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"palavras" poems
Procurar sempre na imensidão palavras que se perdem no horizonte, Me contentar com o recanto e água fresca de uma fonte. Rios que correis , flor que sempre brota...! Navios que deixaram de ser frota. Altares que se veneram sem ter lindas rosas, Mulheres bonitas que não são formosas. Homens que se deitam com amores adulterados, Penitência de sepulcros abertos, fechados. Sentinelas dum castelo, cristão, mourisco. Conquistador dum império nunca visto. Sebentas maltratadas com riscos e tinteiros partidos, Panteão Helénico de poetas desconhecidos. Victor Marques
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Dec 14, 2009
Dec 14, 2009 at 8:00 AM UTC
Aos Poetas Desconhecidos
Bom dia a todos...Desejo que tudo corra na plenitude e vossos anseios e desejos se concretizem na abundância e plenitude. Boa vindima para aqueles que ainda continuam na tão nobre Colheita. Esta poesia é dedicada ao meu Pai: António Alexandre Marques e a todos os seus amigos e conhecidos. Lembro-me de Ti meu querido Pai As videiras cansadas pelo sol tórrido de verão, O rio corre por amor e paixão. Eu procuro a resposta que não acho, Sou feito de uvas e do teu abraço. As rochas xistosas esperam a madrugada, As uvas amarelas e avermelhadas. E tu meu Pai continuas aqui sepultado, Pois o vinho foi teu amor, meu fado… Palavras sábias de profeta que sonha e sabe, Lembrança de ti e eterna saudade. Nossa Senhora de Fátima te acolheu, Eu anseio também para ser seu… As uvas dão precioso fruto, Eu continuo vivo e de luto. O Douro sublime se consome e exalta, Por ti Pai saudade quase me mata… Victor Marques
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Oct 8, 2013
Oct 8, 2013 at 2:29 AM UTC
Lembro-me de ti meu Pai
Todos me dizem que o seu coração é impenetrável O Castelo mais seguro perderia Não tenho códigos, chaves e nem força Tenho apenas palavras escritas Mas como também me dizem, palavras abrem portas E se portas podem ser abertas Seu coração também pode ser penetrado Por mais difícil que seja Leia o que eu escrevo Pode ser meio complicado pelas lágrimas que mancham o papel Nas palavras manchadas pelas lágrimas Finja que "amor" está escrito Por que com amor as coisas ficam mais bonitas Mais uma lagrima cai no papel Mais amor eu vejo nele É aconselhável eu parar por aqui Pode ser que o papel se rasgue E se meu papel se rasgar Ler isso você não vai E então  as portas continuaram fechadas Ficarei sem códigos, chaves, força e agora sem palavras Então o que você guarda ai dentro do seu coração não será desvendado Por toda a eternidade.
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Oct 28, 2015
Oct 28, 2015 at 7:59 PM UTC
Numa folha de papel
Ansiar por ti no nosso doce leito, Lúgubres as noites de cansaço, Amar-te do fundo do peito, Vivo no teu regaço. Teu calor que tua doença cura, Sentimento puro e forte, Amar-te com meiguices e ternura, Enlace da nossa sorte. O barco sem velas nos conduz, Carrocéis que rodeais  o ermo. Amar-te com palavras feitas de luz, Por ti estou enfermo. Juntar ao teu meu coração, Sofrer com excelsa mágoa, Amar-te com gratidão, Minha musa bem amada. Victor Marques
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Jul 7, 2010
Jul 7, 2010 at 4:11 AM UTC
AMAR-TE
O Poeta que ama o Douro e suas enxadas…. Poeta perdido e sem vontade de caminhar, Um espelho branco que reflete um olhar. Ele se espanta com a beleza do rio, Verão de incêndios, muito quente e doentio. Palavras bonitas á floresta bem-amada, Fogueiras de gente tresloucada. O Poeta ama a montanha quando escreve, Alma pura como a neve. O Poeta partiu seu punho que ama as alcateias, Cidades, montes, vales e suas aldeias. O Poeta escreve sobre chamas apagadas, Ama o Douro e suas enxadas. Victor Marques
