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"linhas" poems
O mar dos poetas Sereias do mar em que eu acredito, Ilhas do oceano pacifico, Noites que dormem em mim, Cavalgadas no horizonte sem fim. Escravizados pela monotonia que nos engana, Faróis que alertam os desprevenidos, O azul do mar que nos chama, Poema dos poetas esquecidos. A liberdade dos versos meus, Ondas brancas com espuma, Linhas azuis de coisa alguma, O mar e Deus. Cemitérios dos poetas sem nome, Barcos sem velas içadas, Imensidão que abraça e consome, O mar, os poetas e suas cavalgadas. Victor Marques
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Jan 17, 2012
Jan 17, 2012 at 11:39 AM UTC
O Mar dos Poetas
e com essa marra sua eu faço nosso laço e ajeito nosso passo como quem se perpetua e com esse teu jeitinho eu nos desenho, sem pressa te encho de carinho e o delírio me atravessa na tua cama contorno as tuas linhas que eu sei não serem minhas mas trato como quem ama e nesse paralelo criado nesse universo só nosso eu faço o que posso pra ver o mundo atravessado como quem ama meu bem
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Jan 7, 2016
Jan 7, 2016 at 6:48 AM UTC
amor de uma só via
queria ter congelado a imagem do seu sorriso queria ter gravado o som da sua voz naquela tarde de domingo você esmagava meu peito com suas canções no violão, seu olhar de garoto sabidão cantava, me encantava. o vento batia e bagunçava os cachos do seu cabelo o sol penetrava por entre seus cílios e seus olhos ficavam mais claros do que já são. cada vez que sentia seu cheiro era como um desfrute do paraíso. criava um romance com as pintas do seu rosto e escrevia cartas de amor pra elas. queria ter congelado aquela imagem, você descalço queria poder sentir novamente a textura da sua pele, branca e sardenta sendo queimada pelo sol queria poder roubar as curvas do seu sorriso imagina...as linhas da sua mão, as linhas da minha mão se entrelaçando, nos casando.
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Jun 15, 2013
Jun 15, 2013 at 5:44 PM UTC
Domingo
Sinto a necessidade de ter calor humano, Por puro conforto, De sentir o meu corpo absorto. Necessidade tão intensa e imensa Longe do que se pensa, Longe de qualquer dano. O vento ouve-me, benevolente, O que vai na alma. Das palavras que correm na mente, Traz a minha outra metade na sua palma Para a alegria tomar conta da calma. Reparo no meu cabelo a voar, Nos meus dedos a moldar As linhas do horizonte. E tento retratar, magicar e afeiçoar A imagem que tenho de ti na fonte. Aproximo-me em passo na calada E os meus olhos aborvem cada camada Que no meu ver emerge. Tudo diverge Pois apareceste tu. O meu coração acelera Calmo noutra era. Num ápice lento Num rápido murmúrio Olho-te com um muito atento. Procuro fugir do teu olhar, Com o sangue a ferver, Com a cara a escaldar Cansada desta fuga por resolver: É aqui que vou ficar.
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May 16, 2014
May 16, 2014 at 7:43 AM UTC
Amor na calada
Rascunhos daquilo que sou No cativeiro onde estou, Nas profundezas dos oceanos, Sonhos que alguém roubou, Pastor e seus rebanhos. Na secretária onde escrevo, Linhas tortas, palavras certas? Vejo nascer o simples trevo, Sobre pradarias irrequietas. Do alento que eu tenho, Ai vida … O destino ditou, Escrever com engenho, Pedaços do que sou. Victor Marques Castanheiro do Norte 14 de Abril de1991
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Sep 3, 2013
Sep 3, 2013 at 12:09 PM UTC
Rascunhos daquilo que sou....
Deixas que te faça pássaro Para que voes pelas linhas Em que insisto em te escrever? Quero-te tão bela aqui quanto és Azul e doirada, sei-te ao longe. Voaste de mim, foste pássaro sempre? Chegaste a poisar sequer? Cantas aí melodias de Primavera Que há tanto se foi E sem ouvir, eu sei Como sem te saber te sinto Doce nos galhos onde te vejo Sem que te mostres a mim.
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Dec 8, 2016
Dec 8, 2016 at 5:54 PM UTC
deixas que te faça pássaro
Vagueio, sem destino algum. Vagueio, sem sair do lugar. De olhos fechados, percorro as linhas do teu corpo, e corro o mundo. Escondo-me, por entre o brilho do teu cabelo. Refugio-me, no teu regaço, e procuro o equilíbrio. No teu corpo, vagueio sem vaguear.
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Jan 25, 2014
Jan 25, 2014 at 3:45 PM UTC
vagueio
Vou transcrever o quanto gosto de você Nestas linhas de agonias tênues e de amores degradê Mesmo que seja complicado Gosto muito de você Nem que seja do meu jeito E isso espero que você consiga perceber
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Dec 17, 2015
Dec 17, 2015 at 5:36 PM UTC
Untitled
reparei agora onde vivo partes de mim, separadas, povoam cadernos desenhos do meu intelecto vivem entre linhas intemporais sonhos começados inacabados contam histórias abafadas pela imensidão dos tempos mas hoje por detrás das metáforas que o lápis traça na minha mão vivo e cresço
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Oct 22, 2014
Oct 22, 2014 at 5:40 PM UTC
CADERNOS
decidi abandonar o hábito de me privar. me privar das coisas que dizem com os olhos que não sou capaz. que não sei. mas preciso começar de algum jeito pra daí saber. então eu cansei de sentir vergonha, vesti meu segundo par de óculos e tratei de começar a escrever. de qualquer jeito, sem compromisso, só pra tirar o peso que possui um aspecto cimentado, nada leve. e fui alto. bem alto. ainda sozinha mas fui alto. comigo mesma. e antes eu só pintava com os dedos. decidi então comprar pincéis. depois parei. agora desenho com caneta e papel. e se for pra comparar, eu não sei desenhar. mas sei pintar linhas. e essas linhas me parecem lindas. e eu gosto delas. e foi assim que eu comecei a fazer meus pedaços de arte. eles são feios, mas também são lindos.
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Jan 19, 2018
Jan 19, 2018 at 8:29 PM UTC
uma vez tive vergonha
desenhei cinco linhas. e de três dessas cinco todas faziam curvas retas. umas mais que as outras por conta do suor. e da tinta da caneta que deslizou facilmente na textura do papel. olhei de perto uma delas e eu vi que toda sua extensão era um universo em eterna expansão.
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Oct 27, 2017
Oct 27, 2017 at 12:23 AM UTC
linha