Hello Poetry
Submit your work and get some sparkles! Create free account
"pensa" poems
La donzelletta vien dalla campagna, In sul calar del sole, Col suo fascio dell'erba; e reca in mano Un mazzolin di rose e di viole, Onde, siccome suole, Ornare ella si appresta Dimani, al dì di festa, il petto e il crine. Siede con le vicine Su la scala a filar la vecchierella, Incontro là dove si perde il giorno; E novellando vien del suo buon tempo, Quando ai dì della festa ella si ornava, Ed ancor sana e snella Solea danzar la sera intra di quei Ch'ebbe compagni dell'età più bella. Già tutta l'aria imbruna, Torna azzurro il sereno, e tornan l'ombre Giù dà colli e dà tetti, Al biancheggiar della recente luna. Or la squilla dà segno Della festa che viene; Ed a quel suon diresti Che il cor si riconforta. I fanciulli gridando Su la piazzuola in frotta, E qua e là saltando, Fanno un lieto romore: E intanto riede alla sua parca mensa, Fischiando, il zappatore, E seco pensa al dì del suo riposo. Poi quando intorno è spenta ogni altra face, E tutto l'altro tace, Odi il martel picchiare, odi la sega Del legnaiuol, che veglia Nella chiusa bottega alla lucerna, E s'affretta, e s'adopra Di fornir l'opra anzi il chiarir dell'alba. Questo di sette è il più gradito giorno, Pien di speme e di gioia: Diman tristezza e noia Recheran l'ore, ed al travaglio usato Ciascuno in suo pensier farà ritorno. Garzoncello scherzoso, Cotesta età fiorita È come un giorno d'allegrezza pieno, Giorno chiaro, sereno, Che precorre alla festa di tua vita. Godi, fanciullo mio; stato soave, Stagion lieta è cotesta. Altro dirti non vò; ma la tua festa Ch'anco tardi a venir non ti sia grave.
0
2.1k
Il sabato del villaggio
La donzelletta vien dalla campagna, In sul calar del sole, Col suo fascio dell'erba; e reca in mano Un mazzolin di rose e di viole, Onde, siccome suole, Ornare ella si appresta Dimani, al dì di festa, il petto e il crine. Siede con le vicine Su la scala a filar la vecchierella, Incontro là dove si perde il giorno; E novellando vien del suo buon tempo, Quando ai dì della festa ella si ornava, Ed ancor sana e snella Solea danzar la sera intra di quei Ch'ebbe compagni dell'età più bella. Già tutta l'aria imbruna, Torna azzurro il sereno, e tornan l'ombre Giù dà colli e dà tetti, Al biancheggiar della recente luna. Or la squilla dà segno Della festa che viene; Ed a quel suon diresti Che il cor si riconforta. I fanciulli gridando Su la piazzuola in frotta, E qua e là saltando, Fanno un lieto romore: E intanto riede alla sua parca mensa, Fischiando, il zappatore, E seco pensa al dì del suo riposo. Poi quando intorno è spenta ogni altra face, E tutto l'altro tace, Odi il martel picchiare, odi la sega Del legnaiuol, che veglia Nella chiusa bottega alla lucerna, E s'affretta, e s'adopra Di fornir l'opra anzi il chiarir dell'alba. Questo di sette è il più gradito giorno, Pien di speme e di gioia: Diman tristezza e noia Recheran l'ore, ed al travaglio usato Ciascuno in suo pensier farà ritorno. Garzoncello scherzoso, Cotesta età fiorita È come un giorno d'allegrezza pieno, Giorno chiaro, sereno, Che precorre alla festa di tua vita. Godi, fanciullo mio; stato soave, Stagion lieta è cotesta. Altro dirti non vò; ma la tua festa Ch'anco tardi a venir non ti sia grave.
Continue reading...