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Sep 3, 2013
Sep 3, 2013 at 12:36 PM UTC
O poeta ama o Douro e suas enxadas
Lugar cativo Onde me deito cativante E abro a gargante e choro. Nao darei mais o Tempo Nem reconciliarei menos o perdao. Somos os dias contados pelos dedos E quanto menos tenho menos quero ter. Frio com febre estou Doente dos ossos, raspando-os Ate ao po se extinguirem e absorvo-os pela narina mais próxima Directo ao cérebro que me permiti vender Indirecto ao coração que morto 'e aos poucos. Faca de dois gumes afiada na pedra E enrolada no peito cada dia mais, Milimetro a Milimetro Para que a dor seja minuciosamente Mental. Fatal. E da paisagem verdejante Onde passeio as pernas pesadas Do chumbo das balas perdidas, Com que te matei, Absorvo o bicho por entre o jardim E a natureza para mim nao 'e mais Que o conteúdo do bolo que cozinhei Para esquecê-lo. Cativo ligar Que permaneço cativa Húmido que me constipa os dentes Como a agua gelada com que tomo banho E nem assim acordo. Não sei se esta Dor caberá nas milhares de palavras que defecarei Ate este dia tardar E a minha vida por fim, acabar. Não 'e de minha dor que escrevo, 'e a tua que me percorre este sangue anémico. Consideras-te feliz que nem um porco Que na lama chafurda a couraça. E eu com esta dor de costas do peso De trazer o Mundo nos bolsos E por cada morte que deus padece Um sopro no coração me oferece. Dor, dor, dor, dor, dor, dor Qual Jesus Cristo, o redentor.
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Jul 7, 2012
Jul 7, 2012 at 9:01 PM UTC
Lugar Cativo
A caída do tempo esmera-se no cuidado Sonho que em câmara lenta a minha alma não se magoa e a mágoa não se torna superior à vontade de viver Por fim, desisto Não acredito mais nas palavras que digo Não tenho já certeza se vivo a sonhar Ou se simplesmente gosto de me arrastar por entre a multidão A sorrir, a mentir Disseram-me um dia que partiria, sim Mas que sozinha não iria a nenhures Verdade Tenho uma constante obsessão amarrada à perna E cada passo que dou sinto a tonelada desse vazio E os dois metro que ando entre o chão e o chão São quilómetros na vida real Que irreal 'e Sinto a pedras na descida, mas não me magoam São menos duras que a armadura que me venderam E pregada esta já ao corpo está Nada sinto Nada quero sentir Apenas jazo no poder do iniquo Que diz-se Mundo Que digo Inferno O amor que tenho por vos faz-me ir devagar Mas a raiva que sinto do estrume que sois Apressa-me na descida Sinto que equivocada estou com o Mundo que não me quer E sei que ao rápido descer, rápido vou saber Onde o futuro me leva Me carrega O medo que tenho de me trazer ao inicio do Tempo 'e muito Mas o pavor de so nascer uma vez corroí-me os tímpanos. Partem todos os que amo e vejo-os ao longe Imagino se perto estivessem Não conseguiria respirar o pouco ar que tenho E se choro e agonizo 'e por este amor que me queria grande e forte Mas que fraca me pôs no chão Não julgarei ninguém ao querer cair A paisagem 'e bonita e ao longe desfocada fica Sentimos a analgesia de não se ser ninguém Vem devagar, não me apresses o timbre Afinal acredito em mim, acho que sempre acreditei Apenas estava apagada na tua sombra Que em cativeiro me deixava a alma Amei-te como o Amor sente Amo-te como a dor ama E embora me empurres para baixo da ribanceira Sorrio e minto Para te ver feliz em cima da minha cabeça Como sempre estiveste Como sempre te deixei estar.
