"sendo" poems
Na neblina abafada
Dentre as árvores, dentre algas
Sentir a água
Ouvir os cantos
Cintilante
Suas mãos quentes tocaram meu tornozelo
Seu coração frio tocou o meu
Oh, Deus,
Se realmente estou apaixonado
Me faça não querer deixa-la
Os corações que já quebrei,
não se comparam ao dela
Deixe-me ficar
Se realmente estou apaixonado,
me diga se ela corresponde
Seu canto entrou em meus ouvidos
Uma sintonia aveludada,
salgada,
com uma pitada de perigo
O som dos pingos de água se rebatendo
Venha comigo, vamos viver juntos
Seja minha esposa.
Presa por algemas de areia
Se rebatia enquanto suas mãos puxavam as minhas
Delicada.
Uma beleza agoniante
Oh, Deus,
O que será de mim?
Um vida fria terei caso não ficar com ela.
Me trazendo para a água
Sussurrando feitiços e me deixando cego pelo amor
Meu corpo logo estará submerso
Estou indo
Ofegante
Coração frio, mãos quentes, beleza agoniante
Vendo a escuridão
Cego por um amor planejado
Um coração antes sujo,
fora iludido por olhos vibrantes
e pele cintilante
O coração quente fora apagado,
sentindo amor.
Oh, Deus,
diga-me, terminarei sendo enganado?
Apr 28, 2015
Apr 28, 2015 at 6:55 PM UTC
Assim como eu... milhões
Sou só e somente mais um
Deixem-me viver em meu universo complexo
Cada qual com o seu, e seremos felizes
Mas não me venham a se queixar
Não se debatam sobre mim
Se quero o intangível...
é porque posso vê-lo
Rogo: vá cuidar de seu universo complexo!
Se sou tão complexo...
É Porque sei quem sou:
Eu sou o grande observador
Eu sou o homem
E enquanto os homens viverem sobre a Terra
e enquanto os rios correrem limpos ou sujos
Enquanto minha expansão se expande
continuarei observando, sendo eu... um homem. Um observador. Um universo complexo!
Jun 2, 2014
Jun 2, 2014 at 11:22 AM UTC
"Abre sua aversão;
Eis que um nauta fala:
- Mestre, vês somente sofrimento no amor?
- O amor pode conter fuligem e até mesmo grasnar, porém uma vez sentido é como parcel:
não se desfaz fácil dentro do peito.
E mesmo que nos faça presente o basto e dorido retrocesso, o medo,
infindável de obstruir a todo esse amor, mais infindável é o anelo que o amor causa-nos.
Estamos sobre escombros, mas o amor é como papelotas angelicais…
Desce ondulado cheio de idas e vindas, corrupiando até a estabilização.
O amor é granívoro, come pequenas as sementes dos defeitos nossos,
belo como o grande milhafre-preto a planar no céu.
É como a retriz que sente o vento a tocar, é o ósculo entre o paraíso e a imensidão.
Oco somos antes de amar.
Somos como o barril quebrado sem vinho, esperando que o tanoeiro nos venha resgatar.
Encher-nos a transbordar.
Ouça o execrável grito do ódio, sendo cancelado pelo dulçor deste imenso sentimento.
Ouça o esfolar dos descrentes, incorpóreos.
O amor é um reverbrar eterno de luz em cada alma,
é a calma, e a batida de cada pulsação.
Não se pode obstrui-lo, ou excluí-lo da vida,
pois ela o traz em cada vibração.
Como um frincha encontrada dentro de nós,
convertendo aos poucos cada problema em solução.
Transformando o ingrato em um romântico facúndio,
criando paz em meio a escuridão"
Oct 5, 2012
Oct 5, 2012 at 10:38 PM UTC
De quem é a imagem que vejo no espelho?
