"jardim" poems
Olhar a água do ribeiro,
Encostado ao sobreiro.
Paisagens feitas de qualquer jeito,
Douro e Tua sem leito.
Muros com primor e mestria,
Encantos teus que nos vicia,
Olivais que lindos sois assim,
Quimera do meu jardim.
Papoilas avermelhadas,
cepas mal tratadas.
Figueiras com figos,
Douro e amigos.
Não existe outro amor,
Douro te adorna com labor,
Os cavalos e rebanhos,
Rabelos dos teus enganos.
Victor Marques
Apr 27, 2010
Apr 27, 2010 at 4:36 PM UTC
Lugar cativo
Onde me deito cativante
E abro a gargante e choro.
Nao darei mais o Tempo
Nem reconciliarei menos o perdao.
Somos os dias contados pelos dedos
E quanto menos tenho menos quero ter.
Frio com febre estou
Doente dos ossos, raspando-os
Ate ao po se extinguirem
e absorvo-os pela narina mais próxima
Directo ao cérebro que me permiti vender
Indirecto ao coração que morto 'e aos poucos.
Faca de dois gumes afiada na pedra
E enrolada no peito cada dia mais,
Milimetro a Milimetro
Para que a dor seja minuciosamente
Mental.
Fatal.
E da paisagem verdejante
Onde passeio as pernas pesadas
Do chumbo das balas perdidas,
Com que te matei,
Absorvo o bicho por entre o jardim
E a natureza para mim nao 'e mais
Que o conteúdo do bolo que cozinhei
Para esquecê-lo.
Cativo ligar
Que permaneço cativa
Húmido que me constipa os dentes
Como a agua gelada com que tomo banho
E nem assim acordo.
Não sei se esta Dor caberá
nas milhares de palavras que defecarei
Ate este dia tardar
E a minha vida por fim, acabar.
Não 'e de minha dor que escrevo,
'e a tua que me percorre este sangue anémico.
Consideras-te feliz que nem um porco
Que na lama chafurda a couraça.
E eu com esta dor de costas do peso
De trazer o Mundo nos bolsos
E por cada morte que deus padece
Um sopro no coração me oferece.
Dor, dor, dor, dor, dor, dor
Qual Jesus Cristo, o redentor.
Jul 7, 2012
Jul 7, 2012 at 9:01 PM UTC
Quando for grande quero
Ter um jardim
Para cuidar como não cuido de mim;
Fazer cama de um vaso cheio de terra
Onde cobrirei a semente de amor
Com água fresca e luz do sol
Palavras e doces melodias
Até e depois de nascer.
Quando for maior ainda,
Se amar a flor tanto assim,
Quero fazer uma horta do jardim,
Para amar o que como
Da semente até ao prato e,
Se somos o que comemos,
Plantarei amor em mim.
May 6, 2020
May 6, 2020 at 6:39 PM UTC
Cumplicidade no amor
Sentimos sensações diferentes nesta caminhada,
Cavalgamos campos verdes sem estrada,
Caímos e levantamos sim senhor!
Pintamos quadros todos da mesma cor.
Vivemos situações desiguais,
Criamos personagens sensacionais,
Damos flores com sentido e razão,
Amar na impureza da perfeição.
Sentados no muro do jardim,
Vestidos curtos de cetim,
Sentimentos sinceros e sem pudor,
Cumplicidade minha e do teu amor.
Victor Marques
Jan 5, 2015
Jan 5, 2015 at 10:28 AM UTC
Ontem foi seu aniversário
Infelizmente, foi um dia agitado
No entanto, fui ao jardim
Do meu coração nesta linda manhã
Onde colhi uma rosa invisível que poderia trazer:
Felicidade, alegria, bom humor e uma primavera antecipada.
Raspei minha barba e bigode para alegrar o seu dia
De todo o coração, desejo-lhe um feliz aniversário
Oh! Eu gostaria de encantar você até o anoitecer
Quando o arco-íris não estiver mais no outono
Em direção a outro horizonte, para outra estação
Por favor, aceite esta rosa, este poema, esta canção.
P.S.: Este poema é dedicado ao meu bom amigo.
Copyright © Agosto de 2025 Hébert Logerie, Todos os direitos reservados.
Hébert Logerie é autor de várias coletâneas de poesia.
Aug 11, 2025
Aug 11, 2025 at 12:26 AM UTC
Hoje enquanto dormia, sonhei que num jardim vivia,
Ouvia os pássaros, cantar lindas canções, com ternura,
Sentia-se a água da chuva correr sem sua armadura,
As flores eram verdes, como os sonhos, de pura lixivia!
