"voltar" poems
Tuas parcas impressões não me comovem
Irrito-me a cada interrupção gentil que tu fazes e
Devoro a mim mesmo em lúgubre fome,
A lamentar o que de bom poderia ter feito
Se e se
Mas
Às três da tarde
Apodreço numa cadeira áspera
Quase tão fétido quanto a fruta do vômito
Passada do ponto de colheita
Às cinco da tarde
Eu já sou molho estragado
Setenta por cento aglomerado literal de leucócitos degenerados
Pus integral
Ao cair do sol,
Sou um alface hidropônico
Pronto para ser vendido, lavado e comido por ti
Interruptor imbecil.
Voltar-me-ei ao mar
Ao esgoto
Num estado de paz surda
A solidão é um inspirar sufocado
Sufoca
Oxida as ideias
É tortura comodamente induzida
Se hoje fervilho, é sorte
Pura boa-aventurança;
Pois do profundo cócito
Fui e voltei
E cá estou
Inteiro
Longe dos dentes de Deus.
Sep 28, 2014
Sep 28, 2014 at 5:16 AM UTC
Acorda e já não sabe quem é, mas que diferença faz quando não se quer ser alguém?
O cigarro queima enquanto pensa em respostas para a vida, meio dia. A fumaça preenche o vazio e alivia a ânsia que as dúvidas causam, enjoada pela própria ignorância, por mais que tente saber tudo, não sabe nada. Então percebe todas as pessoas indo aos seus destinos, como fantasmas, ninguém as nota, nem elas mesmas, é tudo automático e ninguém realmente sabe o que está fazendo. Qualquer obstáculo no caminho para o trabalho é razão para dizer que o dia foi terrível, pois digo que terrível é fazer o mesmo caminho todos os dias, voltar para casa e receber o olhar frio das pessoas que também tiveram um dia "terrível".
O cigarro está quase no fim e acende outro logo em seguida, morrer cedo não é problema para alguém assim, então pensa em por que as pessoas querem envelhecer se todos os dias delas são iguais, semanas redundantes que se transformam em anos redundantes, vidas irrelevantes. Todos estão correndo para pagar seus impostos, todos estão preocupados em comprar móveis novos para suprir uma casa cheia de solidão. Uma televisão enorme ligada para o nada, fingir que não estamos sozinhos. Todos com tanto medo de irem contra o fluxo, gente desinteressante que acha o interessante esquisito.
Gente que morre sem ler poesia.
Aug 22, 2014
Aug 22, 2014 at 8:53 AM UTC
Como uma gota de água se juntando formando um oceano,
É a cor da esperança azulada desse mar perto dos teus seios,
Nada diferente da saudade das noites loucas perto da água,
Em que vivi momentos eternos para o meu coração,
Não poderia nunca esquecer que aqueci meus anseios junto de ti,
Acreditei na realização dos melhores sonhos perante o teu sorriso,
O teu silêncio confortou-me sempre que precisava de paz e harmonia.
A cor dos teus olhos igual à do meu coração nunca eu vou esquecer,
Como não me esqueço das tuas mãos quentes agarrando o meu corpo,
O teu suspiro suave mantendo-me quente e aconchegado nos teus braços.
Se eu voltar a viver esses momentos para sempre recordar,
Será ironia de um destino permanente e cada vez mais distante,
Mas é essa a verdade que ficou, é difícil ocuparem o teu lugar,
Também porque continua ocupado com as tuas coisas,
O teu cheiro mantem-se impregnado em mim como se fosse hoje,
O som das tuas palavras doces ficou nos meus ouvidos,
E ainda hoje te ouço por vezes nos meus sonhos!
Tudo acabou mal mas não muda a pessoa que tu és!
És exactamente aquilo que te dizia tantas vezes ao ouvido!
Coisas que só eu e tu sabemos e vamos recordando!
Um desejo que estejas bem e guardes de mim boa lembrança!
Se assim for nada que pudesse existir me deixaria mais feliz.
Autor: António Benigno
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:01 AM UTC
De que cor sopra hoje o teu vento e que sol o faz voar,
Quais os caprichos do teu tempo que desdenham ao luar,
Qual a cor das tuas pétalas que ao rubro quero provar,
Um sabor e uma lembrança pra sempre eu vou recordar!
