"distantes" poems
Amigos queridos,
sem faces e sem nomes.
Retiradas foram suas vísceras,
logo antes de seus corpos imergirem
em um exacerbadamente denso volume de sangue
grotesca e plenamente apreciado
pelos algozes responsáveis,
certos irreconhecíveis demônios.
Vieram dos *** os tais tiranos,
visíveis, mas imateriais,
enquanto esperávamos
inconscientes e inevitavelmente despreparados
para uma luta justa.
Sobre os indiferentes, distantes,
mas ainda amigáveis e queridos companheiros,
ainda recordo de alguma ordem:
O primeiro não sentiu dor alguma,
bem como nada viu ou percebeu; fora partido ao meio.
O segundo, já desesperado e afogando-se em lagrimas,
tornou-se borrão de um vermelho pesado, grosso e brutal;
Dos outros, três ou quatro,
somente tenho em mente os gemidos inexprimíveis;
uma junção entre suspiros e soluços
de uma morte nada convidativa e próxima.
Foram todos rostos sem faces perdidos
na espera do desconhecido fatalmente promulgado
pelas minhas ânsias.
O ultimo vivo me induziu à única ação possível:
pude cair meus quinhentos intermináveis metros;
deslizando, enquanto tentava me segurar,
por um material recoberto de farpas
que transpassavam minhas mãos,
as quais sangravam em direção a um mar, sombrio e obscuro;
me afundei irremediavelmente em minhas próprias aflições.
May 22, 2013
May 22, 2013 at 8:21 PM UTC
Entre palabras disonantes, río.
Un trago baja por mi garganta irritada de tanto gritar,
mi cuerpo la pasa bien mientras yo me esfuerzo en distraer a mi mente y un concierto de pensamientos oscuros se ve opacado por el volumen de la música y de los aullidos apabullantes de una juventud que cree tener todo bajo control mientras están juntos, pero en el próximo momento de verdadera soledad, sus espaldas se quebrarán sobre sus seres y se verán desplomados sobre un suelo de incertidumbre absoluta.
Entre pensamientos distantes, me pierdo.
Humo de un cigarro barato innunda mis pulmones mientras la nicotina afecta mi sistema nervioso en un abrazo reconfortante que no es otra cosa que una mentira más, la promesa de una prostituta que cobra con tu vida, pero sigo besándola hasta que mis dedos se queman.
Entre gritos innentendibles, lloro.
No exteriorizo, pero las lágrimas están ahí, en la mente perturbada por fantasmas de quienes yo mismo maté, siluetas del pasado que no terminan de tomar forma porque no se los permito, pero a pesar de mis esfuerzos aún son reconocibles, aunque a duras penas.
Aug 30, 2017
Aug 30, 2017 at 7:43 PM UTC
Canção Do Verbo Encarnado
***
Minha geração foi assim,
começou pelo quando
e acabou pelo fim.
O amor escorreu pelos cantos
e quando cantamos
a canção do amor armado,
Thiago de Melo estava em Berlim
mergulhado no verde dos olhos
da alemãzinha da ACNUR ,
nossa orquestra saiu de cena
e nossa guerra de guerrilhas
acabou no maior calor...
O suor que expelia seu odor
era o suor frio dos tiranos
nos porões mórbidos da ditadura
executando nossos irmãos.
O ar jazia cheio de sangue
e nós estávamos congelados
nas câmaras de gás dos IMLs.
Vínhamos de todos os lados,
desde os vales profundos do Ribeira,
das chapadas mais íngremes do Araguaia
ou dos guetos subumanos da urbe.
Éramos nós o odor de fumaça
que agredia as narinas alheias
com a catinga de carne queimada.
Éramos nós o encanto das canções de protesto
cantadas na avenida com euforia
para engendrar os projetos do futuro,
como somos nós os ignorados da história,
os estranhos os comícios,
a cadeira vazia das reuniões oficiais,
pois somos nós que chegamos e partimos
sem ninguém saber quem somos
e que vamos lá adiante,
distantes da balburdia alienante
e quando vós menos esperais
somos nós que nos imolamos
às vossas portas
contra a apatia com que nos matais.
