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"fujo" poems
Desculpa. Eu estrago o perfeito. Acabo com o infinito. Transformo a realidade em mito. Digo as palavras erradas mesmo dizendo as certas. Escrevo cartas rasgadas e as envio abertas. Rabisco palavras bonitas. E no lugar coloco feridas. Oras Você vai se acostumar. No meu mar eu vou te afogar. Você tenta me erguer e eu te puxo. Tenta compreender e eu fujo. Tenta fugir e eu rujo. Sou um animal selvagem e sujo. Eu cresci errado. Eu sorri errado. Eu menti errado. Eu senti errado. Mas me conta, qual a sensação de ser amado?
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Nov 8, 2016
Nov 8, 2016 at 12:03 AM UTC
Perfeito imperfeito
Imagino um caminho fechado, ***** e sujo, Dentro do escuro, saem sombras despidas, Suas almas são vertidas, na solidão e eu fujo, Deixo para trás cores pretas, ficam perdidas! Apela-me ao coração, tantas vezes, a voz perfeita, Diz-me segredos da cor magnifica, a cor do arco iris, E agora que ficaria eu fazendo, fugindo da tal ceita, Que entrou na minha vida e saiu, como liquido que fiz! Transformou-se toda a minha vida, e a sujidade saiu, Como do túnel que antes descrevi e de lá almas libertei, Alegra-me plenamente o valor que meu coração adquiriu, Se entregou a ti alma gémea que amo e sinto, eu encontrei! De que serviu todo o antibiótico que tomei, senão para cura, Foi remédios de sentimentos sombrios, me transformaram, Meu ser é hoje de um homem, completamente de alma pura, Necessito apenas de oportunidade segura, que me partilharam! A tua entrega neste momento difícil, merece um festejo celestial, Não terá de ser festejado amanha, porque é hoje a tal festa ******* Meu coração encheu-se de sonhos, minhas armas carregaram igual, Completamente firme, penetro no mundo que deste, é o divinal! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.07.31.02.12
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:06 AM UTC
Como seria, agora o é!
Vou vagueando de rua em rua Observando rostos desconhecidos E vazios Tenho a certeza que nunca andei por estas vielas Mas algo nelas é tão familiar, Tão meu Sento-me num banco escondido Pouco iluminado E penso em ti Tu que me persegues para onde quer que vá. Fujo, corro para longe e por mais longe que esteja Perguntam-me: Em que estás a pensar? E eu como sempre respondo: Em nada. Porque tu és para mim O Nada do Mundo
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Nov 17, 2014
Nov 17, 2014 at 5:41 PM UTC
O Nada do Mundo
Prendo-me a estes versos Uma vez mais. Não sei ser em ti, ainda, Quando tudo o que vejo Quando te vejo De olhos presos a ti É um poema por escrever, ainda, Mas com ser e espírito por si só. Há uma imensidão em ti que não identifico Então fujo e escondo-me porque Tenho medo. Não sou um poema Ou um verso sequer. Mais um candeeiro de luz fusca Ao lado do teu todo céu estrelado Que não sei ler. Uma enorme ânsia por ti quando estás, Quando não estás. Sinto E sinto apenas. E talvez estejamos (o que é que estamos?) Só para que te possa ver toda esta beleza E senti-la e nada mais. Escrever-te num poema. Nada mais.