51
Soterrados locais de nascimento, Por entre as brumas do chorar ficaram Perdidos neste Tempo que não tem espaço Achados no centro do Lodo que encontraram. Espécie de dor ridicularizado ao Poente Loucura mórbida de um Amor quase doente Pisados por uma crença animal Enganados por uma vida que não é real. E aqueles que com uma corda fazem o seu caminho E na árvore penduram a sua alma devagarinho Morte lenta para quem a tem Muito Rápida para quem a vê. E não sabemos nos que também morremos aos poucos A cada dia perdemos um pedaço de carne do Ser Por cada noite gasta um turbilhão de vidas por nascer. E se somos a carne do pobre pensante Achemo-nos dignos de crer na inexistência do senhor Que pensa que nos tem mais que amor Que nos da e tira o fôlego só por crer. E na missa ajoelhados os pobres coitados Rezando cada um para a a sua amargura Filhos de um pai que não os segura Descendentes dos filhos da Terra, mortais. E aos *** elevam os braços por Ele E matam e esfolam os seus irmãos em seu nome E dizem que ele é Amor, e paz, e compaixão E por pecarem e errarem pedem perdão. E esta vida a que condenados somos Sem pedirmos o nascer nem o morrer Vamos todos em fila para a câmara ardente Não vendo nunca o nosso expoente. Procuramos o eterno sentir e o poder Não sabendo realmente o que é viver E a cada fôlego perdemos as forças E a esperança num futuro sossega-nos a morte. E para aqueles que iluminado esta o caminho A morte é mais rápida que o dia A luz mostra a direcção a tomar E o sentido da rua é ficar sem Ar. Definhar.
0
Jul 7, 2012
Jul 7, 2012 at 9:07 PM UTC
Definhar
Soterrados locais de nascimento, Por entre as brumas do chorar ficaram Perdidos neste Tempo que não tem espaço Achados no centro do Lodo que encontraram. Espécie de dor ridicularizado ao Poente Loucura mórbida de um Amor quase doente Pisados por uma crença animal Enganados por uma vida que não é real. E aqueles que com uma corda fazem o seu caminho E na árvore penduram a sua alma devagarinho Morte lenta para quem a tem Muito Rápida para quem a vê. E não sabemos nos que também morremos aos poucos A cada dia perdemos um pedaço de carne do Ser Por cada noite gasta um turbilhão de vidas por nascer. E se somos a carne do pobre pensante Achemo-nos dignos de crer na inexistência do senhor Que pensa que nos tem mais que amor Que nos da e tira o fôlego só por crer. E na missa ajoelhados os pobres coitados Rezando cada um para a a sua amargura Filhos de um pai que não os segura Descendentes dos filhos da Terra, mortais. E aos *** elevam os braços por Ele E matam e esfolam os seus irmãos em seu nome E dizem que ele é Amor, e paz, e compaixão E por pecarem e errarem pedem perdão. E esta vida a que condenados somos Sem pedirmos o nascer nem o morrer Vamos todos em fila para a câmara ardente Não vendo nunca o nosso expoente. Procuramos o eterno sentir e o poder Não sabendo realmente o que é viver E a cada fôlego perdemos as forças E a esperança num futuro sossega-nos a morte. E para aqueles que iluminado esta o caminho A morte é mais rápida que o dia A luz mostra a direcção a tomar E o sentido da rua é ficar sem Ar. Definhar.
Continue reading...
40
Ribaciami in uno stelo di amore e pensa alla giovinezza che mi prende e mi ha lasciato sola per lunghi anni.
0
1.5k
Ribaciami
Nós e a universo O futuro será o que a mente pensa, Procuro resposta ao meu passado, Do meu interior rebuscado, Acção e boa esperança…. Fecham-se janelas, portas se abrem, Com boas razões e motivos, Estradas direitas e por vezes tortas, Pensamentos sempre positivos. O ser humano se fustiga e consome, As estrelas, as montanhas e o mar, Sentem o seu próprio nome, Nós somos navegadores sem navegar…. Victor Marques
0
Dec 10, 2009
Dec 10, 2009 at 10:45 PM UTC
NÓS E O UNIVERSO
Acorda e já não sabe quem é, mas que diferença faz quando não se quer ser alguém? O cigarro queima enquanto pensa em respostas para a vida, meio dia. A fumaça preenche o vazio e alivia a ânsia que as dúvidas causam, enjoada pela própria ignorância, por mais que tente saber tudo, não sabe nada. Então percebe todas as pessoas indo aos seus destinos, como fantasmas, ninguém as nota, nem elas mesmas, é tudo automático e ninguém realmente sabe o que está fazendo. Qualquer obstáculo no caminho para o trabalho é razão para dizer que o dia foi terrível, pois digo que terrível é fazer o mesmo caminho todos os dias, voltar para casa e receber o olhar frio das pessoas que também tiveram um dia "terrível". O cigarro está quase no fim e acende outro logo em seguida, morrer cedo não é problema para alguém assim, então pensa em por que as pessoas querem envelhecer se todos os dias delas são iguais, semanas redundantes que se transformam em anos redundantes, vidas irrelevantes. Todos estão correndo para pagar seus impostos, todos estão preocupados em comprar móveis novos para suprir uma casa cheia de solidão. Uma televisão enorme ligada para o nada, fingir que não estamos sozinhos. Todos com tanto medo de irem contra o fluxo, gente desinteressante que acha o interessante esquisito. Gente que morre sem ler poesia.
