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"habita" poems
Quisiera entender porqué durante el silencio escucho ruido de mi cabeza, no logro nunca entender, qué exactamente es lo que estoy pensando, Pero mientras pienso sonrío, con los ojos ausentes, miro dentro una pantalla negra, una nube de colores se aleja, como distrayendo mi conciencia, entreteniéndola a escondidas, de mi percibir. Quisiera decirte que decoras mi mundo escabulléndote entre cada idea irrelevante a ti, sacándote de ahí, te invito a conocer lo nuevo que se le escurre a un día, por estar ahí, entre espacios de nada, transformándolos a todo, y en lo que mi pensar habita, habitas tú, desde el aislamiento por la altura, miramos todo lo que vive, porque estás aquí, aunque no estés ahí.
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Apr 13, 2010
Apr 13, 2010 at 1:14 PM UTC
Descifrando
DUELE TU RECUERDO, FUE UN SUEÑO? TODO LO RECUERDO, LA MEMORIA TE GRABO TAN DENTRO. DUELE LA DISTANCIA QUE HABITA ENTRE NOSOTROS. QUIERO BORRARLA, PARA TENERTE A UNA PESTAÑA DE LEJOS. DUELE NO SABER, SI TE VOLVERE A VER. CUANTO TIEMPO? SOLO EN UN SUEÑO? O VERDADERAMENTE MI SUEÑO? DUELE ESTAR LEJOS. POR QUé TE ENCONTRE? SI AHORA LEJOS ESTARE. CUAL ES EL DEBER DEL AMOR? HERIRME O ENDULZARME EL CORAZON?
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Sep 9, 2014
Sep 9, 2014 at 7:10 PM UTC
Estoy lejos ya...
Atascado en el tiempo uno está, cuando dejar el pasado atrás no es una posibilidad. Las agujetas del reloj no dictan más que el tiempo que pierdo siendo exclava de mis recuerdos. ¿Porqué no puedo dejarme llevar? ¿Crear nuevos recuerdos y empezar de nuevo? El miedo habita mi mente. Los recuerdos dictan mi futuro y yo sigo viviendo en el pasado.
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Aug 7, 2010
Aug 7, 2010 at 8:08 PM UTC
Atascada
Tengo un corazón de piedra latente, que se agrieta cada vez que lo azotan contra el suelo. Tengo un corazón de piedra latente, que extrañamente sus pulsaciones crecen cuando mis sentimientos por ti trato de desvanecer. Tengo un corazón de piedra latente, que daría lo que fuera para que su corriente sanguínea no se desbalancee. Tengo un corazón de piedra latente, que a pesar de las caídas se fuerza por mantener vivo el cuerpo en el que habita. Tengo un corazón de piedra latente, que se polvoriza por querer estar junto a ese corazón de acero, pero conoce que no es pertinente.
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May 6, 2015
May 6, 2015 at 9:39 PM UTC
Corazón de piedra
He ahorrado amistades para los tiempos negros. Las querencias las he acumulado para los momentos del odio. También los buenos recuerdos los cargo en el bolsillo para épocas de olvido y agobio. Sin embargo...a veces ni las amistades, ni las querencias, ni los recuerdos son suficientes para apartar la pálida tristeza que llega y me habita, rígida como el mármol, aletargadora, mientras del brazo de las nubes pasean los pájaros en la tarde sin horas. Jorge Gómez A.
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Jun 29, 2012
Jun 29, 2012 at 8:52 AM UTC
ECONOMÍAS Y DESPILFARROS
Sem ti os dias são longos, passam longos e um vazio permanece em mim. Sinto a tua falta, o teu amor, o teu carinho. Uma tristeza imensa invade a minha alma e dilacera o meu peito. Vem preencher este vazio com o teu nome, tu que estás perto e longe de mim. Deixa-me sentir esta nossa doce amizade até ao perecer das eras. Sinto o sangue fervilhar como que envenenado na espera constante do teu ser. Mas, sinto agora a tua mão e nada mais está perdido. Sinto agora a tua mão em meu auxílio, para me tirares desta fria desilusão. E por mais vazia que seja esta distância, sei que sempre seguras-te a minha mão. No meu peito habita agora uma doce esperança, e sei que um dia vou poder olhar nos teus olhos e dizer-te: AMO-TE MÃE!