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Jul 7, 2012
Jul 7, 2012 at 9:03 PM UTC
Re
A caída do tempo esmera-se no cuidado Sonho que em câmara lenta a minha alma não se magoa e a mágoa não se torna superior à vontade de viver Por fim, desisto Não acredito mais nas palavras que digo Não tenho já certeza se vivo a sonhar Ou se simplesmente gosto de me arrastar por entre a multidão A sorrir, a mentir Disseram-me um dia que partiria, sim Mas que sozinha não iria a nenhures Verdade Tenho uma constante obsessão amarrada à perna E cada passo que dou sinto a tonelada desse vazio E os dois metro que ando entre o chão e o chão São quilómetros na vida real Que irreal 'e Sinto a pedras na descida, mas não me magoam São menos duras que a armadura que me venderam E pregada esta já ao corpo está Nada sinto Nada quero sentir Apenas jazo no poder do iniquo Que diz-se Mundo Que digo Inferno O amor que tenho por vos faz-me ir devagar Mas a raiva que sinto do estrume que sois Apressa-me na descida Sinto que equivocada estou com o Mundo que não me quer E sei que ao rápido descer, rápido vou saber Onde o futuro me leva Me carrega O medo que tenho de me trazer ao inicio do Tempo 'e muito Mas o pavor de so nascer uma vez corroí-me os tímpanos. Partem todos os que amo e vejo-os ao longe Imagino se perto estivessem Não conseguiria respirar o pouco ar que tenho E se choro e agonizo 'e por este amor que me queria grande e forte Mas que fraca me pôs no chão Não julgarei ninguém ao querer cair A paisagem 'e bonita e ao longe desfocada fica Sentimos a analgesia de não se ser ninguém Vem devagar, não me apresses o timbre Afinal acredito em mim, acho que sempre acreditei Apenas estava apagada na tua sombra Que em cativeiro me deixava a alma Amei-te como o Amor sente Amo-te como a dor ama E embora me empurres para baixo da ribanceira Sorrio e minto Para te ver feliz em cima da minha cabeça Como sempre estiveste Como sempre te deixei estar.
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Quando for grande quero Ter um jardim Para cuidar como não cuido de mim; Fazer cama de um vaso cheio de terra Onde cobrirei a semente de amor Com água fresca e luz do sol Palavras e doces melodias Até e depois de nascer. Quando for maior ainda, Se amar a flor tanto assim, Quero fazer uma horta do jardim, Para amar o que como Da semente até ao prato e, Se somos o que comemos, Plantarei amor em mim.
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May 6, 2020
May 6, 2020 at 6:39 PM UTC
O Jardim 06-04-2020
Ansiar por ti no nosso doce leito, Noites de prazer e cansaço, Ter junto ao peito, Vivo em teu regaço. Calar doença sem cura, Sentimento sem norte, Sensibilidade e ternura, Tolerante e com sorte. O barco te conduz, Os cedros no ermo, Palavras com raios de luz, Por ti estou enfermo. Teu nobre coração, Claro como a água, Dar-te minha mão, Terra e enxada. Vic Alex
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Apr 19, 2010
Apr 19, 2010 at 3:36 AM UTC
Amar-te
Chamo-vos Palavras Tu que tens voz e dizes palavras, Alegres e inacabadas. Elas têm coragem, São a tua imagem. São misturas de cores, Gritam perdas de amores, São como as flores, Outras de fingidores…. Inocente e incompreendida, Experiência vivida. Liberdade e esperança, Sorriso de criança. Diz palavras por amor, Ama Jesus Nosso senhor, Palavra santa que Te delicia, Amanhece outro dia. Victor Marques
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Jul 3, 2012
Jul 3, 2012 at 1:44 PM UTC
Chamo-vos Palavras
O dia que chegou tão depressa ao seu final, Trouxe-me a certeza de uma noite fria e pálida, Onde chego à cama, e espero ver-te ali deitada, Pelos tempos fora, sinto a certeza desse sinal! Foram três longos anos de vazio, tais como os teus sinais, As estrelas que carregas nos ombros, são juntas na tua lua, São profundos sonhos de um golfinho que a ti, se junta, lua tua, Imensas vezes, a olhei, para te ver a ti brilhar em vendavais! Hoje percebo porque sentia e via o meu quarto sempre vazio, Quando chegaste em dia de temporal, na noite sadia e vadia, Estava eu junto daquele precipício, esperando sair desse presidio, De cores sem tom, de cheiros sem fragância, naquela estadia! E assim nas voltas que dei, das estrelas que vi, tu chegas-te, Mesmo na hora que tudo parecia perdido, desenhada perfeitamente, E de todas as preces e palavras que preguei a Deus e ele me advir-te, Trazendo-te a ti, contornada de perfeitas coisas, cantando acusticamente! E assim percebi que a força que têm a cobardia de destruição, De um coração como o meu, perfeitamente bom e agora teu, Me dá ganas de pegar em ti, ao meu colo teu, deitar-te no céu, Decorar as estrelas, contigo no centro, meu quarto cresceu, paixão! Autor: António Benigno Escusado será dizer-te a ti, que te vejo, sabia que virias, não te imaginava chegando, mas surpreendentemente, tudo que lhe havia pedido, ele me trouxe triplicando, abusando mesmo de galhardia, e eu agora me contemplando, porque tudo que me trazia, era muito mais do que lhe pedia. Liliana, lhe peço agora mesmo, que meu coração mereça sempre, tudo aquilo que Deus me prometia.