0
Aug 22, 2014
Aug 22, 2014 at 8:53 AM UTC
A Mesmice de Dias Diferentes
Quando cansado da noite e do singelo dia, Do uivar do lobo e cantar da cotovia. Ousar amar,  contemplar a luz que nos guia. Quando alguém te perguntar  donde vens, Deixa de ser tu , de ser ninguém , Mas responde com um sorriso de tua MÃE. Quando a vida te parecer  que já não existe, Quando o alegre anda sempre triste. E tu fazes perguntas sem nunca ter resposta, O amor que temos por tudo se  desvanece. Mas alguém te pergunta donde vens, Caminhas num horizonte que nos exorta. Responde com o amor de tua Mae ... E neste mundo em que seres te perguntam  com curiosidade, Diz que alguém pensa e escreve com alma e pluralidade, Que  vive no mundo sem tempo , nem idade, Mas a sua escrita fica para a posterioridade. E Se alguém te perguntar donde és e o que tens , Responde com o calor e amor de tua Mae . Victor Marques
0
Jan 5, 2017
Jan 5, 2017 at 2:01 PM UTC
QUANDO ALGUÉM TE PERGUNTAR DONDE VENS
Fable XV, Livre I. Pauvre Turc ! qu'il est bon ! le charmant caractère ! S'écriait un enfant en promenant sa main Sur un dogue enchaîné qui, dit-on, par dédain, Impunément le laissait faire. Vilain Fox ! comme il est méchant ! Dit un moment après le même personnage, Agaçant un barbet qui, malgré maint outrage, Mordait à peine en se fâchant. Papa, c'est celui-ci qu'il faut mettre à la chaîne ; L'autre, dans la maison, doit errer librement. Le père avait la tête saine, Et pensa tout différemment. - Mon enfant, moins de promptitude, À porter condamnation ! Tu juges sur une action ; Il faut juger sur l'habitude. Différons donc, si tu m'en crois, De rien changer à l'ancien ordre ; Car si Fox a mordu, c'est la première fois ; C'est la première aussi que Turc cesse de mordre.
0
948
L'enfant et les deux chiens
Sinto a necessidade de ter calor humano, Por puro conforto, De sentir o meu corpo absorto. Necessidade tão intensa e imensa Longe do que se pensa, Longe de qualquer dano. O vento ouve-me, benevolente, O que vai na alma. Das palavras que correm na mente, Traz a minha outra metade na sua palma Para a alegria tomar conta da calma. Reparo no meu cabelo a voar, Nos meus dedos a moldar As linhas do horizonte. E tento retratar, magicar e afeiçoar A imagem que tenho de ti na fonte. Aproximo-me em passo na calada E os meus olhos aborvem cada camada Que no meu ver emerge. Tudo diverge Pois apareceste tu. O meu coração acelera Calmo noutra era. Num ápice lento Num rápido murmúrio Olho-te com um muito atento. Procuro fugir do teu olhar, Com o sangue a ferver, Com a cara a escaldar Cansada desta fuga por resolver: É aqui que vou ficar.