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Jan 19, 2014
Jan 19, 2014 at 3:05 PM UTC
mãe
Se não é Deus... Quem ou O que nos faz acreditar que bons momentos estão por vir? Quem ou O que nos faz ter fé? Se existem coisas ou pessoas destinadas a serem quem as desenhou assim? Quem escreveu o destino delas? Será que estamos sozinhos neste mundo? Eu próprio me encontro a duvidar da existência de um Deus… É como dizem “ver é crer” mas temos de morrer para ver e quem morre não volta para nos contar os detalhes… Mas escolho acreditar que ele existe, não sei porque que prefiro acreditar que existe, mas parece dar algum conforto e propósito na vida. Duvidar da existência de Deus também me faz duvidar da existência de paraíso, mas prefiro acreditar que existe, e se existe eu quero ir para lá quando o meu corpo morrer… Mas também duvido que eu vá para lá, não sou perfeito, faço coisas condenáveis, segundo a bíblia, minto, fornico, até já roubei, mesmo que seja um roubo que eu tenha achado “inocente” por ser pequeno e que “ninguém notaria” é um roubo e isso é condenável, segundo a bíblia. O que faz com que sejamos perdoados? Fala-se tanto do dia em que o mundo vai acabar e as almas puras serão levadas para o reino dos *** o que eu faço para minha alma ser uma dessas que será levada para o reino dos *** Pedir perdão todos os dias? Ou apenas no dia da nossa morte? Qualquer pessoa cansa-se de ouvir pedidos de perdão diariamente por erros que cometemos por livre vontade, Deus não é uma pessoa, mas será que ele não está cansado de nos perdoar dia-a-dia? Se existe Paraíso e Inferno eu quero acreditar que ninguém habita o inferno, quero acreditar que o diabo não tem nem sequer uma alma. Se todos pecados são dignos do perdão, eu quero acreditar que Deus perdoou todos. No último julgamento que quero acreditar que ninguém se recusou a assumir seus erros e pedir perdão… e essa é a razão de eu achar que ninguém habita o inferno e se existem almas perdidas lá, são apenas réplicas e que as verdadeiras habitam no reino dos ***
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Mar 16, 2017
Mar 16, 2017 at 1:21 AM UTC
Se não é Deus
Se não é Deus... Quem ou O que nos faz acreditar que bons momentos estão por vir? Quem ou O que nos faz ter fé? Se existem coisas ou pessoas destinadas a serem quem as desenhou assim? Quem escreveu o destino delas? Será que estamos sozinhos neste mundo? Eu próprio me encontro a duvidar da existência de um Deus… É como dizem “ver é crer” mas temos de morrer para ver e quem morre não volta para nos contar os detalhes… Mas escolho acreditar que ele existe, não sei porque que prefiro acreditar que existe, mas parece dar algum conforto e propósito na vida. Duvidar da existência de Deus também me faz duvidar da existência de paraíso, mas prefiro acreditar que existe, e se existe eu quero ir para lá quando o meu corpo morrer… Mas também duvido que eu vá para lá, não sou perfeito, faço coisas condenáveis, segundo a bíblia, minto, fornico, até já roubei, mesmo que seja um roubo que eu tenha achado “inocente” por ser pequeno e que “ninguém notaria” é um roubo e isso é condenável, segundo a bíblia. O que faz com que sejamos perdoados? Fala-se tanto do dia em que o mundo vai acabar e as almas puras serão levadas para o reino dos *** o que eu faço para minha alma ser uma dessas que será levada para o reino dos *** Pedir perdão todos os dias? Ou apenas no dia da nossa morte? Qualquer pessoa cansa-se de ouvir pedidos de perdão diariamente por erros que cometemos por livre vontade, Deus não é uma pessoa, mas será que ele não está cansado de nos perdoar dia-a-dia? Se existe Paraíso e Inferno eu quero acreditar que ninguém habita o inferno, quero acreditar que o diabo não tem nem sequer uma alma. Se todos pecados são dignos do perdão, eu quero acreditar que Deus perdoou todos. No último julgamento que quero acreditar que ninguém se recusou a assumir seus erros e pedir perdão… e essa é a razão de eu achar que ninguém habita o inferno e se existem almas perdidas lá, são apenas réplicas e que as verdadeiras habitam no reino dos ***
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¿Será verdad que, cuando toca el sueño, con sus dedos de rosa, nuestros ojos, de la cárcel que habita huye el espíritu en vuelo presuroso? ¿Será verdad que, huésped de las nieblas, de la brisa nocturna al tenue soplo, alado sube a la región vacía a encontrarse con otros? ¿Y allí desnudo de la humana forma, allí los lazos terrenales rotos, breves horas habita de la idea el mundo silencioso? ¿Y ríe y llora y aborrece y ama y guarda un rastro del dolor y el gozo, semejante al que deja cuando cruza el cielo un meteoro? Yo no sé si ese mundo de visiones vive fuera o va dentro de nosotros. Pero sé que conozco a muchas gentes a quienes no conozco.