Não é a mesma que me observo sem vê-la
Não possui a fonte existencial que lança os arredores para o interior
A única diferença entre mim e o que me permeia
É o corpo que carrego a todo instante, e dele os diálogos mentais que me definem como uma existência, pois as vozes que me surgem só eu posso ouvi-las e interpretá-las
Mas, talvez, a consciência seja simplesmente um canalizador e não uma fonte, pois as informações vêm de todos os lugares e ao mesmo tempo de um lugar só (ego).
De quem é a imagem que vejo quando olho para outra pessoa?
Não é a mesma imagem que essa outra existência se vê
Essa imagem que vejo faz parte de mim, sou eu, ou talvez o outro que vive em mim, que independe de uma consciência própria que não a minha.
Mas como eu me vejo?
Me vejo como acredito que os outros me vêem?
Eu sou o fruto das experiências passadas
Eu sou inconstante.
Totalmente renascido e irreconhecível a cada experiência
Mas isso é meu ego, o vidro mais frágil
O medo da solidão,
O medo da rejeição,
O ódio que é o medo de amar
O medo de amar que é o ódio por si mesmo
O **** é a carta coringa do desespero
O prazer de calar a dor
Mas o **** também dói, pois é a entrega de seu íntimo para outrem (você se diferencia) nós somos incapazes de amar o que é diferente, o **** fere o ego, pois o auge do prazer se dá com algo que nossa consciência insiste em odiar,
odiamos os outros, odiamos a nós mesmos
Mas é tudo ilusão
Ódio e medo, novamente, caminhando lado a lado
Mas é tudo ilusão
"O que está em cima está em baixo, não há diferença"
O que me define como singular?
Minhas roupas, meu cabelo, meu rosto, minha casa
meu carro, minha família, minha história
Fora isso quem sou?
Onde encontra-se a singularidade da voz que só minha mente escuta?
(Minhas ideias surgem de outras ideias que não são minhas
Eu sou o vazio)
Encontra-se no vazio, onde todos são iguais
Onde uma coisa não se diferencia da outra
Onde só nos resta amar, sem dor
A realidade é simplesmente aquilo em que acredito
Nada mais, nada menos
Pois o que os olhos não vêem o coração não sente
Melhor dizendo:
O que a mente não sente os olhos não vêem!
Depois de todo o devaneio
Me lembro...
Uma mulher, cujo a forma de sorrir,
a forma de morder os lábios,
o jeito com que ela me olha com o canto do olho
é totalmente singular, única
Mas não depende do ego, e nem de experiência
é algo inato, belo, não consigo odiar mesmo sendo diferente
Amor? sim
Mas algo diferente também
a vejo e amo como irmã, como mãe, como amante, como amiga
Amo sua existência como um todo
e não sei explicar
Ela escolheu não ficar comigo,
mas sempre vem a mim
Eu ainda continuo a ama-la, sem dor, nem sofrimento
Outra vez saio de uma discussão comigo mesmo sem respostas!
Aug 25, 2014
Aug 25, 2014 at 12:35 PM UTC
Um medíocre seixo formado por um aglomerado espalhafato de pulgas flutua e veleja por oceanos saturados de desaproveitas lágrimas amarelo-chumbo nas mais desoladas camadas de sua privativa órbita, em uma intersecção de múltiplos limbos supra-reais, bem entre dois muros de um corredor estreito, escuro e corroborado pelo lodo - sobre o qual, cabe-se dizer, resta imóvel uma pequena patrola laranja de brinquedo, esquecida.
Inevitável e também incoerente,
Continuar a ser (peleja)
"Um equívoco desmistificado; uma perturbação"
Os ideais se contrapõem aos já extintos/
Sedimentos navegam eternamente sem rumo/
Inexprimível Sensível/
O oculto que assim permanece/
Pedregulho pulguento perpetuamente a protuberar-se na imensidão dos mares de um ópio por si próprio proferido, ofendendo e perseguindo leis individuais de universo, causando o óbito comum a todos os parciais ínfimos pares de não-instantes, parados.
