"isto" poems
Olho p'la janela e vejo que o dia nasceu belo;
Toda a atmosfera irradia uma tonalidade magenta -
O Outono já não tarda a chegar.
Há alguma paz nisso, mas não tanta que dure.
Dói-me ser.
Pudesse eu aprender a abraçar as sensações imensas,
Em vez de me afundar nelas, sem ar que respirar;
Pudesse eu seguir os ensinamentos de Álvaro de Campos
E fazer do sentir uma viagem infinda,
Um caminho ascendente em direção a Deus.
Pudesse eu sentir como sinto,
Como sinto tudo -
Deste modo exagerado que tenho de sentir tudo -
Sem deixar qualquer sensação tornar-se numa angústia profunda.
Soubesse eu olhar as flores
E amá-las como amo enquanto as olho
Sem que se me partisse irreparavelmente o coração
Quando não as pudesse olhar mais.
Dói-me ser
Quando parece que tudo o que sou
É esta enchente de sensações que não sei sentir devidamente.
Quando tudo o que sou é algo que poderia jurar não ser realmente eu.
Mas como posso não ser eu se são minhas as mãos que escrevem estes versos e
Meus os olhos que se quase desmancham por ter que os escrever e
Meu o coração - esta penosa maldição que carrego no peito -
Que bate furioso por não o saber ter?
Pensado em mim,
Não me imaginaria ser como sou;
Pensando em mim,
Não sei se me imaginaria de algum modo concreto mas,
Pensado em mim,
O que sou é uma mentira mal contada.
E, se o que sou é uma mentira, ser deveria ser um vazio gigante.
Mas o que sinto ser é tudo menos um vazio gigante.
O que sinto ser é um transbordar de Ser e
Como, tenho já dito anteriormente, uma contradição imensa em si.
Dói-me ser se o que sou é sentir.
Dói-me sentir e dói-me sentir que o que sou é uma construção incompleta.
Dói-me isto, tudo isto que me foi imposto como um dever -
A personalidade, o pensar, o Ser...
Dói.
Dói.
Dói....
Sep 17, 2017
Sep 17, 2017 at 1:28 PM UTC
Pensando nos lugares em que estive,
Física e espiritualmente,
Os tormentos de agora apresentam-se desmedidos
Porque dói tanto isto que nem dói sequer?
Que me não causa, isto,
Miséria ou infelicidade, isto,
Que embora a boca, amedrontada,
O não tenha dito
Era precisamente o que desejava para mim?
É certo, não assim…
Ah, cheguei a ousar dizê-lo!
Em confidência à minha mãe,
Sorrateiramente por versos escondidos.
Isto que eu queria!
É certo, não assim.
Não mordendo o fruto
Que me deste, oculto pela mão,
Sobre os meus protestos gritados,
À boca a provar; e, embora eu o cheirasse,
Podre, juravas pelo amor ser são!
O sabor, por não ser desesperante,
Faz-se aditivo; logo estou eu trepando a árvore
Sedenta de o devorar.
Escorrendo-te pelo queixo,
Sumo de laranjas meladas;
A língua que to limpa não é a tua.
Fixo a dor e tombo nela
Como Narciso sobre si.
Sep 28, 2022
Sep 28, 2022 at 5:32 PM UTC
Salpicar o teu rosto com farinha, enquanto preparassemos juntos o teu bolo favorito
Dar-te os beijos que me apetecesse, com os olhos, sempre que estivesses distraido a apreciar o "flowering tea", que te desse a escolher
Sentar-me no teu colo e ver-te desenhar
Fazer de ti a manta que me aconchega, entrelaçar os meus dedos nos teus e ver um filme até adormecer
Levar-te o pequeno almoço à cama e acordar-te com um beijo de bom dia.
Ser...
a única a conseguir te arrancar aquele sorriso nos piores momentos...
a bateria desenfreada a bater dentro do teu peito...
a tua melhor amiga...
quem faz valer cada acordar teu.
Que fosses a excepção que acreditei que eras, o porto seguro por quem vale a pena esperar para partilhar a vida.
Por ti... por nós... mudei, ignorei medos e arrisquei...
Não deste valor... desacreditei.
Feb 27, 2017
Feb 27, 2017 at 5:03 PM UTC
Primavera que acordas vinhedos adormecidos
Hoje fiz uma promessa a mim mesmo que seria escrever para ti: Primavera! Desde menino que me encantas, me envolves, me rejuvenesces…Sim, és tu Primavera que me acordas de sonos bem ou mal dormidos. Com os crescer dos dias parece que tudo cresce de uma forma descontrolada e um infindável colorido permanece aos olhos de quem te acolhe e enaltece.