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Rima lxxv
Llovizna abrillanta-asfaltos de la dormida calleja.                               Llovizna canta-en-la-reja,                               llovizna arrulla-a-la-oreja,                               -escala de los asaltos                               (Julieta habita en los altos.)                               de Romeo-: historia añeja. Llovizna moja-que-moja trovador de Alda o Mafalda, nocharniego rima-balda cuyo manteo sofalda -para colmo a su congoja- la ventisca, y lo sonroja: trovero-desnuda-espalda...                               Llovizna pica y repica                               con su yeloso goteo                               por el raído manteo                               del aterido Romeo:                               si el balcón cierra la rica                               -fembra, asaz se simplifica                               la acción de Tristán e Iseo... Llovizna llueve-que-llueve, llovizna cala-que-cala.                               Presto apróntale la escala,                               pronto el partido por gala                               en dos alista: a que pruebe                               tu licor cálido ****                               cuaderno-azul-bajo-el-ala, es decir vate-que-bate, rimador rima-que-rima, harpa-al-hombro, laúd-mima, vihuela-pellizca, o lima -violín, o teclas-abate...                               Campo-de-pluma, el combate,                               **** de amor, se aproxima:                               Campo-de-plumas, apresta                               **** (Iseo, Isolda, Alda,                               Julieta, Dido o Mafalda): trovador-lira-a-la-espalda apercibe su ballesta y el dardo certero asesta que clavar ha en tu guirnalda.                               **** (Mafalda, Alda, Dido,                               Iseo, Julieta, Isota,                               Ulalume, ya remota,                               Xatlí, morena-de-oliva,                               Eglé, blonda delusiva,                               deswertherada Carlota,                               Ofelia ofélida ignota,                               fugadas en el olvido): Llega el trovador transido -rota flámula en derrota, rota flámula hecha criba, gonfalón deshecho hecho girón: pero avante el pecho trae el trovador maltrecho pujante: y en su lasciva boca, el ascua-siempre-viva que hoguera será en el lecho.
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Cancioncilla
Llovizna abrillanta-asfaltos de la dormida calleja.                               Llovizna canta-en-la-reja,                               llovizna arrulla-a-la-oreja,                               -escala de los asaltos                               (Julieta habita en los altos.)                               de Romeo-: historia añeja. Llovizna moja-que-moja trovador de Alda o Mafalda, nocharniego rima-balda cuyo manteo sofalda -para colmo a su congoja- la ventisca, y lo sonroja: trovero-desnuda-espalda...                               Llovizna pica y repica                               con su yeloso goteo                               por el raído manteo                               del aterido Romeo:                               si el balcón cierra la rica                               -fembra, asaz se simplifica                               la acción de Tristán e Iseo... Llovizna llueve-que-llueve, llovizna cala-que-cala.                               Presto apróntale la escala,                               pronto el partido por gala                               en dos alista: a que pruebe                               tu licor cálido ****                               cuaderno-azul-bajo-el-ala, es decir vate-que-bate, rimador rima-que-rima, harpa-al-hombro, laúd-mima, vihuela-pellizca, o lima -violín, o teclas-abate...                               Campo-de-pluma, el combate,                               **** de amor, se aproxima:                               Campo-de-plumas, apresta                               **** (Iseo, Isolda, Alda,                               Julieta, Dido o Mafalda): trovador-lira-a-la-espalda apercibe su ballesta y el dardo certero asesta que clavar ha en tu guirnalda.                               **** (Mafalda, Alda, Dido,                               Iseo, Julieta, Isota,                               Ulalume, ya remota,                               Xatlí, morena-de-oliva,                               Eglé, blonda delusiva,                               deswertherada Carlota,                               Ofelia ofélida ignota,                               fugadas en el olvido): Llega el trovador transido -rota flámula en derrota, rota flámula hecha criba, gonfalón deshecho hecho girón: pero avante el pecho trae el trovador maltrecho pujante: y en su lasciva boca, el ascua-siempre-viva que hoguera será en el lecho.
