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#xisto
A mulher duriense é como a videira. Nasce em terra dura. Cresce entre pedras. Aprende cedo que, no Douro, viver nunca foi um ato leve foi sempre um combate silencioso contra o tempo, o calor, a solidão e o abandono. Tal como a videira agarrada ao xisto, também ela rasga a rocha para encontrar força onde ninguém imagina existir vida. E quanto mais cruel é o ano, mais profundas se tornam as raízes. Porque há sofrimentos que não quebram: transformam-se em eternidade. Existe uma ligação quase sagrada entre a mulher do Douro e a vinha. Ambas sangram para oferecer vida. Ambas carregam o peso das estações sem perder a dignidade. Ambas conhecem o silêncio das encostas e o milagre de continuar quando o mundo já desistiria. O turista vê socalcos. O mundo vê vinho. Mas eu vejo mulheres curvadas sobre a montanha como se rezassem com as mãos dentro da terra. Vejo mães. Vejo filhas. Vejo avós marcadas pelo sol e pelo vento, transportando gerações inteiras às costas sem nunca pedirem reconhecimento. Foram elas as verdadeiras guardiãs do Douro invisível. Enquanto os homens partiam, enquanto o mundo esquecia estas encostas, eram elas que ficavam. E permaneceram firmes como videiras , mesmo quando o tempo lhes roubou a juventude e lhes endureceu as mãos. Talvez essa seja a verdade mais profunda do Douro: o vinho não nasce apenas da terra. Nasce da resistência invisível da mulher duriense. Cada cacho amadurecido traz dentro dele uma história de coragem feminina. Cada vinha guarda segredos de lágrimas, silêncio e amor. Cada garrafa que atravessa o mundo leva consigo um pouco da alma dessas mulheres que aprenderam a transformar sofrimento em beleza. Porque a mulher duriense e a videira partilham o mesmo destino: viver presas ao xisto… e ainda assim oferecer grandeza ao mundo. Victor Marques Douro
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May 21
May 21, 2026 at 7:14 AM UTC
A mulher duriense como a videira
A mulher duriense é como a videira. Nasce em terra dura. Cresce entre pedras. Aprende cedo que, no Douro, viver nunca foi um ato leve foi sempre um combate silencioso contra o tempo, o calor, a solidão e o abandono. Tal como a videira agarrada ao xisto, também ela rasga a rocha para encontrar força onde ninguém imagina existir vida. E quanto mais cruel é o ano, mais profundas se tornam as raízes. Porque há sofrimentos que não quebram: transformam-se em eternidade. Existe uma ligação quase sagrada entre a mulher do Douro e a vinha. Ambas sangram para oferecer vida. Ambas carregam o peso das estações sem perder a dignidade. Ambas conhecem o silêncio das encostas e o milagre de continuar quando o mundo já desistiria. O turista vê socalcos. O mundo vê vinho. Mas eu vejo mulheres curvadas sobre a montanha como se rezassem com as mãos dentro da terra. Vejo mães. Vejo filhas. Vejo avós marcadas pelo sol e pelo vento, transportando gerações inteiras às costas sem nunca pedirem reconhecimento. Foram elas as verdadeiras guardiãs do Douro invisível. Enquanto os homens partiam, enquanto o mundo esquecia estas encostas, eram elas que ficavam. E permaneceram firmes como videiras , mesmo quando o tempo lhes roubou a juventude e lhes endureceu as mãos. Talvez essa seja a verdade mais profunda do Douro: o vinho não nasce apenas da terra. Nasce da resistência invisível da mulher duriense. Cada cacho amadurecido traz dentro dele uma história de coragem feminina. Cada vinha guarda segredos de lágrimas, silêncio e amor. Cada garrafa que atravessa o mundo leva consigo um pouco da alma dessas mulheres que aprenderam a transformar sofrimento em beleza. Porque a mulher duriense e a videira partilham o mesmo destino: viver presas ao xisto… e ainda assim oferecer grandeza ao mundo. Victor Marques Douro
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No anfiteatro do mundo, onde o tempo se demora, O sol de Abril num poente de ouro e gloria, As encostas despem o Inverno, a vida irrompe agora, Na mistica sublime que escreve a nossa historia. O xisto esse velho pai de mil cores azuladas, Aquece o ventre da terra com um calor ancestral, Guardando o brilho das aguas douradas, que são do Douro e de Portugal. Eis que surgem os rebentos...pontos verdes de esperança, Vida nova que brota da rocha brava e dura, É O Douro que acorda num baloiço de criança, Prometendo um vinho puro, a nossa maior cura. Mas não se enganem os olhos que apenas veem beleza, Cada folha que desponta é um grito de soberania, O produtor não é servo é o mestre da natureza, que transforma a pedra bruta em liquida poesia. Oh , meu amado Douro de veias feitas de rio, Onde a Primavera dança sobre o pó da tradição. Sentimos o pulso dos avós e o seu brio, Junto de nós dentro do nosso coração.
