"pecados" poems
Conocí a un millonario.
Era estanciero, rey
de llanuras grises
en donde se perdían
los caballos.
Paseábamos su casa,
sus jardines,
la piscina con una torre blanca
y aguas
como para bañar a una ciudad.
Se sacó los zapatos,
metió los pies
con cierta
severidad sombría
en la piscina verde.
No sé por qué
una a una
fue descartando
todas sus mujeres.
Ellas
bailaban en Europa
o atravesaban rápidas la nieve
en trineo, en Alaska.
S. me contó cómo
cuando niño
vendía diarios
y robaba panes.
Ahora sus periódicos
asaltaban las calles temblorosas,
golpeaban a la gente con noticias
y decían con énfasis
sólo sus opiniones.
Tenía bancos, naves,
pecados y tristezas.
A veces con papel,
pluma, memoria,
se hundía en su dinero,
contaba,
sumando, dividiendo,
multiplicando cosas,
hasta que se dormía.
Me parece
que el hombre nunca
pudo salir de su riqueza
-lo impregnaba,
le daba
aire, color abstracto-,
y él se veía
adentro
como un molusco ciego
rodeado
de un muro impenetrable.
A veces, en sus ojos,
vi un fuego
frío, lejos,
algo desesperado que moría.
Nunca supe si fuimos enemigos.
Murió una noche
cerca de Tucumán.
En la catástrofe
ardió su poderoso Rolls
como cerca del río
el catafalco
de una
religión oscura.
Yo sé
que todos
los muertos son iguales,
pero no sé, no sé,
pienso
que aquel
hombre, a su modo, con la muerte
dejó de ser un pobre prisionero.
2.4k
Graças a Deus
Você deve agradecer a criação de Deus?
Como um ser humano humilde Estou sempre grato a tudo que meus olhos podem ver e minha mente pode ou não poder entender.
Vejo a vida como um presente muito precioso. Não me pergunte porquê, cada pessoa é que deve ver e abrir os olhos para todas as belezas da natureza, do universo.
A Criação de Deus é cheia de amor e carinho. O homem nunca vai ser melhor que nosso Senhor no espírito do verdadeiro amor. Seu Filho Jesus
morreu pelos nossos pecados.
Dias virão e a mortalidade permanecerá como o grande segredo para a espécie humana. Novas descobertas mostram o poder do Espírito Santo.
Como um verdadeiro crente eu vejo Deus como amigo, como uma luz que está sempre ligada, como o melhor arquiteto que planeou o mundo e fez isso de uma forma esplêndida.
Quando eu semeio sementes não consigo ver nada. Eu me preocupo com as sementes, coloco a água, trato tudo com carinho e acredito verdadeiramente que a época da colheita virá como uma recompensa. Deus deu tudo para o homem. A cada momento peço paz, o respeito e o amor verdadeiro por toda a criação de Deus.
Eu sou abençoado por me dedicar ao cultivo de uvas no Vale do Douro. Bendigo Deus pela minha família, amigos e por ter Deus todo o tempo na minha vida. Estou sempre grato por tudo o que rodeia no Espírito da criação de Deus.
Amor á natureza ao Universo, amando cada ser humano como Deus ama será o ideal de toda a criação.
Deus abençoe a todos
Victor Marques
May 30, 2014
May 30, 2014 at 2:16 PM UTC
Yo quiero ser la otra:
La que escondes de noche,
La de paseos en coche,
La de cosas prohibidas,
Quiero ser la querida:
Por siempre tu derroche,
Cómplice en tus huidas,
La que lame tus heridas
Y sabe mirarte a los ojos
(Cuando ni tú mismo te reconoces,)
Jamás ser la oficial,
Ni la de la silla presidencial,
Ni la santísima catedral,
Yo:
Yo quiero ser templo escondido,
En medio de la sombra del suplicio,
A donde llegas hambriento y cansado
A ofrecer tu sacrificio,
Tu amor
Sin derechos, ni beneficios...