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:12 AM UTC
Quarto crescente
O dia que chegou tão depressa ao seu final, Trouxe-me a certeza de uma noite fria e pálida, Onde chego à cama, e espero ver-te ali deitada, Pelos tempos fora, sinto a certeza desse sinal! Foram três longos anos de vazio, tais como os teus sinais, As estrelas que carregas nos ombros, são juntas na tua lua, São profundos sonhos de um golfinho que a ti, se junta, lua tua, Imensas vezes, a olhei, para te ver a ti brilhar em vendavais! Hoje percebo porque sentia e via o meu quarto sempre vazio, Quando chegaste em dia de temporal, na noite sadia e vadia, Estava eu junto daquele precipício, esperando sair desse presidio, De cores sem tom, de cheiros sem fragância, naquela estadia! E assim nas voltas que dei, das estrelas que vi, tu chegas-te, Mesmo na hora que tudo parecia perdido, desenhada perfeitamente, E de todas as preces e palavras que preguei a Deus e ele me advir-te, Trazendo-te a ti, contornada de perfeitas coisas, cantando acusticamente! E assim percebi que a força que têm a cobardia de destruição, De um coração como o meu, perfeitamente bom e agora teu, Me dá ganas de pegar em ti, ao meu colo teu, deitar-te no céu, Decorar as estrelas, contigo no centro, meu quarto cresceu, paixão! Autor: António Benigno Escusado será dizer-te a ti, que te vejo, sabia que virias, não te imaginava chegando, mas surpreendentemente, tudo que lhe havia pedido, ele me trouxe triplicando, abusando mesmo de galhardia, e eu agora me contemplando, porque tudo que me trazia, era muito mais do que lhe pedia. Liliana, lhe peço agora mesmo, que meu coração mereça sempre, tudo aquilo que Deus me prometia.
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Percorrer caminhos sem destino,Bradar ás janelas fechadas, abertas.Escrever palavras erradas, certas?Amar Portugal e seu Hino...Simpatia única e sem igual,Parar em qualquer lugar,Gastronomia singular,Povo de Portugal.Gente simples de bem querer,Com exemplos de lealdade,A história nos adormece em saudade,Portugal até morrer...Descobriste mares sem ter idade,Fomentaste a globalidade.Somos povo, somos nação.Portugal do meu coração.Vic Alex
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Mar 1, 2010
Mar 1, 2010 at 8:09 AM UTC
Meu Portugal
E por hoje dizer-te não é banal Estive atento e discretamente olhei o teu doce olhar, Passei noites ao luar, descrevendo as estrelas de bonitas, Mas bonitas mesmo são tuas pétalas, flor de esplendor! Tua sensibilidade e visão de mulher, a mim das nas vistas! A certeza no destino, é como lotaria no caminho, Onde te encontrei, no meio de tantas eu te vi sozinho! Há muito tempo mesmo, que teimou em não passar, Suspirei, me cansei, tirei todas, para agora te inflamar! Sinto perto o carinho, da pessoa, minha amiga e mulher, Te chamei e falei ao coração, para te agarrar e poder amar, És tu hoje, em quem eu pego e petisco, com qualquer colher, Porque muito ou pouco que nela couber, te saboreio ao petiscar! És refeição completa para mim, como sangue vivo, ao coração, Tuas doses tão prudentes de afecto, é outro nível neste patamar, Orgulho de te cuidar, porque de mim, cuidas tu, como a terra do seu mar! Se eu hoje respiro vida, ao querer cada hora do dia, desde o levantar, Devo-te muito a ti e as palavras que escrevo não são hoje fantasias, Porque cuidas de mim, como terra do seu vazo, da planta, de encantar, Encanta meu sorriso, pelo teu cuidar, nas coisas que fazes e me dizias! Não é falso nem é mentira, acredito na realidade que tu me trazes, Não finjo, não mudo, não acredito que precises tu princesa, de mudar! Olhei-te do chão, mirei-te, e tu com teu jeito doce, levantas-te meu olhar, E eu confie-te nos braços tudo, na hora me deitar, pelo que tu me fazes! A falta de carinho não a sinto hoje, porque a não tenho, A ti te darei respeito, pela dama e senhora que te achei, Encontro-te a ti a cada dia, no meu leito, e no meu cardanho! Porque ele é gíria de tudo aquilo que tenho e em ti encontrei! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.09.09.02.20