Lavaram-se as vestes, lavaram-se as mãos, enquanto sonhava
Quando acordei pela manha do costume cheia de sonhos,
Percebi que se tinha tornado uma rotina ser feliz e eu amava,
Amava incansavelmente seus olhos, via o coração aos quadradinhos!
Quadros pintados nas paredes de casa cheio de nossas recordações,
Hoje, era senão mais um dia, onde pintava na tela nossas emoções,
Aquilo que começou num passeio descalço junto da lagoa vazia,
Formava agora na parede de casa retractos de uma família que crescia!
Peguei depois na espátula da minha vida, peguei-a de nova na mão,
Olhei-a nos olhos, senti-lhe as formas e apertei-a ali junto ao coração,
Em tempos atrás deixei-te fugir, deixei-te viver e crescer longe de mim,
Mas hoje, e agora, para sempre, te quero ter aqui, até aquilo que é o fim!
Quando à noite me for deitar, só quero acordar para te olhar o rosto,
Porque os sonhos, por mais belos e lindos, mesmo de nos encantar,
Não se comparam sequer a tudo aquilo que tu na vida me fazes amar!
Autor: António Benigno
Código de autor: 2013.08.29.02.17
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 4:53 AM UTC
Uma Flor
Uma flor nasceu desprotegida,
Como nós ela tem vida.
Flores de alegria e tristeza,
Enfeites da mãe natureza,
Nasceu por acaso,
Sem jardim bem cuidado,
Uma flor de outra era,
Dá paz a quem a venera.
Uma flor sozinha,
A abelha nela poisou,
Deita uma lágrima, coitadinha.
O pássaro a abalou,
Quebrou com o sopro do vento,
Ficou só com seu sofrimento.
Victor Marques
Apr 29, 2013
Apr 29, 2013 at 6:32 AM UTC
Ama sempre a vida
A vida dá resposta, dá lições,
Enche livros sem explicações.
Fica o que nos eleva e consome,
Uma memória e um nome.
Um trocar de olhar,
Um simples pestanejar,
Ousadia e o sonho daquilo que fui e sou,
Amar a vida que o amor consagrou.
A vida numa agitação constante,
Rebelde para trás e para a frente.
Flores do mais belo jardim,
Amar a vida sempre até ao fim.
Viver numa turbulência com serenidade,
Com pobreza ou vaidade.
Viver e com a vida padecer de contente,
Viver a vida hoje e sempre …
Victor Marques
Apr 8, 2013
Apr 8, 2013 at 4:46 AM UTC
A minha mente
Se confunde e nem sente
Eu minto sem saber o porquê
Essa paixão falsa que você
Nutre por mim
Faz tanta falta quanto a neve
No meu jardim
E eu bem que chorei
Lágrimas doces
No portão de Deus sabe quem
Mas o problema
O x da questão
É que você me usa e não quer
Assumir os riscos da mentira
E desmentira
Que você cria
Inventa
E joga lá fora o meu coração.
Apr 14, 2014
Apr 14, 2014 at 11:35 PM UTC
Sente-se o caminhar
sobre ladrilhos dourados
despe-te, ama
entra, a chuva é intensa
vive, ama, amar-te-ei
no jardim, cravos murchos
pétalas caídas.
Leva-me, deixa-me navegar
posso-te amar, tenho-te
desejo-te, depois tudo passa.
Queria ser como tu
adorar-te-ei até ao fim
enfrentarei minha sombra,
serei alguém, viverei para
te proclamar, aconchego-me,
fogo crepitante, doçura
de mulher, corpo imundo
mundo imundo, sobre pedras
de silêncio, vamos ao sabor
de uma melodia, o que sou
sombra inconstante, açambarcador
de poder, ricos falsos, acabar-se-à
no fogo do desespero
não hesites
caminha e vencerás
sobre tudo e todos
vai em frente
segue o teu caminho
e serás alguém, como o eu que eu queria.
May 16, 2014
May 16, 2014 at 11:20 AM UTC
Juntos navegamos
para o objectivo final.
desvio
monto o meu corcel
cavalguei milhas
paragem
segui viagem
retorno às origens
De novo na minha cabana
aí fora
guerras sem sangue
travam-se entre os aristocratas
Usurpação dos poderes
procura constante
Idiotas
um deserto já sem cor
ao fundo
uma vida
Migalha de vida
Um jardim
flores
Músicos tocam flauta
Cai o pano
apagam as luzes
Acabou a peça
acabou tudo
Até a vida
É O FIM.