Caemos lentamente al precipicio,
Donde dicen que de allá uno jamás vuelve,
Una sombra roja nos envuelve,
Dicen que ahí es donde los pecados se absuelven,
Ahí, donde te conocí,
En ese bar de mala muerte,
De la mano de aquel con el alma rota...
Yo quiero ser la otra.
Oct 3, 2016
Oct 3, 2016 at 4:11 AM UTC
Nasceste para mim
Nos altares sagrados pousam brancas pombas,
Nasceste entre as mais belas flores.
A tua frescura enlace das minhas loucuras,
Rouxinóis com penas de várias cores.
Beijo os teus lábios toda a vida,
Bendito Outono que te trouxe.
Olhos castanhos tão doces,
Nasceste para mim minha querida.
A lua dorme sem minha companhia,
Os anjos cantam vestidos de branco,
Nasceste para mim com alegria,
Tão suave é teu canto.
Vejo-te neste espelho aberto,
Os pecados eu sinto,
Amor terno, distinto,
Nasceste para mim no deserto.
Victor Marques
Oct 26, 2010
Oct 26, 2010 at 9:53 AM UTC
Como el viento sopla las hojas
Como los peces sueñan el mar.
Así me compongo yo.
Me muevo con la lluvia de risas
Me muevo con la brisa que canta.
Así me desplazo yo.
Hecha del tambor de mis tierras
Hecha de la bomba y la plena
Así me formo yo.
Vivo por la poesía en prosa
Vivo por tu mirada embriagadora
Así vivo yo.
Curveada y pequeña
Blanca como la arena.
Así era yo.
Décadas han pasado
Amores, vino y mil pecados.
Aún sigo siendo yo
Sep 16, 2015
Sep 16, 2015 at 9:51 PM UTC
Sentimentos que se cruzam ao acaso,
Carinho sonolento do fado,
Pastagens com verde intransigente,
Pastagens do amor verdejante.
Emboscadas de devotos amores,
Amor de eternos pensadores,
Remoinhos de rios tricolores,
Rounxinois cantadores.
Olhares sentidos, maltratados,
Colher frutas amadurecidas,
Colher flores floridas,
Amor dos meus pecados.
Noites sem dormir ou ter sono,
Amor ao luar ao abandono,
Cavalos brancos com passo certo,
Amor nu num ceu aberto.
Vic Ale
Jun 24, 2010
Jun 24, 2010 at 3:15 AM UTC
A medida que nos aproximamos
las piedras se van dando mejor.
Desnudo, anacorético,
las ventanas idénticas entre sí,
como la vida de sus monjes,
el Escorial levanta sus muros de granito
por los que no treparán nunca los mandingas,
pues ni aún dentro de novecientos años.
hallarán una arruga donde hincar
sus pezuñas de azufre y pedernal.
Paradas en lo alto de las chimeneas,
las cigüeñas meditan la responsabilidad
de ser la única ornamentación del monasterio,
mientras el viento que reza en las rendijas
ahuyenta las tentaciones que amenazan
entrar por el tejado.
Cencerro de las piedras que pastan
en los alrededores,
las campanas de la iglesia
espantan a los ángeles
que viven en su torre
y suelen tomarlos de improviso,
haciéndoles perder alguna pluma
sobre el adoquinado de los patios.
¡Corredores donde el silencio tonifica
la robustez de las columnas!
¡Salas donde la austeridad es tan grande,
que basta una sonrisa de mujer
para que nos asedien los pecados de Bosch
y sólo se desbanden en retirada
al advertir que nuestro guía
es nuestro propio arcángel,
que se ha disfrazado de guardián!
Los visitantes,
la cabeza hundida entre los hombros
(así la Muerte no los podrá agarrar
como se agarra a un gato),
descienden a las tumbas y al pudridero,
y al salir,
perciben el esqueleto de la gente
con la misma facilidad
con que antes les distinguían la nariz.
Cuando una luna fantasmal
nieva su luz en las techumbres,
los ruidos de las inmediaciones
adquieren psicologías criminales,
y el silencio
alcanza tal intensidad,
que se camina
como si se entrara en un concierto,
y se contienen las ganas de toser
por temor a que el eco repita nuestra tos
hasta convencernos de que estamos tuberculosos.