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Sep 9, 2013
Sep 9, 2013 at 8:24 AM UTC
E por hoje dizer-te não é banal
E por hoje dizer-te não é banal Estive atento e discretamente olhei o teu doce olhar, Passei noites ao luar, descrevendo as estrelas de bonitas, Mas bonitas mesmo são tuas pétalas, flor de esplendor! Tua sensibilidade e visão de mulher, a mim das nas vistas! A certeza no destino, é como lotaria no caminho, Onde te encontrei, no meio de tantas eu te vi sozinho! Há muito tempo mesmo, que teimou em não passar, Suspirei, me cansei, tirei todas, para agora te inflamar! Sinto perto o carinho, da pessoa, minha amiga e mulher, Te chamei e falei ao coração, para te agarrar e poder amar, És tu hoje, em quem eu pego e petisco, com qualquer colher, Porque muito ou pouco que nela couber, te saboreio ao petiscar! És refeição completa para mim, como sangue vivo, ao coração, Tuas doses tão prudentes de afecto, é outro nível neste patamar, Orgulho de te cuidar, porque de mim, cuidas tu, como a terra do seu mar! Se eu hoje respiro vida, ao querer cada hora do dia, desde o levantar, Devo-te muito a ti e as palavras que escrevo não são hoje fantasias, Porque cuidas de mim, como terra do seu vazo, da planta, de encantar, Encanta meu sorriso, pelo teu cuidar, nas coisas que fazes e me dizias! Não é falso nem é mentira, acredito na realidade que tu me trazes, Não finjo, não mudo, não acredito que precises tu princesa, de mudar! Olhei-te do chão, mirei-te, e tu com teu jeito doce, levantas-te meu olhar, E eu confie-te nos braços tudo, na hora me deitar, pelo que tu me fazes! A falta de carinho não a sinto hoje, porque a não tenho, A ti te darei respeito, pela dama e senhora que te achei, Encontro-te a ti a cada dia, no meu leito, e no meu cardanho! Porque ele é gíria de tudo aquilo que tenho e em ti encontrei! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.09.09.02.20
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Chapéu branco, bem tratado, Bigode preto e bem pintado, Trazes na boca sempre as mesmas palavras, Falas de azeitonas e tuas enxadas. Tratas a flor como se fosse uma criança, Dás-lhe água com abundância, O teu olhar é meigo e nobre, Casa humilde, casa de pobre. Aqui é teu lugar preferido, Monológos sem sentido, Sentes teu belo fado, Paraíso nunca sonhado. Sentimento humilde e terno, Para ti o céu é inferno, Falas das coisas tuas e do teu meio, E deixas-te ao simples devaneio. Victor Marques
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Aug 30, 2010
Aug 30, 2010 at 6:59 AM UTC
O Meu Vizinho
Hoje sinto que aquela bola de sabão existe! É uma bola de verdade, leve e livre, pelo vento, Sente-se os sons das palavras, que expeliste, Sentiu-se aqui o timbre, presente do alento! O longo curso, no horizonte dessa montanha, Que um dia essa bola quis seguir, sente-se aqui! Brilham olhares atentos à noite, agora estranha, O olhar de bolas voando vê-se agora até daqui! Desperta solto e livre o sol de medo dos ventos, Dispersa cores cinza, que o habitaram por tempos, Ouvem-se desejos de liberdade, nestes momentos, Quem sabe agora, o tom dos seus passatempos? Não vejo os Invernos, nem se sente o tom do inferno, Plana sobre a linda natureza um cheiro aflito e difuso, Que sonho teve o vento, que te levou e trouxe, recluso! Voa-as pelos *** e nem sabes mais a forma do parafuso! Os círculos controversos do prender da abertura das portas, Sustentam como metal idêntico as formas do pensamento, Não importa ser bola de sabão e voar ao saber do vento, Foi disposição para soltar amarras e viver o que hoje adoras! O homem fez-se fora e a mulher vê-se agora, ambos cintilantes, Todos os medos e costumes, já doentios, na hora do descanso, Quando à noite no silêncio, os medos dos sons são abundantes, Fogem sorridentes porque mesmo carentes têm seu descanso! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.09.18.02.23
