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como quando tigres enfeitam a maçaneta dos ventos e cobrem o fio de náilon sobre a camada espessa da terra. logo eu que pairo sobre as montanhas cobertas de neve de açúcar chego cansada pelos montes de veludo e sopro todo ar que um dia foi de alguém. escuto os sons que meu pai grita da garganta seca e consumida pela vida falha dos danos em nó. sigo firme no *** que um dia foi de minha vó que morreu nos braços de deus enquanto vomitava em uma bacia de metal em formato de baço. eis que um dia pensei: sou feliz e não sabia que era. um dia quando tudo se cair pela metade na esquerda irei confusa dormir sob os véus dos espíritos que pairam na terra secreta e silenciosamente dominam a mente de pastores homens. há de um dia ser tudo amor e mais vívido como quando quadros pintam a si mesmos na calada do dia em pleno raio de sol das três e quinze da tarde enquanto tomam café gelado sem leite. minha mãe um dia travou em pé e encarou a guarda de um poderoso pai e padeci de medo mas superei a realidade que o mundo um dia me trouxe. quisera eu dominar a xícara de licor sob os pés de caixas simbolizantes e soprar uma lágrima pelos ombros que um dia foram meus e de mais ninguém. haja fé suficiente na vida dos que ainda não foram e procuram por paz no meio do caminho tortuoso de outra dimensão. um dia uma nuvem vai cair do céu e parar sentada no meu colo; e quando a tesoura que usarei pra corta-la sair da gaveta, gritarei quatro vezes: esse mundo não é teu.
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Jul 23, 2019
Jul 23, 2019 at 11:02 PM UTC
caibro
como quando tigres enfeitam a maçaneta dos ventos e cobrem o fio de náilon sobre a camada espessa da terra. logo eu que pairo sobre as montanhas cobertas de neve de açúcar chego cansada pelos montes de veludo e sopro todo ar que um dia foi de alguém. escuto os sons que meu pai grita da garganta seca e consumida pela vida falha dos danos em nó. sigo firme no *** que um dia foi de minha vó que morreu nos braços de deus enquanto vomitava em uma bacia de metal em formato de baço. eis que um dia pensei: sou feliz e não sabia que era. um dia quando tudo se cair pela metade na esquerda irei confusa dormir sob os véus dos espíritos que pairam na terra secreta e silenciosamente dominam a mente de pastores homens. há de um dia ser tudo amor e mais vívido como quando quadros pintam a si mesmos na calada do dia em pleno raio de sol das três e quinze da tarde enquanto tomam café gelado sem leite. minha mãe um dia travou em pé e encarou a guarda de um poderoso pai e padeci de medo mas superei a realidade que o mundo um dia me trouxe. quisera eu dominar a xícara de licor sob os pés de caixas simbolizantes e soprar uma lágrima pelos ombros que um dia foram meus e de mais ninguém. haja fé suficiente na vida dos que ainda não foram e procuram por paz no meio do caminho tortuoso de outra dimensão. um dia uma nuvem vai cair do céu e parar sentada no meu colo; e quando a tesoura que usarei pra corta-la sair da gaveta, gritarei quatro vezes: esse mundo não é teu.
hidas
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28/F/Sao Jose, SC/BR
Jul 23, 2019
Jul 23, 2019 at 11:02 PM UTC
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