Feb 3, 2014
Feb 3, 2014 at 3:34 PM UTC
sou um espelho antigo
frio . vazio . sombrio
como um túmulo
sobre a lareira
domino o quarto
vejo lá fora
as flores e árvores
do teu jardim
há dias em que sinto o vento
vejo-te à noite a pentear
os teus sedosos cabelos
vejo-te à noite a acariciar
os teus voluptuosos seios
fazes amor no reflexo da minha existência
eu sou imortal
nunca minto
eu serei o único
que lá vai estar, no teu quarto
até que definhes
e aí
dar-te-ei as minhas memórias
será muito, muito difícil para mim,
quando já não houver nada para refletir
Jan 13, 2015
Jan 13, 2015 at 6:06 PM UTC
procuro no meu jardim
o cheiro adocicado da paixão
o desejo inebriante do pecado
aquela sensação de imensidão
procuro no meu jardim
o sonho da liberdade
esse desejo ocultado
nas teias da maldade
procuro no meu jardim
esse aroma fulminante
que exala do teu corpo
pela tua respiração ofegante
procuro no meu jardim
esse prazer anunciado
e pelo anseio contido
no clímax apaixonado
Mar 25, 2015
Mar 25, 2015 at 7:01 PM UTC
Com amor, por amor, por ti.
Bendito Outono que te trouxe quando as folhas apodrecem,
As vinhas parecem flores do mais desprovido Jardim,
As noites ficam maiores e muito escurecem,
Eu perdido no silêncio do teu olhar sem fim...
Com amor por ti e também por mim eu vivo,
Pois meu amor mesmo acordado sonho contigo!
No horizonte do meu mundo existencial,
No céu, no paraíso, na vida afinal,
O encanto de ser amado me rejuvenesce,
Calor de quem te ama e merece. !
As estrelas sempre neste mundo brilharam,
Eu junto rosas com amor e gratidão!
Te ter é para mim o melhor presente,
Te amar hoje amanhã e sempre.
Com amor por ti eu me deito,
Por amor a ti e a nosso leito...
Quando se agradece o amor, ele se enaltece,
Pois meu amor por ti permanece.
As ondas do mar sempre te dirão,
Que te amo do fundo do coração...
Com amor, por amor, por ti minha querida,
Amo te para toda a vida.
Com amor, por amor, por ti...
Victor Marques
Oct 18, 2017
Oct 18, 2017 at 12:31 PM UTC
forgetting where the mind goes in the white-washed stills
lapses in the film
writhing in the sheets
in between asleep
and crying on the plane to San Francisco
Sep 14, 2014
Sep 14, 2014 at 12:56 AM UTC
Lugar de bem_aventurancas e felicidade,
Fora do mundo, da realidade.
Jardim com as mais belas rosas
Sejam ou não formosas.
Morada eterna de todos os redimidos,
Dos bons, dos maus,dos oprimidos.
Sem punição, nem hediondos castigos
Eterna será também a nossa glória,
Com Cristo ao romper da autora,
Padecendo no mundo pedimos a absolvição,
Paraíso com vida e ressurreição,
Jesus e o bom ladrão...
Aguardamos um juízo final,
Sem pecado original.
Uma nova vinda de Deus Senhor,
Pregando a justiça e o amor.
Paraíso de Abraão, da arca de Noé perdida,
Haja Deus nesta Vida.
Victor Marques
Apr 18, 2023
Apr 18, 2023 at 3:29 PM UTC
tremi de falar já o que te esconde embaixo da saia.
tecido pesado esse que te faz caminhar um tanto mais lento.
e se só a gente tivesse asas e mais ninguém?
que injusto pinguins se amarem durante a vida inteira e a gente não.
arranquei mechas de cabelo e fiz de cada fio uma história pra contar.
mas eu nem tenho coragem de colar na parede...
fica palpitando. é normal. errei várias vezes.
a cara já começa a enrugar e escurecer.
primeiros sinais do infinito dos teus olhos.
plante. ou não também. escreva uma coisa absurda depois ponha fogo. ou não também.
corte as pontas dos dedos, mas não jogue fora. use como fones de ouvido.
não dá pra escapar da tristeza.
capturei uma coisa pra ti, olha só.
mais uma linha de algo escrito que não era pra ser escrito assim.
Oct 25, 2017
Oct 25, 2017 at 5:05 PM UTC
O meu amor é uma flor azul
Que decidiu florir no meu peito.
Dança embalada na magia da noite
E chama por ti.
Não posso impedir que ela cresça,
Se ela assim o quiser.