0
May 16, 2014
May 16, 2014 at 7:43 AM UTC
Amor na calada
Percorri a tua alma, Na noite, na calma. Esperei por ti, nada, Fico aqui, abalada. Prezo para que chegues, Que chegues e me aconchegues. Rebeldia à tua maneira, Junto da luz da fogueira. Sente o toque da areia, Pensa nela como uma odisseia. Lembra-te da felicidade, Em ver o mar, na pura cumplicidade. O pôr-do-sol se instala, Ninguém tenta soltar a fala. Prendo-me a ti, Tal como antevi. Solto a mente, livre do inconsciente. Toque de lábios, O caminho, esse é de sábios.
0
May 28, 2014
May 28, 2014 at 5:55 PM UTC
Rimas galopantes de amor encantado
Sono qua rinchiuso Di pensieri affranto Senza coscienza alcuna Di potere il vanto Volgo i miei sguardi vuoti Occhi senza sguardo Voglio sentire ora Voci, sussurri, suoni Chiedo a me stesso vivo Dove guardare ancora Chiudo i miei occhi alfine Respiro in affanno Mi calmo, sento, ascolto Dentro di me un canto Ti ** trovata infine Musa del mio creare Cuore che pensa lieve Un pensiero, un incanto.
0
835
Pensiero
Le dicevano: - Bambina! Che tu non lasci mai stesa, dalla sera alla mattina, ma porta dove l'hai presa, la tovaglia bianca, appena ch'è terminata la cena! Bada, che vengono i morti! I tristi, i pallidi morti! Entrano, ansimano muti. Ognuno è tanto mai stanco! E si fermano seduti la notte intorno a quel bianco. Stanno lì sino al domani, col capo tra le due mani, senza che nulla si senta, sotto la lampada spenta. - È già grande la bambina: la casa regge, e lavora: fa il bucato e la cucina, fa tutto al modo d'allora. Pensa a tutto, ma non pensa a sparecchiare la mensa. Lascia che vengano i morti, i buoni, i poveri morti. Oh! la notte nera nera, di vento, d'acqua, di neve, lascia ch'entrino da sera, col loro anelito lieve; che alla mensa torno torno riposino fino a giorno, cercando fatti lontani col capo tra le due mani. Dalla sera alla mattina, cercando cose lontane, stanno fissi, a fronte china, su qualche bricia di pane, e volendo ricordare, bevono lagrime amare. Oh! non ricordano i morti, i cari, i cari suoi morti! - Pane, sì... pane si chiama, che noi spezzammo concordi: ricordate?... È tela, a dama: ce n'era tanta: ricordi?... Queste?... Queste sono due, come le vostre e le tue, due nostre lagrime amare cadute nel ricordare! -.
0
912
La Tovaglia
Posso eu enlouquecer? Ou devo ficar aqui nesse mar morto esperando maremotos que me desloque para algum lugar qualquer distante dessa realidade. Devo eu continuar parada, incrustada? Sendo levada por essa sociedade que já não quer nada, que anda muito mal organizada. E se eu me exaltar? Sim, vão me julgar pois a maioria não irá acreditar numa alienada e solitária vida que só pensa em amar. Cabe a mim então, fantasiar, sonhar e crer no dia em que essa minha insanidade se transformará em realidade, fazendo com que os loucos, agora, não sejam mais poucos, e sim todos.
0
Jun 4, 2014
Jun 4, 2014 at 11:54 AM UTC
Devaneios de um ser
Nas palavras da mulher que viveu em 1910 Os "anos 80" eram 1880 E suas reclamações da nova Rússia eram tão atuais quanto as nossas Em meio a semi ditadura e intolerância política e religiosa Eu, que quase achei que estávamos progredindo e crescendo Esqueci que esse é o maior defeito dos seres humanos, o esquecimento Esquecer que isso tudo já aconteceu E vai acontecer de novo e de novo Mesmo eu, assim, maldizendo. Talvez uma ou outra coisa melhore Como disse um conhecido certa vez Mesmo que o mundo se afogue No consumismo, e exploda de vez Em puro esquecimento Afinal, você não pensa? Sim, sobre isso mesmo Sobre o sentido de tudo isso Em meio a minha juventude nunca entendi a complexidade desse pensamento Hoje, perdida entre sentimentos, compreendo Não é sobre o sentido da vida Mas sim de tudo do mundo Afinal o ser humano gosta de se ver como uma dádiva, uma criação Mas não pára para pensar na simples ocasião De ser fruto de um erro de equação
0
Apr 26, 2019
Apr 26, 2019 at 7:06 PM UTC
Ouroboros
Vedova, lavorò senza riposo per la bambina sua, per quel suo bene unico, da lo sguardo luminoso; per essa sopportò tutte le pene, per darle il pan si logorò la vita, per darle il sangue si vuotò le vene. - La bimba crebbe, come una fiorita di rose a maggio, come una sultana, da la materna idolatria blandita; e così piacque a un uom quella sovrana beltà, che al suo desio la volle avvinta, e sposa e amante la portò lontana!... ... Batte or la pioggia dal rovaio spinta ai vetri de la stanza solitaria ove la madre sta, tacita, vinta: schiude essa i labbri, quasi in cerca d'aria; ma pensa: "La diletta ora è felice... ". E, bianca al par di statua funeraria, quella sparita forma benedice.
