largo de tu piel
en todas partes el grito que ciega
la oleada negra que cubre el pensamiento
la campana furiosa que tañe en mi frente
la campana de sangre en mi pecho
la imagen que ríe en lo alto de la torre
la palabra que revienta las palabras
la imagen que incendia todos los puentes
la desaparecida en mitad del abrazo
la vagabunda que asesina a los niños
la idiota la mentirosa la incestuosa
la corza perseguida
la mendiga profética
la muchacha que en mitad de la vida
me despierta y me dice acuérdate
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i met jesus today.
he didn’t care what
it said on his sweatshirt
the brand. the design.
it was in english.
we looked each other
in the eyes after a sweaty
game of soccer on the
dirt field with a size 4 ball.
and called each other
mentirosa for adding points
to our scores that weren’t
really made. beaded black eyes.
didn’t need anything i was
used to. didn’t want anything that
wasn’t there. ensenada breeze.
mi maestro en español.
i, his teacher of english.
jesus and i bonded for
at least 4 hours. as
the ten-year-old
gave a ‘don’t go’
look but with a
confident
expectation
that
i
would beg to
come back.
Mar 17, 2017
Mar 17, 2017 at 4:35 PM UTC
No codicies mi boca. Mi boca es de ceniza
Y es un hueco sonido de campanas mi risa.
No me oprimas las manos. Son de polvo mis manos,
Y al estrecharlas tocas comida de gusanos.
No trences mis cabellos. Mis cabellos son tierra
Con la que han de nutrirse las plantas de la sierra.
No acaricies mis senos. Son de greda, los senos
Que te empeñas en ver como lirios morenos.
¿Y aún me quieres, amado? ¿Y aún mi cuerpo pretendes
Y, largas de deseo, las manos a mí tiendes?
¿Aún codicias, amado, la carne mentirosa
Que es ceniza y se cubre de apariencias de rosa?
Bien, tómame. ¡Oh laceria!
¡Polvo que busca al polvo sin sentir su miseria!
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como é bom quando ser não necessariamente é sair de si pra fora da calçada e das ruas habitadas. e se um dia tu ousa fugir da regra e ser consumida por mulheres capazes de te atingir?
é como se respirar fossem facas atravessadas em pulmões de madeira e a cada contorção uma delas se transforma num pássaro que voa pra bem longe daqui.
tudo que se conhece não é verdadeiramente real, pois tu mesma me dissestes que cada tecla de palavras comentadas são números em uma eterna composição fetal.
ato falho e insincero, tivesses todo tempo do mundo e arcasses apenas com o que te conveio entre folhas de orvalhos e manguezais poluídos pela saliva humana.
já calcei outros pés em tempos tardios e te digo: nunca mais fui a mesma; trouxe somente cinco malas cheias de meias pra cobrir teus pés e de teus queridos amados.
houve um dia em que ouvi de longe alguém sussurrar que te ama e que te abraçaria com facilidade. mediria tuas costas e te colocaria numa camisa branca com listras amarelas.
odiaria te ver chorar pedrinhas de malaquita, mas não te apavores quando um dia isso acontecer. e mais: segure essa caneta e escreva em meus braços coisas que só tu poderia saber - teus desejos não são uma ordem.
não me culpo pela tua falta de existência - eu sei, um dia também te quis aqui comigo, mas só de ouvir o som da tua mentirosa voz já me faz bem.
queria ao menos tocar um dos meus dedos em ti e te fazer realidade.
e se um dia as páginas daquele livro virarem sozinhas, podem ser eu indicando aquela horrenda frase:
"belo dia pra viver tão triste"
Jul 23, 2019
Jul 23, 2019 at 11:10 PM UTC