Como todos vós podeis ver,
a minha geração é assim:
começa pelo quando
e acaba pelo fim,
mas não fica à toa na vida
pro seu amor lhe chamar
e ver a banda passar
tocando coisas de amor...
***
Apr 24, 2015
Apr 24, 2015 at 12:30 AM UTC
Mientras comían juntos y distantes y tensos
ella muy lentamente y él como ensimismado
hablaban con medida y doble parsimonia
de temas importantes y de algunos quebrantos
entonces como siempre o como casi siempre
el desvelo social condujo a la cultura
así que por la noche se fueron al teatro
sin tocarse un ojal ni siquiera una uña
su sonrisa la de ella
era como una oferta un anuncio un esbozo
su mirada la de él
iba tomando nota de cómo eran sus ojos
y como a la salida soplaba un aire frío
y unos dedos muy blancos indefensos y tristes
apenas asomaban por las sandalias de ella
no hubo más remedio que entrar en un boliche
y ya que el camarero se demoraba tanto
llegaron cautelosos hasta la confidencia
extra seca y sin hielo por favor y fumaron
y entre el humo el amor era un rostro en la niebla
en sus labios los de él
el silencio era espera la noticia era el frío
en su casa la de ella
halló café instantáneo y confianza y cobijo
una hora tan sólo de memoria y sondeos
hasta que sobrevino un silencio a dos voces
como cualquiera sabe en tales circunstancias
es arduo decir algo que realmente no sobre
él probó sólo falta que me quede a dormir
y ella también probó y por qué no te quedas
y él sin mirarla no me lo digas dos veces
y ella en voz baja bueno y por qué no te quedas
y sus labios los de él
se quedaron gustosos a besar sin usura
sus pies fríos los de ella
que eran sólo el comienzo de la noche desnuda
fueron investigando deshojando nombrando
proponiéndose metas preguntando a los cuerpos
mientras la madrugada y los temas candentes
conciliaban el sueño que no durmieron ellos
quién hubiera previsto aquella tarde
que el amor ese célebre informal
se dedicara a ellos tan formales
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na primeira noite eram estranhas.
disformes, distantes, extremamente presentes na sua tão triste ausência.
doeram-me todas as entranhas do corpo. pela memória e pelo presente.
agora, volvidos 3 dias volto a olhá-las.
já consigo olhá-las, auxiliá-las e já não me estão distantes.
agora são companheiras de luta.
algumas lutas mais leais que outras bem se sabe, mas ainda assim resistentes no seu silêncio.
o cheiro já me acolhe e todos os muitos sons que me circundam,
conseguem agora embalar-me e levar-me num sono tranquilo.
estou perto dos 28.
já não sou miúda, agora sei-o e mais sério, sinto-o.
ainda não sei que mulher sou, e como vou crescer a partir daqui.
há vários ajustes, estou muito irrequieta com o que vou fazer.
penso demasiado na pessoa que quero construir a partir daqui. é como se tivesse acabado de nascer mas já a saber falar, andar e pensar
- oh, penso tanto…
tenho de me permitir aprender e cair, chorar aos primeiros dentes.
mas a miúda deixa-me orgulhosa. gostei de ti andreia pequena, feliz, divertida e curiosa.
gostei da tua coragem e da tua força. até do teu nariz empertigado.
choro ao teu enterro, comovida pelo orgulho que te sinto e pelas saudades que me vais trazer.
a tua inocência guarda-la-ei como o meu mais precioso tesouro, e a ela recorrerei quando me vacilar a certeza.
crescer é de uma dureza atroz. o passado vejo-o enevoado, lamacento de muito difícil definição.
no entanto o futuro é um abismo.
dá-me vertigens querer espreitá-lo. mesmo quando coloco apenas os olhos, como se me escondesse dele mesmo. de mim mesma, dessa andreia que serei. como se não quisesse que ela me apanhasse a espiá-la a ver-lhe os movimentos, para que os usasse ou os julgasse de ante mão.
aqui estou, numa cama de hospital. viva e livre de qualquer mal. (mal maior pelo menos). e esta andreia do presente, esta nova-mulher, tem muito medo.
muito medo de falhar, muito medo de não ser tão feliz quanto a miúda foi.
