"quatro" poems
unang latag ng lupa,
nangabubuhay dahil sa
tapak ng walang kamalay malay
sa pinagdaanan nito.
dala ang delusyon ng buhay
kapalit para sa bayan,
kapalit para sa kalayaan.
lumamin,
ay mahahayag ang
luad
tumutulad sa kulay ng
dugo.
alam ng bulaklak ito,
kung sundan ang pinanggalingan
magugulat sa makikita;
ang kababayang
kinalimutan ang kanilang madugong,
matimbang,
maalamat
na mga pangalan;
inalala ng halaman.
sementeryo,
bawat hakbang, walang respeto
bawat hakbang, nadudumihan
ang mga mukha ng (bayani) taksil
(pinaglaban) trinaydor ang
kanilang, (at sa dinarami-rami pang mga
sambayanang pilipino)
tinubuang lupa
sementeryo,
kaya't malalim ang pananampalataya
sino bang hindi
maadwa,
maawa?
bawat segundo may dadasalan
bumagsak;
at lumalalim ang kulay ng
pula.
sementeryo,
kaya't pagbagsak ng
alas quatro ng umaga;
nananahimik ang bayan.
katahimikan para sa patay;
walang sisigaw.
ginagambala ang kapayapaan.
sa ilalim ng lupa,
ang katahimikan hindi makamtan.
lahat sila'y gising,
lahat sila'y
sumisigaw.
sementeryo,
ang tahanan ko'y sementeryo,
kaya't manahimik
at irespeto ang patay;
ang mga mamayang madamdamin
at malakas ngunit
pinatahimik.
tayong buhay
nananatiling patay.
silang patay
nananatiling buhay.
isang siklo.
lalalumin lahat ng lupa
ng hindi sa tamang oras;
isisigaw ang K A R A P A T A N !
isisigaw ang M A L I !
isisigaw ang H U S T I S Y A !
H U S T I S Y A
H U S T I S Y A
H U S T ngunit walang makakarinig.
ang nakabukang bibig
mapupuno ng tinubuang lupa
na tinaksil ang lahat
ng katulad natin.
walang makakarinig
kahit buong daigdig
manahimik.
May 10, 2017
May 10, 2017 at 3:32 PM UTC
Amigos queridos,
sem faces e sem nomes.
Retiradas foram suas vísceras,
logo antes de seus corpos imergirem
em um exacerbadamente denso volume de sangue
grotesca e plenamente apreciado
pelos algozes responsáveis,
certos irreconhecíveis demônios.
Vieram dos *** os tais tiranos,
visíveis, mas imateriais,
enquanto esperávamos
inconscientes e inevitavelmente despreparados
para uma luta justa.
Sobre os indiferentes, distantes,
mas ainda amigáveis e queridos companheiros,
ainda recordo de alguma ordem:
O primeiro não sentiu dor alguma,
bem como nada viu ou percebeu; fora partido ao meio.
O segundo, já desesperado e afogando-se em lagrimas,
tornou-se borrão de um vermelho pesado, grosso e brutal;
Dos outros, três ou quatro,
somente tenho em mente os gemidos inexprimíveis;
uma junção entre suspiros e soluços
de uma morte nada convidativa e próxima.
Foram todos rostos sem faces perdidos
na espera do desconhecido fatalmente promulgado
pelas minhas ânsias.
O ultimo vivo me induziu à única ação possível:
pude cair meus quinhentos intermináveis metros;
deslizando, enquanto tentava me segurar,
por um material recoberto de farpas
que transpassavam minhas mãos,
as quais sangravam em direção a um mar, sombrio e obscuro;
me afundei irremediavelmente em minhas próprias aflições.