0
755
La madre
La storia non si snoda come una catena di anelli ininterrotta. In ogni caso molti anelli non tengono. La storia non contiene il prima e il dopo, nulla che in lei borbotti a lento fuoco. La storia non è prodotta da chi la pensa e neppure da chi l'ignora. La storia non si fa strada, si ostina, detesta il poco a poco, non procede né recede, si sposta di binario e la sua direzione non è nell'orario. La storia non giustifica e non deplora, la storia non è intrinseca perché è fuori. La storia non somministra carezze o colpi di frusta. La storia non è magistra di niente che ci riguardi. Accorgersene non serve a farla più vera e più giusta. La storia non è poi la devastante ruspa che si dice. Lascia sottopassaggi, cripte, buche e nascondigli. C'è chi sopravvive. La storia è anche benevola: distrugge quanto più può: se esagerasse, certo sarebbe meglio, ma la storia è a corto di notizie, non compie tutte le sue vendette. La storia gratta il fondo come una rete a strascico con qualche strappo e più di un pesce sfugge. Qualche volta s'incontra l'ectoplasma d'uno scampato e non sembra particolarmente felice. Ignora di essere fuori, nessuno glie n'ha parlato. Gli altri, nel sacco, si credono più liberi di lui.
0
761
La Storia
Li osservo, questi uomini, educati ad altra vita che la mia: frutti d'una storia tanto diversa, e ritrovati, quasi fratelli, qui, nell'ultima forma storica di Roma. Li osservo: in tutti c'è come l'aria d'un buttero che dorma armato di coltello: nei loro succhi vitali, è disteso un tenebrore intenso, la papale itterizia del Belli, non porpora, ma spento peperino, bilioso cotto. La biancheria, sotto, fine e sporca; nell'occhio, l'ironia che trapela il suo umido, rosso, indecente bruciore. La sera li espone quasi in romitori, in riserve fatte di vicoli, muretti, androni e finestrelle perse nel silenzio. È certo la prima delle loro passioni il desiderio di ricchezza: sordido come le loro membra non lavate, nascosto, e insieme scoperto, privo di ogni pudore: come senza pudore è il rapace che svolazza pregustando chiotto il boccone, o il lupo, o il ragno; essi bramano i soldi come zingari, mercenari, puttane: si lagnano se non ce n'hanno, usano lusinghe abbiette per ottenerli, si gloriano plautinamente se ne hanno le saccocce piene. Se lavorano - lavoro di mafiosi macellari, ferini lucidatori, invertiti commessi, tranvieri incarogniti, tisici ambulanti, manovali buoni come cani - avviene che abbiano ugualmente un'aria di ladri: troppa avita furberia in quelle vene... Sono usciti dal ventre delle loro madri a ritrovarsi in marciapiedi o in prati preistorici, e iscritti in un'anagrafe che da ogni storia li vuole ignorati... Il loro desiderio di ricchezza è, così, banditesco, aristocratico. Simile al mio. Ognuno pensa a sé, a vincere l'angosciosa scommessa, a dirsi: "È fatta, " con un ghigno di re... La nostra speranza è ugualmente ossessa: estetizzante, in me, in essi anarchica. Al raffinato e al sottoproletariato spetta la stessa ordinazione gerarchica dei sentimenti: entrambi fuori dalla storia, in un mondo che non ha altri varchi che verso il sesso e il cuore, altra profondità che nei sensi. In cui la gioia è gioia, il dolore dolore.
