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"sujo" poems
Na neblina abafada Dentre as árvores, dentre algas Sentir a água Ouvir os cantos Cintilante Suas mãos quentes tocaram meu tornozelo Seu coração frio tocou o meu Oh, Deus, Se realmente estou apaixonado Me faça não querer deixa-la Os corações que já quebrei, não se comparam ao dela Deixe-me ficar Se realmente estou apaixonado, me diga se ela corresponde Seu canto entrou em meus ouvidos Uma sintonia aveludada, salgada, com uma pitada de perigo O som dos pingos de água se rebatendo Venha comigo, vamos viver juntos Seja minha esposa. Presa por algemas de areia Se rebatia enquanto suas mãos puxavam as minhas Delicada. Uma beleza agoniante Oh, Deus, O que será de mim? Um vida fria terei caso não ficar com ela. Me trazendo para a água Sussurrando feitiços e me deixando cego pelo amor Meu corpo logo estará submerso Estou indo Ofegante Coração frio, mãos quentes, beleza agoniante Vendo a escuridão Cego por um amor planejado Um coração antes sujo, fora iludido por olhos vibrantes e pele cintilante O coração quente fora apagado, sentindo amor. Oh, Deus, diga-me, terminarei sendo enganado?
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Apr 28, 2015
Apr 28, 2015 at 6:55 PM UTC
Sailor vs Mermaid
Desculpa. Eu estrago o perfeito. Acabo com o infinito. Transformo a realidade em mito. Digo as palavras erradas mesmo dizendo as certas. Escrevo cartas rasgadas e as envio abertas. Rabisco palavras bonitas. E no lugar coloco feridas. Oras Você vai se acostumar. No meu mar eu vou te afogar. Você tenta me erguer e eu te puxo. Tenta compreender e eu fujo. Tenta fugir e eu rujo. Sou um animal selvagem e sujo. Eu cresci errado. Eu sorri errado. Eu menti errado. Eu senti errado. Mas me conta, qual a sensação de ser amado?
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Nov 8, 2016
Nov 8, 2016 at 12:03 AM UTC
Perfeito imperfeito
Imagino um caminho fechado, ***** e sujo, Dentro do escuro, saem sombras despidas, Suas almas são vertidas, na solidão e eu fujo, Deixo para trás cores pretas, ficam perdidas! Apela-me ao coração, tantas vezes, a voz perfeita, Diz-me segredos da cor magnifica, a cor do arco iris, E agora que ficaria eu fazendo, fugindo da tal ceita, Que entrou na minha vida e saiu, como liquido que fiz! Transformou-se toda a minha vida, e a sujidade saiu, Como do túnel que antes descrevi e de lá almas libertei, Alegra-me plenamente o valor que meu coração adquiriu, Se entregou a ti alma gémea que amo e sinto, eu encontrei! De que serviu todo o antibiótico que tomei, senão para cura, Foi remédios de sentimentos sombrios, me transformaram, Meu ser é hoje de um homem, completamente de alma pura, Necessito apenas de oportunidade segura, que me partilharam! A tua entrega neste momento difícil, merece um festejo celestial, Não terá de ser festejado amanha, porque é hoje a tal festa ******* Meu coração encheu-se de sonhos, minhas armas carregaram igual, Completamente firme, penetro no mundo que deste, é o divinal! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.07.31.02.12
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:06 AM UTC
Como seria, agora o é!
O ser humano O ser humano é perplexo e confuso, Impetuoso e por vezes sujo. Aproveita sempre para desfrutar, Pretende sempre se afirmar, Corre quilómetros para nada desencantar, Disseca e é muito interesseiro, Idolatra a matéria e o dinheiro. Existe o nobre e solidário, Condena sempre o usurário, Ajuda o pedinte que tanto suplica, A alegria de dar o purifica…! Existe aquele cheio de falsidade, Critica o bom pela sua bondade. Se enaltece com suas cobardias, Vive na tristeza e sem grandes simpatias. O ser humano humilde e sensível, É uma á agua apetecível, O ser humano bom sente gratidão ao partilhar, Como o sobreiro que tanta sobra tem para dar. Victor Marques
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Sep 23, 2013
Sep 23, 2013 at 3:46 AM UTC
O ser humano
Nos densos odores de um incenso de mirra, embriagado pelo entediante vazio da bagunça de meu quarto, devaneio-me pelos arredores dum mundo marginal concebido da tristeza que em fogo me cala Num sopro de arrependimento as brasas se queimam e a fumaça toxica que respiro, exala-se pelos poros Deleitando-me em singelo prazer espero as cinzas se formarem Observo atentamente a destruição da matéria, pois somente assim vejo meu destino, e talvez, não de bom grado, num sopro, aceite as últimas cinzas da vida caírem no Sujo e bagunçado chão de meu quarto( mundo).