Foi no brilho dos teus olhos e na tristeza do teu olhar,
Foi as formas da tua face que me acolheram o despertar,
Tantas outras tantas de voltas eu te quero a ti reencontrar,
Provar de novo os teus beijos doces e me poder deliciar!
Ouro fino cor de cetim para te cobrir e levar ao pé do mar,
Jogar na areia todas as lembranças e poder ali te abraçar,
Dar um aperto louco, quente e mouco no silêncio a te amar,
Viver de novos todas as caricias dadas e poder fervilhar!
Como eu voou de novo nos meus sonhos a te ver voar,
Como me entrego na loucura que se apoderou como colar,
Me dá voltas nas voltas mas me segura não vai estrangular,
É preciso apenas acreditar que nada foi em vão e vai voltar!
As saudades frescas a vontade mais forte de te vir a poder amar,
Sejam esses os caminhos de dois seres que acreditaram nesse amar,
Uma febre fresca, um alívio doce, um jeito sem força, apenas te amar!
Autor: António Benigno
Pelos caminhos do tempo pelas vontades do vento apenas gestos e palavras certas!
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:02 AM UTC
Carrego nos olhos o peso do vazio
A infinidade de possibilidades não me permite mover-me
Se espantas com essa condição?
Queres correr e nunca mais voltar?
Tens medo da dor e da culpa?
Pois que vás, e não voltes
Pouco me importa tua dor
E sabes que tampouco se importas com a minha
Dizes que tens carinho, ou será pena?
Não sou miserável, não quero compaixão
Dizes que beiro a loucura?
Nunca estive tão lúcido!
Sim, aquilo vistes em meus olhos é a alma dos homens
Se me dizes que não vistes nada
É por que de fato estas certa
Os homens não tem alma!
Quanto ao amor, é certo que ainda te amo
e não creio que deixarei de fazê-lo algum dia
Mas devo eu ter qualquer ambição quanto a isso?
Não é necessário tê-la tal como um objeto
Deveras alegraria-me tê-la, e sim, quando chegas muito perto...
a ponto de encostar-me, sim, tenho impulsos quase incontroláveis...
nada que a distância não resolva.
Não me digas o que fazer
Não me digas que preciso de ajuda
um homem não precisa de ajuda
Se estou me destruindo, é porque é o que devo fazer
E se um dia, nesses lapsos, eu não voltar
saiba que finalmente estarei livre!
Jan 5, 2014
Jan 5, 2014 at 9:05 PM UTC
o que saia brotando do peito
inundava, invadia os poros da pele
entrava pelos cantinhos entre os dedos
por baixo das unhas, nos fios de cabelo
era como soda cáustica sobre a pele
um grito no vácuo, uma luz distante
um caminho de carvão em brasa
solidão.
pele morta, pele nova
era como (re)nascer
se livrar de um vício
assistir o alvorecer
contornar pro caminho de volta pra casa
com medo
era como (re)viver.
Jun 25, 2013
Jun 25, 2013 at 10:48 PM UTC
Marinheiro, marinheiro
Você perdeu sua âncora
Você perdeu seu atlas
Marinheiro, marinheiro
Você matou seus companheiros
E não há lugar em terra para você
Marinheiro, marinheiro
Te disseram para nunca mais voltar
Te mandaram parar de respirar
Marinheiro, marinheiro
E toda dor que você sentiu?
Você perdeu seu coração?
Marinheiro, marinheiro
Eles te odeiam
Você é a própria morte, dizem eles
Marinheiro, marinheiro
O alfaiate e o jovem da meia-noite estão em paz?
Seus fantasmas ainda o perseguem?
Marinheiro, marinheiro
Você perdeu o receio daquele barco?
O velho barco quebrado que é você
Marinheiro, marinheiro
Você sentiu o cheiro de casa?
Seus companheiros estão em terra
Marinheiro, marinheiro
Como você navega pelo desfiladeiro?
Como você luta com o desespero?
Marinheiro, marinheiro
Eu achei sua âncora e seu atlas
Mas eles pertencem a outro senhor
Marinheiro, marinheiro
Você desistiu do seu destino?
Você abandonou sua tripulação
Marinheiro, marinheiro
Onde será seu enterro?
Porque você está morto afinal
Marinheiro, marinheiro
Se eu disser que te odeio
Pois você abandonou sua tripulação?
