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O Despertar do Xisto Escuta o chão que o inverno teceu,Há um latejar de vida sob o manto escuro.O que dormia, afinal, não morreu,É a força do tempo a rasgar o futuro. A seiva sobe. É o sangue da pedra,Rio invisível que escala a montanha.A luz regressa, o mistério desvenda,E a vinha desperta em beleza tamanha. Vê o rebento: pequena mão de esperança,Que tateia o sol com dedos de seda.O mundo é um prodígio que agora descansa,No colo do tempo, sob a luz da vereda. É o Equinócio. O balanço perfeito.Nem sombra que abafe, nem luz que nos cegue.O sagrado respira aqui dentro do peito,E a alma entrega-se ao céu que a persegue. Ó Douro sagrado, de curvas e ritos,Onde o homem e a terra plantam a mesma verdade.Ouvem-se agora os teus passos benditos,Na dança da vida, em total liberdade. Cada folha que abre é um verso de fé,Cada flor que resiste é um hino ao destino.A primavera põe a verdade de pé:O que é eterno... nasce sempre menino. Victor Marques Douro Portugal
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Mar 14
Mar 14, 2026 at 3:24 PM UTC
O Despertar do Xisto
O Despertar do Xisto Escuta o chão que o inverno teceu,Há um latejar de vida sob o manto escuro.O que dormia, afinal, não morreu,É a força do tempo a rasgar o futuro. A seiva sobe. É o sangue da pedra,Rio invisível que escala a montanha.A luz regressa, o mistério desvenda,E a vinha desperta em beleza tamanha. Vê o rebento: pequena mão de esperança,Que tateia o sol com dedos de seda.O mundo é um prodígio que agora descansa,No colo do tempo, sob a luz da vereda. É o Equinócio. O balanço perfeito.Nem sombra que abafe, nem luz que nos cegue.O sagrado respira aqui dentro do peito,E a alma entrega-se ao céu que a persegue. Ó Douro sagrado, de curvas e ritos,Onde o homem e a terra plantam a mesma verdade.Ouvem-se agora os teus passos benditos,Na dança da vida, em total liberdade. Cada folha que abre é um verso de fé,Cada flor que resiste é um hino ao destino.A primavera põe a verdade de pé:O que é eterno... nasce sempre menino. Victor Marques Douro Portugal
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Mar 14, 2026 at 3:24 PM UTC
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