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"procurar" poems
Procurar sempre na imensidão palavras que se perdem no horizonte, Me contentar com o recanto e água fresca de uma fonte. Rios que correis , flor que sempre brota...! Navios que deixaram de ser frota. Altares que se veneram sem ter lindas rosas, Mulheres bonitas que não são formosas. Homens que se deitam com amores adulterados, Penitência de sepulcros abertos, fechados. Sentinelas dum castelo, cristão, mourisco. Conquistador dum império nunca visto. Sebentas maltratadas com riscos e tinteiros partidos, Panteão Helénico de poetas desconhecidos. Victor Marques
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Dec 14, 2009
Dec 14, 2009 at 8:00 AM UTC
Aos Poetas Desconhecidos
Eu pintei-me de preto e vesti-me de ***** E colori em forma de arco-íris, o meu coração! Descansei os sapatos e assim com ar integro, Analisei todos os meus males, aqui atrás do Marão! Olhei o sol que estava lindo, assim como a luz do dia, E eu ali senti-me um milhafre perdido no raiar do céu, Despi-me de preconceitos e agarrei a luz que me alumia, Comecei a correr até ficar cansado, até perder o chapéu! Comecei a despir o ***** que trazia vestido e foi nu, Que comecei a procurar ao redor uma nova capa, Com cores coloridas com sorrisos tirados do baú! Não servia sorrir de novo, sorrisos fingidos á socapa! Jurei que iria sair do escuro, que trazia vestido, Comprometi-me com a alma, e entregar-me ao destino, Porque afinal, eu não tinha perdido, então porquê, o alarido! Seria por me despir, reflectir e sentir culpado e latino? Hoje não é dia de pensar assim, não é dia de fingir, Não é dia de mentir, nem é dia de ficar para ali a latir. Porque quem me pudesse ouvir, estaria ali não para me ouvir, Mas sim para fingir, que eu era o corvo, e tinha de partir! Quanto tempo durou o fingimento que te cativou? Porquê que eu nunca percebi que teria de sair! Não sei, nem posso deitar-me a adivinhar. Sei, acabou. Não tenho mais comigo razões para me prostituir! Como poderia eu ter sido ingrato, se tivesse visto, Que afinal tudo que vivi, até ali, nunca foi real e meu. Nunca fui afinal muito mais, que um pequeno imprevisto. Ingrato, não estou. Hoje eu sei, que afinal, estou ao léu! Sem qualquer compromisso no coração, e pode ser teu. Autor: António Benigno Dedicado do Romeiro para a Rameira.
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Sep 11, 2013
Sep 11, 2013 at 9:17 AM UTC
Ingratidão
Eu pintei-me de preto e vesti-me de ***** E colori em forma de arco-íris, o meu coração! Descansei os sapatos e assim com ar integro, Analisei todos os meus males, aqui atrás do Marão! Olhei o sol que estava lindo, assim como a luz do dia, E eu ali senti-me um milhafre perdido no raiar do céu, Despi-me de preconceitos e agarrei a luz que me alumia, Comecei a correr até ficar cansado, até perder o chapéu! Comecei a despir o ***** que trazia vestido e foi nu, Que comecei a procurar ao redor uma nova capa, Com cores coloridas com sorrisos tirados do baú! Não servia sorrir de novo, sorrisos fingidos á socapa! Jurei que iria sair do escuro, que trazia vestido, Comprometi-me com a alma, e entregar-me ao destino, Porque afinal, eu não tinha perdido, então porquê, o alarido! Seria por me despir, reflectir e sentir culpado e latino? Hoje não é dia de pensar assim, não é dia de fingir, Não é dia de mentir, nem é dia de ficar para ali a latir. Porque quem me pudesse ouvir, estaria ali não para me ouvir, Mas sim para fingir, que eu era o corvo, e tinha de partir! Quanto tempo durou o fingimento que te cativou? Porquê que eu nunca percebi que teria de sair! Não sei, nem posso deitar-me a adivinhar. Sei, acabou. Não tenho mais comigo razões para me prostituir! Como poderia eu ter sido ingrato, se tivesse visto, Que afinal tudo que vivi, até ali, nunca foi real e meu. Nunca fui afinal muito mais, que um pequeno imprevisto. Ingrato, não estou. Hoje eu sei, que afinal, estou ao léu! Sem qualquer compromisso no coração, e pode ser teu. Autor: António Benigno Dedicado do Romeiro para a Rameira.
