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"folha" poems
Todos me dizem que o seu coração é impenetrável O Castelo mais seguro perderia Não tenho códigos, chaves e nem força Tenho apenas palavras escritas Mas como também me dizem, palavras abrem portas E se portas podem ser abertas Seu coração também pode ser penetrado Por mais difícil que seja Leia o que eu escrevo Pode ser meio complicado pelas lágrimas que mancham o papel Nas palavras manchadas pelas lágrimas Finja que "amor" está escrito Por que com amor as coisas ficam mais bonitas Mais uma lagrima cai no papel Mais amor eu vejo nele É aconselhável eu parar por aqui Pode ser que o papel se rasgue E se meu papel se rasgar Ler isso você não vai E então  as portas continuaram fechadas Ficarei sem códigos, chaves, força e agora sem palavras Então o que você guarda ai dentro do seu coração não será desvendado Por toda a eternidade.
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Oct 28, 2015
Oct 28, 2015 at 7:59 PM UTC
Numa folha de papel
Possa eu, um dia, ao fechar os olhos Tornar-me espuma de ondas, Ou brisa carregada de odor a maresia E possa eu, um dia, ao abrires os teus, Ser o Sol que os ilumina e transforma. E, como os teus olhos, Ambiciono ter, também eu, um dia O poder de me fazer algo mais do que eu. O poder de ser pura e bela como me vês O poder de ser o vento ou o Sol ou o mar Ou uma folha seca e avermelhada Tombando no chão ao soar do Outono. Possa eu transformar-me em tudo isso, Como se transformam os teus olhos (quais pedaços de céu descoberto ou relva húmida de orvalho sempre regados de Sol, sempre.) Fosse esse Sol um dia eu...
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Sep 4, 2017
Sep 4, 2017 at 5:05 PM UTC
04-09-2017
Sentir Deus Sentir nosso Deus celestial e bendito, Orvalho e bela ponte… Quando me levanto contemplo o horizonte, Anónimos em quem eu acredito. Sentir o nosso Deus sempre, Salgueiro no riacho tão bonito, As vozes de teu reino infinito, Outono de folha cadente. Sentir Deus na água cristalina, Caminhar por entre areia tão fina. Ninfas pueris bem-amadas, Nuvens no céu esbranquiçadas. Sentir Deus que dá amor e pão, O relógio do tempo que nunca para, O toque de uma guitarra, Silêncio de bela constelação. Victor Marques
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Nov 15, 2012
Nov 15, 2012 at 1:43 PM UTC
Sentir Deus
E nesta tarde em que a chuva cai madura Pego nesta folha e neste lápis de carvão Rascunho esta tua suave pintura Com a subtileza desta minha mão. Quem desenha sou eu, feito alquimista Que em ti sempre viu algo especial Com estes meus olhos de artista E esta minha sensibilidade radical. Estou simplesmente apaixonado por ti E p´ró papel, eu te levo p’ra te ter P’ra sempre ficarás junto de mim Nesta pintura que de ti estou a fazer. E em teus olhos eu vejo acalento Um brilho especial e muita alegria Um dia destes chegará o momento Em que ficaremos junto o dia-a-dia. Este singelo papel é agora um tesouro Porque nele está desenhada a tua imagem És a face dum anjo que vale mais que ouro Por mim criado em tua homenagem. Venero-te com sublime fervor Agora que és o meu quadro principal Para sempre te darei o meu amor Minha filha, minha princesa real.
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Jun 6, 2013
Jun 6, 2013 at 5:43 AM UTC
Katy Song
Um dia pego numa folha e escrevo sobre ti. Sobre como sei de cor todos os traços da tua face e como os teus olhos brilham ao luar. Escrevo o que nunca mais ninguém teve coragem de escrever sem fazer sofrer. Amo-te.
