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"distantes" poems
Amigos queridos, sem faces e sem nomes. Retiradas foram suas vísceras, logo antes de seus corpos imergirem em um exacerbadamente denso volume de sangue grotesca e plenamente apreciado pelos algozes responsáveis, certos irreconhecíveis demônios. Vieram dos *** os tais tiranos, visíveis, mas imateriais, enquanto esperávamos inconscientes e inevitavelmente despreparados para uma luta justa. Sobre os indiferentes, distantes, mas ainda amigáveis e queridos companheiros, ainda recordo de alguma ordem: O primeiro não sentiu dor alguma, bem como nada viu ou percebeu; fora partido ao meio. O segundo, já desesperado e afogando-se em lagrimas, tornou-se borrão de um vermelho pesado, grosso e brutal; Dos outros, três ou quatro, somente tenho em mente os gemidos inexprimíveis; uma junção entre suspiros e soluços de uma morte nada convidativa e próxima. Foram todos rostos sem faces perdidos na espera do desconhecido fatalmente promulgado pelas minhas ânsias. O ultimo vivo me induziu à única ação possível: pude cair meus quinhentos intermináveis metros; deslizando, enquanto tentava me segurar, por um material recoberto de farpas que transpassavam minhas mãos, as quais sangravam em direção a um mar, sombrio e obscuro; me afundei irremediavelmente em minhas próprias aflições.
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May 22, 2013
May 22, 2013 at 8:21 PM UTC
Sonhos que se foram; pensamentos que eu não sei
Entre palabras disonantes, río. Un trago baja por mi garganta irritada de tanto gritar, mi cuerpo la pasa bien mientras yo me esfuerzo en distraer a mi mente y un concierto de pensamientos oscuros se ve opacado por el volumen de la música y de los aullidos apabullantes de una juventud que cree tener todo bajo control mientras están juntos, pero en el próximo momento de verdadera soledad, sus espaldas se quebrarán sobre sus seres y se verán desplomados sobre un suelo de incertidumbre absoluta. Entre pensamientos distantes, me pierdo. Humo de un cigarro barato innunda mis pulmones mientras la nicotina afecta mi sistema nervioso en un abrazo reconfortante que no es otra cosa que una mentira más, la promesa de una prostituta que cobra con tu vida, pero sigo besándola hasta que mis dedos se queman. Entre gritos innentendibles, lloro. No exteriorizo, pero las lágrimas están ahí, en la mente perturbada por fantasmas de quienes yo mismo maté, siluetas del pasado que no terminan de tomar forma porque no se los permito, pero a pesar de mis esfuerzos aún son reconocibles, aunque a duras penas.
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Aug 30, 2017
Aug 30, 2017 at 7:43 PM UTC
Fiesta
Canção Do Verbo Encarnado *** Minha geração foi assim, começou pelo quando e acabou pelo fim. O amor escorreu pelos cantos e quando cantamos a canção do amor armado, Thiago de Melo estava em Berlim mergulhado no verde dos olhos da alemãzinha da ACNUR , nossa orquestra saiu de cena e nossa guerra de guerrilhas acabou no maior calor... O suor que expelia seu odor era o suor frio dos tiranos nos porões mórbidos da ditadura executando nossos irmãos. O ar jazia cheio de sangue e nós estávamos congelados nas câmaras de gás dos IMLs. Vínhamos de todos os lados, desde os vales profundos do Ribeira, das chapadas mais íngremes do Araguaia ou dos guetos subumanos da urbe. Éramos nós o odor de fumaça que agredia as narinas alheias com a catinga de carne queimada. Éramos nós o encanto das canções de protesto cantadas na avenida com euforia para engendrar os projetos do futuro, como somos nós os ignorados da história, os estranhos os comícios, a cadeira vazia das reuniões oficiais, pois somos nós que chegamos e partimos sem ninguém saber quem somos e que vamos lá adiante, distantes da balburdia alienante e quando vós menos esperais somos nós que nos imolamos às vossas portas contra a apatia com que nos matais. Como todos vós podeis ver, a minha geração é assim: começa pelo quando e acaba pelo fim, mas não fica à toa na vida pro seu amor lhe chamar e ver a banda passar tocando coisas de amor... ***