Feb 7, 2013
Feb 7, 2013 at 5:15 AM UTC
Yo también tengo ruinas
y si acudo al pasado
ya no sé a quién o a quiénes
busco entre los escombros
son ruinas sin prestigio
sin guías y con musgo
inmensas y mezquinas
señas de lo que fui
columpios desnudeces
huellas crepusculares matutinas nocturnas
la luna las descubre
les dice lo que eran
columnas de tesón cúmulos de experiencia
pedernales de amor
catacumbas de miedo
yo también tengo ruinas
pero no deslumbradas
sino ciegas distantes
residuos de palabras
vestigios de rencores
esquirlas de castigos
reliquias de caricias
ruinas tan taciturnas
calimas de la pena
albergan sus fantasmas
como todas las ruinas
y como todas dejan
escuchar su lamento
yo también tengo ruinas
meses y años troceados
muñones de confianza
perdones en añicos
piedras en las que a veces
me reconozco entonces
amo la piel rugosa
de mis hermanas ruinas
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Sabe, sei que fui contemplado com algo horrível, também sei que talvez tudo isso foi culpa minha, quando você é um idiota por muito tempo sempre acha alguém esperto demais para te amar, mas mesmo assim ela vai te amar, e tudo isso vai acabar de uma maneira podre e dolorosa, e eu irei acabar em um bar qualquer em uma rua qualquer dando risada sobre uma piada ou qualquer outra coisa estupida.
E nesse momento enquanto dou um gole na cerveja e sinto sua fria espuma tocando meu lábio eu sou sugado para fora do presente, e lá em um campo verde vejo uma fileira imensa de lapides e distantes de todas as outras, no topo de uma montanha vejo uma arvore aparentemente morta, mas mesmo naquele estado tenebroso ainda me rende uma sensação de segurança, e ao chegar lá que percebo: a brisa ainda está fresca, as palmeiras ainda verdes e eu ainda estou aqui.
Eu ainda estou aqui.
Dec 2, 2015
Dec 2, 2015 at 5:44 PM UTC
Luces de una noche igual,<br>
digan como el reloj quebrar.<br>
Distantes; dime esto no igual.<br>
Como... ... <br>
<br>
Hayar sentido de la casualidad.<br>
dia noche dia noche dia noche<br>
dia noche dia noche dia noche:<br>
dos partes: Dos: Uno, uno: Uno.<br>
<br>
Trabajo, descanso, algo mas,<br>
trabajo, descanso, recrear,<br>
trabajo, descanso, estudiar,<br>
trabajo, descanso, descansar,<br>
trabajo, estudio pa'trabajar;<br>
Descanso descanso pa trabajar<br>
<br>
Dos. Dos. Dos. Dos. Dos: tres.<br>
Tres, uno, ono, uno, uno: dos.<br>
Luces que no sea casualidad.<br>
Noche ya dejame descansar.<br>
<br>
Luna tu no importas vete ya.<br>
Luces que secreto esconderas, <br>
ooo favor que se algo mas;<br>
No... Estupida! maquina . . . . . .
Aug 12, 2018
Aug 12, 2018 at 4:31 AM UTC
Estava sentado e olhava para o vento?
Sabia que o som tem pensamento.
Estou no mundo da imaginação e do encanto,
Complexo lunar que quero tanto...
As estrelas brilham sem luz,
Amor a Deus e a Jesus.
Rascunhos e poesia,
Luz do sol e do dia.