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Aug 31, 2014
Aug 31, 2014 at 4:19 PM UTC
Amo-te.
escrevo letras palavras frases com o sangue que me alimenta tentativas frustradas de versar dançam nesta singela folha onde a criatividade está ausente, na poesia sou apenas um trolha decidi escrever, escrever, escrever sobre o quê, nunca me apercebi até ao dia, ao momento em que decidi escrever para ti e escrevi letras palavras frases sobre o amor que existe em mim
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Sep 11, 2015
Sep 11, 2015 at 6:09 AM UTC
Escrever
Um broto de rosa Jovens que se esbarram no calçadão Um pequeno caule e sua folha E os batimentos de dois, á um coraçao Uma pequena muda Dois meses sem separação O surgimento de uma delicada e fechada rosa Dois amantes em procissão Passam as petalas e se abre a flor Mais sorrisos e menos dor E o cheiro doce demais, rosa demais, perfeito demais Traiçai, desapego, sem paixao O amor, já acabou, como um fruto que estraga ou como endurece o pão A rosa, já seca, jogada no chão
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Mar 17, 2015
Mar 17, 2015 at 10:19 PM UTC
buquê
o frio do inverno diminuiu e deu a morte deste vida à primavera. ela caminha lentamente, os dias ficam mais longos e brisas quentes acordam do seu hibernar. ao meu redor... nascimento. é a ressurreição da dança da vida, a dança da floresta que controla o pulsar da terra. é a época da criação, e de pena encharcada em tinta crio rios nesta folha singela, neste que é o dia Mundial da Poesia.
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Jun 11, 2015
Jun 11, 2015 at 3:32 PM UTC
Dia Mundial da Poesia
no negrume da noite uma página... espera em silêncio sôfrega por letras palavras frases ou mais e ali permanece invisível na sua existência perturbadora concentro-me mas sigo imóvel não vou longe escrevo anoto palavras confusas desfiguradas a pena falece frustração abandono e a página... espera sempre vigilante
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Apr 30, 2015
Apr 30, 2015 at 6:40 AM UTC
Folha nua
Oscilação de um verbo, um minuto de vazio Um lápis, uma folha branca e um verso Um poeta, um mundo e um universo Criação infértil, um ousar rápido e estio Deste breve soneto não guardarei feitio Pois a estética de meu agrado é o inverso E se na subversão de minhas palavras, imerso Desmeço o ritmo desta rima rica que emergiu Adiciono mais seis versos para o fim E cá escolho a palavra para rimas seguidas Que, por conforto da língua, dou-lhe conferida Para que torne-se um soneto, enfim Com a solidez de uma música erguida, E o feiume silábico de uma pétala caída!
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Feb 10, 2019
Feb 10, 2019 at 11:25 PM UTC
Soneto Inominável
e em cada pincelada imbuída de sentimento o pincel revolta-se revolta-se contra a caligrafia perfeita sobre o papel machê contra a intemporalidade de cada gesto sobre a folha de papel estremece a tinta desfalece sobre a obra agora manchada renascimento rebentos verdes peregrinam entre as rugas pontilhadas de um ***** puro
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Nov 2, 2014
Nov 2, 2014 at 1:53 PM UTC
A REVOLTA DOS PINCÉIS
acordo estou preso na essência do meu ser abro os olhos vejo mas não te vejo és a imagem que me conta aquela história tento transpor este rio que me consome estou na margem da liberdade que me prende sem amarras procuro-te na serenidade imensa desses altos casarios afecto utopia aventura numa busca que perdura eu, sou apenas... o encantador de palavras voando nesta folha como num tapete mágico...
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Apr 5, 2015
Apr 5, 2015 at 1:51 PM UTC
Introspecção
Me pareço com uma videira alaranjada, Eu sou tudo,  eu sou nada. Folhas que escrevi por amor, Rosados os olhos cheios de solidão, Seja eu comboio , seja flor, A primeira ou última estação. Eu sou como as estações do ano, Doce, calmo sem ser sereno. A vitalidade do cair da folha sem querer, Deixar de ser Verão ao amanhecer. Queria ser Outono rapidamente, Para ser vida ser semente. Com o Outono tudo parace querer morrer, Com a Primavera tudo quer nascer...! No Inverno com o lagarto a hibernar, Sol de Verão que parece escaldar. Parece que os ciclos estão comprometidos Com os amores, com os sonhos vividos. Estações do ano que tudo consagrais, Os rios, os mares, os salgueirais. Movimentos acelarados do universo eu quero agradecer, Pelo mundo , pela vida, pela existência do meu ser.