Estarrece-se o lógico pela busca do externo consenso, indiferente a todo gotejar de pia:
fundir-se pela semelhança!
tornar-se pela simples analogia!
Homo-Sutra; Homo-Isso.
Homo-Tundra; Homo-Aquilo.
**** Sapiens
**** Gênio
Entrementes,
através de seus poros abertos pela alta temperatura,
sente por seu corpo, de muitos corpos,
a circulação efervescente do mais intenso calor,
o sopro de vida hebraico de um cosmos também filisteu,
(de tudo aquilo que pode até não estar de todo vivo - ou de todo morto);
contradição de um todo-devir também carrasco, mas, em essência, todo-devir de um sorrateiro espaço de tempo do bater de asas de um besouro não mais vivo e nunca catalogado, capturado somente por um pequenino ponteiro vermelho de segundos de um relógio velho, possuído, em circunstâncias afortunas, por uma avó - ainda hoje vivente - de um tempo atormentado pela tirania e propositalmente esquecido, a proferir não só eternidades-nascedouros e cede ansiada, como, de igual infinita intensidade, a inferir a sublimidade em poderios majestáticos estruturados na mais esplendorosa magia humana, a sua despropria linguagem;
...se apercebe o amontoado, tudo, menos genérico, mesmo não sendo, agora, inseto, nem humano, apenas animal,
Que
Mantêm-se
em correnteza,
Metamorfose lavareda.
Nov 7, 2014
Nov 7, 2014 at 7:55 AM UTC
Hoje apetece-me penetrar no fundo da vossa escuridão,
E desde já, uma palavra ao leitor passageiro de viagem,
Estas palavras, são minhas e de quem as consegue ler,
Não são para ninguém, a menos que as consiga querer!
A todas as almas negras da minha vida, peço calma,
Não podereis ter sabor de vitória, nem de mim glória,
Sendo pobre que nem riacho sem peixes, ou rico de gral,
Como pobre, sou feliz porque respiro o cheiro do amor,
Do amor que me consola e que como eu se sente rico!
Se fossem de riqueza os meus bolsos, eram as coisas mais simples,
Que teriam lugar em minha vida, pois só assim me deitaria feliz!
Por isso nem que o corpo me tirem, nunca nem assim me venderei,
Nunca a vós darei almas negras, o desdém de perder a minha honra!
Por mais pobre que sejam minhas vestimentas, há coisas que manterei,
Minha integridade e valores de amor verdadeiro, por amigos e meu amor!
Eles conhecem-me a mim e eu conheço-os a eles, e de vós a ideia não mudarei!
Por isso, dediquem-se a ter uma vida de utilidade, deitem-se à noite ignorantes!
Acordem de manha, pensando em vossas vidas, porque eu estou vivendo,
Apesar de pensarem que quero gritar e me despedir, é mentira agora e será.
Será assim, sempre, porque o destino de minhas mãos, depende de eu querer,
Daquilo que me dedico, eu sei fazer, e por isso faço para as merecer!
O céu agora é escuro, distinto do meu coração verde de esperança,
Não desejo a meus inimigos, pior do que aquilo que quero para mim,
Porém, eu sei que o homem, não faz justiça tão atempo, como a de Deus!
E agora vou dormir, continuar sonhando com os sonhos que de dia já vivi,
Sei que vou acordar na lembrança de alguém, de quem eu amo e me ama também!
Autor: António Benigno
Código de autor: 2013.07.15.02.05
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:11 AM UTC
queria ter congelado a imagem do seu sorriso
queria ter gravado o som da sua voz
naquela tarde de domingo você esmagava meu peito
com suas canções no violão, seu olhar de garoto sabidão
cantava, me encantava.
o vento batia e bagunçava os cachos do seu cabelo
o sol penetrava por entre seus cílios e
seus olhos ficavam mais claros do que já são.
cada vez que sentia seu cheiro era como
um desfrute do paraíso.
criava um romance com as pintas do seu rosto
e escrevia cartas de amor pra elas.
queria ter congelado aquela imagem, você descalço
queria poder sentir novamente a textura da sua pele,
branca e sardenta sendo queimada pelo sol
queria poder roubar as curvas do seu sorriso
imagina...as linhas da sua mão, as linhas da minha mão
se entrelaçando, nos casando.