¡Horas en que los perros se enloquecen de soledad
y en las que el miedo
hace girar las cabezas de las lechuzas y de los hombres,
quienes, al enfrentarnos,
se persignan bajo el embozo
por si nosotros fuéramos Satán!
1.3k
S. Martinho
Os sonhos que se sonham acordados,
Altares de santos beatificados.
Amargos de boca, leitos maltratados,
S. Martinho quero beber o vinho com prazer,
De manhã até ao anoitecer,
Afogar mágoas e pecados.
Desde pequeno que ouço falar de Ti,
Com bom vinho o povo ri…!
Vinho maduro por Ti e DEUS abençoado,
Vinho da mesa de Jesus crucificado…
Paixão de degustar e bem apreciar,
Perder – me no encanto de o decantar.
Castanhas e vinho todo bebido,
S. Martinho alegre e divertido.
Victor Marques
Nov 6, 2012
Nov 6, 2012 at 2:18 PM UTC
Oh grandes símbolos misteriosos
Outrora por vós fascinado fui
Mas a dúvida por minhas veias ainda flui
como águas correntes de rios fervorosos
Queria respostas evidentes e claras
Banhem-nos, rogo, em frias águas
Pois as humanas mentes ignaras
São perdidas na ilusão que as afaga
O que somos é pura hipnose
Quero ver com meus próprios olhos a gnose
Daquilo que a ciência não provou
Imploro, então, por saber quem de fato sou!
Provei do doce, o ácido veneno
que meu corpo em febre rejeitou
Meus olhos relutam em ver o que é pleno
E já não sei o que de mim restou
Acorde-me deste pesadelo de ilusão
Quero sentido, e lógica, e verdade
Mas rezo também por libertação
Há um fantasma que nos rouba a sanidade
Não posso crer que diante de todas as possibilidades da matéria
Possa existir algo tão patético quanto o homem
Grandes e sábios são os vermes e bactérias
Que sem questionar, nossas putrefatas entranhas consomem
Não sofrem, não se rendem,
nem se gabam, ou se vendem
De onde nasce nossa vontade?
O despertar da hipnose é não crer,
Não sentir, observe o que se vê
Ações são previsíveis e morta está a liberdade
Somos símbolos, e a tudo simbolizamos
Despersonalizado nos desvendo
Livres de pecados realizamos
O fim da roda de tormentos
Rouba-me um beijo e eu lhe mostrarei
algo que só posso me recordar
Não mais sinto, eu sei
mas me resta saborear
As lembranças do doce-amargo
que do meu corpo já se foi
Aug 14, 2014
Aug 14, 2014 at 6:30 PM UTC
Amar a vida primeiro
Gratidão para o resto do dia,
dando sorrisos para irem muito longe.
As coisas estão serenas tais como os rios Douro e Tua que esperam pacientemente todas as águas que se deleitam em correr desenfreadamente para seus leitos. Vinhas com folhas que caem coloridas e se assemelham a um horizonte de ouro luzidio.
Os pecadores sem sinos para tocar os remorsos dos seus pecados mais graves. A consciência humana dignifica e purifica ao mesmo tempo tantos seres que com pequenos delitos caminham livremente. Portas e janelas abertas logo de amanhã para espreitarem a biblioteca do universo. Amando cada ser humano em excesso, cada folhinha que tem medo de estar ligada. Folhas com o medo de estar no ar. A vida nem sempre é justa para leõezinhos que na selva com cabras e cordeiros confraternizam no paraíso de um Deus infinito e imparcial. Amar a vida meus queridos amigos porque não se pode amar ninguém senão amarmos a vida primeiro.
. Victor Marques
Nov 17, 2014
Nov 17, 2014 at 2:10 PM UTC
Sonho que tenho sonhado
Para ti toda a minha vida,
Fui peregrino sem guarida.
Navegador num mar nunca navegado,
Sonho que tenho sonhado.