Pessoas distantes com simpatia,
Naves espaciais com alegria.
Ressurreição da vida ,do amor,
Mundo mágico com som e cor.
O mundo embriagado,
Futuro sem ter passado,
Cadeirão da simplicidade,
Mundo sem idade...
Vic Alex
Apr 9, 2010
Apr 9, 2010 at 5:24 AM UTC
Dedicado a Deus que tanto me deu e tao pouco lhe pedi
Este dom leve de Contigo comunicar,
Meu grito de sempre te amar…
Te encontro no universo, nas estrelas, no mar,
Deus meu barco para navegar.
Deus me confortas com horizontes distantes,
Com o eterno amor por nossos semelhantes,
Te encontro em tudo e acredito no firmamento,
Deus da minha alma e pensamento.
Me deste uma forca que ninguém vai combater,
A minha originalidade de para Ti escrever.
Simples, puro, genuíno e transparente,
Me fizeste assim para todo o sempre.
Dedicado a Deus que tanto me deu,
Pois como bom filho seu,
Tao pouco lhe pedi,
Por Deus e com Deus eu nasci…
Victor Marques
Sep 10, 2018
Sep 10, 2018 at 1:30 PM UTC
Somos dos almas distantes,
danzando entre los vientos,
buscándonos mutuamente
en los más vagos recuerdos.
Apr 24, 2015
Apr 24, 2015 at 4:32 PM UTC
Lo han despojado del diverso mundo,
de los rostros, que son lo que eran antes.
De las cercanas calles, hoy distantes,
y del cóncavo azul, ayer profundo.
De los libros le queda lo que deja
la memoria, esa forma del olvido
que retiene el formato, el sentido,
y que los meros títulos refleja.
El desnivel acecha. Cada paso
puede ser la caída. Soy el lento
prisionero de un tiempo soñoliento
que no marca su aurora ni su ocaso.
Es de noche. No hay otros. Con el verso
debo labrar mi insípido universo.
Desde mi nacimiento, que fue el noventa y nueve
de la cóncava parra y el aljibe profundo,
el tiempo minucioso, que en la memoria es breve,
me fue hurtando las formas visibles de este mundo.
Los días y las noches limaron los perfiles
de las letras humanas y los rostros amados;
en vano interrogaron mis ojos agotados
las vanas bibliotecas y los vanos atriles.
El azul y el bermejo son ahora una niebla
y dos voces inútiles. El espejo que miro
es una cosa gris. En el jardín aspiro,
amigos, una lóbrega rosa de la tiniebla.
Ahora sólo perduran las formas amarillas
y sólo puedo ver para ver pesadillas.
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No limiar do momento, minha alma demente vagueia, e sinto a angústia de não ter algo que necessito para viver.
A amizade que dois amigos podem ter, aquele sentimento profundo e dócil que tem de ser recíproco; e que se quem o dá, o não recebe, sente-se vassalo da solidão e perde-se no tempo.
Palavras profundas deambulam ao sabor do vento, ao encontro de quimeras já distantes.
Vem amigo dá-me a tua mão.
Jan 12, 2014
Jan 12, 2014 at 3:13 PM UTC
leveza de um sorriso
cravado em seus olhos
leveza do nosso amor
da nossa dor
esperança
de tempos distantes
promessas
de amores inacabados
encontro
lutas, duelos
futuro
te encontrar
num futuro inexistente
tristeza
dessa paixão rápida
momentos
únicos e indispensáveis
felicidade
de prever essa loucura
que nos levará
para longe e perto
existir
viver a dor do amor
encontrar
a leveza de seus olhos
perdidos nos meus
sem tempo pra voltar.
Jun 4, 2014
Jun 4, 2014 at 11:53 AM UTC
¿De qué raso, Potencias, cómo era
la celeste muchacha adolescente
que se me irguió un día de la frente
para llamarse siempre primavera?