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Apr 24, 2015
Apr 24, 2015 at 12:30 AM UTC
Canção Do Verbo Encarnado * Antonio Cabral Filho - Rj/Brasil
Mientras comían juntos y distantes y tensos ella muy lentamente y él como ensimismado hablaban con medida y doble parsimonia de temas importantes y de algunos quebrantos entonces como siempre o como casi siempre el desvelo social condujo a la cultura así que por la noche se fueron al teatro sin tocarse un ojal ni siquiera una uña su sonrisa       la de ella era como una oferta un anuncio un esbozo su mirada       la de él iba tomando nota de cómo eran sus ojos y como a la salida soplaba un aire frío y unos dedos muy blancos indefensos y tristes apenas asomaban por las sandalias de ella no hubo más remedio que entrar en un boliche y ya que el camarero se demoraba tanto llegaron cautelosos hasta la confidencia extra seca y sin hielo por favor       y fumaron y entre el humo el amor era un rostro en la niebla en sus labios       los de él el silencio era espera la noticia era el frío en su casa       la de ella halló café instantáneo y confianza y cobijo una hora tan sólo de memoria y sondeos hasta que sobrevino un silencio a dos voces como cualquiera sabe en tales circunstancias es arduo decir algo que realmente no sobre él probó       sólo falta que me quede a dormir y ella también probó       y por qué no te quedas y él sin mirarla       no me lo digas dos veces y ella en voz baja       bueno y por qué no te quedas y sus labios       los de él se quedaron gustosos a besar sin usura sus pies fríos       los de ella que eran sólo el comienzo de la noche desnuda fueron investigando deshojando nombrando proponiéndose metas       preguntando a los cuerpos mientras la madrugada y los temas candentes conciliaban el sueño que no durmieron ellos quién hubiera previsto aquella tarde que el amor ese célebre informal se dedicara a ellos tan formales
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Los formales y el frío
Mientras comían juntos y distantes y tensos ella muy lentamente y él como ensimismado hablaban con medida y doble parsimonia de temas importantes y de algunos quebrantos entonces como siempre o como casi siempre el desvelo social condujo a la cultura así que por la noche se fueron al teatro sin tocarse un ojal ni siquiera una uña su sonrisa       la de ella era como una oferta un anuncio un esbozo su mirada       la de él iba tomando nota de cómo eran sus ojos y como a la salida soplaba un aire frío y unos dedos muy blancos indefensos y tristes apenas asomaban por las sandalias de ella no hubo más remedio que entrar en un boliche y ya que el camarero se demoraba tanto llegaron cautelosos hasta la confidencia extra seca y sin hielo por favor       y fumaron y entre el humo el amor era un rostro en la niebla en sus labios       los de él el silencio era espera la noticia era el frío en su casa       la de ella halló café instantáneo y confianza y cobijo una hora tan sólo de memoria y sondeos hasta que sobrevino un silencio a dos voces como cualquiera sabe en tales circunstancias es arduo decir algo que realmente no sobre él probó       sólo falta que me quede a dormir y ella también probó       y por qué no te quedas y él sin mirarla       no me lo digas dos veces y ella en voz baja       bueno y por qué no te quedas y sus labios       los de él se quedaron gustosos a besar sin usura sus pies fríos       los de ella que eran sólo el comienzo de la noche desnuda fueron investigando deshojando nombrando proponiéndose metas       preguntando a los cuerpos mientras la madrugada y los temas candentes conciliaban el sueño que no durmieron ellos quién hubiera previsto aquella tarde que el amor ese célebre informal se dedicara a ellos tan formales