Marinheiro, marinheiro
Você me responderia
Se eu dissesse que te odeio?
Marinheiro, marinheiro
Se você está morto afinal
Porque eu sou um fantasma?
Marinheiro, marinheiro
Onde seu coração está?
Porque eu não quero mais sofrer
Marinheiro, marinheiro
Quem é você afinal?
Porque eu sou um espectro de quem você foi
Marinheiro, marinheiro
Se eu matar meus companheiros
E abandonar a tripulação
Marinheiro, marinheiro
Eu vou ser livre do desespero?
A escuridão vai me abandonar?
Marinheiro, marinheiro
Por que eu sou tão triste
Se sou um fantasma solitário?
Marinheiro, marinheiro
Eles dizem que você é o pior
Aquele que nunca deveria ter existido
Marinheiro, marinheiro
O que isso diz sobre mim?
Se você, afinal, não tivesse nascido
Como eu poderia estar aqui?
Marinheiro, marinheiro
Se você recuperar sua âncora e seu atlas
Se você recuperar sua tripulação
Você me aceita?
Marinheiro, marinheiro
Se você estiver vivo afinal
Você me empresta seu nome?
Porque eu estou cansado de sofrer
Marinheiro, marinheiro
Se eu for seu herdeiro
Você me deixa navegar naquele velho barco?
Marinheiro, marinheiro
Você me deixa ser a própria morte?
Porque eu não quero mais sofrer.
Marinheiro, marinheiro
Você permite que eu seja apenas um fantasma
Vagando sem rumo pela escuridão?
Marinheiro, marinheiro
Você permite que eu me mate
Para não fazer mais ninguém sofrer?
Marinheiro, marinheiro
Por que tudo mudou?
Era mais fácil quando todos éramos sonhadores
Marinheiro, marinheiro
Eu quero ser novamente um marinheiro
Para que eu sinta o cheiro de casa
Marinheiro, marinheiro
Se eu não sou mais marinheiro
Eu posso abandonar o barco?
Marinheiro, marinheiro
Eu quero abraçar o mar
Marinheiro, marinheiro
Eu quero sangrar com o mar.
Marinheiro, marinheiro
Eu quero entender por inteiro
Por que eu deixei de ser marinheiro
Marinheiro marinheiro
Eu vou virar seu companheiro
Vamos estar mortos afinal.
Dec 3, 2016
Dec 3, 2016 at 6:39 PM UTC
começaste. eu rendi-me. no escuro, só se ouviam os sussurros dos nossos fôlegos. os teus lábios nos meus. meus nos teus. percorri cada traço como pude, tentando decorar o calor da tua pele. perdi-me. soube-me a pouco a pesar de ter parecido uma eternidade que teve o seu fim. quero voltar. voltar a descobrir o sabor que me provocou tanto desejo.
apanhaste-me desprevenida. perdida talvez. carente. mas não tive medo. quase que te quis como a quis a ela. ela que algum dia, há uns anos atrás, me teve por completo. não comparo. mas como é bom sentir…
agarrei-te sem querer soltar. talvez um pouco muito. mas nem por um segundo pensei em parar. como te disse, não me arrependo. posso não te conhecer como outros de conhecem, mas te conheço melhor do que muitos alguma vez te irão conhecer. foi bom e se queres saber, não me importava de repetir. mas não sei se algum dia voltará a parecer tão certo como então.
Feb 18, 2018
Feb 18, 2018 at 8:03 PM UTC
nós somos pássaros desajeitados
e pássaros desajeitados têm que começar a voar cedo
como diz o ditado chinês
estamos no chão
cercados pelas folhas e pelos predadores
nós fomos derrubados do ninho
ninguém se importa
mas não vamos ficar aqui
vamos voar mais e mais alto
e muito, muito distante
nós somos pássaros desajeitados
e nós sempre voamos ao amanhecer
para que ninguém possa nos ver cair
e se isso acontecer
que eles vejam que estamos dando o nosso melhor
e o chão está ficando mais distante
e o céu mais perto
e podemos tocar as nuvens
e não vamos voltar
porque nós somos pássaros desajeitados
e pássaros desajeitados têm que começar a voar cedo
como diz o ditado chinês
vocês viram, irmãos e irmãs?
