"livro" poems
Fazíamos amor
Mas nunca me deste filhos.
As mulheres sonhadas, sim,
Tantos que farei um livro.
A ti, pouca coisa,
Um par de odes,
Nada mais.
Sep 28, 2022
Sep 28, 2022 at 6:47 PM UTC
Um grande amor nunca morre
Um grande amor não pode morrer,
Não pode fechar o livro sem ler…!
O vento é por vezes altivo,
Com este amor eu sempre vivo.
O amor gosta do orvalho de madrugada,
Com sua janela aberta, fechada?
Os lugares boa lembrança sempre te mostrarão,
O grande amor também vive de solidão.
Não dorme sempre em teu leito,
Pode até ser teu par perfeito?
Estradas sinuosas por vezes num só caminho,
Sorriso que se sente em menino…
Um grande amor gosta de ver a lua,
Ser verdade minha e sua,
A tristeza nos mutila e invade,
Amor que nunca acabe…
Victor Marques
Nov 5, 2012
Nov 5, 2012 at 11:49 AM UTC
Luana;
Tinha uma voz doce;
Um cabelo ***** cumprido;
Olhos de ressaca;
Ficava bonita até de batom rosa;
(Odeio, batom rosa).
Mas melhor de tudo;
Foi a mulher mais linda;
Que eu já vi na vida.
Ela não cabe em um livro;
Ela está nos menores frascos;
Até porque,
Neles estão os melhores perfumes.
E como diz aquele velho ditado:
''Secretárias são sensacionais''.
Mas eu,
[Tenho esse erro;
De me apaixonar todo dia;
Sempre pela pessoa errada].
Aug 23, 2017
Aug 23, 2017 at 2:20 PM UTC
Para ti meu amor
Sem ti não saberia viver,
Abrir o livro para ler,
Sentir o orvalho da manhã,
Noite fria e vã.
A Primavera seria Inverno,
O Céu inferno.
A poesia nunca lida,
A vida não seria vida.
Conquistas sem valor,
Aconchego e amor,
Conselhos sensatos,
Relatos e relatos.
Vida enfadonha,
Solidão seria medonha,
Tu tens alegria e simpatia,
Tanto de noite como de dia.
Victor Marques
Apr 17, 2012
Apr 17, 2012 at 12:11 PM UTC
As palavras expressam sentimentos
As palavras são a expressão fiel do pensamento,
Adornadas, esburacadas pelo vento…
Elas lideram sinfonias nobres e exaltadas,
Elas são imunes, bem-amadas.
As soluções para um bocejo,
Livro aberto sem um beijo.
Um sentimento que consome,
São elas e com nome.
Romance e uma grande desilusão,
Amor saudoso, e muita solidão…!
Estafeta, correria milagrosa,
Poesia, palavra e prosa.
Victor Marques
Nov 6, 2012
Nov 6, 2012 at 2:38 PM UTC
Passa-se num quarto
luz ténue
velhos livros empoeirados
o cigarro queima-me a ponta dos dedos
nos meus ouvidos, um leve melodia
um telefone toca
saio
andei por aí
a prostituta olhou-me
tremo de frio
uma cabana
recordo o passado, ainda presente
passei por tua casa para te ver
tinhas saído
ocultas-te dos convidados
mas eu sou teu amigo
os meus olhos
perturbam-te
infinitamente!
as melhores ideias vêm-me quando...
enfim
vou partir
pousei o livro
estou vivo
procuro a paz
esse momento de liberdade
está a ficar tarde
a noite começa
lentamente e cheia de sossego.
May 6, 2014
May 6, 2014 at 7:32 PM UTC
Nos últimos dias,
Nem sei o que tenho escrito,
Se é que tenho escrito algo.
Tenho delírios de escritora,
Mas não ponho nada no papel.
O livro que queria escrever,
A tempo ficou no passado.
E os amores que um dia tive,
Foram todos relembrados.
Mar 6, 2013
Mar 6, 2013 at 8:19 AM UTC
A noite cai lá fora
na mesa, à volta dos livros
a escuridão.
Estou sentado,
uma cama,
um telefone
tentei telefonar-te
a linha estava ocupada
estará a dormir
talvez doente
Não!
O telefone está cortado
não pagou a conta.
De novo à mesa
recomecei o livro
entrei na noite.
Jan 8, 2014
Jan 8, 2014 at 2:56 AM UTC
Noite
Passado
Presente próximo
Um avivar de memórias
Uma estante empoeirada
Um livro mais
O telefone toca
uma suave melodia
Por entre as sebes o vento uiva
Um avivar de memórias
Um toque prolongado
Impedido
À noite
Um véu
Cetim
Um deslize de prazer
Uma mulher
Um sonho.
Apr 12, 2014
Apr 12, 2014 at 2:04 PM UTC
Estou cansado e sem inspiração
Me sinto como uma bateria sem carga
Pronta para ser jogada fora
Velho e sem utilidade
Eu sou um livro a lido na prateleira
E agora apenas guardado como um enfeite
Eu sou uma corda de guitarra quebrada
Eu sou inútil
Eu sou invisível
Sinto que meu cotidiano é uma inevitável guerra contra o mundo
Como se eu estivesse
Jan 21, 2016
Jan 21, 2016 at 2:04 PM UTC
Raio de sol
Despertar de consciências
Inicio da viagem.
Percorro os caminhos,
tortuosos da minha mente.
Parto a explorar o deserto.
Mescal
Visões
Vou
aos trambolhões
por um rio que corre ao contrário.
Vou
na esperança
de o vencer até ao cimo.
Estou perdido,
onde nunca me encontrei,
mas vou.