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na primeira noite eram estranhas. disformes, distantes, extremamente presentes na sua tão triste ausência. doeram-me todas as entranhas do corpo. pela memória e pelo presente. agora, volvidos 3 dias volto a olhá-las. já consigo olhá-las, auxiliá-las e já não me estão distantes. agora são companheiras de luta. algumas lutas mais leais que outras bem se sabe, mas ainda assim resistentes no seu silêncio. o cheiro já me acolhe e todos os muitos sons que me circundam, conseguem agora embalar-me e levar-me num sono tranquilo. estou perto dos 28. já não sou miúda, agora sei-o e mais sério, sinto-o. ainda não sei que mulher sou, e como vou crescer a partir daqui. há vários ajustes, estou muito irrequieta com o que vou fazer. penso demasiado na pessoa que quero construir a partir daqui. é como se tivesse acabado de nascer mas já a saber falar, andar e pensar - oh, penso tanto… tenho de me permitir aprender e cair, chorar aos primeiros dentes. mas a miúda deixa-me orgulhosa. gostei de ti andreia pequena, feliz, divertida e curiosa. gostei da tua coragem e da tua força. até do teu nariz empertigado. choro ao teu enterro, comovida pelo orgulho que te sinto e pelas saudades que me vais trazer. a tua inocência guarda-la-ei como o meu mais precioso tesouro, e a ela recorrerei quando me vacilar a certeza. crescer é de uma dureza atroz. o passado vejo-o enevoado, lamacento de muito difícil definição. no entanto o futuro é um abismo. dá-me vertigens querer espreitá-lo. mesmo quando coloco apenas os olhos, como se me escondesse dele mesmo. de mim mesma, dessa andreia que serei. como se não quisesse que ela me apanhasse a espiá-la a ver-lhe os movimentos, para que os usasse ou os julgasse de ante mão. aqui estou, numa cama de hospital. viva e livre de qualquer mal. (mal maior pelo menos). e esta andreia do presente, esta nova-mulher, tem muito medo. muito medo de falhar, muito medo de não ser tão feliz quanto a miúda foi.
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Feb 7, 2013
Feb 7, 2013 at 5:15 AM UTC
adeus miúda
na primeira noite eram estranhas. disformes, distantes, extremamente presentes na sua tão triste ausência. doeram-me todas as entranhas do corpo. pela memória e pelo presente. agora, volvidos 3 dias volto a olhá-las. já consigo olhá-las, auxiliá-las e já não me estão distantes. agora são companheiras de luta. algumas lutas mais leais que outras bem se sabe, mas ainda assim resistentes no seu silêncio. o cheiro já me acolhe e todos os muitos sons que me circundam, conseguem agora embalar-me e levar-me num sono tranquilo. estou perto dos 28. já não sou miúda, agora sei-o e mais sério, sinto-o. ainda não sei que mulher sou, e como vou crescer a partir daqui. há vários ajustes, estou muito irrequieta com o que vou fazer. penso demasiado na pessoa que quero construir a partir daqui. é como se tivesse acabado de nascer mas já a saber falar, andar e pensar - oh, penso tanto… tenho de me permitir aprender e cair, chorar aos primeiros dentes. mas a miúda deixa-me orgulhosa. gostei de ti andreia pequena, feliz, divertida e curiosa. gostei da tua coragem e da tua força. até do teu nariz empertigado. choro ao teu enterro, comovida pelo orgulho que te sinto e pelas saudades que me vais trazer. a tua inocência guarda-la-ei como o meu mais precioso tesouro, e a ela recorrerei quando me vacilar a certeza. crescer é de uma dureza atroz. o passado vejo-o enevoado, lamacento de muito difícil definição. no entanto o futuro é um abismo. dá-me vertigens querer espreitá-lo. mesmo quando coloco apenas os olhos, como se me escondesse dele mesmo. de mim mesma, dessa andreia que serei. como se não quisesse que ela me apanhasse a espiá-la a ver-lhe os movimentos, para que os usasse ou os julgasse de ante mão. aqui estou, numa cama de hospital. viva e livre de qualquer mal. (mal maior pelo menos). e esta andreia do presente, esta nova-mulher, tem muito medo. muito medo de falhar, muito medo de não ser tão feliz quanto a miúda foi.