Sim, só poderias ser tu a bendizer todas as rosas campestres que por ti anseiam para comunicar e nos fazer sentir odores, por vezes já esquecidos. Os jardins se enfeitam com violetas, lírios, hortênsias. Os charcos ficam mais esverdeados e alegres, pois as rãs têm mais tempo para cantar.
Primavera abençoada que acordas vinhedos durienses adormecidos, que aqueces rio Douro e Tua. Amendoeiras em flor brancas e puras que acolhem abelhas que procuram alimento param se saciar. Nos campos é imensa a alegria de semear sementes que servirão de alimento para tantos seres que não compreendem o poder de nascimento contínuo que existe em todas as Primaveras. Parece que tudo está com disposição de despertar…
Parece que tudo ressuscita, que tudo nasce, que tudo vive com maior apego e sintonia com o Deus Criador. Por tudo isto queria também eu ser uma Primavera excelsa e porque não celestial aos olhos de quem nunca teve ou sentiu uma Primavera.
Victor Marques
Feb 24, 2015
Feb 24, 2015 at 8:44 AM UTC
A vida, há não sei dizer quanto tempo,
Tem-se mostrado uma interminável batalha.
Conseguir ouvir a razão sem abafar o sentir
Conseguir sentir sem por ele ser consumida
Inteiramente.
Não quero mais escrever poesia de guerra
Nem fazer da poesia uma guerra de amor
Só vale o que eu deixar que valha.
E escrevo-o aqui, as desculpas de merda não valem
Nem valeriam se fossem desculpas muitíssimo boas
Se estou a perder a cabeça vou atrás dela e
Encaixo-a de novo no pescoço e
Bato com ela nas paredes até tornar a funcionar
Não a ajudo a ir. Não.
Não quero continuar a perguntar-me à noite
O que raio é que estou a fazer
Que vida é esta que escolho e não vivo
Que não vivo por a escolher incessantemente.
Não se pode querer paz e respostas
E por ambas querer nenhuma tenho
Só a mim e ao silêncio que não deixo existir.
Não quero. Não sei o que quero mas
Não quero isto. Querer isto não
Me deixa querer mais nada.
Nem a mim. Especialmente a mim.
E tenho que me querer a mim
Antes de querer qualquer outra coisa.
Jun 14, 2017
Jun 14, 2017 at 10:27 AM UTC
A vida é o jogo de emoções total,
É jogo sem regras, sem costumes,
Quando a temos, muito formal,
São mediações de perfumes!
Mas se eu não gosto afinal,
Ou se eu amo meu amigo,
Sentimento é ser informal
Importante se o consigo!
As misturas de regras são vagas,
As vagas de sentir, são viver,
E assim afinal, planar e dizer,
Te amo ou odeio, faz cócegas!
Sentimentos não são de dizer,
Palavras, não sentem o que fazer,
Carinhos, toques, gestos, são prazer!
É assim, um cheiro a perfume natural,
Sentimentos, são trocas de atenção,
Quem nunca sentiu chegar no plural?
Sentimentos, são energia no coração!
E assim sempre vou mostrar meus sentimentos, sejam duros, suaves ou possantes! É isto a natureza informal de eu chegar, junto de todos aqueles que no fundo, eu considero!
Autor: António Benigno
Código de autor: 2013.07.25.02.11
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:07 AM UTC
This is the struggle, the writings in my mind every night.
The *"cannot ******* sleep".*
This is the "get to know u better my dear Borderline".
This is the genius, the craziness.
This is my self-therapy. The "I don’t wanna take my meds and I need to if I wanna be normal"
This is me typing, and talking in english only so I don’t have to listen to my self-thougts in spanish telling me ****
"Isto me está a falar e escrever em Português, só para não ter que ouvir a minha mente conversando comigo em Inglês e Espanhol dizendo coisas desagradáveis"
This is the Linguist, the Polyglot. This is the Mexican, the German, the citizen of Oceania.
The suicidal. The teaser. The lover. The wife. The translator. The ****** The poet. The soon-to-be-a lawyer.
This is the world looked through the eyes of a Borderline patient.
Random Thoughts. Just to keep my mind occupied, avoiding suicide, again, not because I don’t want to live in this beautiful earth again, but just to ******* shout out the voice inside my mind.
Jan 19, 2014
Jan 19, 2014 at 5:39 PM UTC
Sara iz kosmara izlazi na ulicu da proseta kera. U parku sama, vitla sebi po glavi. Po parku govna, plasticne cinije sa pirincem natopljene vodom i uljem, lisce mrtve lipe, flopovi kao putokazi poredjani.
