Hello Poetry
Submit your work and get some sparkles! Create free account
tenho estado morta na vida e não sonho muito distraio-me com o querer disfarçado de quimera disfarçado de amor tenho estado e quando me canso de estar crio versos e mundos e personalidades e sentires crio-os tão avidamente que começo a crê-los reais faço-me crer tanto e tão avidamente neles que, quando dou por mim, já não sei se não serão reais mesmo não sonho e por frustração de não sonhar chamo de sonho a cada envolver ténue de sensação que quase reanima este punho ensanguentado coração dito e corro atrás de si como se pela vida como se por mim vou estando, em toda a insuficiência que é estar apenas e forço-me à queda livre das sensações pensadas o frio na barriga lembrando-me que Sou.
0
May 16, 2017
May 16, 2017 at 5:03 PM UTC
tenho estado morta na vida e não sonho muito
tenho estado morta na vida e não sonho muito distraio-me com o querer disfarçado de quimera disfarçado de amor tenho estado e quando me canso de estar crio versos e mundos e personalidades e sentires crio-os tão avidamente que começo a crê-los reais faço-me crer tanto e tão avidamente neles que, quando dou por mim, já não sei se não serão reais mesmo não sonho e por frustração de não sonhar chamo de sonho a cada envolver ténue de sensação que quase reanima este punho ensanguentado coração dito e corro atrás de si como se pela vida como se por mim vou estando, em toda a insuficiência que é estar apenas e forço-me à queda livre das sensações pensadas o frio na barriga lembrando-me que Sou.
16-05-2017
constanca-megre
Written by
May 16, 2017
May 16, 2017 at 5:03 PM UTC
Request permission to use this poem