nós somos os pássaros desajeitados
e nós estamos voando
Sep 13, 2016
Sep 13, 2016 at 9:04 AM UTC
Tenho medo o tempo todo
Medo de salas de aula
Escritórios
De atravessar a rua
Bancos
De esperar o ônibus
Da rua escura, do beco
De ser passageira num carro que vai bater
Ou ver quem amo morrer
Tenho medo porque amo tudo descontroladamente
Amo até o ódio que cria em mim rebeldia
Que me faz desafiar os dias
Tenho medo do tempo
De te esperar na fila do cinema e você finalmente decidir que não é a mim que quer para ti
Apavoro só com o pensamento de voltar para casa com outra frustração
Eu não aguentaria, tenho medo de não aguentar
Tenho medo do abandono
Dos olhares
Até de altares
Que me lembram o medo de infância de que talvez houvesse um demônio em mim
Um medo neurótico, paralisante
Que nem por um instante
Me deixa refletir quem sou
Apr 14, 2017
Apr 14, 2017 at 9:13 PM UTC
O quadro da parede tem
uma casinha na fazenda
A televisão da parede tem
alguns atores na fazenda
A caixinha de vidro tem
uns peixinhos no aquário
A cama da fazenda tem
uma colcha de retalhos
A caixinha de vidro tem
um trabalhador adormecido
A rua de ladrilhos tem
muitas lojas de tecido
A velha da rua tem
pegado muitas tiras
A velha caipira tem
retalhos de caxemira
A velha da cidade tem
medo de arrastão
A velha da piraquara tem
medo do cramunhão
O homem de vidro tem
medo de se quebrar
O homem divino tem
medo de se ausentar
O homem ultramarino tem
medo de não voltar
O homem saturnino tem
medo de não chorar
May 17, 2015
May 17, 2015 at 6:55 PM UTC
leveza de um sorriso
cravado em seus olhos
leveza do nosso amor
da nossa dor
esperança
de tempos distantes
promessas
de amores inacabados
encontro
lutas, duelos
futuro
te encontrar
num futuro inexistente
tristeza
dessa paixão rápida
momentos
únicos e indispensáveis
felicidade
de prever essa loucura
que nos levará
para longe e perto
existir
viver a dor do amor
encontrar
a leveza de seus olhos
perdidos nos meus
sem tempo pra voltar.
Jun 4, 2014
Jun 4, 2014 at 11:53 AM UTC
Olhos escuros,
Noites insones,
Tantos amores,
E eu fiquei só.
Eu escolhi tantos,
Pra não ver minha amargura voltar,
E agora eu só quero o teu olhar,
Que mesmo ao me ver,
Não quer sonhar.
Vai entender o que eu quis de mim,
O que eu quis de você,
Vou demorar a ter.
E eu não sei saber disfarçar,
O amor em meus olhos,
E o fogo a queimar
Dec 6, 2013
Dec 6, 2013 at 4:15 PM UTC
Me empolgar pra quê?
Se você vai me deixar,
Quando a primeira porta ver.
Eu bem que quis você.
Mas hoje, ao te ver,
Eu fui embora,
Corri pra porta,
E não olhei pra trás.
Pra não te ver chorar,
E me fazer voltar.
Mesmo sem querer,
Você saberia me cativar.
E a luz do meu olhar,
Iria se perder,
Dentro do escurecer,
Da tua alma,
Que de nada me acalma,
Só me faz sofrer.
E não quero mais você.
Nem saberei querer,
Qualquer outra pessoa.
Sep 24, 2013
Sep 24, 2013 at 8:46 PM UTC
1º Navegando pela fantasia
de te reencontrar
tenho lembranças de dias
que nem irão chegar
2º Paixão rápida
que foge do poeta
para flutuar no ar
sem vontade de voltar
3º Ardor no peito
de um forasteiro
que levou um tiro
por não saber amar
4º E que por fim
termina o sonho
procurando pelo mar
na espera de afundar
5º ----
Mar 10, 2015
Mar 10, 2015 at 2:11 PM UTC
Só, navego num oceano vazio. Com ela, mergulho no meu mais íntimo e sigo em frente. Descubro o meu eu, e recordo dias passados, onde a alegria brotava em mim, como a seiva brota do pinheiro.
Numa noite de trovoada em que tinha por companheiro o vento, perdi-me. Se me voltar a encontrar serei de novo feliz.