May 22, 2013
May 22, 2013 at 8:21 PM UTC
Triste e sem caminho, assim ela pensava. Cansada de acordar todos os dias e ter aquela mesma sensação. Porra, eu já fiz isso! Todos os dias, toda hora, a mesma coisa. As pessoas não ligavam para isso, todo mundo sempre acha que o seu problema é maior do que o do outro. Mas no final, o problema de todo mundo é maior que o outro. É um ciclo repetitivo sem fim. Um ciclo de merda infinito. Assim era a vida dessa menina. Ela realmente estava perdida. Ou, achava que estava perdida. Nossa cabeça as vezes, ou sempre, nos faz prisioneiros de nós mesmos. Nós usamos, involuntariamente, nossos erros e medos contra nós mesmos. Onde ela estava com a cabeça? Eu quero ser assim, pensava ela... Pobre menina. Por que as pessoas acham "bonito" ter problemas emocionais, vidas dramáticas, coisas trágicas e o caralho a quatro de problema? Talvez a gente só queira ter uma aventura na vida, mas as vezes nós não lembramos, que a vida não é um filme, e que o final não vai ser feliz como sempre, ou que nós podemos evitar tal coisa, imaginamos sempre que sera aquela tragedia clichê tipo um Christiane f e no final tudo vai ficar bem. Não fica tudo bem. A nossa juventude está perdida. Realmente. Eu faço parte dessa geração. Nós temos vários tipos de pessoas, grupos sociais, gostos variados, culturas diferentes. Mas em uma coisa nós somos iguais. Nós sofremos. E isso meu amigo, não é brincadeira. Hoje em dia, não temos mais aquela amizade com as pessoas igual era 40 anos atrás, hoje em dia ta tudo muito superficial, muito mentiroso, muita encenação. O ser humano está perdendo cada vez mais a sua compaixão, a sua criatividade e a sua liberdade de se expressar. A nossa população está completamente alienada a coisas negativas e coisas que não levam a nada. Estamos perdidos. E eu, sou só mais uma, perdida. Mas em meus problemas, que eu não sei resolver.
Nov 24, 2013
Nov 24, 2013 at 10:26 AM UTC
Acordar
Na noite adormeço os sonhos do dia,
No travesseiro repouso poesia.
As estrelas brilham no firmamento,
Eu acordo a cada momento.
Podemos ter sonhos inacabados,
Segredos bem guardados.
Silencio magistral para o corpo e nossa mente,
Acordar novamente…
Os que acordam em camas de ninguém,
Felizes sem nada acordam também.
A natureza com suas rolas a cantar,
Quatro da manhã toca a despertar.
O Silencio da noite santifica,
O Sono te acolhe e dignifica.
Nas estradas do mundo ao luar,
Eu me sentei para acordar.
Victor Marques
Jun 18, 2012
Jun 18, 2012 at 11:11 PM UTC
El testament Coràn
In ta l'an dal quaranta quatro
fevi el gardòn dei Botèrs:
al era il nuostri timp sacro
sabuìt dal soul del dovèr.
Nuvuli negri tal foghèr
thàculi blanci in tal thièl
a eri la pòura e el piathèr
de amà la falth e el martièl
[...]
Lassi in reditàt la me imàdin
ta la cosientha dai siòrs.
I vuòj vuòiti, i àbith ch'a nasin
dei me tamari sudòurs,
Coi todescs no ài vut timour
de tradì la me dovenetha.
Viva il coragiu, el dolòur
e la nothentha dei puarèth!
1k
ou
'querer' em quatro tempos
1.
Você está aqui
Eu estou lá
Perco o espetáculo
Por querer
Demais, mas
Sem querer--
Todos querem
Um pedaço de mim agora.
2.
Você está aqui
Eu estou lá
Prendo-me ao espetáculo
Por querer
Demais, mas
Sem querer--
Porque querer foi
O que sempre fiz(emos).
3.
Você está aqui
Eu estou aqui
Cegos ao espetáculo
Por querer
Demais, mas
Sem querer--
Amanhã, quando 'quero' for
Sinônimo de 'podemos'.
4.
Você está lá
Eu estou lá
Partes do espetáculo
Por querer
Demais, mas
Sem querer--
Querer nunca foi,
O suficiente, foi?
Nov 29, 2010
Nov 29, 2010 at 12:32 PM UTC
Tire minha sobriedade com seus abraços
Deixe-me alucinado com o sabor de seus lábios
Permita-me respirar um pouco mais do ar que circunda o seu quarto
E perdoe-me pelos equívocos que cometo
Espero que entenda, que eles são causados
Pelas inseguranças e medos
Que são obras mal acabadas geradas pelo teu afeto
Mas o que dizer? ou o que falar?