Sólo me queda ya la luz morada
del ocaso que en junio llueve hielo,
y que no busca el esplendor del cielo
sino el descanso tibio de la almohada.
Cada sueño más lento en breve sueño,
sin países, jardines, ni el empeño
de recorrer los mundos más distantes...
La flor que corto empieza a ser nocturna.
No tendré nunca más la flor diurna
que era mi pectoral de oro y diamantes.
751
Si la lluvia cae desde las negras nubes hasta el verde césped, creando un nexo entre el cielo y la tierra, amantes distantes y enemigos cercanos destinados a compartir una misma existencia, ¿por qué no podemos tú y yo?
Las palabras que no he dicho se agolpan en mi pecho y me abultan la garganta, pero no las libero, trago saliva y las envío a la ***** de mis dedos, desde donde explotan en el papel y dejan un rastro de sangre, a veces negra, a veces azul. Una escena de un crimen con un único sospechoso: mi corazón, el cual llevo siempre caminando a mi lado y detrás mío, ignorando sus avisos hasta que se detiene, se ancla en un lugar e irrumpe en mis pensamientos nublando mi juicio, alterando mi razón, destruyendo mi consciencia.
Grito en silencio mientras te veo reír. El estruendo de tu alegría enmascara mi desdicha, y casi lo prefiero así.
Eres el secreto que no logro mantener. El cristal oscuro detrás del cual me escondo sin darme cuenta de la transparencia de mis miradas, de mis risas, de mis manos. Eres el perfume de mis sábanas, la colilla de cigarro aún encendida que inicia el incendio involuntario que consume mi interior. Eres vida y eres muerte, y el suicidio que cometo a diario voluntaria y egoístamente. El arma homicida yace en tus labios, en tus brazos, en tu piel y en el pecaminoso pensar del cual soy víctima.
¿Cómo es entonces que te debo olvidar? Las espinas no sueltan mi espíritu decaído. Las llagas en mi piel no sanan si les echas de nuevo sal, pero sálame la vida, pues tu fiel seguidor soy.
Apr 13, 2018
Apr 13, 2018 at 1:10 PM UTC
Buscando raíces de alas
la frente
se le desplaza
a derecha
e izquierda.
Y sobre el remolino
de la cara
se le fija,
telón del más allá,
comba y ancha.
Una alimaña
le grita en la nariz
que intenta aplastársele
enfurecida...
Irrumpe un griego
por sus ojos distantes.
Un griego
que sofocan de enredaderas
las colinas andaluzas
de sus pómulos
y el valle trémulo
de su boca.
Salta su garganta
hacia afuera
pidiendo
la navaja lunada
de aguas filosas.
Cortádsela.
De norte a sud.
De este a oeste.
Dejad volar la cabeza,
la cabeza sola,
herida de ondas marinas
negras...
Y de caracolas de sátiro
que le caen
como campánulas
en la cara
de máscara antigua.
Apagadle
la voz de madera,
cavernosa,
arrebujada
en las catacumbas nasales.
Libradlo de ella,
y de sus brazos dulces,
y de su cuerpo terroso.
Forzadle sólo,
antes de lanzarlo
al espacio,
el arco de las cejas
hasta hacerlos puentes
del Atlántico,
del Pacífico...
Por donde los ojos,
navíos extraviados,
circulen
sin puertos
ni orillas...
699
Cai-me o silêncio na
mente, uma
mescla de nostalgia e solidão
invade-me a alma, vozes silenciosas
em vão suplicam o perdão. Corpos acorrentados
à r e a l i d a d e , olhos molhados de lágrimas
perdidas, tormento e ódio, amor, perdão.
Na vigília da noite uma luz ténue surge
lá no fundo, gestos provocantes pairam na silhueta
do mundo, ventos tempestuosos derrotam
quimeras distantes, hoje pintadas de c i n z e n t o .