Jun 15, 2013
Jun 15, 2013 at 5:44 PM UTC
Hoje acordei e encontrei na rua frutos da vida,
Penduradas numa mente distante, doces vivencias,
Sim alguém falava comigo com mente sofrida,
Como eu, como tu, todos temos diferencias.
Simplesmente é complicado simplificar o fácil,
Essa é a minha dor, era a sua dor, é a dor do mundo
Não é fácil entender Deus no sentimento profundo,
Quer que amamos a família sendo comunidade volátil.
Aí a mente divaga, fumega e se acomoda na facilidade,
Facilidade, que na real não é fácil e complica o nosso dia,
Enfim que adianta dizer a alguém que por ele se morria,
Se tendo ele sede, lha saciar se torna grande dificuldade!
Então eu penso que porquê prometer se não quero fazer,
Porquê não fazer, se ajudar me daria tanto orgulho e prazer,
Serão acomodação a algo que não sabemos explicar ou dizer,
Será o corpo que segura e rompe com a mente para te ver morrer!
Autor: António Benigno
Código de Autor: 201608051243.08.01
Aug 5, 2016
Aug 5, 2016 at 7:57 AM UTC
Já são tantos desencontros
que não me encontro mais,
estou perdido sem você para me guiar
Quanto tempo a gente não se vê
Talvez falta de sorte
Ou talvez falte esforço de ambas as partes
E assim sendo, eu vou te buscar
Não sou triste nem feliz
Apenas vivo em um estado de
Homeostase constante
Talvez aja algo maior, mas sou frio
Demais para perceber
E cansado de não conseguir o que almejo
Sempre falando que vou me
Esforçar, mas nunca é bastante
Me sinto um perdedor são tempos difíceis
Não é preciso dizer que sonhei com você
E assim sendo, eu vou te buscar.
Eu sou agua, você fogo,
Eu sou garoa, você furacão
Eu sou calmaria, você vulcão.
Nov 20, 2015
Nov 20, 2015 at 11:36 PM UTC
Posso eu enlouquecer?
Ou devo ficar aqui nesse mar morto
esperando maremotos que me desloque
para algum lugar qualquer distante dessa realidade.
Devo eu continuar parada, incrustada?
Sendo levada por essa sociedade que já não quer nada,
que anda muito mal organizada.
E se eu me exaltar? Sim, vão me julgar
pois a maioria não irá acreditar
numa alienada e solitária vida que só pensa em amar.
Cabe a mim então, fantasiar, sonhar
e crer no dia em que essa minha insanidade
se transformará em realidade,
fazendo com que os loucos,
agora, não sejam mais poucos, e sim todos.
Jun 4, 2014
Jun 4, 2014 at 11:54 AM UTC
Minha querida filha,
Sem ti eu não seria mais que um pó maltratado,
Contigo sou energia, amor e vida,
Sou pela sorte bafejado…
Contigo sou mar, terra sempre querida.
Sem ti, não teria vontade de encostas consagrar,
Horizontes belos para com a noite pernoitar.
Contigo sou viajante que caminha com esperança,
Sem ti não teria vontade de nas noites de lua cheia,
Ouvir as cigarras que acasalam como sendo uma estranha crença,
Nem me permitiria pensar que existe o lobo e a alcateia….
Contigo sou sempre o espelho que me conforta,
Peregrino que caminha de porta em porta.
Contigo sou eu com a todas as bem-aventuranças, com todas as estrelas cintilantes ao luar,
Contigo sou janela, amor, terra e mar….