Para mim sempre só me restou me desesperar
E o medo de tu, não consigo superar
Ahh maldita cabeça
Para ser um animal
Quatro patas é o que falta
Pois como as bestas
Parece que ele não consegue raciocinar
Mas ao menos tenho que agradecer
Ela me fez aproveitar todo os segundos
Dos abraços e beijos
Que aconteceram ou acontecerão
E acima de tudo dos que não existirão
E no final, tudo isso era para ser sobre algo bom?
Talvez eu deva aprender que admitir que errei não seja o fim do jogo
E que devia aproveitar muito mais nosso turno
Porque se for para dar errado que de
Mas nunca vou me distanciar de ti de novo
Por isso dessa vez só quero saber de você
Mas peço que me diga
Me diga, me explica
Por que está aqui ou se realmente é feliz
E quero que saiba que toda minha dor e insegurança começa aí
Gerando angustia e sofrimento que faz-me sentir tão egoísta que perco toda a motivação e coragem de ficar perto de ti
Nov 7, 2015
Nov 7, 2015 at 12:58 AM UTC
Surely there was fire in that place
Long dragon tongues of flame
Tasting everything in sight
Leaving it burning cinders
Incredible heat wafted from
The prophet
Sweat bullets dripped then burst
Covering his face
Blanketing his broad shoulders
With salt liquid warmth
Every eye in the arena
Trained on him
No, they could not look away
They'd sold their souls
Happy with the bargain
Even if not quite
A fair exchange
He sang of proving one's devotion
Jethro Tull sings Aretha Franklin
The sweat made it work
And the flying tongues of fire
That set upon the heads of
Everyone in the building
Forced them to speak Hopelandic
So everyone could understand
So no one understood
But the prophet
Who sang songs of desolation
Songs of depression
Songs of dislocation and isolation
Heavy weights to bear
And not a dry eye in the house
Smoke rose through those windows
Firemen never came
Crowley paid lackies to keep the doors
Locked from the outside
So
The prophets demise
Buried in several feet of ash and soot
His last words:
"So Be It"
Hundreds upon hundreds of his
Disciples
Mouths stuffed with debris
The tongues of fire ascended
When the last pulse tapered off into stillness
Suzi Quatro didn't break a sweat
Heavy axe slung laying 'gainst her shin
Bruised but hidden by spandex
Old men and dogs in the audience
Leering, craving different meats
Suzi doesn't notice
Fonzie's still a few years down the road
Suzi's got credentials
Winkler ain't weakened them yet
And with those credentials
She's gonna rock
She's gonna make 'em forget about
The prophet
And all the heavy **** he was always
Layin' on 'em
She said "Watch me play bass guitar"
And whipped out 50 classic bass riffs in a row
The people who had followed her in
Seemed impressed
But not nearly as amazed as they were
By the sight of countless tongues of flame
Descending upon their congregation
The end result being
Remarkably similar to the incident with
Flaming tongues and the prophet
What it all means
Nobody knows
Best not to interrupt good rock and roll shows
Mar 30, 2015
Mar 30, 2015 at 12:12 AM UTC
He has sunken,
He is flat!
(He may just be
A bit more fat.)
He may have
Knees of Plasticine
And self-pity like
An entire emo scene...
But this is a new year!
(In mid-May?)
This is when we
Stop the decay.
Let us end
The discontent:
Let us make
Jhonhary great again.
"How do I do it?"
I hear him ask.
Well, here are the steps
To accomplish said task.
One:
Go outside and run
As if first dates were after you.
Go outside and run each day.
You have to.
Two:
Speak a little slower!
You're not a motorboat.
You sound like your tongue
Is wearing a peacoat.
Three:
Shave those sickly
****** hairs away.
You look as appealing as
A plumber's derriere.
Quatro:
Perfecta tu
Francés y español.
Aveces te escuchas
Como muerto caracol.
Five:
Just... chill
With the self-pity.
No manic pixie dream girl
Will come sing you a ditty.