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Sep 22, 2022
Sep 22, 2022 at 6:20 AM UTC
Eu sou como as estações
sinto frio frio dos teus dedos que percorrem o meu ser calor suspiro esmagas-me o corpo como folha entre as páginas de um livro sinto o suor escorrer do teu peito instantes acordo afinal sou feliz
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Feb 1, 2015
Feb 1, 2015 at 1:44 PM UTC
Imaginação
Ar puro na janela É vendaval Perfume de canela Jasmim, nardo Vestido amarelo Você para mim É  flor do instante Distante a orar Por mim O oceano, o bar, a praia Me leva para casa, Anjos e arcanjos É folha de outono, Felicidade inventada A flor é o ópio É o ar, é o sol Palavras enfeitadas Poemas e aquarela Me leva para casa.
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May 21, 2021
May 21, 2021 at 11:04 AM UTC
A flor
não precisa pensar muito. ângulo de noventa e cinco graus e um triângulo equilátero. de onde vieram essas lembranças? folha de papel cor creme e sem pauta. faz sete anos que não escrevo em linha reta. é tão gostoso os dedos deslizando pelas mechas do cabelo. alcançando até as pontas - essa é a melhor parte. a fumaça é a coisa mais linda mesmo. não precisa se esconder atrás da cortina por que a vergonha não usa roupa e isso é tão natural pra ela. escute gal costa e cante junto com ela. que magnífico é pensar no som e ouvi-lo mas não vê-lo. não precisa mais querer voltar a ser criança. a sessão da tarde já não é mais como aquela lembrança em mil novecentos e noventa e oito. o véu que sempre esteve na gaveta uma hora vai se puir. porque no fim tudo se apaga. inclusive o cigarro que chegou na xepa.
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Oct 27, 2017
Oct 27, 2017 at 12:11 AM UTC
leve
Sou uma criança apaixonada!... E tu bem sabes que sou uma criança apaixonada!... Mas isolo-me, confortavelmente, na esfera do casulo. Pronta a renascer, Mas ainda enganada… Sinto um amor!... Que de tanto ser infantil,   Chega a ser puro! (E talvez o deixemos assim, meu amor.) Talvez nos encontremos apenas no ar. Como dois passarinhos feridos, Ainda ingenuamente atrapalhados, Pelas asas que os guiam. Apenas cruzando estas simples energias, Em cada nuvem batente daquele tal céu ardente. E onde nelas escalarei… Até ao cimo do teu próprio inferno. Onde nele, ainda te manténs refém. Amarte-ei pela literatura, Como tu tão bem me sabes amar…                                  (E quanto do nosso amor,                                    Será também feito poesia?) Sou uma criança apaixonada!... E tu bem sabes que sou uma criança apaixonada!... E agora, pronta a renascer, Bato, suavemente, as minhas asas… Sinto um vento!... Alegremente, espreito fora do casulo!... E a brisa que corre e me leva,   Carrega em cada batida,   Só para mim, A sustentável leveza do amor. (E talvez o deixemos assim, meu amor.) Talvez nos encontremos apenas no fogo. Como duas belas fénixes, Usando as suas próprias cinzas, Para pintar a mais bela das telas. Apenas cruzando os nossos caminhos, Em cada folha queimada que paira Sobre os nossos tristes olhares. E onde nelas escalarei… Até ao cimo do nosso paraíso distante, Onde nele ainda me mantenho refém. Amarte-ei pelo silêncio, Como tu tão bem me sabes amar…                                   (E quanto do nosso amor,                                   Será também feito poesia?) Sou uma criança apaixonada!... E tu bem sabes que sou uma criança apaixonada!... E aquelas frágeis asas que me bateram, Criaram em mim uma bela metamorfose. Onde na beleza do simples ser, Encontramo-nos e fomos voando.                                    (E quanto do nosso amor,                                  Será também feito poesia?)                        (Cada bater de asas da borboleta o dirá…)