Com eterno amor
Victor Marques
May 30, 2018
May 30, 2018 at 11:02 AM UTC
Da noite para o dia,
Tristeza ou alegria.
Ser ou não fantasia,
Pureza e ironia.
O céu alaranjado,
Um ser predestinado,
Amores plantados,
Odores bem cheirados.
Deixo de ser eu, porque sou eu,
Dando amor que não é meu.
Vivo no mundo em que tudo se abraça,
Ai vida que logo passa.
Deixo de ser eu para as flores amar,
O céu de noite contemplar.
As coisas da vida parecem banais,
Deixo de ser eu por amar a meus pais.
Deixo de ser eu por ser grato,
pois sou um eu no sentido nato.
Deixo o meu eu no meio da natureza,
pois sou o eu com leveza.
Eu até nem queria deixar de ser eu,
Pois sendo eu eu, o mundo é teu.
O amor no meu eu sempre navegue,
E eu com meu eu me entregue.
Deixo de ser eu por ser um eu singular,
Porque sendo eu tudo quero amar.
Vejo um Deus grandioso que me enobrece,
Deixo de ser eu quando o sol aparece.
Deixo de ser eu vezes sem conta,
o meu eu que na vida se encontra.
Pois deixo de ser sempre eu, porque sou eu,
No mundo que quer ser meu e teu.
Victor Marques
Jul 11, 2022
Jul 11, 2022 at 5:35 PM UTC
Encontrar sempre teu terno sorriso,
É tudo o que eu preciso.
Parece que Deus criador te fez vida e só amor.
Canto em Hino de louvor!
Possa eu viver sempre contigo ,
No Céu, na terra , no paraíso...
Deus com teu corpo e alma me abençoou ,
Da roseira a mais bela rosa brotou.
Me aconchego no teu carinho desmedido,
E com teu calor viva adormecido,
Amando tudo com teu porto de abrigo.
Mãe és tu minha Mãe suave com frio, calor, com a doce brisa...
Saudade das saudades a mais querida.!
Posso eu viver sempre no teu regaço,
Sendo doce beijo, apertado abraço.
Quantos filhos, filhas não têm amor de ninguém,
Vivem a vida com desdém!
Ousai amar sempre alguém,..
Deixai bater o vento que vêm por bem,
Pois bate devagarinho no rosto de minha Mãe.
Parece que dentro do teu ventre eu vou sempre viver,
Deitado nos teus braços quero adormecer.
De manhã acordar com a madrugada,
E morrer contigo de mão dada.
Mãe, amor
Apr 13, 2024
Apr 13, 2024 at 10:57 PM UTC
A verdade é que,
sinto-me assustado.
tenho medo de (ti, de mim e de nós)
contra um mundo todo do outro lado.
Não me deixo consumir
Pelo receio que me fazes sentir
Pois se o sinto
É sinal que não quero deixar-te ir.
Orgulhoso, no entanto apavorado,
são varias as formas de me magoares,
deixares partido o meu coração e voares,
para longe com asas de liberdade.
Não te preocupes tanto comigo,
vivo numa relação amor/ódio com a sinceridade,
A tua transparência é o melhor berço
Tornaste o meu sono simples, onde facilmente adormeço.
Portanto quando te digo,
tenho medo,
olha-me nos olhos, abraça-me,
diz-me que nao temos segredos.
Eu direi que errar é humano,
e que entre nós não é intencional,
iremos perceber e resolver onde erramos
e que somos parceiros tanto no bem como no mal,
que a vida é um sitio contigo mais belo
por ser tão real,
e que aquilo que construimos
foi fruto da semente de um amor ancestral.
Diz me que é okay ter medo
mas não de ti,
que chegaste e apareceste
para eu não te ver partir,
prova-me ao permaneceres
não ao apareceres e desapareceres
sendo constante diariamente
como tens feito genuinamente.