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Yo también tengo ruinas y si acudo al pasado ya no sé a quién o a quiénes busco entre los escombros son ruinas sin prestigio sin guías y con musgo inmensas y mezquinas señas de lo que fui columpios desnudeces huellas crepusculares matutinas nocturnas la luna las descubre les dice lo que eran columnas de tesón cúmulos de experiencia pedernales de amor catacumbas de miedo yo también tengo ruinas pero no deslumbradas sino ciegas distantes residuos de palabras vestigios de rencores esquirlas de castigos reliquias de caricias ruinas tan taciturnas calimas de la pena albergan sus fantasmas como todas las ruinas y como todas dejan escuchar su lamento yo también tengo ruinas meses y años troceados muñones de confianza perdones en añicos piedras en las que a veces me reconozco       entonces amo la piel rugosa de mis hermanas ruinas
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Ruinas
Sabe, sei que fui contemplado com algo horrível, também sei que talvez tudo isso foi culpa minha, quando você é um idiota por muito tempo sempre acha alguém esperto demais para te amar, mas mesmo assim ela vai te amar, e tudo isso vai acabar de uma maneira podre e dolorosa, e eu irei acabar em um bar qualquer em uma rua qualquer dando risada sobre uma piada ou qualquer outra coisa estupida. E nesse momento enquanto dou um gole na cerveja e sinto sua fria espuma tocando meu lábio eu sou sugado para fora do presente, e lá em um campo verde vejo uma fileira imensa de lapides e distantes de todas as outras, no topo de uma montanha vejo uma arvore aparentemente morta, mas mesmo naquele estado tenebroso ainda me rende uma sensação de segurança, e ao chegar lá que percebo: a brisa ainda está fresca, as palmeiras ainda verdes e eu ainda estou aqui. Eu ainda estou aqui.
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Dec 2, 2015
Dec 2, 2015 at 5:44 PM UTC
Eu ainda estou aqui
Luces de una noche igual,<br> digan como el reloj quebrar.<br> Distantes; dime esto no igual.<br> Como... ... <br> <br> Hayar sentido de la casualidad.<br> dia noche dia noche dia noche<br> dia noche dia noche dia noche:<br> dos partes: Dos: Uno, uno: Uno.<br> <br> Trabajo, descanso, algo mas,<br> trabajo, descanso, recrear,<br> trabajo, descanso, estudiar,<br> trabajo, descanso, descansar,<br> trabajo,  estudio pa'trabajar;<br> Descanso descanso pa trabajar<br> <br> Dos. Dos. Dos. Dos. Dos: tres.<br> Tres, uno, ono, uno, uno: dos.<br> Luces que no sea casualidad.<br> Noche ya dejame descansar.<br> <br> Luna tu no importas vete ya.<br> Luces que secreto esconderas, <br> ooo favor que se algo mas;<br> No... Estupida! maquina . . . . . .
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Aug 12, 2018
Aug 12, 2018 at 4:31 AM UTC
Dejavu
Estava sentado e olhava para o vento? Sabia que o som tem pensamento. Estou no mundo da imaginação e do encanto, Complexo lunar que quero tanto... As estrelas brilham sem luz, Amor a Deus e a Jesus. Rascunhos e poesia, Luz do sol e do dia. Pessoas distantes com simpatia, Naves espaciais com alegria. Ressurreição da vida ,do amor, Mundo mágico com som e cor. O mundo embriagado, Futuro sem ter passado, Cadeirão da simplicidade, Mundo sem idade... Vic Alex
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Apr 9, 2010
Apr 9, 2010 at 5:24 AM UTC
Vaguear pelo mundo...