Misa, taj kao neki njen momak, ko muva neuhvatljiv a isto tako i zaboravan samo se po govnima mota i plete mrezu romanticarske lazljive ideologije istine i solidarnosti. On se kao providnim celofanom uvija u svoje reci ali sad vec kao da je pod reflektorima nabubrelog meseca i nema kud. Proziri se. Ne konzistentan. Kukavica, shvata ona.
Shvata da Misa je kao sarena laza-
Ili mozda ipak nije bas sve tako. A kako li je? Kako prazan prostor puni je sumnjom ali i nekim leprsavim osecajem ljubavi.
Aug 23, 2015
Aug 23, 2015 at 11:34 AM UTC
Eu seria sínico se dissesse que estava tudo bem!
Pois é nada esta bem, eu não estou bem,
E dificilmente poderia nesta altura dizer o contrário.
Mas é isto, a loucura do incrivelmente desolado.
Desolado mas não acabado!
E o que agora é assim eu sei que posso mudar!
Hora ai está! Vou respirar fundo e UPS …
Acordei, afinal estou num sonho concreto,
Deixei esse medonho pesadelo muito profundo,
Tão fundo que já nem o vejo, já nem sou capaz,
De juntar dinheiro, pegar no carro, enche-lo de gasóleo,
E perder este meu tempo precioso, par ir visitá-lo!
Ganhei! Ganhei uma vida nova, sem compromissos válidos!
Enfim! Eu sou livre! Mas eu sou quem ganha com isso,
Afinal eu posso fazer o que eu quiser!
Ihihih…. Eu deixei de ter que agradar seja a quem for.
Ótima ideia esta. Vida eu estou aqui!
Autor: António Benigno
Código de autor: 2012.02.12.01.02
Aug 30, 2013
Aug 30, 2013 at 1:56 PM UTC
Eu digo isto do coração,
Sem sequer prestar atenção:
"Vou te prender na minha mão!"
Digo com grande exclamação.
Relembro-te como é que os pássaros cantam,
Como é que as ondas da praia dançam,
Como é que as palavras encantam
E como é que os por-do-sóis são.
Faço-te adeus. Aceno-te sem fim.
Mas, num ápice, corro atrás de ti
Quero sentir a tua pele de cetim.
E tu dizes "Quero ficar aqui."
Mas poder, não podes.
Mas querer, tu queres.
Mas sentir, tu sentes.
Mas vontade, não te falta.
Sabes o que te direi
Assim que partires?
Antes de falar chorarei
Para as minhas palavras obstruíres.
"Se te pedir para ficar
Tu ficarás?
Se te pedir para amar
Tu me amarás?"
Não podendo dizer mais nada
As minhas costas a ti eu volto.
Tu, te sentido numa alhada,
Desembargas a tua voz num suspiro solto:
"Vou te querer,
Sem me quereres.
Vou te ter,
Sem me teres.
"Vou te amar,
Sem me amares.
Vou te desejar,
Sem me desejares.
Paixão por paixão,
liberdade por liberdade,
Num coração vivo por outro coração,
É amor, por causa da amizade."
Mar 1, 2014
Mar 1, 2014 at 12:37 PM UTC
O Vento que passa por mim leva todo o ar que existe nos meus pulmões. Faz o meu coração parar de tanta tristeza e amargura que carrega, faz com que o meu emocional seja triste e seco.
Sem razão nenhuma para me torturar, o Vento continua a fazê-lo, isto fá-lo feliz. Não lhe dói, mas como me dói a mim, é uma alegria. Acho que já estou habituada a esta dor. Fui destinada a tê-la, e agora, mereço-a.
Oh meu amor, porque me fazes sofrer tanto, meu querido Vento? Que dor infernal sinto eu por culpa tua, seu bicho horrendo que tanto amo.
Por favor, faz com que eu pare de te amar, por favor, por favor. O ar que levas contigo não te chega? Tens que tirar de mim o pouco que falta para me sentir viva e sem remorsos?
Oh meu amor, oh meu querido Vento, meu feio e horrendo bicho que mais odeio por te amar.
Faz com que pare, por favor, por favor.
Jul 30, 2013
Jul 30, 2013 at 7:21 PM UTC
O Vento que passa por mim leva todo o ar que existe nos meus pulmões. Faz o meu coração parar de tanta tristeza e amargura que carrega, faz com que o meu emocional seja triste e seco.
Sem razão nenhuma para me torturar, o Vento continua a fazê-lo, isto fá-lo feliz. Não lhe dói, mas como me dói a mim, é uma alegria. Acho que já estou habituada a esta dor. Fui destinada a tê-la, e agora, mereço-a.