0
789
Il desiderio di ricchezza del sottoproletariato romano
Li osservo, questi uomini, educati ad altra vita che la mia: frutti d'una storia tanto diversa, e ritrovati, quasi fratelli, qui, nell'ultima forma storica di Roma. Li osservo: in tutti c'è come l'aria d'un buttero che dorma armato di coltello: nei loro succhi vitali, è disteso un tenebrore intenso, la papale itterizia del Belli, non porpora, ma spento peperino, bilioso cotto. La biancheria, sotto, fine e sporca; nell'occhio, l'ironia che trapela il suo umido, rosso, indecente bruciore. La sera li espone quasi in romitori, in riserve fatte di vicoli, muretti, androni e finestrelle perse nel silenzio. È certo la prima delle loro passioni il desiderio di ricchezza: sordido come le loro membra non lavate, nascosto, e insieme scoperto, privo di ogni pudore: come senza pudore è il rapace che svolazza pregustando chiotto il boccone, o il lupo, o il ragno; essi bramano i soldi come zingari, mercenari, puttane: si lagnano se non ce n'hanno, usano lusinghe abbiette per ottenerli, si gloriano plautinamente se ne hanno le saccocce piene. Se lavorano - lavoro di mafiosi macellari, ferini lucidatori, invertiti commessi, tranvieri incarogniti, tisici ambulanti, manovali buoni come cani - avviene che abbiano ugualmente un'aria di ladri: troppa avita furberia in quelle vene... Sono usciti dal ventre delle loro madri a ritrovarsi in marciapiedi o in prati preistorici, e iscritti in un'anagrafe che da ogni storia li vuole ignorati... Il loro desiderio di ricchezza è, così, banditesco, aristocratico. Simile al mio. Ognuno pensa a sé, a vincere l'angosciosa scommessa, a dirsi: "È fatta, " con un ghigno di re... La nostra speranza è ugualmente ossessa: estetizzante, in me, in essi anarchica. Al raffinato e al sottoproletariato spetta la stessa ordinazione gerarchica dei sentimenti: entrambi fuori dalla storia, in un mondo che non ha altri varchi che verso il sesso e il cuore, altra profondità che nei sensi. In cui la gioia è gioia, il dolore dolore.
Continue reading...
54
Durante i giorni più freddi del potente inverno Pensa a una dolce primavera e sogna un'estate mite Durante le ore più dure della notte invernale Pensa ai fiori e sogna una piacevole luce del sole. Arriva la stagione, rimane un po' e poi fugge La vita attraversa un evento circolare come l'ape Come i raggi di luna che danzano attorno a Madre Terra Per incantarla, abbracciarla e baciarla a morte. Nel mezzo del profondo inverno, pensa a una primavera divina E sogna giornate estive luminose e afose Non sentirti mai disperato e pessimista per nulla. Giorni migliori e notti gloriose sono sempre in arrivo Rimani positivo e resiliente finché la tua testa è presente Pensa e sogna un sole più caldo. Copyright © gennaio 2025, Hébert Logerie, Tutti i diritti riservati Hébert Logerie è autore di diversi libri di poesie.
0
Jan 15, 2025
Jan 15, 2025 at 1:20 AM UTC
Pensando A Una Primavera Divina
Udii tra il sonno le ciaramelle, ** udito un suono di ninne nanne. Ci sono in cielo tutte le stelle, ci sono i lumi nelle capanne. Sono venute dai monti oscuri le ciaramelle senza dir niente; hanno destata nè suoi tuguri tutta la buona povera gente. Ognuno è sorto dal suo giaciglio; accende il lume sotto la trave; sanno quei lumi d'ombra e sbadiglio, di cauti passi, di voce grave. Le pie lucerne brillano intorno, là nella casa, qua su la siepe: sembra la terra, prima di giorno, un piccoletto grande presepe. Nel cielo azzurro tutte le stelle paion restare come in attesa; ed ecco alzare le ciaramelle il loro dolce suono di chiesa; suono di chiesa, suono di chiostro, suono di casa, suono di culla, suono di mamma, suono del nostro dolce e passato pianger di nulla. O ciaramelle degli anni primi, d'avanti il giorno, d'avanti il vero, or che le stelle son là sublimi, conscie del nostro breve mistero; che non ancora si pensa al pane, che non ancora s'accende il fuoco; prima del grido delle campane fateci dunque piangere un poco. Non più di nulla, sì di qualcosa, di tante cose! Ma il cuor lo vuole, quel pianto grande che poi riposa, quel gran dolore che poi non duole; sopra le nuove pene sue vere vuol quei singulti senza ragione: sul suo martòro, sul suo piacere, vuol quelle antiche lagrime buone!