Dedicado a Deus que tanto me deu e tao pouco lhe pedi Este dom leve de Contigo comunicar, Meu grito de sempre te amar… Te encontro no universo, nas estrelas, no mar, Deus meu barco para navegar. Deus me confortas com horizontes distantes, Com o eterno amor por nossos semelhantes, Te encontro em tudo e acredito no firmamento, Deus da minha alma e pensamento. Me deste uma forca que ninguém vai combater, A minha originalidade de para Ti escrever. Simples, puro, genuíno e transparente, Me fizeste assim para todo o sempre. Dedicado a Deus que tanto me deu, Pois como bom filho seu, Tao pouco lhe pedi, Por Deus e com Deus eu nasci… Victor Marques
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Sep 10, 2018
Sep 10, 2018 at 1:30 PM UTC
DEDICADO A DEUS QUE TANTO ME DEU E TAO POUCO LHE PEDI
Somos dos almas distantes, danzando entre los vientos, buscándonos mutuamente en los más vagos recuerdos.
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Apr 24, 2015
Apr 24, 2015 at 4:32 PM UTC
Almas
Lo han despojado del diverso mundo, de los rostros, que son lo que eran antes. De las cercanas calles, hoy distantes, y del cóncavo azul, ayer profundo. De los libros le queda lo que deja la memoria, esa forma del olvido que retiene el formato, el sentido, y que los meros títulos refleja. El desnivel acecha. Cada paso puede ser la caída. Soy el lento prisionero de un tiempo soñoliento que no marca su aurora ni su ocaso. Es de noche. No hay otros. Con el verso debo labrar mi insípido universo. Desde mi nacimiento, que fue el noventa y nueve de la cóncava parra y el aljibe profundo, el tiempo minucioso, que en la memoria es breve, me fue hurtando las formas visibles de este mundo. Los días y las noches limaron los perfiles de las letras humanas y los rostros amados; en vano interrogaron mis ojos agotados las vanas bibliotecas y los vanos atriles. El azul y el bermejo son ahora una niebla y dos voces inútiles. El espejo que miro es una cosa gris. En el jardín aspiro, amigos, una lóbrega rosa de la tiniebla. Ahora sólo perduran las formas amarillas y sólo puedo ver para ver pesadillas.
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El ciego
No limiar do momento, minha alma demente vagueia, e sinto a angústia de não ter algo que necessito para viver. A amizade que dois amigos podem ter, aquele sentimento profundo e dócil que tem de ser recíproco; e que se quem o dá, o não recebe, sente-se vassalo da solidão e perde-se no tempo. Palavras profundas deambulam ao sabor do vento, ao encontro de quimeras já distantes. Vem amigo dá-me a tua mão.
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Jan 12, 2014
Jan 12, 2014 at 3:13 PM UTC
sem nome
leveza de um sorriso cravado em seus olhos leveza do nosso amor da nossa dor esperança de tempos distantes promessas de amores inacabados encontro lutas, duelos futuro te encontrar num futuro inexistente tristeza dessa paixão rápida momentos únicos e indispensáveis felicidade de prever essa loucura que nos levará para longe e perto existir viver a dor do amor encontrar a leveza de seus olhos perdidos nos meus sem tempo pra voltar.
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Jun 4, 2014
Jun 4, 2014 at 11:53 AM UTC
Leveza
¿De qué raso, Potencias, cómo era la celeste muchacha adolescente que se me irguió un día de la frente para llamarse siempre primavera? Sólo me queda ya la luz morada del ocaso que en junio llueve hielo, y que no busca el esplendor del cielo sino el descanso tibio de la almohada. Cada sueño más lento en breve sueño, sin países, jardines, ni el empeño de recorrer los mundos más distantes... La flor que corto empieza a ser nocturna. No tendré nunca más la flor diurna que era mi pectoral de oro y diamantes.