Jan 22, 2014
Jan 22, 2014 at 4:32 PM UTC
. . . e o de hoje foi um deles.
Não sei como me sinto, nem o que sinto.
Talvez um vazio frio.
Olho a rua lá fora, fria, vazia, desprovida de sentido . . . e olho o nada.
Por vezes gostava de voltar atrás, bem atrás, muito atrás, ao início.
Hoje somente sei que sinto, mas não o sei definir, só o sei sentir.
E quero permanecer aqui, assim, só.
Jul 13, 2014
Jul 13, 2014 at 2:09 PM UTC
O melhor das viagens
É o fim do trajecto
É o impacto do novo
É cheirar novas cores
É ver outros adores
Sim, porque em novos mundos
Até os sentidos estão ao contrário
O que é dor agrada
E o veneno não mata
Que pena durar tão pouco
E ter de voltar a partir
Feb 8, 2019
Feb 8, 2019 at 8:08 AM UTC
sinto tudo tão inacabado como se minha alma fosse uma obra com aquelas paredes de concreto com uma só mão de tinta branca com os fios das lâmpadas soltos em todos os cômodos de mim me sinto como a música no carro que sempre tenho que voltar porque falaram na parte mais importante ou como a terceira vez que voltei pra finalizar esse texto como o último abraço que dei no meu pai e nem levantei da cadeira o caderno da minha aula de arte moderna a mensagem que eu comecei a escrever no ponto de ônibus e não deu tempo o último beijo que eu dei em você e nem encostei a língua no céu da tua boca amanhã já vem e não conclui nada de hoje se eu morresse eu nem teria vivido
Mar 8, 2019
Mar 8, 2019 at 12:33 AM UTC
Vamos matar o presidente;
Vamos enterrar o João Goulart;
Porque o mundo está confuso;
E está sem estrada pra caminhar.
Estou aqui desde às 19:00 de ontem;
Só escrevendo como você me machucou;
E de como não consigo me submergir;
Dos seus olhos castanhos.
Preferia, continuar escrevendo sobre a Kampf;
Pelo menos, era uma paixão;
Que apenas iria acontecer no Dia de São Nunca.
Já você;
É uma paixão confusa e promíscua;
Que irá voltar;
Com os dois filhos no colo;
Reclamando: Falta de amor.
E quando eu disser ''sim'';
Você será um poema que não vou saber mais escrever.
Sep 13, 2017
Sep 13, 2017 at 12:05 PM UTC
hoje eu acordei achando que as rosas da minha vida iam se entupir de água da chuva. e até que sim, mas quis dizer o que mesmo?
contente demais pra mascarar meu sentimento na busca de palavras precisas ou convidativas.
hoje eu to eu, só que com mais alguém.
o outro eu que fumou da natureza e tá em sintonia com alguma coisa.
mas é estranho que sinto as vezes uma relutância em querer voltar pro zero e nada. ou é alguma outra coisa nova que preciso passar na vida.
tudo que eu sei, eu fico com pé atrás. as vezes o negócio é mais no fundo. muito além do que eu possa imaginar.
queria só saber escrever as coisas mais lindas pra daí eu ficar contente.
olha só, me perdi totalmente do porque vim escrever aqui. só queria dizer que vale a pena registrar: hoje eu fui muito produtiva. muito além do que nos últimos dias. mas fluiu sem doer e me senti super bem. e acho que é isso.