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Apr 12
Apr 12, 2026 at 5:17 AM UTC
Xisto em Flor
O Douro: O Sangue da Pedra O Douro não se explica: sente-se no calo da mão e no silêncio sagrado que precede o rebento. Quando o horizonte de março se incendeia sobre as cristas das montanhas, a terra deixa de ser matéria para se tornar mistério. Não é apenas o inverno que finda; é o xisto que, num suspiro, abre os poros para que a vida o atravesse. Olhar a vinha a despertar é assistir a um milagre de geometria divina: cada "olho" que rasga a madeira velha é uma ressurreição. Ali, o vinho de ontem não morreu; corre, invisível e eterno, na seiva de hoje. Ouve-se o canto dos pássaros, mas para os iniciados nesta mística, esse som é o cântico de uma catedral sem teto. É a primavera que desce sobre os socalcos como um véu de luz filtrada, onde cada videira é uma prece erguida ao sol. O vinho é o sangue destilado desta pedra e eu, embora homem de um tempo só, sinto que habito estas encostas há milénios. Ao cair do sol, quando o frio reclama a energia que a terra guardou, a noite desperta com o rumor do invisível. É o latejar da montanha a ajustar-se, da água que vicia as fendas profundas e das criaturas que guardam este altar. Sob um manto de estrelas que quase roça os cumes, a imortalidade revela-se: o homem é breve, o testemunho é entregue, mas a vinha permanece imutável no seu destino de transmutar a pedra em luz líquida. "Plantar uma vinha no Douro é escrever uma obra sem fim. É a única forma que conheço de aprisionar a eternidade." Victor Marques Douro Portugal
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Mar 6
Mar 6, 2026 at 12:45 PM UTC
O Douro: o sangue da pedra
O Douro: O Sangue da Pedra O Douro não se explica: sente-se no calo da mão e no silêncio sagrado que precede o rebento. Quando o horizonte de março se incendeia sobre as cristas das montanhas, a terra deixa de ser matéria para se tornar mistério. Não é apenas o inverno que finda; é o xisto que, num suspiro, abre os poros para que a vida o atravesse. Olhar a vinha a despertar é assistir a um milagre de geometria divina: cada "olho" que rasga a madeira velha é uma ressurreição. Ali, o vinho de ontem não morreu; corre, invisível e eterno, na seiva de hoje. Ouve-se o canto dos pássaros, mas para os iniciados nesta mística, esse som é o cântico de uma catedral sem teto. É a primavera que desce sobre os socalcos como um véu de luz filtrada, onde cada videira é uma prece erguida ao sol. O vinho é o sangue destilado desta pedra e eu, embora homem de um tempo só, sinto que habito estas encostas há milénios. Ao cair do sol, quando o frio reclama a energia que a terra guardou, a noite desperta com o rumor do invisível. É o latejar da montanha a ajustar-se, da água que vicia as fendas profundas e das criaturas que guardam este altar. Sob um manto de estrelas que quase roça os cumes, a imortalidade revela-se: o homem é breve, o testemunho é entregue, mas a vinha permanece imutável no seu destino de transmutar a pedra em luz líquida. "Plantar uma vinha no Douro é escrever uma obra sem fim. É a única forma que conheço de aprisionar a eternidade." Victor Marques Douro Portugal
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O Evangelho do Xisto No princípio era a Rocha, e a Rocha era silêncio. Até que o Sol a feriu, e do seu flanco brotou o meu pensamento. Nasci no frio de Novembro, sob o signo do tempo selado, Batizado nas águas do Douro, no ventre de um vale sagrado. Não é vinho é o Verbo encarnado na terra, É o fogo líquido que a treva da noite encerra. Touriga Nacional sombra de altar e clarão, Incêndio místico que arde no meu coração. Podo o verso e a vide, em prece, responde, Onde o tempo se curva e a face de Deus se esconde. Quinze graus de chama, de unção e de glória, Seda e silêncio, marca a nossa memória. Cada cepa é um salmo, gravado na encosta, Cada folha é um eco que não fala mas se mostra. Gouveio e Rabigato, sopros de luz no vento, Brancos puros que guardam o azul do firmamento . A videieira entranha-se na pedra, em comunhão sagrada, Bebendo o suor da montanha, na encosta calada. Ergue-se a Excelsa, austera, rainha e formosa, Filha primogénita da terra xistosa. Nos seus bagos pulsa a promessa a lágrima chorada, Doçura de séculos numa só gota guardada. No tanino vibra a memória, o fôlego e a vitória, Dos nossos antepassados que ergueram, em pedra, suor e história. Não bebais apenas escutai a emoção, O Douro é o Livro escrito em cada estação. Pois no cálice, onde a eternidade se faz unidade, O Xisto, o Homem e o Tempo são a mesma Divindade. Victor Marques Douro Portugal