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Sep 18, 2013
Sep 18, 2013 at 8:36 AM UTC
Vê-se a bola de sabão
Como uma gota de água se juntando formando um oceano, É a cor da esperança azulada desse mar perto dos teus seios, Nada diferente da saudade das noites loucas perto da água, Em que vivi momentos eternos para o meu coração, Não poderia nunca esquecer que aqueci meus anseios junto de ti, Acreditei na realização dos melhores sonhos perante o teu sorriso, O teu silêncio confortou-me sempre que precisava de paz e harmonia. A cor dos teus olhos igual à do meu coração nunca eu vou esquecer, Como não me esqueço das tuas mãos quentes agarrando o meu corpo, O teu suspiro suave mantendo-me quente e aconchegado nos teus braços. Se eu voltar a viver esses momentos para sempre recordar, Será ironia de um destino permanente e cada vez mais distante, Mas é essa a verdade que ficou, é difícil ocuparem o teu lugar, Também porque continua ocupado com as tuas coisas, O teu cheiro mantem-se impregnado em mim como se fosse hoje, O som das tuas palavras doces ficou nos meus ouvidos, E ainda hoje te ouço por vezes nos meus sonhos! Tudo acabou mal mas não muda a pessoa que tu és! És exactamente aquilo que te dizia tantas vezes ao ouvido! Coisas que só eu e tu sabemos e vamos recordando! Um desejo que estejas bem e guardes de mim boa lembrança! Se assim for nada que pudesse existir me deixaria mais feliz. Autor: António Benigno
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:01 AM UTC
Desejo chegar ao teu ouvido
Às vezes me pergunto qual é o sabor do teu beijo. Como é a sensação de colocar a mão sobre tua cabeça e sentir o deslizar dos teus cabelos entre meus dedos... se tua língua é tão intensa quanto teu olhar, se é tão habilidosa com ela quanto é com as palavras. Como deve ser o toque dos teus braços ao cercar o meu corpo.. Imagino se o calor do teu hálito é capaz de acalentar uma alma que a saudade já congelou... minha mente se perde em ilusões, sonhos, devaneios; me pergunto se o que dizem sobre escorpião é verdade...
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Jul 1, 2015
Jul 1, 2015 at 5:56 PM UTC
Scorpio
Rascunhos eu faço e nem sei a razão, Cintilar e canto de doce paixão, Junto frases no horizonte da ilusão, Pedaço de terra e solidão. As palavras são as amas do amor, Caminhadas com muito suor. Pedras alheias, esbranquiçadas, Palavras meigas, enfeitiçadas. Nós temos um papel na mente, Cansaço que não se sente. Rascunhos da prosa , do mundo conhecido, Parceiro de uma rota sem sentido. Escrever com amor ao mundo, Bater de leve no fundo. A palavra é leve e tem pena, Terra amiga, palavra amena. Vic Alex
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Apr 27, 2010
Apr 27, 2010 at 4:45 PM UTC
Escrevo com amor
“Ai não sei se é sonho se realidade,” Se uma brisa, que percorre meu ser, Entra na minha vida, trás tua amizade, Cultiva minha mente, preciso amadurecer! “Ai não sei se é sonho se realidade”, O que tuas palavras, fazem ao entardecer, Transformam minha agonia e tiram sua ansiedade, Durmo como criança até amanhecer! “Ai não sei se é sonho se realidade”, Mas na verdade, vivo ao te ouvir, Feliz, sorrio ao te ver vir, Teu sorriso é uma eterna beldade! “Ai não sei se é sonho se realidade”, Se um brinde, com uma enorme surpresa, Uma dádiva da realeza, autenticidade! Teu sorriso fascina, minha linda princesa. Como eu queria olhar-te nos olhos, Pegar-te nas mãos, encostar-te a mim, Fechar os olhos e beijar-te! “Ai não sei se é sonho se realidade” Autor: António Benigno com uma frase de Fernando Pessoa.