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Quem tem coragem de amar não faz chorar, Porque amar é lindo, se se souber amar! Amar é procurar sonhos e descobrir virtudes, Quem ama procura consertar defeitos! Quem ama não desiste nem põem defeitos! Porque quem ama é cego, e corrige por amor! Quem ama não nos recebe com desdém, Nem chora por dentro quando nos vê! Quem ama, procura o que une esse amor. Quem ama, não fica há espera e vai atrás! Quem nunca amou deve ter muito amor, Porque o amor faz bem ao coração! A frieza só trás tristeza, torna-te vazio, Sem força, sem sonho, sem objetivos! Autor: António Benigno Código de autor: 2012.02.12.01.03
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Aug 30, 2013
Aug 30, 2013 at 1:58 PM UTC
Amor
Não é hoje o momento de escrever coisas bonitas, Nem é hoje o dia de cair no sofrimento, Não é hora, hoje de te trazer as cavalitas, Hoje é dia de procurar novo alento! É agora que decidi viver intensamente, Pois agora mesmo descobri que respiro, Que o sufoco que ficou, partiu arduamente, E luz se colocou diante do agulheiro! É agora a hora de decidir se ficar ou partir, É hora de mudar a trajectória deste trem, Que me conduz à viagem, vou-me divertir, Quando olhar em frente e levar outro alguém! Alguém existe de verdade, não é fantasia, E este, novo destino que quero perseguir, Faz-me feliz, como tinto de malvasia, Colorido, e aromaticamente de distinguir! Nem consigo olhar para trás ver o que restou, Nem quero repensar e mudar o que falhou, Porque eu acredito que de nada que me calhou, O importante é que para ti nunca estou! Autor: António Benigno Objectivo, de animar quem fantasiou!
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Sep 11, 2013
Sep 11, 2013 at 9:17 AM UTC
Rosa negra
Estou pendurada por um fio Meus pés deveriam procurar o chão Minhas mãos deveriam procurar o céu Eles dizem: ''Você pode falar com Deus se precisar'' Dizem saber mais Dizem que não vai adiantar se esforçar Enquanto perco o ar Pássaros saem da minha boca Olhe. Agora. Sabe do que estou falando? Eles te enforcam sem perceber Gelado. Pálido. Somos sacos de ossos mecânicos procurando por uma fantasia.
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Apr 28, 2015
Apr 28, 2015 at 6:17 PM UTC
Ossos Mecânicos
Possuído por uma raiva febril segui para lá do abismo maldizendo todo o ser que um dia me fez sofrer. Perdi a fé no homem, perdi a fé no Deus e entreguei todos os meus sonhos nas mãos da megera e fugi para lá dos meus sonhos. Perdi a fé nas orações do homem, nas acções do homem e condenei ao fracasso cada passo desmedido e tresloucado. Odiei. Odiei cada ser que outrora conheci. Fui traído. Condenei os “amigos” que outrora possui. Desisti de procurar a razão. Desacreditei na amizade . . . Desacreditei no amor . . . E desisti! Será loucura odiar a humanidade só porque uma donzela não dançou a valsa da vida contigo?
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Jan 7, 2014
Jan 7, 2014 at 3:15 AM UTC
loucura
¡Cómo de entre mis manos te resbalas! ¡Oh, cómo te deslizas, Edad mía! ¡Qué mudos pasos traes, oh Muerte fría, Pues con callado pie todo lo igualas! Feroz, de tierra el débil muro escalas, En quien lozana Juventud se fía; Mas ya mi Corazón del postrer día Atiende el vuelo, sin mirar las alas. ¡Oh Condición mortal! ¡Oh dura Suerte! ¡Que no puedo querer vivir mañana Sin la pensión de procurar mi Muerte! Cualquier instante de la Vida Humana Es nueva ejecución con que me advierte Cuán frágil es, cuán mísera, cuán vana.
