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"venha" poems
Na neblina abafada Dentre as árvores, dentre algas Sentir a água Ouvir os cantos Cintilante Suas mãos quentes tocaram meu tornozelo Seu coração frio tocou o meu Oh, Deus, Se realmente estou apaixonado Me faça não querer deixa-la Os corações que já quebrei, não se comparam ao dela Deixe-me ficar Se realmente estou apaixonado, me diga se ela corresponde Seu canto entrou em meus ouvidos Uma sintonia aveludada, salgada, com uma pitada de perigo O som dos pingos de água se rebatendo Venha comigo, vamos viver juntos Seja minha esposa. Presa por algemas de areia Se rebatia enquanto suas mãos puxavam as minhas Delicada. Uma beleza agoniante Oh, Deus, O que será de mim? Um vida fria terei caso não ficar com ela. Me trazendo para a água Sussurrando feitiços e me deixando cego pelo amor Meu corpo logo estará submerso Estou indo Ofegante Coração frio, mãos quentes, beleza agoniante Vendo a escuridão Cego por um amor planejado Um coração antes sujo, fora iludido por olhos vibrantes e pele cintilante O coração quente fora apagado, sentindo amor. Oh, Deus, diga-me, terminarei sendo enganado?
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Apr 28, 2015
Apr 28, 2015 at 6:55 PM UTC
Sailor vs Mermaid
"Abre sua aversão; Eis que um nauta fala: - Mestre, vês somente sofrimento no amor? - O amor pode conter fuligem e até mesmo grasnar, porém uma vez sentido é como parcel: não se desfaz fácil dentro do peito. E mesmo que nos faça presente o basto e dorido retrocesso, o medo, infindável de obstruir a todo esse amor, mais infindável é o anelo que o amor causa-nos. Estamos sobre escombros, mas o amor é como papelotas angelicais… Desce ondulado cheio de idas e vindas, corrupiando até a estabilização. O amor é granívoro, come pequenas as sementes dos defeitos nossos, belo como o grande milhafre-preto a planar no céu. É como a retriz que sente o vento a tocar, é o ósculo entre o paraíso e a imensidão. Oco somos antes de amar. Somos como o barril quebrado sem vinho, esperando que o tanoeiro nos venha resgatar. Encher-nos a transbordar. Ouça o execrável grito do ódio, sendo cancelado pelo dulçor deste imenso sentimento. Ouça o esfolar dos descrentes, incorpóreos. O amor é um reverbrar eterno de luz em cada alma, é a calma, e a batida de cada pulsação. Não se pode obstrui-lo, ou excluí-lo da vida, pois ela o traz em cada vibração. Como um frincha encontrada dentro de nós, convertendo aos poucos cada problema em solução. Transformando o ingrato em um romântico facúndio, criando paz em meio a escuridão"
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Oct 5, 2012
Oct 5, 2012 at 10:38 PM UTC
Corte de Nautas II
"Esboços de rostos duvidosos. Levanta o mestre: - O amor é excêntrico, faz-nos exasperar a loucura, e infiltra-se em meio a alma pura, faz gostosuras a cada menção! Não faço-me incréu frente ao amor. Ele é fronstispício judicante de nossos erros. E nem a própria sorte o pode interrogar. O amor é cego? Faceta da mentira. O amor é ver demais, é demasiada plenitude. O amor é predador praticante de cada força, e nem em quinhentas poesias bardas, em resmas, poderão o definir. O amor é um requerimento mútuo, que pode ser negado ou negar-se, renegar-se, resgatar-se. Resguarda-o, que ele é obtentor da sua obstinação. Por obséquio resguarde-o com temor, faz do veneno, pudor, encorajador, amante selador. Não o deixa obumbrar o teu bater. Aja de boa fé perante o amor, não banze-o demais, procurando até ofegar. Deixe que venha, deixe chegar. O amor é canurdo de desejo, carpir e resistir não te emancipará. Chulo! Deixa o amor florescer, sem temer, arremessar suas fraquezas. É chorado mas é valido, é gotejado de estranhezas. Um estrangeiro nobre no território do teu estofo e frágil coração. Mas o amor também é vidraça, se não o cuidas, o tempo passa, e cada trinca é o mais ínfimo da solidão."