Sociedade imunda, profanada por cultos ignorantes
que hoje se abrigam sob um manto de fantasias
enubladas. Águas mansas de um lago, onde cisnes se
banham, águas de lágrimas vertidas
pelos tempos. Ouço tua voz na brisa
dos pinhais, onde minha alma vagueia... porquê?
Mar 17, 2014
Mar 17, 2014 at 7:33 PM UTC
Áspero, el camino
entre cerros pardos.
Rastreros los vientos,
arrancaban altos
quejidos de polvo
a la tierra triste.
En las eras mondas
amargos se hacían
pimientos secándose.
Tu mirar caía
con su cuerpo blanco
siempre sobre púas,
chumberas, picachos,
del agrio paisaje
erizado.
Los ojos, cerrarlos.
Pero hablar tampoco.
Al salir afuera
se torcían todos
los deseos candidos.
En los labios secos
los odios expósitos
del aire, esperando,
sacaban el filo
malo al sí y al no.
¡Qué herir sin querer
si decías tú,
si decía yo,
algo!
Hablar tampoco.
Dejar al silencio
en su forcejeo
con ecos distantes
de cabras y galgos.
Y no pensar nada.
Porque las de nunca,
centellas, maldades,
las desconocidas
iras soterradas
erguíanse dentro,
ya, de ti y de mí.
La tarde azuzando
nuestros dos destinos,
tan juntos, les daba
amarguras, polvo,
sañas y sequía:
armas contra ti,
amor de los dos.
Sin hablar, sin nada,
sentí que ya estábamos
frente a frente. Toda
desnuda te vi
en tu yo más malo.
Lo que yo te quise
-¡qué tiempo lentísimo!-
en minutos rápidos
se iba desamando.
604
En este mundo universal,
cada uno tendrá su espacio.
Hay personas pequeñas y grandes,
cercanas y distantes.
Las hay sólidas e inalterables,
como gaseosas y maleables.
Hay quienes que por su energía,
brillan con luz propia y
acogen a quienes las rodean.
Como también existen fugitivos:
los desprotegidos errantes.
Otros, cubrirán con sus polvos de colores
a todo lo que les rodea.
Mientras que otros, fulgurarán sólo una noche,
para quienes despiertos los vean.
Ensordecer con un destello es un final,
pero desaparecerse en lo oscuro,
o morir en el olvido del anillo,
también es válido.
En grupo, los astros
se comportan particularmente.
Veremos cúmulos que cerrados, sus miembros,
apagándose esperan la muerte.
En el otro extremo, aquellos abiertos,
son las nuevas y más brillantes generaciones.
Como galaxia, tenemos un objetivo (y) final
compartido.
Más allá de nuestra fauna, provenimos
del mismo caos inicial y residuos de estrellas antepasadas.
Aún más común será nuestro entrópico final.
Los cuerpos se atraen y orbitan,
para siempre tenerse a la vuelta.
De a pares, intercambian energía,
se calientan e iluminan.
Será un día que alineados,
algún humano los observaría.
May 13, 2018
May 13, 2018 at 9:10 PM UTC
Fue mía una noche. Llegó de repente,
y huyó como el viento, repentinamente.
Alumna curiosa que aprendió el placer,
fue mía una noche. No la he vuelto a ver.
Fue la noche sola de una sola estrella.
Si miro las nubes, después pienso en ella.
Mi amor no la busca; mi amor no la llama:
La flor desprendida no vuelve a la rama,
y las ilusiones son como un espejo
que cuando se empaña pierde su reflejo.
Fue mía una noche, locamente mía:
Me quema los labios su sed todavía.
Bella como pocas, nunca fue más bella
que soñando el sueño de la noche aquella.
Su amor de una noche sigue siendo mío:
La corriente pasa, pero queda el río;
y si ella es la estrella de una noche sola,
yo he sido en su playa la primera ola.
Amor de una noche que ignoró el hastío:
Somos las distantes orillas de un río,
entre las que cruza la corriente clara,
y el agua las une, pero las separa.
Amor de una noche: si vuelves un día,
ya no he de sentirte tan loca y tan mía.