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Mar 3, 2022
Mar 3, 2022 at 2:48 PM UTC
Amor Como Metamorfose
Sou uma criança apaixonada!... E tu bem sabes que sou uma criança apaixonada!... Mas isolo-me, confortavelmente, na esfera do casulo. Pronta a renascer, Mas ainda enganada… Sinto um amor!... Que de tanto ser infantil,   Chega a ser puro! (E talvez o deixemos assim, meu amor.) Talvez nos encontremos apenas no ar. Como dois passarinhos feridos, Ainda ingenuamente atrapalhados, Pelas asas que os guiam. Apenas cruzando estas simples energias, Em cada nuvem batente daquele tal céu ardente. E onde nelas escalarei… Até ao cimo do teu próprio inferno. Onde nele, ainda te manténs refém. Amarte-ei pela literatura, Como tu tão bem me sabes amar…                                  (E quanto do nosso amor,                                    Será também feito poesia?) Sou uma criança apaixonada!... E tu bem sabes que sou uma criança apaixonada!... E agora, pronta a renascer, Bato, suavemente, as minhas asas… Sinto um vento!... Alegremente, espreito fora do casulo!... E a brisa que corre e me leva,   Carrega em cada batida,   Só para mim, A sustentável leveza do amor. (E talvez o deixemos assim, meu amor.) Talvez nos encontremos apenas no fogo. Como duas belas fénixes, Usando as suas próprias cinzas, Para pintar a mais bela das telas. Apenas cruzando os nossos caminhos, Em cada folha queimada que paira Sobre os nossos tristes olhares. E onde nelas escalarei… Até ao cimo do nosso paraíso distante, Onde nele ainda me mantenho refém. Amarte-ei pelo silêncio, Como tu tão bem me sabes amar…                                   (E quanto do nosso amor,                                   Será também feito poesia?) Sou uma criança apaixonada!... E tu bem sabes que sou uma criança apaixonada!... E aquelas frágeis asas que me bateram, Criaram em mim uma bela metamorfose. Onde na beleza do simples ser, Encontramo-nos e fomos voando.                                    (E quanto do nosso amor,                                  Será também feito poesia?)                        (Cada bater de asas da borboleta o dirá…)
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Já fomos poeira do mesmo lugar Pousada calmamente junto ao mar. Sufoca-me o vento que nos quer levar, E este pobre pó estrelar, Sem força suficiente para ficar, Chora sem braços onde se agarrar. Implora-te que me guardes num olhar, E assim voamos eternamente, Sem qualquer noção de ver desaparecer Lá ao longe, o nosso lar. Já fomos breves e inconstantes, Pequenas rochas cobertas de diamantes. Não quisemos saber do nosso valor, E quando o número não interessa, Qualquer fruto neste peito vira flor. Mas que som é este Que me enche de terror?! Ah! É a minha linda borboleta, Bate as asas e só ouço dor. Pousa em mim… Mas sentirá ela este calor? Levanta voo… Sem se recordar da minha cor. Perco-a em ti, Mas não me perco de todo este esplendor. Já fomos canto de pássaro na madrugada, Criança que corre sem ligar à roupa manchada. E de mãos dadas pela estrada, Brincámos nas infinitas ruas desta cruzada. Sorriste-me sem ligar a nada, Como qualquer criança louca, E atrapalhada Tropeças em mim… E deitas abaixo cada fachada, Pois como nego ao coração Que estou, agora, aprisionada? Já fomos a folha verde no outono Que caiu e não voltou. Cada onda que rebentou no rochedo Desvendou-te logo quem eu sou. Quis ser concha para ti, Presente que o mar traz. Mas sou fogo que arde aqui E destrói tudo o que é capaz. Consumo-te e inalo-te em mim, A droga mais pura e eficaz. E sobram as cinzas derramadas no jardim, Memórias da alma que lá jaz.
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Mar 3, 2022
Mar 3, 2022 at 2:51 PM UTC
Fomos tudo o que nos disseram que não podíamos ser