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Oct 5, 2012
Oct 5, 2012 at 10:39 PM UTC
Corte de Nautas III
Talvez se escrever o sono venha Cansada do excesso de cansaço Nas alturas menos certas Creio que há 2 horas que devia estar a dormir Se pudesse Mas embora o cansaço esteja presente Nos meus músculos, olhos Não chegou ainda à base. Talvez o meu cérebro seja notivago. Chego a estas conclusões na exaustão da noite Quando, por desespero, pego num lápis E desacredito-me ainda mais. Mas passo a explicar: Durante todo o dia sinto-me dormente Ah, para quê falinhas mansas? Sinto-me burra, sem conseguir pensar Mas na chegada da noite Com o silêncio e a escuridão que se sentem na noite Tudo se liga e se ilumina E o meu cérebro trabalha e penso, penso, penso E mais certezas tenho de que sou burra Não que tenha pensamentos burros, não! Mas por que raio tê-los agora e De forma tão agressiva e exaustiva Sem chegar a ser agressiva e exaustiva o suficiente Para escrever alguma coisa de jeito Ou para me fazer cair para o lado Suficiente apenas para uma mais noite em branco Talvez nunca tenha acordado.
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Mar 2, 2017
Mar 2, 2017 at 1:28 PM UTC
insónias
Eu não sei falar a língua do silêncio, Então por favor, traduza. A vida é muito curta para refletir, Então deixe de recusa. Apenas, venha ver o sol nascer comigo, Em qualquer abismo. Onde estejamos sós.
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Feb 2, 2013
Feb 2, 2013 at 1:48 PM UTC
Untitled
Não me venha falar de amor, Com esses olhos vermelhos, Sem dor. Não me venha falar de amor, Se meu coração mal pulsa Por mim, Por você imagine que nada Ele irá fazer, Mas a esperança você quem criou. Então se culpe por favor, Deixe a mim, minha paz E um licor.
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Apr 18, 2014
Apr 18, 2014 at 10:59 PM UTC
Untitled
Oh coração, por onde vais? Por que te causas tanta dor? Isso é tudo por amor? As minhas razões não as conheço Nós apenas carnes somos, os corações A mente, essa, que trate das motivações E se ela não as tiver? Que fazes então Oh meu pobre orgão Já te disse que não sei Não quero saber Nem quero ver Bem dizem que o amor é cego então é ceguês voluntária? Ou será ela necessária? Porque não os dois? Mas deixa-me estar quieto Nesse assunto eu sou analfabeto Mas não tens medo? Olha para o teu passado Não te lembras de como tinhas acabado? Já te disse que sou carne Não me lembro de nada Exepto da minha realidade apaixonada Essa paixão já a vi Mas o que eu questiono É o que acontece em caso de abandono Nesse caso que venha a mente Ela que me cure Ela que me ature
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Feb 8, 2019
Feb 8, 2019 at 8:14 AM UTC
Cego! Mas voluntariamente!
Fecho os olhos levemente E deixo o sono me embalar. Ah…Que venha rapidamente! Pois nesta realidade triste, E infelizmente, Só em sonhos te consigo tocar. Corro para ti- Desesperadamente- E desta vez não desvias o olhar. Ah! Finalmente… Treme agora o corpo de quem sente O medo de estar tão perto!- tão, tão perto de te amar. Falham-me as pernas que nem mexo, Inunda-se um brilho no olhar, Enquanto te admiro, Questiono-me, Se realmente estou a sonhar. Alma ansiosa e impaciente… Nem espera pela resposta, Não perde tempo para te beijar.    Ah…! Triste mente consciente…! Não tarda vais fazer-me acordar. Imploro-te, Dá-me só mais dois segundos Para esta memória eternizar. Olhas para mim e sorris, Como se soubesses… O que estou eu a pensar… Pois a magia que nos invade Não cabe em explicações Profundas Ou em qualquer outro lugar. O tempo não existe em sonhos, Não te deixa saber que estás a viajar. Mas o relógio, na hora certa, Deu as doze badaladas Que me iriam transformar. (…) Ah…! E até hoje… Não sei se me deixaram desperta… Só sei que esta alma inquieta, Tão insolente e incorreta, Naquele sonho quis ficar E até hoje… Sei que nos braços da pessoa amada, Numa dança feliz e apaixonada, Ficou uma alma aprisionada, Que não conseguiu mais acordar.
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Mar 3, 2022
Mar 3, 2022 at 2:50 PM UTC
Sonho de Cinderela