Oh meu amor, porque me fazes sofrer tanto, meu querido Vento? Que dor infernal sinto eu por culpa tua, seu bicho horrendo que tanto amo.
Por favor, faz com que eu pare de te amar, por favor, por favor. O ar que levas contigo não te chega? Tens que tirar de mim o pouco que falta para me sentir viva e sem remorsos?
Oh meu amor, oh meu querido Vento, meu feio e horrendo bicho que mais odeio por te amar.
Faz com que pare, por favor, por favor.
Jul 1, 2014
Jul 1, 2014 at 10:50 PM UTC
Páro para pensar que me soam iguais todos os poemas
Tal como esta inquietação em pouco difere da anterior
Nem a compreendo para a pôr em palavras
Vai e vem e refugio-me aqui.
Estou claramente descompensada
Pela falta de químicos dentro de mim
Respiro fundo e abraço-me pois é sem químicos que sou eu
Por muito assustador que sempre tenha sido ser eu
Descobrirei com isto que posso sentir
Sem nenhuma consequência avassaladora
Sentir de forma avassaladora, sim,
E amar as sensações como as amo quando pairam apenas
Tenho sobretudo fé. Se tão rápido vivo e amo viver
Quanto desconheço qualquer sentido em ser
Abraçarei ambos os eixos e o que carregam entre si
Abraçá-los-ei pois são meus e a minha realidade sensatorial é esta
E estive já fugida por suficiente tempo
Para me faltar e a querer perto. E a conseguir perto
Conseguir e querer-me perto. Tudo o resto vem por consequente.
Feb 21, 2017
Feb 21, 2017 at 4:01 AM UTC
Se eu fosse pintor o amor queria pintar
O pintaria com as cores de verde e azul
Azul seria representaria liberdade que dá o mar,
E no verde estaria o amor que ninguém calcule!
Se fosse matemático o amor seriam somas,
Seriam somas de sentimentos sempre bons,
E se a arte fosse a musica imitaria seus sons,
Entregar os sentimentos sem quaisquer retomas!
Como seria bom encarar todas as profissões,
Dedica-las ao amor e viver todas as emoções,
Construindo em cada dia coisas das boas vibrações,
Sentir cá dentro o carinho nos nossos corações!
Mas o que é isto que é o amor?
Qual a cor e qual o som que tem esse calor?
O amor é a dissolução de qualquer dor,
São cores e sons que se apresentem com glamour!
E assim, que em todos os corações haja um ninho,
Como o deva haver também dentro de qualquer lar,
Porque o ninho é pequenino e há grande bem-estar
Que o amor nos siga sempre por qualquer caminho!
Autor: António Benigno
Código de Autor: 2014.09.07.13.21.08.05@
Sep 7, 2014
Sep 7, 2014 at 8:45 AM UTC
Escuta meu pai este segredo,
que hoje eu te vou contar,
quando vou p'rá cama à noite
e em ti me ponho a pensar.
Passaram anos desde o dia,
que me viste pela primeira vez,
desde então tens-me ensinado,
a ser aquilo que tu és.
Tenho aprendido o que posso,
nem tudo aprendi, paciência,
mas espero em mim ter retido,
o que me ensinas-te com veemência.
Tenho hoje uma linda filha,
a quem espero poder dar,
tudo aquilo que tu me deste,
só assim te posso pagar.
Não à palavras que descrevam,
o que este teu filho gosta de ti.
Se ao leres isto te emocionares,
não chores, mas sim, meu pai RI.
Jul 23, 2014
Jul 23, 2014 at 3:13 AM UTC
Me recostei na janela
A rua vazia, vazia
Olhos ressabiados
Contos de lorotas entre carolas
Um diz que diz
O que o gato comeu
Que a pia entupiu
E o filho que sumiu
Ai! Já não aguento mais!
A mãe que queimou o feijão
A filha que dormiu no furgão
A empregada que se queimou no fogão
Meu Deus do céu!
Que fazem as mentes vazias?
Que tanto este diz que diz?
Tudo isto faz alguém feliz?
Se fossem verdades...
Não são e nunca serão...
Uns pelas costas dos outros
Difamando e espalhando intrigas de todos
Mar 2, 2015
Mar 2, 2015 at 12:01 PM UTC
Abri agora a porta
Realidade
passei para o outro lado
tento...
tento desesperadamente,
em frente
uma selva
viagens
passado inexistente
renasci agora das cinzas.
Envolto na armadura
debato-me contra o
mistério
dos poderes ocultos.
Tudo isto não tem nexo
desde o princípio
onde juntos cavalgámos
Agora
Viajo
só e triste
tento alcançar o poder dos espíritos
e seguir os rituais da natureza.