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La casa del silencio se yergue en un rincón de la montaña, con el capuz de tejas carcomido. Y parece tan dócil que apenas se conmueve con el ruido de algún árbol cercano, donde sueña el amoroso cónclave de un nido. Tal vez nadie la habita ni la quiere, y acaso nunca la vivieron hombres; pero su lento corazón palpita con profundo latir de resignado, cuando el rumor la hiere y la sangra del trémulo costado. Imagino, en la casa del silencio, un patio luminoso, decorado por la hierba que roe las canales y un muro despintado al caer de las lluvias torrenciales. Y en las noches azules, la pienso conturbada si adivina un balbucir de luz en sus escaños, y la oigo verter con un ruido ya casi imperceptible, contenido, su lloro paternal de tres mil años.
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La casa del silencio
Leo Legris es el nombre que porta -para esquivar el irónico gesto- mi extravagancia, que, riendo, soporta la burla, la estultez, y el elogio indigesto. Mi aburrimiento es largo, pero la vida es corta. Mi vanidad... ¡Mi vanidad no vale el resto...! Y el resto es casi siempre lo que a ninguno importa... Vanidad -para mí- es la toga de asbesto: pues nunca deja que me quemen las rabias, ni que de necios me atosigue la acerbia, ni que el aplauso me torne menos mío! Leo Legris que habita las Ilusorias Babias... -Concedido... - y la torre feudal de su soberbia! -Aceptado... y en prueba, mirad cómo sonrío...!
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Leo legris
Yo sé que existo porque tú me imaginas. Soy alto porque tú me crees alto, y limpio porque tú me miras con buenos ojos, con mirada limpia. Tu pensamiento me hace inteligente, y en tu sencilla ternura, yo soy también sencillo y bondadoso.                           Pero si tú me olvidas quedaré muerto sin que nadie lo sepa. Verán viva mi carne, pero será otro hombre -oscuro, torpe, malo- el que la habita...
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Muerte en el olvido
Sin haberlo advertido jamás, exceso por turismo y sin agencias de pecho en pecho hacia la madre unánime. Hasta París ahora vengo a ser hijo. Escucha, Hombre, en verdad te digo que eres el Hijo Eterno, pues para ser hermano tus brazos son escasamente iguales y tu malicia para ser padre, es mucha. La talla de mi madre moviéndome por índole de movimiento, y poniéndome serio, me llega exactamente al corazón: pesando cuanto cayera de vuelo con mis tristes abuelos, mi madre me oye en diámetro callándose en altura. Mi metro está midiendo ya dos metros, mis huesos concuerdan en género y en número y el verbo encarnado habita entre nosotros y el verbo encarnado habita, al hundirme en el baño, un alto grado de perfección.
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Lomo de las sagradas escrituras
Despachadas las cartas y el telegrama, camina por las calles indefinidas y advierte leves diferencias que no le importan y piensa en Aberdeen o en Leyden, más vívidas para él que este laberinto de líneas rectas, no de complejidad, donde lo lleva el tiempo de un hombre cuya verdadera vida está lejos. En una habitación numerada se afeitará después ante un espejo que no volverá a reflejarlo y le parecerá que ese rostro es más inescrutable y más firme que el alma que lo habita y que a lo largo de los años lo labra. Se cruzará contigo en una calle y acaso notarás que es alto y gris y que mira las cosas. Una mujer indiferente le ofrecerá la tarde y lo que pasa del otro lado de unas puertas. El hombre piensa que olvidará su cara y recordará, años después, cerca del Mar del Norte, la persiana o la lámpara. Esa noche, sus ojos contemplarán en un rectángulo de formas que fueron, al jinete y su épica llanura, porque el Far West abarca el planeta y se espeja en los sueños de los hombres que nunca lo han pisado. En la numerosa penumbra, el desconocido se creerá en su ciudad y lo sorprenderá salir a otra, de otro lenguaje y otro cielo. Antes de la agonía, el infierno y la gloria nos están dados; andan ahora por esta ciudad, Buenos Aires, que para el forastero de mi sueño (el forastero que yo he sido bajo otros astros) es una serie de imprecisas imágenes hechas para el olvido.
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El forastero
transpiro o medo que em mim habita se alastra e me consome faz frio uma lágrima aflita cai no tempo e emana em mim uma dor cruel o sangue procura uma saída e escorre ímpio pela minha boca fria procuro paralisado no tempo o que ainda resta desta vida onde nestas entranhas jaz imóvel o meu coração e a vida é bela
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Jun 12, 2015
Jun 12, 2015 at 5:35 AM UTC
A vida é bela
o vento sopra através do esqueleto do casario sussurrando pensamentos de outrora pensamentos emoções ideias um som pulsante habita na minha mente não me deixando dormir um único pensamento fica preso à minha existência e viajo de pensamento em pensamento e a ideia cresce alimentando o meu outro eu não estou mais só
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Sep 9, 2015
Sep 9, 2015 at 5:15 AM UTC
Eu habito em mim
Me vejo longe de todo amor que habita Não devido a solidão Mas a exaustidão da procura Da solidão que me conforta e me prende A cada dia me sinto mais doente Qual seria a solução? Um novo amor para me prender em vão... As grades dessa razão Não se substitui uma dor por outra Aprende a se cuidar e cultivar Mas e quando algo deixa de ser mútuo De ser puro Qual caminho seguirei?