Más que la tortura de una herida abierta,
mi amor ama el viento que cierra una puerta.
El amor florece tierra movediza, 1
y es ley de la llama trocarse en ceniza. 1
El amor que vuelve, siempre vuelve en vano,
así como un ciego que extiende la mano.
Amor de una noche sin amanecer:
¡Acaso prefiero no volverte a ver!
592
Boca que arrastra mi boca:
boca que me has arrastrado:
boca que vienes de lejos
a iluminarme de rayos.
Alba que das a mis noches
un resplandor rojo y blanco.
Boca poblada de bocas:
pájaro lleno de pájaros.
Canción que vuelve las alas
hacia arriba y hacia abajo.
Muerte reducida a besos,
a sed de morir despacio,
das a la grama sangrante
dos fúlgidos aletazos.
El labio de arriba el cielo
y la tierra el otro labio.
Beso que rueda en la sombra:
beso que viene rodando
desde el primer cementerio
hasta los últimos astros.
Astro que tiene tu boca
enmudecido y cerrado
hasta que un roce celeste
hace que vibren sus párpados.
Beso que va a un porvenir
de muchachas y muchachos,
que no dejarán desiertos
ni las calles ni los campos.
¡Cuánta boca enterrada,
sin boca, desenterramos!
Beso en tu boca por ellos,
brindo en tu boca por tantos
que cayeron sobre el vino
de los amorosos vasos.
Hoy son recuerdos, recuerdos,
besos distantes y amargos.
Hundo en tu boca mi vida,
oigo rumores de espacios,
y el infinito parece
que sobre mí se ha volcado.
He de volverte a besar,
he de volver, hundo, caigo,
mientras descienden los siglos
hacia los hondos barrancos
como una febril nevada
de besos y enamorados.
Boca que desenterraste
el amanecer más claro
con tu lengua. Tres palabras,
tres fuegos has heredado:
vida, muerte, amor. Ahí quedan
escritos sobre tus labios.
469
cuentos de hadas y lugares distantes
lleno mi sueno y me llevan lejano
por lo tanto imagino como nino
no puedo olvidar de mi pasado
pensando en momentos pesan pesados
por no sabia el saber de vivir
en este momentos me da un razón
para que me pasa y para que no rendir
me siento el dolor de yo había fallado
sin querer queriendo a fracasar
pero en mi fracaso me encuentro
la esperanza que me hace caminar
por lo bueno yo ha vivido sino lo malo
muestra su cara para burlar de mi
y me sonrisa se brilla en su contra
diciendo la respuesta lo que sentí
dando y dando lo que me enfrente
defiendo mi razón sin ser débil
intentando de olvidar lo que me frena
mi pasión de ser digno y fiel
Oct 15, 2017
Oct 15, 2017 at 6:50 PM UTC
atrapado por grietas en tu iris
oquedades en marte
observado sin sol
separados entre la torpeza en sus pupilas
tenue timidez
en un jardín
distantes
encontramos nuestra correspondencia
figuras nunca resueltas
caricias sin nombre
vaciar un eterno cenicero
aun así
no regresaría
&
como el otoño
amar es incondicional
Aug 9, 2019
Aug 9, 2019 at 6:03 AM UTC
¿Dónde estará la niña
que en aquel lugarejo
una noche de baile
me habló de sus deseos
de viajar, y me dijo
su tedio?Gemía el vals por ella,
y ella era un boceto
lánguido: unos pendientes
de ámbar, y un jazmín
en el pelo.Gemían los violines
en el torpe quinteto...
E ignoraba la niña
que al quejarse de tedio
conmigo, se quejaba
con un péndulo.Niña que me dijiste
en aquel lugarejo
una noche de baile
confidencias de tedio:
dondequiera que exhales
tu suspiro discreto,
nuestras vidas con péndulos...Dos péndulos distantes
que oscilan paralelos
en una misma bruma
de invierno.
419