Prova-me isto,
e os meus demónios juro enterra-los,
posso estar assustado,
quem não estaria perante 2 seres apaixonados.
Apr 10, 2018
Apr 10, 2018 at 6:57 PM UTC
Eu vi as nádegas da minha mulher sendo apertadas e abertas por mãos grandes e peludas enquanto um trombolho descomunal abria caminho à caverna escura que acredito nunca antes ter sido explorada.
Eu ouvi os ecos no corredor de nosso apartamento, de sons transmitidos pelo esgoelamento de suas cordas vocais delirantes e indiferentes à opinião da vizinhança. Provei o sabor acre da facada pelas costas sem derramar uma gota de lágrima ou de sangue.
Os braços estavam amarrados à cabeceira, sodomizada, num transe hipnótico engendrado pelo pecado. Não me viram entrando. Sentei-me numa poltrona, ainda imperceptível, quase inexistente, um magma quente borbulhava em meu estômago, um vulcão erodia em meu peito, sentia morrendo todos os meus valores, toda a minha compreensão de mim mesmo, faltava-me ar aos pulmões, faltava-me alma ao corpo, já não poderia ser compatível com a ideia de pecado, o ódio se apossava como um demônio em meu corpo obrigando meus braços a se moverem, um escravo arrastado por suas correntes, arranquei minhas roupas, meu pau ereto desprovido de qualquer amor, de qualquer sentimento humano, erguia-se pelo horror, pelo prazer perverso que se apoderava das minhas ideias, o que estaria por vir me excitava.
Aquele homem diante minha indiferença. Seu pau broxado pelo terror da minha imagem. Meu pau duro como uma muralha impenetrável, pontiagudo como uma estaca, atravessou seu peito como uma lança, empalado pelo ânus até a boca. Mudo como um peixe fisgado pelo arpão. Castrado engoliu seus próprios testículos.
Ela com a pele esfolada em músculo crú, estuprada como uma puta barata pelo meu punho a atravessar sua boceta seca, amarrada com suas entranhas gosmentas e fedidas de mentiras e recoberta por fezes, esquartejei em treze parágrafos seu falso discurso . Deixei sua cabeça largada ao canto daquele quarto sujo.
Estancaram-se me encarando. Nenhuma reação, nenhum movimento.
Nov 7, 2018
Nov 7, 2018 at 12:55 AM UTC
Eu vivi vidrada em uma realidade paralela,
Por muito tempo...
Acreditei em pessoas,
Por muito tempo...
Me perdi nas minhas próprias escolhas,
Por muito tempo...
Vivi sendo julgada por pessoas,
Que eu nem conhecia,
Que mal me conheciam...
Que peso tem a maldade!
Derramei lágrimas e lágrimas de saudade,
Que foram interpretadas como atuação dramática.
As pessoas, elas nunca param!
Falam e falam!
Se enxergar num espelho e refletir sobre si é tão difícil?!
Jun 9, 2017
Jun 9, 2017 at 10:01 AM UTC
Ser objectivo padece de subjetividade ,
Existe ser ser noutra dimensão e realidade.
Ser que tudo engloba na sua existência,
Sorriso do ser inocente de criança.
Ser que acredita no poder de existir,
Vivendo na pureza do ser do meu sentir.
O poder de existir é o poder do ser,
Na vida, na essência de no ser se perder.
Para ser ser temos de ter identidade,
Não ser demagogia, ser verdade.
Somos sujeito ser, somos predicado
Fruto do presente, ser futuro, passado.
Ser ser e existir na memória de quem te ama,
Existir sendo ser sob esta forma grande e pequena.
Ser ser sobre a nobreza das ondas de calor,
Existir na sombra de meu ser, sendo céu, terra, mar e amor.
Ser fraco é pedir ajuda sendo ser também,
Existir para ser conforto para alguém,
Ser deve ser com ternura,saudade no horizonte que sempre vem.