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Dec 28, 2015
Dec 28, 2015 at 4:51 AM UTC
desabafo
Oh pastor, no prosigas por ese agrio camino Los saltos de esa cabra. Déjala. En la ladera Ande nos da el estío morada placentera, Tu esperar es inútil al fulgor vespertino. Quedémonos. Tendremos higos rojos y vino. Labra de despertamos la aurora en la ribera. Habla paso. Los Dioses nos hallaran doquiera, Hécate esta mirándonos con su mirar divino. En aquel antro oscuro donde el viento se agita, El Sátiro, demonio de estos sitios, habita; Salir podría acaso si oye nuestras palabras. ¿No escuchas en sus labios cantar el caramillo? Es él. Sus dobles cuernos lucen dorado brillo, Y al claro de la luna danzar hace mis cabras.
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El cabrero
Alza, toro de España: levántate, despierta. Despiértate del todo, toro de negra espuma, que respiras la luz y rezumas la sombra, y concentras los mares bajo tu piel cerrada. Despiértate. Despiértate del todo, que te veo dormido, un pedazo del pecho y otro de la cabeza: que aún no te has despertado como despierta un toro cuando se le acomete con traiciones lobunas. Levántate. Resopla tu poder, despliega tu esqueleto, enarbola tu frente con las rotundas hachas, con las dos herramientas de asustar a los astros, de amenazar al cielo con astas de tragedia. Esgrímete. Toro en la primavera más toro que otras veces, en España más toro, toro, que en otras partes. Más cálido que nunca, más volcánico, toro, que irradias, que iluminas al fuego, yérguete. Desencadénate. Desencadena el raudo corazón que te orienta por las plazas de España, sobre su astral arena. A desollarte vivo vienen lobos y águilas que han envidiado siempre tu hermosura de pueblo. Yérguete. No te van a castrar: no dejarás que llegue hasta tus atributos de varón abundante esa mano felina que pretende arrancártelos de cuajo, impunemente: pataléalos, toro. Víbrate. No te van a absorber la sangre de riqueza, no te arrebatarán los ojos minerales. La piel donde recoge resplandor el lucero no arrancarán del toro de torrencial mercurio. Revuélvete. Es como si quisieran arrancar la piel al sol, al torrente la espuma con uña y picotazo. No te van a castrar, poder tan masculino que fecundas la piedra; no te van a castrar. Truénate. No retrocede el toro: no da un paso hacia atrás si no es para escarbar sangre y furia en la arena, unir todas sus fuerzas, y desde las pezuñas abalanzarse luego con decisión de rayo. Abalánzate. Gran toro que en el bronce y en la piedra has mamado, y en el granito fiero paciste la fiereza: revuélvete en el alma de todos los que han visto la luz primera en esta península ultrajada. Revuélvete. Partido en dos pedazos, este toro de siglos, este toro que dentro de nosotros habita: partido en dos mitades, con una mataría y con la otra mitad moriría luchando. Atorbellínate. De la airada cabeza que fortalece el mundo, del cuello como un bloque de titanes en marcha, brotará la victoria como un ancho bramido que hará sangrar al mármol y sonar a la arena. Sálvate. Despierta, toro: esgrime, desencadena, víbrate. Levanta, toro: truena, toro, abalánzate. Atorbellínate, toro: revuélvete. Sálvate, denso toro de emoción y de España. Sálvate.