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La hora
Si la lluvia cae desde las negras nubes hasta el verde césped, creando un nexo entre el cielo y la tierra, amantes distantes y enemigos cercanos destinados a compartir una misma existencia, ¿por qué no podemos tú y yo? Las palabras que no he dicho se agolpan en mi pecho y me abultan la garganta, pero no las libero, trago saliva y las envío a la ***** de mis dedos, desde donde explotan en el papel y dejan un rastro de sangre, a veces negra, a veces azul. Una escena de un crimen con un único sospechoso: mi corazón, el cual llevo siempre caminando a mi lado y detrás mío, ignorando sus avisos hasta que se detiene, se ancla en un lugar e irrumpe en mis pensamientos nublando mi juicio, alterando mi razón, destruyendo mi consciencia. Grito en silencio mientras te veo reír. El estruendo de tu alegría enmascara mi desdicha, y casi lo prefiero así. Eres el secreto que no logro mantener. El cristal oscuro detrás del cual me escondo sin darme cuenta de la transparencia de mis miradas, de mis risas, de mis manos. Eres el perfume de mis sábanas, la colilla de cigarro aún encendida que inicia el incendio involuntario que consume mi interior. Eres vida y eres muerte, y el suicidio que cometo a diario voluntaria y egoístamente. El arma homicida yace en tus labios, en tus brazos, en tu piel y en el pecaminoso pensar del cual soy víctima. ¿Cómo es entonces que te debo olvidar? Las espinas no sueltan mi espíritu decaído. Las llagas en mi piel no sanan si les echas de nuevo sal, pero sálame la vida, pues tu fiel seguidor soy.
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Apr 13, 2018
Apr 13, 2018 at 1:10 PM UTC
Sal
Si la lluvia cae desde las negras nubes hasta el verde césped, creando un nexo entre el cielo y la tierra, amantes distantes y enemigos cercanos destinados a compartir una misma existencia, ¿por qué no podemos tú y yo? Las palabras que no he dicho se agolpan en mi pecho y me abultan la garganta, pero no las libero, trago saliva y las envío a la ***** de mis dedos, desde donde explotan en el papel y dejan un rastro de sangre, a veces negra, a veces azul. Una escena de un crimen con un único sospechoso: mi corazón, el cual llevo siempre caminando a mi lado y detrás mío, ignorando sus avisos hasta que se detiene, se ancla en un lugar e irrumpe en mis pensamientos nublando mi juicio, alterando mi razón, destruyendo mi consciencia. Grito en silencio mientras te veo reír. El estruendo de tu alegría enmascara mi desdicha, y casi lo prefiero así. Eres el secreto que no logro mantener. El cristal oscuro detrás del cual me escondo sin darme cuenta de la transparencia de mis miradas, de mis risas, de mis manos. Eres el perfume de mis sábanas, la colilla de cigarro aún encendida que inicia el incendio involuntario que consume mi interior. Eres vida y eres muerte, y el suicidio que cometo a diario voluntaria y egoístamente. El arma homicida yace en tus labios, en tus brazos, en tu piel y en el pecaminoso pensar del cual soy víctima. ¿Cómo es entonces que te debo olvidar? Las espinas no sueltan mi espíritu decaído. Las llagas en mi piel no sanan si les echas de nuevo sal, pero sálame la vida, pues tu fiel seguidor soy.
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Buscando raíces de alas la frente se le desplaza a derecha e izquierda. Y sobre el remolino de la cara se le fija, telón del más allá, comba y ancha. Una alimaña le grita en la nariz que intenta aplastársele enfurecida... Irrumpe un griego por sus ojos distantes. Un griego que sofocan de enredaderas las colinas andaluzas de sus pómulos y el valle trémulo de su boca. Salta su garganta hacia afuera pidiendo la navaja lunada de aguas filosas. Cortádsela. De norte a sud. De este a oeste. Dejad volar la cabeza, la cabeza sola, herida de ondas marinas negras... Y de caracolas de sátiro que le caen como campánulas en la cara de máscara antigua. Apagadle la voz de madera, cavernosa, arrebujada en las catacumbas nasales. Libradlo de ella, y de sus brazos dulces, y de su cuerpo terroso. Forzadle sólo, antes de lanzarlo al espacio, el arco de las cejas hasta hacerlos puentes del Atlántico, del Pacífico... Por donde los ojos, navíos extraviados, circulen sin puertos ni orillas...