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Mar 1
Mar 1, 2026 at 4:14 AM UTC
O Evangelho do Xisto
O Pacto do Xisto Na encosta onde o tempo se perde, E o sol grava brasas no chão, O homem parece que ferve , Com tanta chuva, silêncio e tensão. O Douro não nasce revela-se lento, Num ventre de xisto partido em dor; Cada muro erguido é um juramento, Cada vinha plantada é um acto de amor. Degraus de esperança talhados na rocha, Escadas que sobem ao céu azulado. São mãos que o destino desabrocha, São séculos vivos num gesto calado. O mau tempo desce em fúria que perdura Se o vento açoita e à rocha tira o verniz. É o homem que firma a sua postura, Com a fé l de quem sempre o Douro quis. "A terra é minha porque me fez!" Não por posse, mas por pertença sagrada; Foi ela que ensinou assentar dos pés, E moldou cada socalco da alma lavrada. Não é só vinho o que verte no copo, É sangue tornado clarão, É o grito do vale que sobe ao topo, É eternidade em fermentação. Do fundo do vale à crista dourada, Corre uma aliança que o tempo não quebra: O homem e a montanha mesma jornada, Mesmo silêncio que arde e celebra. Enquanto houver xisto e fé profunda, Enquanto o sol beijar a videira nua, Haverá Douro memória fecunda, E um vinho que guarda o mundo na sua. Victor Marques Douro Portugal
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Feb 19
Feb 19, 2026 at 2:04 AM UTC
O Pacto do Xisto
Dizem que o Douro é uma paisagem moldada pelo homem, mas quem lá nasce sabe a verdade: é o Douro que nos molda a nós. ​Eu não olho para estes socalcos como quem vê um postal. Eu vejo-os como quem lê as cicatrizes na palma da própria mão. Nasci a 27 de novembro sob o signo do rigor e da entrega, e desde então o meu sangue corre no mesmo ritmo que o rio. ​Ser Vigneron aqui não é um cargo, é um destino. É saber que o vinho que hoje corre no copo começou a ser desenhado há muitos anos atrás, no suor dos animais, no apito do comboio que levava os nossos rapazes e no peso heróico dos cestos de verga. O mundo lá fora corre, grita e muda. Mas aqui, entre a videira e o rio, o tempo tem outro compasso. ​Escrevi estas palavras porque o vinho tem voz, mas às vezes precisa que alguém lhe empreste os pulmões. O que vão ouvir não é apenas um poema... é o eco de uma ferradura que ainda bate no meu peito. ​ ​Sou Xisto, Sou Vinho ​Não sou apenas homem sou raiz e sou pedra, Nascido no socalco onde o silêncio medra. O meu olhar não vê só a videira a brotar, Vê séculos de brio que a montanha quis guardar. ​O Douro é um livro com páginas de xisto, Onde escrevo, com a poda, o que ainda não foi dito. Vi aldeias vibrantes, o pulsar da vida inteira, Quando a mão era o compasso e a única medida. ​Lembro o comboio o apito a rasgar o vale, Levando o rapaz, o seu sotaque banal. E o bater dos cascos ferro vivo contra o chão, Música antiga de força, suor e devoção. ​Nas fontes velhas, o bicho matava o cansaço, Enquanto o sol, no horizonte, se partia em pedaço. Machos e mulas, o dorso em pura tensão, Abriam sulcos de esperança na face da nação. ​O cesto às costas? Era o peso do destino, Levado por homens de passo firme e divino. Muitos anos passaram, o mundo ali acelerou, Mas o vinho que eu faço... esse nunca mudou. ​Porque no meu copo vive a velha ferradura, O frescor da fonte e a da minha doçura. Sou Vigneron, guardião desta memória antiga, Transformo o passado no vinho que me abriga. Victor Marques Douro Portugal
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Feb 1
Feb 1, 2026 at 4:11 AM UTC
Sou Xisto, Sou Vinho