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Llamo al toro de españa
Alza, toro de España: levántate, despierta. Despiértate del todo, toro de negra espuma, que respiras la luz y rezumas la sombra, y concentras los mares bajo tu piel cerrada. Despiértate. Despiértate del todo, que te veo dormido, un pedazo del pecho y otro de la cabeza: que aún no te has despertado como despierta un toro cuando se le acomete con traiciones lobunas. Levántate. Resopla tu poder, despliega tu esqueleto, enarbola tu frente con las rotundas hachas, con las dos herramientas de asustar a los astros, de amenazar al cielo con astas de tragedia. Esgrímete. Toro en la primavera más toro que otras veces, en España más toro, toro, que en otras partes. Más cálido que nunca, más volcánico, toro, que irradias, que iluminas al fuego, yérguete. Desencadénate. Desencadena el raudo corazón que te orienta por las plazas de España, sobre su astral arena. A desollarte vivo vienen lobos y águilas que han envidiado siempre tu hermosura de pueblo. Yérguete. No te van a castrar: no dejarás que llegue hasta tus atributos de varón abundante esa mano felina que pretende arrancártelos de cuajo, impunemente: pataléalos, toro. Víbrate. No te van a absorber la sangre de riqueza, no te arrebatarán los ojos minerales. La piel donde recoge resplandor el lucero no arrancarán del toro de torrencial mercurio. Revuélvete. Es como si quisieran arrancar la piel al sol, al torrente la espuma con uña y picotazo. No te van a castrar, poder tan masculino que fecundas la piedra; no te van a castrar. Truénate. No retrocede el toro: no da un paso hacia atrás si no es para escarbar sangre y furia en la arena, unir todas sus fuerzas, y desde las pezuñas abalanzarse luego con decisión de rayo. Abalánzate. Gran toro que en el bronce y en la piedra has mamado, y en el granito fiero paciste la fiereza: revuélvete en el alma de todos los que han visto la luz primera en esta península ultrajada. Revuélvete. Partido en dos pedazos, este toro de siglos, este toro que dentro de nosotros habita: partido en dos mitades, con una mataría y con la otra mitad moriría luchando. Atorbellínate. De la airada cabeza que fortalece el mundo, del cuello como un bloque de titanes en marcha, brotará la victoria como un ancho bramido que hará sangrar al mármol y sonar a la arena. Sálvate. Despierta, toro: esgrime, desencadena, víbrate. Levanta, toro: truena, toro, abalánzate. Atorbellínate, toro: revuélvete. Sálvate, denso toro de emoción y de España. Sálvate.
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poros transpiração as veias latem as artérias latem o senhor dos sonhos comanda nulidade sinto a sua presença rejeição realidade cruel que habita nos meus olhos a toxicidade é viciante o vicio é... sufocante
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Oct 22, 2014
Oct 22, 2014 at 5:16 AM UTC
MORFINA
Subía entonces a tu Casa la Juventud.                           Labios de frutas, semillas de cánticos, pétalos de luz, magnolias de hermosura. Lo que no hablaban las palabras lo decía su sola música. Para qué cantas. Para qué cantar. (Entonces, a la altura de tu frente, trepaban yedras de juventud). Para qué apuras el vino. Déjalo que duerma ensombreciéndose en las uvas. Cielo poniente, del color de los panales; frías plumas de alba. Columnas donde apoya el mediodía azul su cúpula. Para qué cantas. Para qué te entusiasmas. Para qué apuras el vino. Todo cuanto es tuyo, no es tuyo. Todo lo que endulza, amarga. Todo cuanto aroma, hiede. Es el día noche oscura. Te ciñes flores: son las mismas flores que llevas a tu tumba. Subía entonces a tu Casa la Juventud. (Para qué apuras el vino.) Y abrías tus ríos, tu paisaje arrastraba espumas ilusorias, pétalos de oro del estío, la boca púrpura del poniente, el óxido pálido del mar, los nidos que la lluvia habita...               Dime, por lo menos: «lo sé, lo sé: bajo la luna sólo hay respuestas; más allá de la luna, sólo hay preguntas». Di, por lo menos: «sé que vivo caminando y cantando a oscuras, que lloraré de pesadumbre, no de sorpresa...».                       Hasta la altura de tu frente, suben las yedras su vegetal carne desnuda. Cantaba entonces en tu Casa la Juventud (para qué apuras el vino ...), entraban por las puertas luminosas, las criaturas del paraíso del instante, las enigmáticas volutas del azul, las bocas candentes del trigo, el germen de la música: lo eternamente jubiloso sobre la tierra o las espumas. Lo que trenzaba tallo a tallo de risa, su noche futura.