Admiro esta visão encantadora
E ela cresce... à velocidade de um olhar.
E porque haveria eu
De impedir algo
Tão lindo
E tão natural?
Não o faço.
O meu amor é uma flor azul
Com pétalas tão frágeis, como eu
Um caule que ainda não ganhou raízes na Terra.
E lá se vai ela segurando.
O meu amor é uma flor azul
Que precisa de ser cuidada,
Regada com carinho, só o suficiente
Para que possa crescer forte.
E lá vai ela sendo regada...
O meu amor é uma flor azul
Aberta no meu peito.
Tão mas tão perto do coração
Que quase bate com ele.
E ainda chama por ti...
Mas não vens…
O meu amor é uma flor azul.
Duas pétalas caíram com o tempo
E sorriram em conjunto
Ao secar neste mesmo chão que partilham.
O meu amor é uma flor azul.
E não lhe tocas, nem lhe cantas
Não a convidas para uma última dança.
E bem sabes que ela só chama por ti...
O meu amor é uma flor azul
Que tento manter viva no peito.
Mas ela fraqueja
Treme tanto com o som do vento.
E lá vai ela balançada num suspiro...
O meu amor é uma flor azul
Que te ofereço
E tu rejeitas.
Quero cuidar dela
Mas não posso.
Bem sabes que ela só chama por ti.
E esta linda flor azul…
Um dia terei de a arrancar
Para que ela não me mate a mim.
Nesse dia morrerão
Todas as flores do meu jardim.
Mar 4, 2022
Mar 4, 2022 at 8:42 AM UTC
Roça o mundo enquanto cais
Era tudo cinza demais
Sem mal em fugir
As nuvens cegam-me
Tudo enovoado
Quero ver as flores do jardim
Sentir o que não tenho
As cores a enrolarem-me num abraço
Sentir aroma a alecrim
Não sou cobarde
Mas procuro coragem
Para libertar-me dos medos
Dos receios, dos nervos
E procurar o sol
Ser guiada por ele
E mesmo que caia em devaneios
Em novos receios
Saber voltar ao lugar
Onde posso ver o jardim
Sentir o abraço das cores
E cheirar o alecrim.
Aug 16, 2021
Aug 16, 2021 at 5:58 PM UTC
Me sinto como um jardim sombrio
Assombrada pelos fantasmas do passado
E temerosa pelos ventos do futuro
Eu choro, como a chuva tropical mais forte
Eu me deito desamparada, como se um furacão tivesse me devastado por dentro
Eu levanto, como uma onda selvagem quebrando na areia
Tenho vivido em meio a natureza selvagem
Dos meus próprios sentimentos
Dec 15, 2020
Dec 15, 2020 at 2:32 PM UTC
Já fomos poeira do mesmo lugar
Pousada calmamente junto ao mar.
Sufoca-me o vento que nos quer levar,
E este pobre pó estrelar,
Sem força suficiente para ficar,
Chora sem braços onde se agarrar.
Implora-te que me guardes num olhar,
E assim voamos eternamente,
Sem qualquer noção de ver desaparecer
Lá ao longe, o nosso lar.
Já fomos breves e inconstantes,
Pequenas rochas cobertas de diamantes.
Não quisemos saber do nosso valor,
E quando o número não interessa,
Qualquer fruto neste peito vira flor.
Mas que som é este
Que me enche de terror?!
Ah! É a minha linda borboleta,
Bate as asas e só ouço dor.
Pousa em mim…
Mas sentirá ela este calor?
Levanta voo…
Sem se recordar da minha cor.
Perco-a em ti,
Mas não me perco de todo este esplendor.
Já fomos canto de pássaro na madrugada,
Criança que corre sem ligar à roupa manchada.
E de mãos dadas pela estrada,
Brincámos nas infinitas ruas desta cruzada.
Sorriste-me sem ligar a nada,
Como qualquer criança louca,
E atrapalhada
Tropeças em mim…
E deitas abaixo cada fachada,
Pois como nego ao coração
Que estou, agora, aprisionada?
Já fomos a folha verde no outono
Que caiu e não voltou.
Cada onda que rebentou no rochedo
Desvendou-te logo quem eu sou.
Quis ser concha para ti,
Presente que o mar traz.
Mas sou fogo que arde aqui
E destrói tudo o que é capaz.
Consumo-te e inalo-te em mim,
A droga mais pura e eficaz.
E sobram as cinzas derramadas no jardim,
Memórias da alma que lá jaz.
Mar 3, 2022
Mar 3, 2022 at 2:51 PM UTC