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Retrato de garcía lorca
Cai-me o silêncio na mente, uma mescla de nostalgia e solidão invade-me a alma, vozes silenciosas em vão suplicam o perdão. Corpos acorrentados à r e a l i d a d e , olhos molhados de lágrimas perdidas, tormento e ódio, amor, perdão. Na vigília da noite uma luz ténue surge lá no fundo, gestos provocantes pairam na silhueta do mundo, ventos tempestuosos derrotam quimeras distantes, hoje pintadas de c i n z e n t o . Sociedade imunda, profanada por cultos ignorantes que hoje se abrigam sob um manto de fantasias enubladas. Águas mansas de um lago, onde cisnes se banham, águas de lágrimas vertidas pelos tempos. Ouço tua voz na brisa dos pinhais, onde minha alma vagueia... porquê?
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Mar 17, 2014
Mar 17, 2014 at 7:33 PM UTC
nostalgia do sequeso
Áspero, el camino entre cerros pardos. Rastreros los vientos, arrancaban altos quejidos de polvo a la tierra triste. En las eras mondas amargos se hacían pimientos secándose. Tu mirar caía con su cuerpo blanco siempre sobre púas, chumberas, picachos, del agrio paisaje erizado. Los ojos, cerrarlos. Pero hablar tampoco. Al salir afuera se torcían todos los deseos candidos. En los labios secos los odios expósitos del aire, esperando, sacaban el filo malo al sí y al no. ¡Qué herir sin querer si decías tú, si decía yo, algo! Hablar tampoco. Dejar al silencio en su forcejeo con ecos distantes de cabras y galgos. Y no pensar nada. Porque las de nunca, centellas, maldades, las desconocidas iras soterradas erguíanse dentro, ya, de ti y de mí. La tarde azuzando nuestros dos destinos, tan juntos, les daba amarguras, polvo, sañas y sequía: armas contra ti, amor de los dos. Sin hablar, sin nada, sentí que ya estábamos frente a frente. Toda desnuda te vi en tu yo más malo. Lo que yo te quise -¡qué tiempo lentísimo!- en minutos rápidos se iba desamando.
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En este mundo universal, cada uno tendrá su espacio. Hay personas pequeñas y grandes, cercanas y distantes. Las hay sólidas e inalterables, como gaseosas y maleables. Hay quienes que por su energía, brillan con luz propia y acogen a quienes las rodean. Como también existen fugitivos: los desprotegidos errantes. Otros, cubrirán con sus polvos de colores a todo lo que les rodea. Mientras que otros, fulgurarán sólo una noche, para quienes despiertos los vean. Ensordecer con un destello es un final, pero desaparecerse en lo oscuro, o morir en el olvido del anillo, también es válido. En grupo, los astros se comportan particularmente. Veremos cúmulos que cerrados, sus miembros, apagándose esperan la muerte. En el otro extremo, aquellos abiertos, son las nuevas y más brillantes generaciones. Como galaxia, tenemos un objetivo (y) final compartido. Más allá de nuestra fauna, provenimos del mismo caos inicial y residuos de estrellas antepasadas. Aún más común será nuestro entrópico final. Los cuerpos se atraen y orbitan, para siempre tenerse a la vuelta. De a pares, intercambian energía, se calientan e iluminan. Será un día que alineados, algún humano los observaría.
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May 13, 2018
May 13, 2018 at 9:10 PM UTC
Astronomy 101
Fue mía una noche. Llegó de repente, y huyó como el viento, repentinamente. Alumna curiosa que aprendió el placer, fue mía una noche. No la he vuelto a ver. Fue la noche sola de una sola estrella. Si miro las nubes, después pienso en ella. Mi amor no la busca; mi amor no la llama: La flor desprendida no vuelve a la rama, y las ilusiones son como un espejo que cuando se empaña pierde su reflejo. Fue mía una noche, locamente mía: Me quema los labios su sed todavía. Bella como pocas, nunca fue más bella que soñando el sueño de la noche aquella. Su amor de una noche sigue siendo mío: La corriente pasa, pero queda el río; y si ella es la estrella de una noche sola, yo he sido en su playa la primera ola. Amor de una noche que ignoró el hastío: Somos las distantes orillas de un río, entre las que cruza la corriente clara, y el agua las une, pero las separa. Amor de una noche: si vuelves un día, ya no he de sentirte tan loca y tan mía. Más que la tortura de una herida abierta, mi amor ama el viento que cierra una puerta. El amor florece tierra movediza, 1 y es ley de la llama trocarse en ceniza. 1 El amor que vuelve, siempre vuelve en vano, así como un ciego que extiende la mano. Amor de una noche sin amanecer: ¡Acaso prefiero no volverte a ver!