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Conoce las fuerzas del tiempo, y el ser ejecutivo cobrador de la muerte
Mi tristeza es un mar; tiene su bruma Que envuelve densa mis amargos días; Sus olas son de lágrimas; mi pluma Está empapada en ellas, hijas mías. Vosotras sois las inocentes flores Nacidas de ese mar en la ribera; La sorda tempestad de mis dolores Sirve de arrullo a vuestra edad primera. Nací para luchar; sereno y fuerte Cobro vigor en el combate rudo; Cuando pague mi audacia con la muerte, Caeré cual gladiador sobre mi escudo. Llévenme así a vosotras; de los hombres Ni desdeño el poder ni el odio temo; Pongo todo mi honor en vuestros nombres Y toda el alma en vuestro amor supremo. Para salir al mundo vais de prisa. ¡Ojalá que esa vez nunca llegara! Pues hay que ahogar el llanto con la risa, Para mirar al mundo cara a cara. No me imitéis a mí: yo me consuelo con abrir más los bordes de mi herida; Imitad en lo noble a vuestro abuelo: ¡Sol de virtud que iluminó mi vida! Orad y perdonad; siempre es inmensa Después de la oración la interna calma, Y el ser que sabe perdonar la ofensa Sabe llevar a Dios dentro del alma. Sea vuestro pecho de bondades nido, No ambicionéis lo que ninguno alcanza, Coronad el perdón con el olvido Y la austera virtud con la esperanza. Sin dar culto a los frívolos placeres Que la pureza vuestra frente ciña, Buscad alma de niña en las mujeres Y buscad alma de ángel en la niña. Nadie nace a la infamia condenado, Nadie hereda la culpa de un delito, Nunca para ser siervas del pecado Os disculpéis clamando: estaba escrito. ¡Existir es luchar! No es infelice Quien luchando, de espinas se corona; Abajo, todo esfuerzo se maldice, Arriba, toda culpa se perdona. Se apaga la ilusión cual lumbre fatua Y la hermosura es flor que se marchita; La mujer sin piedad es una estatua Dañosa al mundo y del hogar proscrita. No fijéis en el mal vuestras pupilas Que víbora es el mal que todo enferma, Y haced el bien para dormir tranquilas Cuando yo triste en el sepulcro duerma. Nunca me han importado en este suelo Renombre, aplausos, oropeles, gloria: Procurar vuestro bien, tal es mi anhelo; Amaros y sufrir tal es mi historia. Cuando el sol de mi vida tenga ocaso Recordad mis consejos con ternura, Y en cada pensamiento, en cada paso, Buscad a Dios tras de la inmensa altura. Yo anhelo que, al morir, por premio santo, Tengan de vuestro amor en los excesos: Las flores de mi tumba vuestro llanto, Las piedras de mi tumba vuestros besos.
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A mis hijas
Mi tristeza es un mar; tiene su bruma Que envuelve densa mis amargos días; Sus olas son de lágrimas; mi pluma Está empapada en ellas, hijas mías. Vosotras sois las inocentes flores Nacidas de ese mar en la ribera; La sorda tempestad de mis dolores Sirve de arrullo a vuestra edad primera. Nací para luchar; sereno y fuerte Cobro vigor en el combate rudo; Cuando pague mi audacia con la muerte, Caeré cual gladiador sobre mi escudo. Llévenme así a vosotras; de los hombres Ni desdeño el poder ni el odio temo; Pongo todo mi honor en vuestros nombres Y toda el alma en vuestro amor supremo. Para salir al mundo vais de prisa. ¡Ojalá que esa vez nunca llegara! Pues hay que ahogar el llanto con la risa, Para mirar al mundo cara a cara. No me imitéis a mí: yo me consuelo con abrir más los bordes de mi herida; Imitad en lo noble a vuestro abuelo: ¡Sol de virtud que iluminó mi vida! Orad y perdonad; siempre es inmensa Después de la oración la interna calma, Y el ser que sabe perdonar la ofensa Sabe llevar a Dios dentro del alma. Sea vuestro pecho de bondades nido, No ambicionéis lo que ninguno alcanza, Coronad el perdón con el olvido Y la austera virtud con la esperanza. Sin dar culto a los frívolos placeres Que la pureza vuestra frente ciña, Buscad alma de niña en las mujeres Y buscad alma de ángel en la niña. Nadie nace a la infamia condenado, Nadie hereda la culpa de un delito, Nunca para ser siervas del pecado Os disculpéis clamando: estaba escrito. ¡Existir es luchar! No es infelice Quien luchando, de espinas se corona; Abajo, todo esfuerzo se maldice, Arriba, toda culpa se perdona. Se apaga la ilusión cual lumbre fatua Y la hermosura es flor que se marchita; La mujer sin piedad es una estatua Dañosa al mundo y del hogar proscrita. No fijéis en el mal vuestras pupilas Que víbora es el mal que todo enferma, Y haced el bien para dormir tranquilas Cuando yo triste en el sepulcro duerma. Nunca me han importado en este suelo Renombre, aplausos, oropeles, gloria: Procurar vuestro bien, tal es mi anhelo; Amaros y sufrir tal es mi historia. Cuando el sol de mi vida tenga ocaso Recordad mis consejos con ternura, Y en cada pensamiento, en cada paso, Buscad a Dios tras de la inmensa altura. Yo anhelo que, al morir, por premio santo, Tengan de vuestro amor en los excesos: Las flores de mi tumba vuestro llanto, Las piedras de mi tumba vuestros besos.