Abençoada é a noite,
Onde cada dia é uma viagem pela história.
May 25, 2014
May 25, 2014 at 3:38 PM UTC
sinto frio
frio dos teus dedos
que percorrem o meu ser
calor
suspiro
esmagas-me o corpo
como folha entre as páginas de um livro
sinto o suor
escorrer do teu peito
instantes
acordo
afinal sou feliz
Feb 1, 2015
Feb 1, 2015 at 1:44 PM UTC
Olhava para as mais belas rosas,
Todas pareciam formosas...
Vi alguns cravos brancos e avermelhados,
Em campos vadios sem ser semeados...
Parece que o amor nasce no horizonte,
Gazelas bebem numa pequena fonte,
Ao acaso e sem pedir nada a alguém,
Olhar uma água de ninguém.
O amor parece o universo do bem,
Vai embora sem dizer a sua mãe,
Eu já tive amor sem o perceber,
Olhei para o livro sem letras para ler...
Ai enamorados seres que se perdem com o amor,
Confissões feitas a nosso Deus e Senhor,
Nas mais belas estrelas do universo,
Vi lençóis brancos em verso …
Victor Marques
Sep 5, 2018
Sep 5, 2018 at 1:44 PM UTC
se chegar perto demais pode ser que você veja a cicatriz no meu rosto de quando eu era pequena e gostava de pular em cacos de vidro porque achava tão bonito ver o brilho dos caquinhos verdes contra a luz do sol
se chegar perto demais pode ser que você veja a pintinha que tenho no meu rosto e que odeio porque é a mesma da minha mãe e eu não gosto de ter nada dela em mim
pode ser que veja uma menina sentada no canto da sala enfiada em um livro fingindo nao escutar os gritos que derrubavam as paredes
se chegar muito perto pode achar a adolescente que transava com os caras mais velhos da escola na tentativa de realocar os proprios caquinhos com sangue
se chegar muito perto pode ser que descubra que ja pensei um milhão de vezes em envenenar um monte de gente da minha família
se chegar perto assim pertinho vai ver que é tudo encenação
e que na maioria das vezes
calculo tudo o que eu to fazendo
como se eu tivesse um roteiro o tempo todo em mãos
e quando eu danço de olhos fechados é porque eu tô me observando de fora e ditando o ritmo dos meus próprios pés
se chegar muito perto pode ser que veja
que eu não sou de verdade
que nem sequer existo
se chegar muito perto vai ver
dentro dos meus olhos preso na retina
o terror que eu tenho de ser descoberta
e por isso
mantenho distância
Oct 26, 2022
Oct 26, 2022 at 9:04 PM UTC
como é bom quando ser não necessariamente é sair de si pra fora da calçada e das ruas habitadas. e se um dia tu ousa fugir da regra e ser consumida por mulheres capazes de te atingir?
é como se respirar fossem facas atravessadas em pulmões de madeira e a cada contorção uma delas se transforma num pássaro que voa pra bem longe daqui.
tudo que se conhece não é verdadeiramente real, pois tu mesma me dissestes que cada tecla de palavras comentadas são números em uma eterna composição fetal.
ato falho e insincero, tivesses todo tempo do mundo e arcasses apenas com o que te conveio entre folhas de orvalhos e manguezais poluídos pela saliva humana.
já calcei outros pés em tempos tardios e te digo: nunca mais fui a mesma; trouxe somente cinco malas cheias de meias pra cobrir teus pés e de teus queridos amados.
houve um dia em que ouvi de longe alguém sussurrar que te ama e que te abraçaria com facilidade. mediria tuas costas e te colocaria numa camisa branca com listras amarelas.
odiaria te ver chorar pedrinhas de malaquita, mas não te apavores quando um dia isso acontecer. e mais: segure essa caneta e escreva em meus braços coisas que só tu poderia saber - teus desejos não são uma ordem.
não me culpo pela tua falta de existência - eu sei, um dia também te quis aqui comigo, mas só de ouvir o som da tua mentirosa voz já me faz bem.
queria ao menos tocar um dos meus dedos em ti e te fazer realidade.
e se um dia as páginas daquele livro virarem sozinhas, podem ser eu indicando aquela horrenda frase:
"belo dia pra viver tão triste"
Jul 23, 2019
Jul 23, 2019 at 11:10 PM UTC
Foi cedo na vida que o meu livro de mágoas se abriu.
(Entendi-o desde nova pois senti-o.)
Um livro manchado pelo sangue da batalha,
Páginas carregadas de calafrios…
Ainda hoje me correm e ecoam no corpo.
(O som do ferro ainda me causa insónias.)
E o abandono…
Esse sempre o meu maior medo,
Cortou-me como uma espada a vida toda.
(Nunca o gritei…pelo menos em voz alta.)
Ferida, pelas entrelinhas o fui escrevendo.
(Nunca com tinta…sempre mascarado na dor das palavras.)
Marcado em mim desde o início.
(Nunca na pele…sempre uma ferida interna bem escondida
na alma.)
A Morte…
Essa parece chegar rapidamente
Para as almas incompreendidas.
(Mas calma, eu entendi.)
Choraste sem saber porquê…
Passaste e ninguém te viu…
Mas agora renasces com uma visão que eu sonhei.
E eu, que nunca te encontrei,
Vi-te encarnada em mim.
Quem me dera que tivesses vivido tempo suficiente, Florbela.
Só para que eu te tivesse desvendado o segredo da vida.
(Neste mundo não eras a única que andava perdida.)
(O segredo é que andamos todos.)
Mar 3, 2022
Mar 3, 2022 at 4:25 PM UTC