Dizem que o Douro é uma paisagem moldada pelo homem, mas quem lá nasce sabe a verdade: é o Douro que nos molda a nós. ​Eu não olho para estes socalcos como quem vê um postal. Eu vejo-os como quem lê as cicatrizes na palma da própria mão. Nasci a 27 de novembro sob o signo do rigor e da entrega, e desde então o meu sangue corre no mesmo ritmo que o rio. ​Ser Vigneron aqui não é um cargo, é um destino. É saber que o vinho que hoje corre no copo começou a ser desenhado há muitos anos atrás, no suor dos animais, no apito do comboio que levava os nossos rapazes e no peso heróico dos cestos de verga. O mundo lá fora corre, grita e muda. Mas aqui, entre a videira e o rio, o tempo tem outro compasso. ​Escrevi estas palavras porque o vinho tem voz, mas às vezes precisa que alguém lhe empreste os pulmões. O que vão ouvir não é apenas um poema... é o eco de uma ferradura que ainda bate no meu peito. ​ ​Sou Xisto, Sou Vinho ​Não sou apenas homem sou raiz e sou pedra, Nascido no socalco onde o silêncio medra. O meu olhar não vê só a videira a brotar, Vê séculos de brio que a montanha quis guardar. ​O Douro é um livro com páginas de xisto, Onde escrevo, com a poda, o que ainda não foi dito. Vi aldeias vibrantes, o pulsar da vida inteira, Quando a mão era o compasso e a única medida. ​Lembro o comboio o apito a rasgar o vale, Levando o rapaz, o seu sotaque banal. E o bater dos cascos ferro vivo contra o chão, Música antiga de força, suor e devoção. ​Nas fontes velhas, o bicho matava o cansaço, Enquanto o sol, no horizonte, se partia em pedaço. Machos e mulas, o dorso em pura tensão, Abriam sulcos de esperança na face da nação. ​O cesto às costas? Era o peso do destino, Levado por homens de passo firme e divino. Muitos anos passaram, o mundo ali acelerou, Mas o vinho que eu faço... esse nunca mudou. ​Porque no meu copo vive a velha ferradura, O frescor da fonte e a da minha doçura. Sou Vigneron, guardião desta memória antiga, Transformo o passado no vinho que me abriga. Victor Marques Douro Portugal
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​Ouro de Xisto e Sangue ​Dizem que o Douro é tesouro, nos olhos do mundo há brilho. Mas o ouro aqui não corre em rios emprestados; arranca-se à pedra, a punho, no trilho, por gigantes curvados e mal amados. ​Espinha dorsal de socalcos entristecidos, cada vinha é cicatriz viva, sem abrigo, cada muro, um juramento fiel e antigo. Quem ama o Douro... perde os sentidos. ​O postal perfeito, o espanto mudo. Mas quem o vive conhece a sede duriense, que educa a videira e cala tudo: o quilate real é a alma da gente. ​Não se mede em prémios ou balcões; está no xisto que guarda o fogo do dia, para que a noite não mate as emoções. O Douro é a nossa alegria. ​Não é cenário para ambição ligeira, é herança escrita sem algibeira; firme no braço, de enxada na mão, perpetuada em fé e oração. ​Porque o vinho com verdade nasce do labor, de um povo que verte a luta em suor. Aqui, entre o deslumbramento e a ousadia, O Douro é sangue,xisto... e é profecia. Victor Marques ​
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Jan 30
Jan 30, 2026 at 12:34 AM UTC
Ouro de Xisto e Sangue
O Suor do Xisto ​ ​Não é com tinta que se escreve esta história, É com seiva, com sol e o calo da mão. Quem guarda o Douro e a sua memória, Sabe que o lucro não brota do chão. ​Onde o socalco é degrau de gigante, E a videira se agarra ao xisto duro, Não pode o preço ser voz arrogante, A roubar ao destino o seu fôlego puro. ​Pagar o fruto por menos que o cansaço Não é comércio, é morte da semente. É ver a herança quebrar-se, passo a passo, É expulsar do seu berço a nossa gente. ​O Douro não pede esmola passageira, Nem o verniz de uma marca vazia. Exige justiça e coragem verdadeira: Viver da terra com soberania. ​Se o braço cansa e a boca se cala, Resta o museu, mas morre o vigor. E a pedra do monte, se falasse, gritava Pelo sustento de quem lhe deu amor. ​Ergue-se a voz, firme e sem hesitar, Pela honra de quem faz o vinho. Pois sem o povo a cuidar do lagar O Douro morre... e fica sozinho. Victor Marques Douro Portugal
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Jan 17
Jan 17, 2026 at 6:01 PM UTC
O suor do xisto