Six:
Learn to play that song
You're just letting stall.
Don't be that guy
That just plays "Wonderwall."
Seven:
Keep buying clothes!
Yes, you look great.
No, don't be alarmed by
Your wallet's lowered weight.
Eight:
Come up with
More steps!
Make fewer jokes that
Leave people perplexed.
Nine:
Keep writing.
This is something you enjoy.
This is where your thoughts can
Come and not be destroyed.
Ten:
Just be you.
Be that well-meaning, uneven guy
Who wants to brighten
Another person's sky.
Eleven:
Make this your
Open-ended answer,
The last step you're
Always going after.
Write these last lines
As you begin your amends.
Make this the poem
That never really ends.
May 18, 2016
May 18, 2016 at 10:18 PM UTC
se soubesses do êxtase que me atinge
quando te tenho comigo em quatro paredes
não partirias, te quedarias.
ò bela safira não vás.
Sep 1, 2014
Sep 1, 2014 at 8:30 AM UTC
Preachers in another storm
‘STAY’ whispers Mother
Followed by another joint
hands are met
and with him I crash
My bloodstained shadow
running
thrashed onto the walls
Cray-Cray Calling
Dos Tres – Another! Better!
Quatro Cinco – What a disaster!
T’was never my intention
But I succeed at my own failures
for there has always been a reward after my tormented failure.
-
But You can’t say I left you empty handed
you can’t say I didn’t offer you all I had
I just left
for I found better.
I know – What a ***
May 4, 2020
May 4, 2020 at 7:24 AM UTC
São quatro e vinte da madrugada
E o fraco ainda resiste.
O dia nasce não tarda
E continua a sina daquele triste.
Será ele um poeta,
Um que se viu de alma abandonada
Ou um cuja profissão é a mais antiga que existe?
O seu coração pinga solidão, que se tenta encobrir,
Fundida pela malfadada escuridão que o rodeia
E que goza do ferir.
O vagabundo olha à volta como se tivesse casa cheia
E ouve, gota a gota, a gota, abusadamente, cair.
Repete-se todas as noites a ladainha
No aconchego de sua cama quentinha.
Para este fraco, viver é ousadia.
Limita-se a existir e até isso é um ultraje.
Vê o sol que na janela luzia;
Vai ao espelho ver se este lhe traz
Aquele brilho que outrora o seduzia
E que há muito não o via.
Depara-se com o rotineiro:
O pesar do vazio corriqueiro
Que em forma de sombra breu
Sobre si subtilmente desceu.
Fatalidade que o destino por si escolheu.
É este o tal fado
De quem não se sente satisfeito
Nem é valorizado
P'las cicatrizes que carrega ao peito.
Dizem que tem vida de vadio.
Terminará o triste por rir
De quem um dia dele se riu?
É esta a "pseudoprofecia"
Que o acompanha noite e dia.
É só mais um que não vive o ultraje que é existir.
May 1, 2018
May 1, 2018 at 4:15 PM UTC
"Les femmes jouissent d'abord par l'oreille"
Dit Marguerite Duras
Toi, mon HYDRE-MUSE, tu jouis
Par l'oreille absolue et frivole
Magnifiée
Par la danse à contre-temps
De la poésie pénétrante
Du saxo et de la tumba
Du coupé décalé et de l'azonto
Entre violons et accordéons
Qui fait voltiger sur tes hanches
Toute la copelia complicada de ta libido.
Je rentre sans hâte dans la mue de la couleuvre
Et je te ceins la taille.
Réinventons les croisés en cinquième position
Du ballet classique de Noureev, Petipa et Balanchine
Et à quatre pattes virevoltons dans le Bolchoi.
Setenta y ocho :
Je te tatoue le bas des reins
D'un tatou boule qui exécute
Des renversés arrière multicolores
Dans les plus intimes sillons de ta peau.
Cero :
Verbum Sapientiae Principium Est !
