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No anfiteatro do mundo, onde o tempo se demora, O sol de Abril num poente de ouro e gloria, As encostas despem o Inverno, a vida irrompe agora, Na mistica sublime que escreve a nossa historia. O xisto esse velho pai de mil cores azuladas, Aquece o ventre da terra com um calor ancestral, Guardando o brilho das aguas douradas, que são do Douro e de Portugal. Eis que surgem os rebentos...pontos verdes de esperança, Vida nova que brota da rocha brava e dura, É O Douro que acorda num baloiço de criança, Prometendo um vinho puro, a nossa maior cura. Mas não se enganem os olhos que apenas veem beleza, Cada folha que desponta é um grito de soberania, O produtor não é servo é o mestre da natureza, que transforma a pedra bruta em liquida poesia. Oh , meu amado Douro de veias feitas de rio, Onde a Primavera dança sobre o pó da tradição. Sentimos o pulso dos avós e o seu brio, Junto de nós dentro do nosso coração.
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Apr 12
Apr 12, 2026 at 5:17 AM UTC
Xisto em Flor
No anfiteatro do mundo, onde o tempo se demora, O sol de Abril num poente de ouro e gloria, As encostas despem o Inverno, a vida irrompe agora, Na mistica sublime que escreve a nossa historia. O xisto esse velho pai de mil cores azuladas, Aquece o ventre da terra com um calor ancestral, Guardando o brilho das aguas douradas, que são do Douro e de Portugal. Eis que surgem os rebentos...pontos verdes de esperança, Vida nova que brota da rocha brava e dura, É O Douro que acorda num baloiço de criança, Prometendo um vinho puro, a nossa maior cura. Mas não se enganem os olhos que apenas veem beleza, Cada folha que desponta é um grito de soberania, O produtor não é servo é o mestre da natureza, que transforma a pedra bruta em liquida poesia. Oh , meu amado Douro de veias feitas de rio, Onde a Primavera dança sobre o pó da tradição. Sentimos o pulso dos avós e o seu brio, Junto de nós dentro do nosso coração.
douro xisto videira
victor-marques
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Apr 12
Apr 12, 2026 at 5:17 AM UTC
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