As giestas floridas são eternos quadros,
Pecados meus infundados.
Meu sorriso de criança,
Flor de esperança.
Mares brancos ou azulados,
Amores bem-amados,
Esmeraldas de azul-marinho,
Aroma de rosmaninho.
Victor Marques
Apr 16, 2012
Apr 16, 2012 at 1:03 PM UTC
Parti à procura, percorri todos os bares da cidade
drogas, alucinações, ****
debati-me com o povo
fui aprisionado
pelo poderio das massas.
Guardas olham-me à passagem
vociferam
um dialecto desconhecido.
Nesta tumba estou . . . livre.
Aqui, eu sou eu
discípulo da verdade e dos prazeres.
Depois
fui para a ilha
indígenas
novamente - **** bebidas, drogas.
E assim passaram dois anos.
Percorro agora esta avenida
em procura do que ainda não encontrei.
Eu, por min
quem sabe, tomarei
outro rumo para . . . o outro lado . . . para a terra.
Era cá uma tripé
mas eu amava-a mesmo assim.
Estava preso
era um fora-da-lei
sem crimes, nem pecados
apanhei um táxi
e segui na noite
rumo ao desconhecido.
May 12, 2014
May 12, 2014 at 4:18 PM UTC
Se não é Deus...
Quem ou O que nos faz acreditar que bons momentos estão por vir?
Quem ou O que nos faz ter fé?
Se existem coisas ou pessoas destinadas a serem quem as desenhou assim? Quem escreveu o destino delas?
Será que estamos sozinhos neste mundo?
Eu próprio me encontro a duvidar da existência de um Deus… É como dizem “ver é crer” mas temos de morrer para ver e quem morre não volta para nos contar os detalhes… Mas escolho acreditar que ele existe, não sei porque que prefiro acreditar que existe, mas parece dar algum conforto e propósito na vida. Duvidar da existência de Deus também me faz duvidar da existência de paraíso, mas prefiro acreditar que existe, e se existe eu quero ir para lá quando o meu corpo morrer… Mas também duvido que eu vá para lá, não sou perfeito, faço coisas condenáveis, segundo a bíblia, minto, fornico, até já roubei, mesmo que seja um roubo que eu tenha achado “inocente” por ser pequeno e que “ninguém notaria” é um roubo e isso é condenável, segundo a bíblia.
O que faz com que sejamos perdoados? Fala-se tanto do dia em que o mundo vai acabar e as almas puras serão levadas para o reino dos *** o que eu faço para minha alma ser uma dessas que será levada para o reino dos *** Pedir perdão todos os dias? Ou apenas no dia da nossa morte?
Qualquer pessoa cansa-se de ouvir pedidos de perdão diariamente por erros que cometemos por livre vontade, Deus não é uma pessoa, mas será que ele não está cansado de nos perdoar dia-a-dia?
Se existe Paraíso e Inferno eu quero acreditar que ninguém habita o inferno, quero acreditar que o diabo não tem nem sequer uma alma. Se todos pecados são dignos do perdão, eu quero acreditar que Deus perdoou todos.
No último julgamento que quero acreditar que ninguém se recusou a assumir seus erros e pedir perdão… e essa é a razão de eu achar que ninguém habita o inferno e se existem almas perdidas lá, são apenas réplicas e que as verdadeiras habitam no reino dos ***
Mar 16, 2017
Mar 16, 2017 at 1:21 AM UTC
Sola en ti, Lesbia, vemos ha perdido
El adulterio la vergüenza al Cielo,
Pues licenciosa, libre, y tan sin velo
Ofendes la paciencia del sufrido.
Por Dios, por ti, por mí, por tu marido,
No sirvas a su ausencia de libelo;
Cierra la puerta, vive con recelo,
Que el pecado se precia de escondido.
No digo yo que dejes tus amigos,
Mas digo que no es bien estén notados
De los pocos que son tus enemigos.
Mira que tus vecinos, afrentados,
Dicen que te deleitan los testigos
De tus pecados más que tus pecados.
