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GilCardoso
GilCardoso
24/M/Paris
Sinto uma pressão que puxa A cabeça que roda parado Uma flor que quando cresce murcha A vontade de cair mesmo deitado Vi-me feliz E uma outra vez aceitei Não mudarei o que fiz Eu sei que não errei Mas a dúvida é dor Esperar é ficar parado Esperar por amor Esperança de não ser destroçado A alma em fraqueza Parte-se o coração Não tenho sequer certeza Porque sofro tanto então? Sofro em antecipação De um mundo escuro Imaginado a pior situação Mas tenho esperança para o futuro Ondulo como ondas do mar E por mais que tente navegar Ou chego à costa e posso respirar Ou acabo por me afogar
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Feb 11, 2019
Feb 11, 2019 at 9:22 AM UTC
Navegar
Para quê passado? Se já não é? E o presente? É quando? Desde do momento em que é Deixa de ser E o futuro Esse há-de existir Mas nunca existe Nem existiu Dizem que o tempo É como um rio Come se o pudéssemos seguir Se rio é Flutuar tentamos Mas sempre afogamos Apenas temos pé E o afogo demora anos Nele imaginamos A água que à de vir Essa mais calma Que não havemos de engolir Que bom é o futuro Pois ele nunca chega Nunca aleija O presente Com violentos lábios nos beija E o passado Sabor a sangue e tormentas nos deixa
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Feb 11, 2019
Feb 11, 2019 at 9:21 AM UTC
O meu rio
Odeio ver o fim da estrada Fixo apenas esse ponto Não vejo nada É ainda não estou pronto Olho para a paisagem Finjo-me distraído Admiro das aves a plumagem Dos grilos o ruído Mas vivo no futuro Sempre no futuro Já sabe a podre O fruto maduro Sofro com o que ainda não aconteceu E mesmo o que nunca acontecerá Quando acontece já não é meu E quando não, penso no que virá Então aparece outra estrada Mas a mesma dor em mim Mudou a morada Mas fixo o mesmo fim
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Feb 11, 2019
Feb 11, 2019 at 9:17 AM UTC
A estrada
Sol queima a minha pele Inicialmente É agradavel Depois, é dor Como bolo doce que vou comer Efeito da gulosia Afoga o meu saber Para mais tarde me aperceber Que foi demasia Aí puderei me arrepender E então pergunto, qual é real? Qual sigo nisto tudo O presente ou o futuro? Dizem-me “Carpe Diem!” Então deixem-me comer bolo Deixem-me queimar ao sol Deixem-me viver a vida tolo Depois dizem, “sê comedido” “Tudo com moderação” Então vivo o futuro agora Não sigo prazer Fujo à dor Sempre a atrasar A minha fatalidade Eu sei lá Mas enquanto escrevia isto O sol fez o seu capricho Tenho o poema terminado E o meu braço queimado
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Feb 11, 2019
Feb 11, 2019 at 9:15 AM UTC
Caprichos de vida
Light of the lamp In my eyes As I hold tight And stamp my approval These are nor lies But a truth that is brutal Only to me As no one can see Blindness of not being me Preconceived belief As the proper pupils Pave a path They think their own But they are not alone They read another passage On a piece of paper Lose their independence And lose their nature And so we follow the proper path The papers we read Written by one who laughs So shine that lamp In my eyes again I cannot read the proper paper So the pupils I won’t befriend
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Feb 11, 2019
Feb 11, 2019 at 9:08 AM UTC
Proper pupils
Nails that scratch Inside my brain It makes no sound This uncomfortable pain All relief is in vain It shall pass As it all does This screeching glass This breath of saw dust So I stop Don’t make a move I once fought But all I can do is lose I am afraid Not of the feeling inside But of the decisions I made To make it subside Nothing works The screeching continues I stand waiting because It will end As it all does
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Feb 11, 2019
Feb 11, 2019 at 9:05 AM UTC
Unpleasant screeching
Fogo que arde por dentro Tudo consome Até deixar vazio Uma eterna fome Um imparavel rio Árvores que crescem por amor Ramos partidos em dor Voltam a crescer Frágeis e retorcidos Interiores corrupidos É o preço de viver A consequência dos conhecimentos adquiridos Até quando crescem? Quando vão parar? Será que não percebem Que há um preço a pagar? “Senão crescemos Diz-me que fazemos, Morremos?” “Deixamos um eterno vazio? Perdemos a esperança? Secamos o rio? Abandonamos a lembraça? Aceitamos o frio? Interrompemos a dança?” Eu só quero paz Não felicidade Porque não interessa se tentas e dás A vida aproveita toda oportunidade Ela é ingrata E para mim já marcou uma data
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Feb 8, 2019
Feb 8, 2019 at 8:17 AM UTC
Não quero felicidade
Oh coração, por onde vais? Por que te causas tanta dor? Isso é tudo por amor? As minhas razões não as conheço Nós apenas carnes somos, os corações A mente, essa, que trate das motivações E se ela não as tiver? Que fazes então Oh meu pobre orgão Já te disse que não sei Não quero saber Nem quero ver Bem dizem que o amor é cego então é ceguês voluntária? Ou será ela necessária? Porque não os dois? Mas deixa-me estar quieto Nesse assunto eu sou analfabeto Mas não tens medo? Olha para o teu passado Não te lembras de como tinhas acabado? Já te disse que sou carne Não me lembro de nada Exepto da minha realidade apaixonada Essa paixão já a vi Mas o que eu questiono É o que acontece em caso de abandono Nesse caso que venha a mente Ela que me cure Ela que me ature
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Feb 8, 2019
Feb 8, 2019 at 8:14 AM UTC
Cego! Mas voluntariamente!
Remate, chuta, golo! Quando o faço no meu quarto Ninguém admira É mentira! Admiro eu! Que fazes tu? Escreves remata e chuta Que é a mesma coisa? É? A lingua portuguesa é...loiça Isso era só para rimar? Nem rima bem E para que me críticas? Tu és eu Partilhamos o mesmo corpo O mesmo…. Lorpo? Isso nem é palavra! Para quem usou loiça antes Esta pelo menos rima Tu nem fazes um esforço Com essa mania de superioridade Tornas-te um destroço Por causa da tua inseguridade Eu pelo menos trabalho E faço sair palavras E se me apetece Rima uma com bugalho E a outra com larvas Agora vai-te embora Vai morrer Se te apetecer E deixa-me escrever 01/02/2018
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Feb 8, 2019
Feb 8, 2019 at 8:11 AM UTC
Não escrevo em paz
O melhor das viagens É o fim do trajecto É o impacto do novo É cheirar novas cores É ver outros adores Sim, porque em novos mundos Até os sentidos estão ao contrário O que é dor agrada E o veneno não mata Que pena durar tão pouco E ter de voltar a partir
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Feb 8, 2019
Feb 8, 2019 at 8:08 AM UTC
Viagens