Deixa o ser ser da vida, do mundo e de mais ninguém.
Ser, ser, existir
Jun 22, 2023
Jun 22, 2023 at 3:30 PM UTC
O meu amor é uma flor azul
Que decidiu florir no meu peito.
Dança embalada na magia da noite
E chama por ti.
Não posso impedir que ela cresça,
Se ela assim o quiser.
Admiro esta visão encantadora
E ela cresce... à velocidade de um olhar.
E porque haveria eu
De impedir algo
Tão lindo
E tão natural?
Não o faço.
O meu amor é uma flor azul
Com pétalas tão frágeis, como eu
Um caule que ainda não ganhou raízes na Terra.
E lá se vai ela segurando.
O meu amor é uma flor azul
Que precisa de ser cuidada,
Regada com carinho, só o suficiente
Para que possa crescer forte.
E lá vai ela sendo regada...
O meu amor é uma flor azul
Aberta no meu peito.
Tão mas tão perto do coração
Que quase bate com ele.
E ainda chama por ti...
Mas não vens…
O meu amor é uma flor azul.
Duas pétalas caíram com o tempo
E sorriram em conjunto
Ao secar neste mesmo chão que partilham.
O meu amor é uma flor azul.
E não lhe tocas, nem lhe cantas
Não a convidas para uma última dança.
E bem sabes que ela só chama por ti...
O meu amor é uma flor azul
Que tento manter viva no peito.
Mas ela fraqueja
Treme tanto com o som do vento.
E lá vai ela balançada num suspiro...
O meu amor é uma flor azul
Que te ofereço
E tu rejeitas.
Quero cuidar dela
Mas não posso.
Bem sabes que ela só chama por ti.
E esta linda flor azul…
Um dia terei de a arrancar
Para que ela não me mate a mim.
Nesse dia morrerão
Todas as flores do meu jardim.
Mar 4, 2022
Mar 4, 2022 at 8:42 AM UTC
mudei recentemente pra esse lugar novo
ainda não me adaptei
não sei agir de acordo
sigo sendo eu, mas parece um eu novo
teve um dia em que não respeitei o horário de silêncio
dava pra ver a lua refletindo meu anseio
então abri as janelas
(do meu peito)
e gritei
esse eu
novo eu
não cabia mais em mim
tive que explodir
então gritei, buscando um jeito de expandir
e descobri, afinal de contas
o que tinha de tão novo:
era a voz.
mudei recentemente pra um lugar silencioso
onde as explosões se escondem
atrás de olhos encharcados
e corpos domados
mas esse eu
novo eu
explode aos quatro ventos
mesmo que de um jeito manso
(ainda assusta escapar do próprio corpo)
sorri, ali
com a janela aberta mesmo
ouvindo aquilo ecoar
sinti, sem dificuldade
que esse eu
o novo eu
nunca mais vai se calar
Jun 18, 2018
Jun 18, 2018 at 8:14 PM UTC
23:23 eu dou play na musica
e finjo que sou você ouvindo pela primeira vez
cada palavra
cada acorde
é novo
fecho os olhos e finjo nao saber
o próximo verso que vem
vou no sacolão e escolho a dedo
as frutas que você odeia
ignoro intuitivamente as uvas thompson
mesmo sendo as minhas preferidas
pendurei uma samambaia dificil de cuidar
mesmo sabendo que ia matá-la de sede
acho que eu quero mesmo
ver ela morrer
folheio uma revista e penso em como seria cada figura em suas mãos
ligo a tv e adormeço nos canais
cai em 5 sonhos diferentes
trazidos pela lua em gêmeos
acordo acelerada buscando uma roupa que possa me disfarçar o corpo cansado de tanta projeção astral
atravesso a rua
pisando nos seus passos
e a cada passo
me abandono
sem nunca chegar em lugar nenhum
Jul 5, 2023
Jul 5, 2023 at 11:00 PM UTC