Oct 26, 2017
Oct 26, 2017 at 11:44 PM UTC
Hoje eu joguei o dado e ele me mandou voltar duas casas, passos pra trás. Eu estava tão bem, mas do nada, como um flash, você me veio à cabeça e a saudade gritou seu nome. Revi nossas fotos, lembrei de tantos momentos lindos, que jamais esquecerei e em seguida me veio uma imagem do seu sorriso, que continua bem aberto, marcando essas covinhas. Vi uma imagem de você feliz, feliz no momento de agora, sem mim e tudo bem com isso. Acho isso de fato muito bom, pois essa é a vida, jamais te desejarei infelicidade, como já dizia a música: "quero te ver, dando voltas no mundo, indo atrás de você". Ver você sorrindo me deixa genuinamente feliz, pois sei o quanto a vida nos fode, mas sei que pelo menos naquele momento em que seu sorriso foi registrado, você estava ali em paz. Eu também continuo sorrindo e sei bem o quanto você gosta de ver isso em mim e também de saber que estou bem, com todos os seus "cuida dela". Hoje eu tive que voltar atrás, meu coração posou num sentimento antigo, trazendo à tona a saudade das nossas vivências juntas e eu não sei definir se isso é bom ou ruim, acho que tem um pouco dos dois. Ruim por talvez me apegar a esse sentimento, mas penso que está mais voltado para o bom, pois foi tão lindo e sabe, não temos que excluir tudo o que aconteceu de nossas vidas. Vivemos, está marcado em nossa pele, não dá pra jogar fora. Agora escrevendo isso te peço e me peço também, para que não ignoremos o que tivemos, vamos apenas entender que a vida é assim mesmo e agradecer por termos experienciado sentimentos tão intensos e bonitos. Ainda sinto um amor enorme por você, mas este amor mudou, ele ainda é intenso e bonito, mas mudou. Quero que siga sua vida feliz, pois jamais suportaria saber que você está mal de alguma forma. Então me retiro aqui com meu agradecimento por me fazer sentir isso tudo:
Senti em mim
Energia solar
Esquentou tanto
Que fez até iluminar
Obrigada mais uma vez
Por me proporcionar
Este lindo ato
Que foi o de amar
Me despeço aqui
Com um vá voar
Em outras vidas
Que você há de alegrar
May 23, 2018
May 23, 2018 at 6:08 PM UTC
Preciso me controlar;
Mesmo que seja difícil viver sem você;
Sem teu corpo;
Sem teu sotaque chamando meu nome.
É perda de tempo;
Você é casada.
Não adianta nada;
Nesse caso,
É melhor não dizer:
''Te amo'';
Não quero voltar;
A ser o mestre;
Em destruir as coisas;
E as pessoas.
Mas que dói;
Dói muito.
Mas o que posso fazer?
Aug 27, 2017
Aug 27, 2017 at 5:50 AM UTC
Com a queda de neve ou geada,
Na aldeia ou cidade.
Vento e muita nebulosidade,
Inferno da minha liberdade.
Ursos, esquilos, marmotas adormecem,
Folhas caem, aprodecem.
Nos rostos falta amor,
Inverno chuvoso sem odor.
As aves anseiam voltar,
A lua tem pouco luar.
Noite longa de embalar,
Anseio pelo dia, quero acordar...
Tudo dorme profundamente,
Hiportermia e frio intolerante,
Deixai o inferno não ser Inverno docemente.
Haja esperança de um Verão escaldante.
Inverno, frio,
Jan 3, 2024
Jan 3, 2024 at 11:34 AM UTC
Encurtei o monólogo
Nascia no horizonte, não tão longe
Um novo psicólogo.
Um ano e meio de auto sabotagem
Repetia e repetia: vai melhorar
Mas só piorava, parecia tudo bobagem
E eu seguia a me enganar,
Achava que tinha que, logo, me formar.
Aquilo foi, cada vez mais, pesando
E eu, no fundo, sabia que tava me enganando
Até pra sair da cama, me esforçando
E quase em depressão, entrando.
Num choro de desespero busquei auxílio espiritual
Pedi pros preto, pelo amor de Deus, um sinal
E ele veio. Veio muito claro. Explícito. Gutural.
Enxerguei a possibilidade de cumprir minha missão, afinal.
Fiz minha escolha e decidi mudar
O campus do vale abandonar
No tempo, voltar
Até o vestibular prestar
Pra poder me encontrar
E a psicologia estudar.
Com muita fé em mim e na minha capacidade
Estudei muito. Tive vontade.
Fiz o que pude num tempo que eu não tinha. Tive que ser crente.
Era mãe doente, trabalho de 8h, namorado e cursinho. Podia ficar doente.
Mas o sucesso é meu destino. Já tava escrito.
Meu nome no listão parecia em negrito.
O alívio se fez. Grande sinal.
Me senti mais perto de cumprir minha missão, afinal.
E agora sigo. Ávido pela descoberta
Desse novo mundo. Estou alerta.
Nascia no horizonte, não tão longe
Um novo psicólogo.
Jun 18, 2018
Jun 18, 2018 at 1:41 PM UTC