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Sep 11, 2013
Sep 11, 2013 at 9:16 AM UTC
“Ai não sei se é sonho se realidade”
A vida é o jogo de emoções total, É jogo sem regras, sem costumes, Quando a temos, muito formal, São mediações de perfumes! Mas se eu não gosto afinal, Ou se eu amo meu amigo, Sentimento é ser informal Importante se o consigo! As misturas de regras são vagas, As vagas de sentir, são viver, E assim afinal, planar e dizer, Te amo ou odeio, faz cócegas! Sentimentos não são de dizer, Palavras, não sentem o que fazer, Carinhos, toques, gestos, são prazer! É assim, um cheiro a perfume natural, Sentimentos, são trocas de atenção, Quem nunca sentiu chegar no plural? Sentimentos, são energia no coração! E assim sempre vou mostrar meus sentimentos, sejam duros, suaves ou possantes! É isto a natureza informal de eu chegar, junto de todos aqueles que no fundo, eu considero! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.07.25.02.11
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:07 AM UTC
Sentimentos
Desculpa. Eu estrago o perfeito. Acabo com o infinito. Transformo a realidade em mito. Digo as palavras erradas mesmo dizendo as certas. Escrevo cartas rasgadas e as envio abertas. Rabisco palavras bonitas. E no lugar coloco feridas. Oras Você vai se acostumar. No meu mar eu vou te afogar. Você tenta me erguer e eu te puxo. Tenta compreender e eu fujo. Tenta fugir e eu rujo. Sou um animal selvagem e sujo. Eu cresci errado. Eu sorri errado. Eu menti errado. Eu senti errado. Mas me conta, qual a sensação de ser amado?
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Nov 8, 2016
Nov 8, 2016 at 12:03 AM UTC
Perfeito imperfeito
Sou peste que borbulha e transborda em poluídos rios, pelo ódio e pela mágoa, no mais profundo de sua alma. Sou a tralha que marcha e caminha movida pelo ópio; o próprio ópio que envenena minha mente, que sustenta os meus pés e me coloca sempre um passo atrás. Acima de tudo, o que me faz são suas palavras; eu sou a hipocrisia diluída em boas porções de guilhotinas e navalhas ensanguentadas, juntamente servidas com meu já cometido suicídio de amor. Sou a natureza doentia que mata, eu sou você.
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May 21, 2013
May 21, 2013 at 3:06 PM UTC
A alegria perdida de uma manhã
Todas as cartas de amor são - Ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem - Ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor, Como as outras - Ridículas. As cartas de amor, se há amor, Têm de ser - Ridículas. Mas, afinal, - Só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor - É que são - Ridículas. Quem me dera no tempo em que escrevia - Sem dar por isso Cartas de amor - Ridículas. A verdade é que hoje - As minhas memórias Dessas cartas de amor - É que são Ridículas. *(Todas as palavras esdrúxulas - Como os sentimentos esdrúxulos, São naturalmente - Ridículas.)* Fernando Pessoa
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May 31, 2015
May 31, 2015 at 10:02 AM UTC
Cartas de Amor
Cansei de literatura fraca e coração mais fraco ainda. Cansei de jogo escondido e dedo quebrado pra estalar a boca. Cansei de sentir e esperar deixar. Cansei da risada que vem de longe, cheia de graça daquilo que pra mim é tão amargo. Cansei da úlcera de ansiar por todos os motivos errados. Cansei dos cortes e do sangue na coberta amanhecida pelos sonhos ruins. Cansei dos olhares e palavras soltas nas diagonais que são sempre pra você. Cansei de ouvir as músicas das coisas que eu sentia. Cansei dos poemas que são mesmo, pra todo mundo. Poesia é pra todo mundo. Cansei. Poesia não é pra todo mundo. Nem eu.
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Sep 7, 2012
Sep 7, 2012 at 4:56 PM UTC
Asma
Mãe Já corri mundo, tudo Deus me deu, Já tive amor, nenhum como o teu. Já vi mares com branca espuma, Mas Mãe é só uma…! O teu espírito sofredor, Vaso do teu amor, Tuas palavras sempre meigas e doces, Eterna sempre fosses… Penso sempre em ti, Falarei sempre com coração, As estrelas um dia te dirão, Que as rosas que eu já vi, Não existem simplesmente afinal, Mãe minha sem igual. Victor Marques
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May 30, 2011
May 30, 2011 at 4:57 AM UTC
Mãe