De mon pinceau chatoyant je dessine Des pas de bourrée étourdissants
Aux confins de tes cambrures
Setenta y siete :
Tu miaules des entrechats charnels
Et tu tournoies comme un ventilateur
Et tu me dis : viens, mon prince,
Montre-moi tes ronds de jambes doubles
Ochenta y quatro :
je te prends par les orteils tout en te caressant l'oreille
Et je te dis vas-y
Cuarenta y cinco :
Dombolo baroque dès que tu bouges tes fesses pour m'inviter à tes
Messes de sabbat
Très y media :
Demi-pointe sur les tétons qui frémissent et qui clignent des yeux
La peau de ton aréole gauche danse la biguine
Ton sein droit fait voltiger du jus de grenade
Sesenta :
Un deux trois cinq six sept
Un seul fouetté
Tu enchaînes les figures libres et académiques
Passe après passe
Tu plantes dans le taureau farceur tes aromates
Et je crie Banco et tu me mordilles la paume de la main.
Setenta complicada :
J'aime notre gourmandise choreographee clitoridienne, anale, phallique et vaginale
Cet appétit colossal de ballet épicé à la Merce Cunningham, Alvin Ailey et Martha Graham
Qui nous prend entre deux morts de tous nos lacs des cygnes primaux
Nous en sommes les danseurs étoiles les solistes les premiers danseurs les petits rats les chorégraphes et les maîtres de ballet
À nous deux nous formons une troupe
Réincarnée
Et nous signons de nos plumes de chair notre martingale lubrique :
Un deux trois... Cinq six sept
Un deux trois... Cinq six sept
Un deux trois... Cinq six sept
Nov 1, 2019
Nov 1, 2019 at 3:31 AM UTC
como quando tigres enfeitam a maçaneta dos ventos
e cobrem o fio de náilon sobre a camada espessa da terra.
logo eu que pairo sobre as montanhas cobertas de neve de açúcar
chego cansada pelos montes de veludo e sopro todo ar que um dia foi de alguém.
escuto os sons que meu pai grita da garganta seca e consumida pela vida falha dos danos em nó.
sigo firme no *** que um dia foi de minha vó que morreu nos braços de deus enquanto vomitava em uma bacia de metal em formato de baço.
eis que um dia pensei: sou feliz e não sabia que era.
um dia quando tudo se cair pela metade na esquerda irei confusa dormir sob os véus dos espíritos que pairam na terra secreta e silenciosamente dominam a mente de pastores homens.
há de um dia ser tudo amor e mais vívido como quando quadros pintam a si mesmos na calada do dia em pleno raio de sol das três e quinze da tarde enquanto tomam café gelado sem leite.
minha mãe um dia travou em pé e encarou a guarda de um poderoso pai e padeci de medo mas superei a realidade que o mundo um dia me trouxe.
quisera eu dominar a xícara de licor sob os pés de caixas simbolizantes e soprar uma lágrima pelos ombros que um dia foram meus e de mais ninguém.
haja fé suficiente na vida dos que ainda não foram e procuram por paz no meio do caminho tortuoso de outra dimensão.
um dia uma nuvem vai cair do céu e parar sentada no meu colo; e quando a tesoura que usarei pra corta-la sair da gaveta, gritarei quatro vezes: esse mundo não é teu.
Jul 23, 2019
Jul 23, 2019 at 11:02 PM UTC
mudei recentemente pra esse lugar novo
ainda não me adaptei
não sei agir de acordo
sigo sendo eu, mas parece um eu novo
teve um dia em que não respeitei o horário de silêncio
dava pra ver a lua refletindo meu anseio
então abri as janelas
(do meu peito)
e gritei
esse eu
novo eu
não cabia mais em mim
tive que explodir
então gritei, buscando um jeito de expandir
e descobri, afinal de contas
o que tinha de tão novo:
era a voz.
mudei recentemente pra um lugar silencioso
onde as explosões se escondem
atrás de olhos encharcados
e corpos domados
mas esse eu
novo eu
explode aos quatro ventos
mesmo que de um jeito manso
(ainda assusta escapar do próprio corpo)
sorri, ali
com a janela aberta mesmo
ouvindo aquilo ecoar
sinti, sem dificuldade
que esse eu
o novo eu
nunca mais vai se calar
Jun 18, 2018
Jun 18, 2018 at 8:14 PM UTC