0
752
Le Ciaramelle
¿Qué pensas? Decime Veo tu mirada divagar, se que estas pensando en eso ¿Por qué no me lo decis? Quiero escucharlo de vos, no tener que imaginarlo mucho menos descifrarlo Decime, ¿qué pensas? Espero que sea en mi
0
Apr 4, 2015
Apr 4, 2015 at 9:25 PM UTC
Pensa en Mi
kuxaku: mi ta kom sif da moshisolo ando felota, felota, felota naterash wit pensating mi fo wa Belte mogut. depelesh mi wanya go; im wa pelesh sefesowng wit sownte mali unte tim fo kopeng mi fo sasa du amolof foriya. depelesh kopeng mi kang sasa feriting fo kowlmang unte imalowda malimang amash mi ando felota unte mi gonya pensa fo wa Belte wit feriting.
0
Jan 9, 2021
Jan 9, 2021 at 7:30 PM UTC
Utopian Wishes (in Belter Creole, the language in the show The Expanse)
a costela dele quebrada. mal podia ficar reto. dela só se sabe que ficou impressionada quando ele se curou. um momento rápido passou e ela percebeu que se sentava torta. e lembrou dele. privilégio que os ossos dela estavam no lugar. coluna, costela, fêmur. ainda jovens. senti culpa e a vontade de escrever tudo isso. não se pode perder momentos de paz, onde normalmente se encontra o conformismo da decadência. triste isso: só se sentir melhor quando se compara a algo pior. frases curtas pois pensa que fala demais e às vezes acha que pensa demais, quase vomitando coisas que não deveria. sim. sou eu. escrevo. que insegurança chata. vontade de falar pra todo mundo. era bem sobre isso que eu tava falando.
0
Oct 25, 2017
Oct 25, 2017 at 5:08 PM UTC
costela
fiz de difícil mas foi fácil me amolecer. o tempo conseguiu deixar fraco toda resistência que as feridas demoraram pra fazer virar cascas. e o que foi construído logo depois parecia certo, parecia um sonho que só se via em filmes, parecia que podia durar toda uma eternidade no seu devido potinho de conserva. minha mãe sempre falou, na verdade todo mundo pensa mas tem medo de falar alto - nada dura pra sempre, uma hora as coisas só se acabam. teimosia é um nome bom. vou usar pra escrever talvez. ando tão cansada. cansada só de pensar e não chegar em lugar nenhum. eu acho que não quero mais escrever mas também acho que eu quero muito escrever. não sei o que eu quero. nada dura. talvez era isso que queria mostrar pra mim antes de dormir.