854
Babylonia, oh Babylonia
Como tus hijos lloran por pan.
Babylonia, oh Babylonia
Como te esperan los que ya no estan.
Lujos, plaseres, embrujos por doquier
Pero ahora quien te va a ver?
Babylonia, oh babylonia
en mi alma siempre viviras
Babylonia, oh Babylonia
en tus pecados siempre to recuerdaran
Maldito, bendito, del mismo dios
Babylonia, te as perdido la voz
Por que no te diste la vuelta
tornate mi amor a otro lugar
Por que no te diste la vuelta
regresastes por donde te as venido
Mar 31, 2013
Mar 31, 2013 at 5:14 PM UTC
Cristo dijo que allí donde nos reuniésemos en su nombre, estaría Él en medio de nosotros. No es, pues, extraño que aquella noche misteriosa en que hablábamos de Él con unción cordial, de su inmensa alma diáfana, de su ternura grande como el universo, de su espíritu de sacrificio incomparable, del sabor místico de su caridad, que nos penetra y nos envuelve, Él se presentara de pronto, suavemente, en el corro.
Lejos de sorprendernos, su aparición divina nos pareció natural. Quizá no se trataba propiamente de una aparición; más bien le sentíamos dentro de nosotros; pero la realidad de su presencia era absoluta, imponente, superior a toda convicción.
En vez de turbarnos, experimentamos todos un bienestar infinito.
Cristo nos bendijo y, sonriéndonos, con aquella indecible sonrisa, nos preguntó:
-¿Qué deseáis que os dé antes de volver al padre?
-Señor -dijo Rafael-, deseo que me perdones mis pecados.
-Perdonados están -respondió Jesús, siempre sonriendo.
-Yo, Señor -dijo Gabriel-, ansío estar contigo...
-Pronto estarás -replicó Cristo amorosamente-. Y tú -me preguntó-, ¿qué quieres, hijo?
Iba a decirte algo de mi muerta; pero no sé por qué, al ver la expresión divina de su rostro, comprendí que no era preciso decirle nada; que los muertos estaban en paz en su seno, junto a su corazón, y que todas las cosas que sucedían eran paternalmente dispuestas o reparadas.
-Qué anhelas, hijo? -repitió Jesús, y yo
respondí:
-Señor, ¿qué puedo anhelar, si todo está bien? Yo sólo deseo que se haga en mí tu voluntad...
Cristo me miró con ternura (¡qué mirada de éxtasis!); pasó su mano translúcida por mis cabellos...
Después se alejó sonriendo, como había venido.
765
«Fazañas imposibles obré con esta daga,
al favor de la noche y en trágicos suburbios,
una vez que fui pícaro...
Recuerdo -como en turbios
sonambulismos donde una luz naufraga-
que fui taimado pícaro: Don Lope de Aguinaga!
»Locas andanzas venusinas!
Francachelas en que la sangre dialoga
con el vino, después de heroicas tremolinas!
Raptos de adustas damas... gentucilla de toga!
Raptos de las amantes de alto Marqués o Doga...!
De nobles y pecheras, monjas y bailarinas!
»Las noches de bureo por timbas y tabernas,
y por tabucos, bodegones y hostales,
a caza de los bienes y a caza de los males:
de los magníficos pecados capitales...
sin poner mientes en las cosas eternas!
»Fazañas imposibles obré con mis puñales
en los juegos de quínola y en los juegos de dados,
y en los sañudos desafíos azarosos
con turbas de judíos astrosos
y con mendigos y frailes y soldados!
»Fazañas imposibles obré con esta daga!
Yo fui taimado pícaro: Don Lope de Aguinaga!»
705
El hombre de estos campos que incendia los pinares
y su despojo aguarda como botín de guerra,
antaño hubo raído los negros encinares,
talado los robustos robledos de la sierra.
Hoy ve a sus pobres hijos huyendo de sus lares;
la tempestad llevarse los limos de la tierra
por los sagrados ríos hacia los anchos mares;
y en páramos malditos trabaja, sufre y yerra.