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Mar 2, 2017
Mar 2, 2017 at 1:18 PM UTC
13-07-2016
Sol queima a minha pele Inicialmente É agradavel Depois, é dor Como bolo doce que vou comer Efeito da gulosia Afoga o meu saber Para mais tarde me aperceber Que foi demasia Aí puderei me arrepender E então pergunto, qual é real? Qual sigo nisto tudo O presente ou o futuro? Dizem-me “Carpe Diem!” Então deixem-me comer bolo Deixem-me queimar ao sol Deixem-me viver a vida tolo Depois dizem, “sê comedido” “Tudo com moderação” Então vivo o futuro agora Não sigo prazer Fujo à dor Sempre a atrasar A minha fatalidade Eu sei lá Mas enquanto escrevia isto O sol fez o seu capricho Tenho o poema terminado E o meu braço queimado
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Feb 11, 2019
Feb 11, 2019 at 9:15 AM UTC
Caprichos de vida
Acho curioso como, só na língua portuguesa, existem mais de 450 000 palavras e, é impossível manter uma conta exata porque todos os dias são criadas palavras novas. E por muitas palavras que se tenham criado ao longo da existência da linguagem verbal, muitas das vezes, continuam a ser todas insuficientes para nos expressarmos, para chegarmos ao outro, para que ele nos entenda ou àquilo que tentamos transmitir. Curioso, não é? Nem sempre a abundância serve de muito se não soubermos como a repartir. Há coisas que não podem ser escritas…Descritas…Mas é tão bonito  tentar! Há coisas que nasceram para serem faladas, outras para serem simplesmente observadas, outras para serem sentidas, outras para serem ignoradas…Mas há sempre muito mais, muito mais para além do que se vê e do que se pode compreender. Quantas mais palavras me passam pela cabeça, menos vontade tenho de as escrever. Quanto mais enrolada estiver no meio das emoções, menos vontade tenho de falar sobre elas. Não acredito que algum dia se possa ter dito tudo, há sempre mais, muito mais. Mas às vezes, parece que não há nada mais a escrever ou a comunicar. (Mas quem estou eu a tentar enganar?!) A escrita é só outro abrigo para onde fujo da vida. Um bom abrigo, sim, mas o que acontece quando não quero fugir da vida e sim entrar nela de cabeça? Ora, aí fujo da escrita! Talvez seja nesses mesmos momentos em que não consigo escrever nada. Como se não me lembrasse de uma única palavra entre as 450 000 existentes. Nos momentos em que mais quero saltar para a vida, agarrá-la e abraçá-la, senti-la simplesmente, como se nunca me tivessem ensinado o que são as palavras e como as posso utilizar. Há momentos em que não sinto que as precise de usar, então, abro o caderno, olha para a página em branco e, fico só a contemplar.   Neste momento, parei de perseguir a vida para a poder vir escrever, porque tenho sempre algo mais que quero dizer. E curioso, há muito mais em mim que se pode ler sem ter de carregar o peso de uma única palavra.   Há uma linguagem secreta entendida por toda a gente, uma linguagem universal e paciente, mas só pode ser compreendida no silêncio, na beleza do olhar, em duas mãos entrelaçadas ou entre lábios que se estão prestes a beijar.
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Mar 9, 2022
Mar 9, 2022 at 9:53 AM UTC
A insuficiência das palavras
Acho curioso como, só na língua portuguesa, existem mais de 450 000 palavras e, é impossível manter uma conta exata porque todos os dias são criadas palavras novas. E por muitas palavras que se tenham criado ao longo da existência da linguagem verbal, muitas das vezes, continuam a ser todas insuficientes para nos expressarmos, para chegarmos ao outro, para que ele nos entenda ou àquilo que tentamos transmitir. Curioso, não é? Nem sempre a abundância serve de muito se não soubermos como a repartir. Há coisas que não podem ser escritas…Descritas…Mas é tão bonito  tentar! Há coisas que nasceram para serem faladas, outras para serem simplesmente observadas, outras para serem sentidas, outras para serem ignoradas…Mas há sempre muito mais, muito mais para além do que se vê e do que se pode compreender. Quantas mais palavras me passam pela cabeça, menos vontade tenho de as escrever. Quanto mais enrolada estiver no meio das emoções, menos vontade tenho de falar sobre elas. Não acredito que algum dia se possa ter dito tudo, há sempre mais, muito mais. Mas às vezes, parece que não há nada mais a escrever ou a comunicar. (Mas quem estou eu a tentar enganar?!) A escrita é só outro abrigo para onde fujo da vida. Um bom abrigo, sim, mas o que acontece quando não quero fugir da vida e sim entrar nela de cabeça? Ora, aí fujo da escrita! Talvez seja nesses mesmos momentos em que não consigo escrever nada. Como se não me lembrasse de uma única palavra entre as 450 000 existentes. Nos momentos em que mais quero saltar para a vida, agarrá-la e abraçá-la, senti-la simplesmente, como se nunca me tivessem ensinado o que são as palavras e como as posso utilizar. Há momentos em que não sinto que as precise de usar, então, abro o caderno, olha para a página em branco e, fico só a contemplar.   Neste momento, parei de perseguir a vida para a poder vir escrever, porque tenho sempre algo mais que quero dizer. E curioso, há muito mais em mim que se pode ler sem ter de carregar o peso de uma única palavra.   Há uma linguagem secreta entendida por toda a gente, uma linguagem universal e paciente, mas só pode ser compreendida no silêncio, na beleza do olhar, em duas mãos entrelaçadas ou entre lábios que se estão prestes a beijar.
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