0
Nov 21, 2017
Nov 21, 2017 at 9:42 PM UTC
pra escrever até cansar
à son arrivée, il était pragmatique il envisagea de passer la journée, pas plus ; partir le soir puis il se confia à lui-même, se convainquit qu’il partira sûrement le lendemain à l’aube mais, trois jours plus **** il se trouva au même endroit bref il sentit qu'il y avait une sorte de contact inespéré entre elle et lui un contact physique certain un contact physique à travers multiples échanges de regards autour de la table de bois, verre à la main, il me divulgua : « j'aime quand elle me regarde intensément et longuement du vert intense de ses iris, telle une jungle luxuriante j’aime quand elle me voit, me vise, m’atteint comme si elle touchait mon âme plus fort, comme si elle me démasquait en quelques clignements de paupières et, quelques cils qui se perdent » une telle intensité de regard et si proche de son visage lui donnait envie de se pencher vers elle et de l'embrasser il pensa à de nombreuses différentes manières de s'exécuter, moments opportuns au romantisme même, il voulait juste trouver la meilleure façon apparurent des centaines de scénarios parcourant ses esprits au point que certaines idées s’échappèrent même et des pensées qui l’arrêteront « est-ce son genre d’embrasser un mortel qu'elle sait partira dans deux jours ? moi, je l'aimerais tellement je veux être proche d'elle, mais je n'ai honnêtement aucune attente réelle ce sont juste des désirs cachés j'aimerais tellement que quelque chose se passe qu'un rapprochement se fasse, qu'une histoire s'écrive » or, rien ne s’écrivit à part une histoire surgissant de nouveau le soir d’une nuit étoilée autour d’une table de bois, verre à la main en compagnie d’un inconnu
0
Jan 15, 2025
Jan 15, 2025 at 10:38 AM UTC
L’homme qui me conta ses récents désirs cachés, sentiments inavoués et presque ses regrets
à son arrivée, il était pragmatique il envisagea de passer la journée, pas plus ; partir le soir puis il se confia à lui-même, se convainquit qu’il partira sûrement le lendemain à l’aube mais, trois jours plus **** il se trouva au même endroit bref il sentit qu'il y avait une sorte de contact inespéré entre elle et lui un contact physique certain un contact physique à travers multiples échanges de regards autour de la table de bois, verre à la main, il me divulgua : « j'aime quand elle me regarde intensément et longuement du vert intense de ses iris, telle une jungle luxuriante j’aime quand elle me voit, me vise, m’atteint comme si elle touchait mon âme plus fort, comme si elle me démasquait en quelques clignements de paupières et, quelques cils qui se perdent » une telle intensité de regard et si proche de son visage lui donnait envie de se pencher vers elle et de l'embrasser il pensa à de nombreuses différentes manières de s'exécuter, moments opportuns au romantisme même, il voulait juste trouver la meilleure façon apparurent des centaines de scénarios parcourant ses esprits au point que certaines idées s’échappèrent même et des pensées qui l’arrêteront « est-ce son genre d’embrasser un mortel qu'elle sait partira dans deux jours ? moi, je l'aimerais tellement je veux être proche d'elle, mais je n'ai honnêtement aucune attente réelle ce sont juste des désirs cachés j'aimerais tellement que quelque chose se passe qu'un rapprochement se fasse, qu'une histoire s'écrive » or, rien ne s’écrivit à part une histoire surgissant de nouveau le soir d’une nuit étoilée autour d’une table de bois, verre à la main en compagnie d’un inconnu
Continue reading...
37
Os meus pensamentos são rápidos e ferozes Mas a minha voz ainda enfraquece Pernas tremem com o vento O meus lábios cerram-se envergonhados Dizer ou não dizer Mostrar ou esconder O facilitismo que provém da irracionalidade Dá me enjoos matinais Deixa andar diz ela Mas a mim só me apetece fugir Gostava de saber esconder mais Para mostrar-te menos Sei que aí irias perceber-me melhor Mostrar uma faceta falsa Para aquilo que é verdadeiro se diminuir Queria que ficasses mais tempo Para que eu te possa ignorar um pouco mais de manhã
0
Jun 7, 2020
Jun 7, 2020 at 6:51 AM UTC
Pensa Mentes
La chambre, as-tu gardé leurs spectres ridicules, Ô pleine de jour sale et de bruits d'araignées, La chambre, as-tu gardé leurs formes désignées Par ces crasses au mur et par quelles virgules ! Ah fi ! Pourtant, chambre en garni qui te recules En ce sec jeu d'optique aux mines renfrognées Du souvenir de trop de choses destinées, Comme ils ont donc regret aux nuits, aux nuits d'Hercules ? Qu'on l'entende comme on voudra, ce n'est pas ça. Vous ne comprenez rien aux choses, bonnes gens Je vous dis que ce n'est pas ce que l'on pensa. Seule, ô chambre qui fuis en cônes affligeants Seule, tu sais ! mais sans doute combien de nuits De noce auront dévirginé leurs nuits depuis !
0
309
Le poète et la muse