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Canción de la noche sola
Boca que arrastra mi boca: boca que me has arrastrado: boca que vienes de lejos a iluminarme de rayos. Alba que das a mis noches un resplandor rojo y blanco. Boca poblada de bocas: pájaro lleno de pájaros. Canción que vuelve las alas hacia arriba y hacia abajo. Muerte reducida a besos, a sed de morir despacio, das a la grama sangrante dos fúlgidos aletazos. El labio de arriba el cielo y la tierra el otro labio. Beso que rueda en la sombra: beso que viene rodando desde el primer cementerio hasta los últimos astros. Astro que tiene tu boca enmudecido y cerrado hasta que un roce celeste hace que vibren sus párpados. Beso que va a un porvenir de muchachas y muchachos, que no dejarán desiertos ni las calles ni los campos. ¡Cuánta boca enterrada, sin boca, desenterramos! Beso en tu boca por ellos, brindo en tu boca por tantos que cayeron sobre el vino de los amorosos vasos. Hoy son recuerdos, recuerdos, besos distantes y amargos. Hundo en tu boca mi vida, oigo rumores de espacios, y el infinito parece que sobre mí se ha volcado. He de volverte a besar, he de volver, hundo, caigo, mientras descienden los siglos hacia los hondos barrancos como una febril nevada de besos y enamorados. Boca que desenterraste el amanecer más claro con tu lengua. Tres palabras, tres fuegos has heredado: vida, muerte, amor. Ahí quedan escritos sobre tus labios.
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La boca
cuentos de hadas y lugares distantes lleno mi sueno y me llevan lejano por lo tanto imagino como nino no puedo olvidar de mi pasado pensando en momentos pesan pesados por no sabia el saber de vivir en este momentos me da un razón para que me pasa y para que no rendir me siento el dolor de yo había fallado sin querer queriendo a fracasar pero en mi fracaso me encuentro la esperanza que me hace caminar por lo bueno yo ha vivido sino lo malo muestra su cara para burlar de mi y me sonrisa se brilla en su contra diciendo la respuesta lo que sentí dando y dando lo que me enfrente defiendo mi razón sin ser débil intentando de olvidar lo que me frena mi pasión de ser digno y fiel
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Oct 15, 2017
Oct 15, 2017 at 6:50 PM UTC
Esperanza Caminando
atrapado por grietas en tu iris oquedades en marte observado sin sol separados entre la torpeza en sus pupilas tenue timidez en un jardín distantes encontramos nuestra correspondencia figuras nunca resueltas caricias sin nombre vaciar un eterno cenicero aun así no regresaría & como el otoño amar es incondicional
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Aug 9, 2019
Aug 9, 2019 at 6:03 AM UTC
pfff
¿Dónde estará la niña que en aquel lugarejo una noche de baile me habló de sus deseos de viajar, y me dijo su tedio?Gemía el vals por ella, y ella era un boceto lánguido: unos pendientes de ámbar, y un jazmín en el pelo.Gemían los violines en el torpe quinteto... E ignoraba la niña que al quejarse de tedio conmigo, se quejaba con un péndulo.Niña que me dijiste en aquel lugarejo una noche de baile confidencias de tedio: dondequiera que exhales tu suspiro discreto, nuestras vidas con péndulos...Dos péndulos distantes que oscilan paralelos en una misma bruma de invierno.
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Nuestras vidas son péndulos