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Eu não tenho procurado o amor, Mas espero que ele me ache. Seja na praia, ou na colina. Em dias de chuva ou de Sol, Em uma esquina qualquer. Quem sabe em uma praça. Em algum momento inesperado, Que chegue e me surpreenda. Tal como um presente. Mas eu não vou procurar o amor...
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Mar 4, 2013
Mar 4, 2013 at 9:45 AM UTC
Untitled
assim nomearam essa distância esse ansiar essa releitura do paradoxo de Zenão encontrar, sem procurar e perder por não conhecer o que se achou Se não existe amor em SP Viver na cidade grande É sobreviver cercado; É padecer de solidão.
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Jul 1, 2015
Jul 1, 2015 at 6:11 PM UTC
Platônico
mergulho no vazio do abismo, na solidão que se esconde nesta vida. vagueio pelas sombras da noite e tropeço no frio que irradia das silhuetas de um novo dia. procuro a esperança ao virar da esquina. procuro na ilusão esta minha condição o desejo de recomeçar a alegria de procurar o que se esconde na avenida neste destino incerto que é a vida.
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Aug 24, 2015
Aug 24, 2015 at 6:46 AM UTC
Ilusão
mergulho no vazio do abismo, na solidão que se esconde nesta viela. vagueio pelas sombras da noite e tropeço no frio que irradia das silhuetas de um novo dia. procuro a esperança ao virar da esquina. procuro na ilusão esta minha condição o desejo de recomeçar a alegria de procurar o que se esconde na avenida neste destino incerto que é a vida.
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Aug 4, 2015
Aug 4, 2015 at 5:16 AM UTC
Procurando
Roça o mundo enquanto cais Era tudo cinza demais Sem mal em fugir As nuvens cegam-me Tudo enovoado Quero ver as flores do jardim Sentir o que não tenho As cores a enrolarem-me num abraço Sentir aroma a alecrim Não sou cobarde Mas procuro coragem Para libertar-me dos medos Dos receios, dos nervos E procurar o sol Ser guiada por ele E mesmo que caia em devaneios Em novos receios Saber voltar ao lugar Onde posso ver o jardim Sentir o abraço das cores E cheirar o alecrim.
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Aug 16, 2021
Aug 16, 2021 at 5:58 PM UTC
Jardim.
pedaços de sujeira enfiados embaixo das unhas sobre um vento quente passado metade de janeiro. e os olhos ardidos observando com toda calma a tela branca acinzentada e retangular. narizes que coçam em momentos impróprios e cães que aguardam pacientemente mãos de pele em seus pelos sujos de poeira. os pelos da coxa pintados de loiro falsificado brilham na luz do abajur como purpurina no carnaval de Recife. e aqueles fios de cabelo teimosos que caem sobre o ombro tocando a derme queimada pelo sol que por consequência, os dedos impacientes não cansam de procurar para então removê-los.
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Jan 17, 2018
Jan 17, 2018 at 7:04 PM UTC
descasco um pedaço de molho ressacado sobre a mesa
¡Que tenga yo, Señor, atrevimiento (¿quién me lo oye decir que no se espanta?) de procurar con los pecados míos agotar tu piedad o tu tormento! La lengua se me pega a la garganta; agua a mis ojos falta, a mi voz bríos; nada me desengaña; el mundo me ha hechizado. ¿Dónde podré esconderme de tu saña, sin que el rastro que deja mi pecado, por dondequiera que mis pasos llevo, no me descubra a tu rigor de nuevo?
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Salmo iv