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Paganos
Subía entonces a tu Casa la Juventud.                           Labios de frutas, semillas de cánticos, pétalos de luz, magnolias de hermosura. Lo que no hablaban las palabras lo decía su sola música. Para qué cantas. Para qué cantar. (Entonces, a la altura de tu frente, trepaban yedras de juventud). Para qué apuras el vino. Déjalo que duerma ensombreciéndose en las uvas. Cielo poniente, del color de los panales; frías plumas de alba. Columnas donde apoya el mediodía azul su cúpula. Para qué cantas. Para qué te entusiasmas. Para qué apuras el vino. Todo cuanto es tuyo, no es tuyo. Todo lo que endulza, amarga. Todo cuanto aroma, hiede. Es el día noche oscura. Te ciñes flores: son las mismas flores que llevas a tu tumba. Subía entonces a tu Casa la Juventud. (Para qué apuras el vino.) Y abrías tus ríos, tu paisaje arrastraba espumas ilusorias, pétalos de oro del estío, la boca púrpura del poniente, el óxido pálido del mar, los nidos que la lluvia habita...               Dime, por lo menos: «lo sé, lo sé: bajo la luna sólo hay respuestas; más allá de la luna, sólo hay preguntas». Di, por lo menos: «sé que vivo caminando y cantando a oscuras, que lloraré de pesadumbre, no de sorpresa...».                       Hasta la altura de tu frente, suben las yedras su vegetal carne desnuda. Cantaba entonces en tu Casa la Juventud (para qué apuras el vino ...), entraban por las puertas luminosas, las criaturas del paraíso del instante, las enigmáticas volutas del azul, las bocas candentes del trigo, el germen de la música: lo eternamente jubiloso sobre la tierra o las espumas. Lo que trenzaba tallo a tallo de risa, su noche futura.
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No hablen de lo que no entienden, Él y yo somos agua fría y caliente. Un peregrinaje de emociones vacilantes. Él es mi rosa predilecta, yo soy, el dominante aroma de su café ***** Yo de él soy sus pétalos, él es, el estolón que inspira mis más tiernos versos, a veces tan solo las espinas queriendo aniquilar nuestro afecto. Somos la primera y última nota de una bella canción, Somos los primeros versos que se inventaron de amor. Somos la distancia y la proximidad. La primera chispa de fuego. El incendio en pasión. Él mi humedad, yo, el forraje donde él se irriga. Yo de su huevo soy la yema, yerma nuestro amor a veces en partes desconocidas, allí, donde se va Dios a meditar sobre el universo y sus ingratos hijos. No hablen de lo que no entienden, el amor de nosotros no tiene demarcaciones, no tiene firmamento, a veces habita en un solo verso, a veces se inmortaliza en un “te quiero” en otras sucumbe como lo hace el ateo cuando por fin entiende, que existe una fuerza divina.   No hablen de lo que no entienden, nuestro amor se obstina, se repite sin claudicar, desiste cuando ya no puede más, abandona y vuelve a buscar su paz, es perpetuo y efímero como el azar, resiste e insiste de juntos..por siempre estar. No somos Romeo y Julieta, tampoco somos Adam y Eva, no somos el papel y la tijera, solo dos amantes incorregibles que; se aman, se odian, que roncean y se miman, que se entregan a un amor que nadie entiende, pero el cual ellos han esperado toda la vida. A nosotros nadie nos entiende, y, ya que más da, yo soy de él soy su café ***** y él es mi amor eterno.   LeydisProse 9/26/2017 https://www.facebook.com/LeydisProse/
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Sep 26, 2017
Sep 26, 2017 at 2:26 PM UTC
Rosa y café (No hablen de lo que no entienden)
No hablen de lo que no entienden, Él y yo somos agua fría y caliente. Un peregrinaje de emociones vacilantes. Él es mi rosa predilecta, yo soy, el dominante aroma de su café ***** Yo de él soy sus pétalos, él es, el estolón que inspira mis más tiernos versos, a veces tan solo las espinas queriendo aniquilar nuestro afecto. Somos la primera y última nota de una bella canción, Somos los primeros versos que se inventaron de amor. Somos la distancia y la proximidad. La primera chispa de fuego. El incendio en pasión. Él mi humedad, yo, el forraje donde él se irriga. Yo de su huevo soy la yema, yerma nuestro amor a veces en partes desconocidas, allí, donde se va Dios a meditar sobre el universo y sus ingratos hijos. No hablen de lo que no entienden, el amor de nosotros no tiene demarcaciones, no tiene firmamento, a veces habita en un solo verso, a veces se inmortaliza en un “te quiero” en otras sucumbe como lo hace el ateo cuando por fin entiende, que existe una fuerza divina.   No hablen de lo que no entienden, nuestro amor se obstina, se repite sin claudicar, desiste cuando ya no puede más, abandona y vuelve a buscar su paz, es perpetuo y efímero como el azar, resiste e insiste de juntos..por siempre estar. No somos Romeo y Julieta, tampoco somos Adam y Eva, no somos el papel y la tijera, solo dos amantes incorregibles que; se aman, se odian, que roncean y se miman, que se entregan a un amor que nadie entiende, pero el cual ellos han esperado toda la vida. A nosotros nadie nos entiende, y, ya que más da, yo soy de él soy su café ***** y él es mi amor eterno.   LeydisProse 9/26/2017 https://www.facebook.com/LeydisProse/
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A través de la noche urbana de piedra y sequía entra el campo a mi cuarto. Alarga brazos verdes con pulseras de pájaros, con pulseras de hojas. Lleva un río de la mano. El cielo del campo también entra, con su cesta de joyas acabadas de cortar. Y el mar se sienta junto a mí, extendiendo su cola blanquísima en el suelo. Del silencio brota un árbol de música. Del árbol cuelgan todas las palabras hermosas que brillan, maduran, caen. En mi frente, cueva que habita un relámpago... Pero todo se ha poblado de alas.
