O Verbo do Xisto
Nas fendas do xisto, onde se reza,
Escreve Deus o destino da minha solidão,
Entre o suor do homem e a luz da Natureza,
O vinho nasce em forma de oração.
Pelo nevoeiro sagrado, em silêncio ungido,
A alma apura o que a terra consagrou.
É o btilho da rocha, em bago contido,
Que a minha mão com fé guardou.
Na adega escura, onde o tempo descansa,
O mosto apura o silêncio e a cor.
Ouro e rubi, numa eterna aliança,
Fruto da espera do baco criador.
Não beba apenas o fruto ou o tempo;
Beba o mistério, sinta o universo.
Pois em cada gota, neste exato momento,
O vinho que bebe deixa de ser prova é verso.
Victor Marques
Douro
Mar 17
Mar 17, 2026 at 12:51 AM UTC
O Verbo do Xisto
Nas fendas do xisto, onde se reza,
Escreve Deus o destino da minha solidão,
Entre o suor do homem e a luz da Natureza,
O vinho nasce em forma de oração.
Pelo nevoeiro sagrado, em silêncio ungido,
A alma apura o que a terra consagrou.
É o btilho da rocha, em bago contido,
Que a minha mão com fé guardou.
Na adega escura, onde o tempo descansa,
O mosto apura o silêncio e a cor.
Ouro e rubi, numa eterna aliança,
Fruto da espera do baco criador.
Não beba apenas o fruto ou o tempo;
Beba o mistério, sinta o universo.
Pois em cada gota, neste exato momento,
O vinho que bebe deixa de ser prova é verso.
Victor Marques
Douro