Es hijo de una estirpe de rudos caminantes,
pastores que conducen sus hordas de merinos
a Extremadura fértil, rebaños trashumantes
que mancha el polvo y dora el sol de los caminos.
Pequeño, ágil, sufrido, los ojos de hombre astuto,
hundidos, recelosos, movibles; y trazadas
cual arco de ballesta, en el semblante enjuto
de pómulos salientes, las cejas muy pobladas.
Abunda el hombre malo del campo y de la aldea,
capaz de insanos vicios y crímenes bestiales,
que bajo el pardo sayo esconde un alma fea,
esclava de los siete pecados capitales.
Los ojos siempre turbios de envidia o de tristeza,
guarda su presa y llora la que el vecino alcanza;
ni para su infortunio ni goza su riqueza;
le hieren y acongojan fortuna y malandanza.
El numen de estos campos es sanguinario y fiero:
al declinar la tarde, sobre el remoto alcor,
veréis agigantarse la forma de un arquero,
la forma de un inmenso centauro flechador.
Veréis llanuras bélicas y páramos de asceta
-no fue por estos campos el bíblico jardín-:
son tierras para el águila, un trozo de planeta
por donde cruza errante la sombra de Caín.
718
si la dia pudiera dormir mientras
el cielo la cantaba su historia,
o si la noche quisiera despertar
con el oro reluciente en sus ojos―
el mundo se marchitaría por sus pecados.
si tuvieran un amor brillante que
no era cubierto por los rituales,
ni la luna viuda que ya espera―
todo se hubiera como infinito.
pero inseparable el uno del otro
en formas que podían destruir la causa
que sostena su belleza inmortal―
que no solo morirían en el mundo,
pero en tiempo, en espacio, y en la memoria.
Oct 23, 2019
Oct 23, 2019 at 5:51 PM UTC
Antes de echar el ancla en el tesoro
del amor postrimero, yo quisiera
correr el mundo en fiebre de carrera,
con juventud, y una pepita de oro
en los rincones de me faltriquera.
Abrazar a una culebra del Nilo
que de Cleopatra se envuelva en la clámide,
y oír el soliloquio intranquilo
de la Virgen María en la Pirámide.
Para desembarcar en mi país,
hacerme niño y trazar con mi gis,
en la pizarra del colegio anciano,
un rostro de perfil guadalupano.
Besar al Indostán y a la Oceanía,
a las fieras rayadas y rodadas,
y echar el ancla a una paisana mía
de oreja breve y grandes arracadas.
Y decir al Amor: -«De mis pecados,
los mas negros están enamorados;
un miserere se alza en mis cartujas
y va hacia ti con pasos de bebé,
como el cándido islote de burbujas
navega por la taza de café.
Porque mis cinco sentidos vehementes
penetraron los cinco Continentes,
bien puedo, Amor final, poner la mano
sobre tu corazón guadalupano...»
644
Aquí estoy...
En este mundo todavía... Viejo y cansado... Esperando
a que me llamen...
Muchas veces he querido escaparme por la puerta maldita
y condenada
y siempre un ángel invisible me ha tocado en el hombro
y me ha dicho severo:
No, no es la hora todavía... hay que esperar...
Y aquí estoy esperando...
con el mismo traje viejo de ayer,
haciendo recuentos y memoria,
haciendo examen de conciencia,
escudriñando agudamente mi vida...
¡Qué desastre!... ¡Ni un talento!... Todo lo perdí.
Sólo mis ojos saben aún llorar. Esto es lo que me queda...
Y mi esperanza se levanta para decir acongojada:
Otra vez lo haré mejor, Señor,
porque... ¿no es cierto que volvemos a nacer?
¿No es cierto que de alguna manera volvemos a nacer?
Creo que Dios nos da siempre otra vida,
otras vidas nuevas,
otros cuerpos con otras herramientas,
con otros instrumentos... Otras cajas sonoras
donde el alma inmortal y viajera se mueva mejor
para ir corrigiendo lentamente,
muy lentamente, a través de los siglos,
nuestros viejos pecados,
nuestros tercos pecados...
para ir eliminando poco a poco
el veneno original de nuestra sangre
que viene de muy lejos.