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Después de mucho, después de vagas leguas, confuso de dominios, incierto de territorios, acompañado de pobres esperanzas, y compañías infieles, y desconfiados sueños, amo lo tenaz que aún sobrevive en mis ojos, oigo en mi corazón mis pasos de jinete, muerdo el fuego dormido y la sal arruinada, y de noche, de atmósfera obscura y luto prófugo, aquel que vela a la orilla de los campamentos, el viajero armado de estériles resistencias, detenido entre sombras que crecen y alas que tiemblan, me siento ser, y mi brazo de piedra me defiende. Hay entre ciencias de llanto un altar confuso, y en mi sesión de atardeceres sin perfume, en mis abandonados dormitorios donde habita la luna, y arañas de mi propiedad, y destrucciones que me son queridas, adoro mi propio ser perdido, mi substancia imperfecta, mi golpe de plata y mi pérdida eterna. Ardió la uva húmeda, y su agua funeral aún vacila, aún reside, y el patrimonio estéril, y el domicilio traidor. Quién hizo ceremonia de cenizas? Quién amó lo perdido, quién protegió lo último? El hueso del padre, la madera del buque muerto, y su propio final, su misma huida, su fuerza triste, su dios miserable? Acecho, pues, lo inanimado y lo doliente, y el testimonio extraño que sostengo con eficiencia cruel y escrito en cenizas, es la forma de olvido que prefiero, el nombre que doy a la tierra, el valor de mis sueños, la cantidad interminable que divido con mis ojos de invierno, durante cada día de este mundo.
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Sonata y destrucciones
Después de mucho, después de vagas leguas, confuso de dominios, incierto de territorios, acompañado de pobres esperanzas, y compañías infieles, y desconfiados sueños, amo lo tenaz que aún sobrevive en mis ojos, oigo en mi corazón mis pasos de jinete, muerdo el fuego dormido y la sal arruinada, y de noche, de atmósfera obscura y luto prófugo, aquel que vela a la orilla de los campamentos, el viajero armado de estériles resistencias, detenido entre sombras que crecen y alas que tiemblan, me siento ser, y mi brazo de piedra me defiende. Hay entre ciencias de llanto un altar confuso, y en mi sesión de atardeceres sin perfume, en mis abandonados dormitorios donde habita la luna, y arañas de mi propiedad, y destrucciones que me son queridas, adoro mi propio ser perdido, mi substancia imperfecta, mi golpe de plata y mi pérdida eterna. Ardió la uva húmeda, y su agua funeral aún vacila, aún reside, y el patrimonio estéril, y el domicilio traidor. Quién hizo ceremonia de cenizas? Quién amó lo perdido, quién protegió lo último? El hueso del padre, la madera del buque muerto, y su propio final, su misma huida, su fuerza triste, su dios miserable? Acecho, pues, lo inanimado y lo doliente, y el testimonio extraño que sostengo con eficiencia cruel y escrito en cenizas, es la forma de olvido que prefiero, el nombre que doy a la tierra, el valor de mis sueños, la cantidad interminable que divido con mis ojos de invierno, durante cada día de este mundo.
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Allí termina todo y no termina: allí comienza todo: se despiden los ríos en el hielo, el aire se ha casado con la nieve, no hay calles ni caballos y el único edificio lo construyó la piedra. Nadie habita el castillo ni las almas perdidas que frío y viento frío amedrentaron: es sola allí la soledad del mundo, y por eso la piedra se hizo música, elevó sus delgadas estaturas, se levantó para gritar o cantar, pero se quedó muda. Sólo el viento, el látigo del Polo Sur que silba, sólo el vacío blanco y un sonido de pájaros de lluvia sobre el castillo de la soledad.
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Piedras antárticas