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Jun 23, 2013
Jun 23, 2013 at 11:34 PM UTC
Cinzas ao chão_ poema-2
The path from Tauts-to-talks are paved with food intentions Four -piece meal for peace has nothing to see here, you scab Chilli crab - ain't your usual crap are good gut check with no mishap Bourbon and Sujo cocktail blend beats sermon anytime, we'll show you Summitwich - both sides have agreed on buttermilk chicken and kimchi Don you miss it, is Un-believable! gimmickers seal it with their kisses oh, and don't forget from the host too Pandan cake to pudding on the table no details are too minutiae, they're able those circling the summit must march to disarm the hunger and overcome pride of King-me Dotard and Lil'Rocket Man Now that's plenty to deal with it, so get real.
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Jun 8, 2018
Jun 8, 2018 at 12:17 PM UTC
Peace On A Plate (I)
Enquanto sofre porta-voz dos desmazelos diz que povo está perdido e a modernidade em desespero Quando em mágoas pranteia os olhos e a Deus sem crer diz maldizeres Quando em desamores desgovernada mão em acidente indiferente assume o posto batendo uma ilusão Quer dizer de si mas diz de todos Assumindo como pública a voz da solidão e para si sem mais ninguém que a dor sem causa leva a crer engendrado num quarto sujo da sujeira de seu corpo e da imundície a sua alma faz ao mundo o seu retrato
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Aug 25, 2015
Aug 25, 2015 at 1:14 AM UTC
O Poeta
Mostardemais para manchar minha blusa só de susto, me lambuzo, molho e sujo Picadoendo, agulha sangrando, molho e tempero tempo e erro Salta da minha boca e cai no chão (falar pra quê?) espatifando o reflexo no chão e matéria deforma Se informa
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Jun 24, 2017
Jun 24, 2017 at 11:49 AM UTC
Mostardemais
acordo noite, gritos, luzes tambores outonais levanto-me sabor a mel, hidromel? sinto-me sujo penas, sangue criaturas da noite criaturas da solidão acompanham-me, libertam-me corro clareira nua dança nua sinto-me corpóreo, etéreo lambo-te bebo do teu sangue, as tuas lágrimas fogueiras sombras de deuses esquecidos ritual o coração pára, desfaleço sobre o teu olhar moribundo
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Oct 20, 2014
Oct 20, 2014 at 6:29 PM UTC
O FEITICEIRO
Eu vi as nádegas da minha mulher sendo apertadas e abertas por mãos grandes e peludas enquanto um trombolho descomunal abria caminho à caverna escura que acredito nunca antes ter sido explorada. Eu ouvi os ecos no corredor de nosso apartamento, de sons transmitidos pelo esgoelamento de suas cordas vocais delirantes e indiferentes à opinião da vizinhança. Provei o sabor acre da facada pelas costas sem derramar uma gota de lágrima ou de sangue. Os braços estavam amarrados à cabeceira, sodomizada, num transe hipnótico engendrado pelo pecado. Não me viram entrando. Sentei-me numa poltrona, ainda imperceptível, quase inexistente, um magma quente borbulhava em meu estômago, um vulcão erodia em meu peito, sentia morrendo todos os meus valores, toda a minha compreensão de mim mesmo, faltava-me ar aos pulmões, faltava-me alma ao corpo, já não poderia ser compatível com a ideia de pecado, o ódio se apossava como um demônio em meu corpo obrigando meus braços a se moverem, um escravo arrastado por suas correntes, arranquei minhas roupas, meu pau ereto desprovido de qualquer amor, de qualquer sentimento humano, erguia-se pelo horror, pelo prazer perverso que se apoderava das minhas ideias, o que estaria por vir me excitava. Aquele homem diante minha indiferença. Seu pau broxado pelo terror da minha imagem. Meu pau duro como uma muralha impenetrável, pontiagudo como uma estaca, atravessou seu peito como uma lança, empalado pelo ânus até a boca. Mudo como um peixe fisgado pelo arpão. Castrado engoliu seus próprios testículos. Ela com a pele esfolada em músculo crú, estuprada como uma puta barata pelo meu punho a atravessar sua boceta seca, amarrada com suas entranhas gosmentas e fedidas de mentiras e recoberta por fezes, esquartejei em treze parágrafos seu falso discurso . Deixei sua cabeça largada ao canto daquele quarto sujo. Estancaram-se me encarando. Nenhuma reação, nenhum movimento.