Corre el tiempo y lo derrumba todo, lo transforma todo.
Sin embargo pasan los siglos y el alma está, en otro sitio...
¡pero está!
Creo que tenemos muchas vidas,
que todas son purgatorios sucesivos,
y que esos purgatorios sucesivos, todos juntos,
constituyen el infierno, el infierno purificador,
al final del cual está la Luz, el Gran Dios, esperándonos.
Ni el infierno... ni el fuego y el dolor son eternos.
Sólo la Luz brilla sin tregua,
diamantina,
infinita,
misericordiosa,
perdurable por los siglos de los siglos...
Ahí está siempre con sus divinos atributos.
Sólo mis ojos hoy son incapaces de verla...
estos pobres ojos que no saben aún más que llorar.
698
Yo sentí el calor del cuerpo
Sentí en mis brazos mi sufrimiento
No me quise seguir mintiendo
Sabiendo la verdad.
La lluvia se cae como gotas de lagrimas
Queriendo lavarme me de mi desesperación.
Yo busco un recipiente para guardar
Todo el rocío y neblina que aun me falta.
La lluvia se cae queriendo hacerme ahogar
De emociones rebosante,
Arrastrándome por el fondo del mar
Sufocando me con mi depression
Quitándome la vista del coral.
El arroyo me abrazan estrechamente
Llevándome al abismo del mar
Y como la luz pronto te olvidare.
La lluvia me llevara de este cruel mundo
Pero escapa de mi entre mis dedos.
Besos en forma de gotas diciendo me despedidas
Recordando me que pedazos de mi hay en el corriente.
En la oscuridad vi que un color brillaba
Lejos de mi, por la superficie del mar.
Pero cuando lo quise alcanzar
Destrozo en fragmentos de cristal.
Miles de piedras preciosas estrellados en el mar
Desarrollándose sin dueño y yo su cruel mujer.
Yo hundiendo contrar la presión
Pecados y virtudes de vidas pasadas.
Memories que quiebran y cambian de forma
Son las únicas cosas que me conectan a esta lugar.
© Sofia Villagrana 2018
Mar 30, 2018
Mar 30, 2018 at 5:05 PM UTC
Mirame mientras me desnudas el alma.
Mirame mientras me muerdes las ansias.
Mirame mientras acaricias mis ganas.
MIRAME!
No apagare la luz.
Quiero embrujarme en la luz de tu mirada,
mientras nos emburujamos estas ganas.
Que nos ganan la cordura,
Cobijando esta lujuria de eléctrica magia.
Magia que nos va convirtiendo en cómplices.
Complicando nuestra existencia.
Existiendo solo en ese lecho, en ese espacio,
que aún no es nuestro,
que no nos pertenece,
pero que pretende endeudarnos en pecados,
prolongando nuestro infierno,
ya que tú y yo
…..tenemos otros dueños.
Y a nadie queremos herir,
Por eso nos arrodillamos y pedimos perdón
después de entregarnos,
a esta loca devoción que se crea
entre tú y yo, cuando hacemos el amor.
Por eso, MIRAME.
Quiero recordar este momento
cuando a la cárcel de mi casa me tenga que ir.
LeydisProse
5/4/2017
https://m.facebook.com/LeydisProse/
Jun 1, 2017
Jun 1, 2017 at 9:19 PM UTC
He cometido el peor de los pecados
que un hombre puede cometer. No he sido
feliz. Que los glaciares del olvido
me arrastren y me pierdan, despiadados.Mis padres me engendraron para el juego
arriesgado y hermoso de la vida,
para la tierra, el agua, el aire, el fuego.
Los defraudé. No fui feliz. Cumplidano fue su joven voluntad. Mi mente
se aplicó a las simétricas porfías
del arte, que entreteje naderías.Me legaron valor. No fui valiente.
No me abandona. Siempre está a mi lado
La sombra de haber sido un desdichado.
420