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Nov 7, 2018
Nov 7, 2018 at 12:55 AM UTC
Capítulo 1 - O prazer da Carne
Eu vi as nádegas da minha mulher sendo apertadas e abertas por mãos grandes e peludas enquanto um trombolho descomunal abria caminho à caverna escura que acredito nunca antes ter sido explorada. Eu ouvi os ecos no corredor de nosso apartamento, de sons transmitidos pelo esgoelamento de suas cordas vocais delirantes e indiferentes à opinião da vizinhança. Provei o sabor acre da facada pelas costas sem derramar uma gota de lágrima ou de sangue. Os braços estavam amarrados à cabeceira, sodomizada, num transe hipnótico engendrado pelo pecado. Não me viram entrando. Sentei-me numa poltrona, ainda imperceptível, quase inexistente, um magma quente borbulhava em meu estômago, um vulcão erodia em meu peito, sentia morrendo todos os meus valores, toda a minha compreensão de mim mesmo, faltava-me ar aos pulmões, faltava-me alma ao corpo, já não poderia ser compatível com a ideia de pecado, o ódio se apossava como um demônio em meu corpo obrigando meus braços a se moverem, um escravo arrastado por suas correntes, arranquei minhas roupas, meu pau ereto desprovido de qualquer amor, de qualquer sentimento humano, erguia-se pelo horror, pelo prazer perverso que se apoderava das minhas ideias, o que estaria por vir me excitava. Aquele homem diante minha indiferença. Seu pau broxado pelo terror da minha imagem. Meu pau duro como uma muralha impenetrável, pontiagudo como uma estaca, atravessou seu peito como uma lança, empalado pelo ânus até a boca. Mudo como um peixe fisgado pelo arpão. Castrado engoliu seus próprios testículos. Ela com a pele esfolada em músculo crú, estuprada como uma puta barata pelo meu punho a atravessar sua boceta seca, amarrada com suas entranhas gosmentas e fedidas de mentiras e recoberta por fezes, esquartejei em treze parágrafos seu falso discurso . Deixei sua cabeça largada ao canto daquele quarto sujo. Estancaram-se me encarando. Nenhuma reação, nenhum movimento.
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você nunca me levou pra soltar pipa aliás uma vez levou eu e o teu filho da outra mulher mas eu fiquei só olhando sentada no canto, era coisa de pai e filho você disse e você deu 500 reais pra minha mãe me abortar e ela fez questão de me contar gloriosamente que comprou um enxoval ao invés de me matar e eu gritei de sopetão que preferia ter sido abortada do que ter que ouvir isso e logo em seguida um tapa na fuça mas esse não era o ponto o ponto é que eu não queria me sentir culpada por existir mas não foi você que me colocou naquele carro com aqueles homens e nem na casa do vizinho ou naquele banheiro sujo da rodoviária interestadual nem mesmo na festinha de formatura da oitava série bêbada sentada na cadeira com os dedos dos meninos entre minhas pernas foi eu quem me coloquei nesses lugares todos e nao sabia bem o que eu procurava e hoje só hoje vejo que era o seu rosto que eu nao lembrava mais direito de jeito nenhum e tentava incansavelmente desenhar a todo custo na cara dos homens maus
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Apr 16, 2022
Apr 16, 2022 at 7:15 PM UTC
Pipa
é como morder maçãs algumas as vezes fazem cócegas ao passar pela língua de um jeito bom outras morde e cospe fora. talvez a vida viva sempre segurando um cobertor com cheiro de infância e por causa disso é tão difícil lavar o que tá sujo lembrar do poliéster e algodão pode parecer ingênuo mas acho que tudo já é projetado pra parecer que foram nossas escolhas
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Dec 5, 2017
Dec 5, 2017 at 8:55 PM UTC
às vezes tudo