O Xamane erguesse
e proclama o novo estado de espírito.
O Rei olha-me
surge espanto
só
benfeitor, mal amado
choro.
May 11, 2014
May 11, 2014 at 2:11 PM UTC
Não sou, nem sei se quero
Ser ou saber.
O dia não é comigo e só o sinto a ele
Notando que não há muito que sentir
Nem com que o fazer
Não sou nada. Respiro
E penso e sinto e não sou mas sei
Não sabendo nada, sei
Nem me assusto por isto
Num planeta vazio cheio de luz
Num dia cinzento e vazio
Em que vivo em contradições
Sem saber se vivo sequer. Se sou.
Não sou. Não sou nada.
Dec 6, 2016
Dec 6, 2016 at 3:10 PM UTC
Corpos moribundos arrastam-se por entre as sombras de débeis humanos, raios de sol atravessam cérebros putrificados pelo perecer das eras. O caos havia chegado, campos arrasados, mostravam-se nus e tristes, mas tudo isto é uma quimera e a felicidade manter-se-á eterna.
Jul 15, 2014
Jul 15, 2014 at 4:03 PM UTC
Neutralnost je neutralna. Nije mir ni kaos, već nijedno. Nije bog ni bez boga. Nije ni jedno. Nije ni sreća ni ljubav ni tuga ni mržnja, već ni jedno. Informacija i znanje, ignorantnost i podatak. Isto je. Postojiti ili ne. Isto je.
Mar 23, 2018
Mar 23, 2018 at 7:39 AM UTC
-Tudo isto é para mim?
-Sim, tudo.
As flores...
As árvores...
Os oceanos...
Os sorrisos...
Eu.
Sep 23, 2013
Sep 23, 2013 at 11:02 AM UTC
Paixões calorosas e ardentes
Tudo o que arde acaba por apagar
Juras perdidas por estrelas cadentes
Será que foi isto que te tive para dar?
Um poeta amaldiçoado que outros corrói
Ser involuntário da avareza
Pois desejo amar aquilo que me destrói
Nela não me vejo com clareza
Como posso ser alguém
Se sem ti nada sou?
Sentimentos que novamente me perseguem
Assim o lamuriador voltou
Sabores desenxabidos
Só o sabor salgado das lágrimas para temperar
Nesta escuridão não quero esperar
Pois sinto que fui sepultado num cemitério de sentimentos perdidos
Magoa-me sem dó
Pois eu mais nada de ti mereço
Assim arranco o meu coração sem apreço
E volto a pô-lo na estante novamente a ganhar pó
Jul 21, 2017
Jul 21, 2017 at 6:26 PM UTC
Hoje pensei no tempo que sempre passa,
Absorve tudo , tudo enlaça,
Ai tempo do tempo que tudo ultrapassa,
Tempo do alento em estado de graça,
Mas o tempo no entanto, tudo ama e abraça .
O tempo vai leve e sem pressa,
Parece uma linda personagem,
Que revive uma sentida imagem,
De uma caricatura de diferente peca.
O tempo vive em sintonia com a noite e a madrugada,
Se envolve contigo, e com a tua donzela meia embriagada,
Com tudo isto o mundo através do caos foi criado,
Tempo do tempo com presente, futuro e passado.
Ai tempo que pareces inconstante e vadio,
Acorrentado na foz de um triste rio.
Tempo de conquistas, euforias desenfreadas,
Tempo de musas bem amadas...
Ai tempo de tantas cigarras que no meio dos zimbros fazem alaridos,
Tempo do tempo com a alma e forca dos meus sentidos.
Victor Marques
May 21, 2019
May 21, 2019 at 7:48 AM UTC
Mamã foi embora
Ela já não está viva
Ela deixou a Mãe Terra
Ela está no cemitério
A mamã está mais longe
Ela está aqui e ali, realmente
A mamã se foi
E já não está aqui
Connosco, sob o sol
A mamã está no céu
Ela olha para nós e consegue ouvir
Ela está a divertir-se, em um sonho
Vendo-nos lamentar e gritar
A mamã está com a Virgem Maria
Ambos nos ouvem e riem
Tanto que choram no paraíso
Onde ninguém morre
Isto é uma gafe
Que viagem! A mamã foi embora
Mal os podemos ver nas nuvens
A mamã ainda está conosco
É invisível dentro de nós
Como desejamos que as outras mães façam
Feliz fica no cemitério
Que a terra seja leve e macia!
P.S. Este poema é dedicado a todos os que choram.
Translation of “Mommy Is Dead” in Portuguese.
Copyright © Avril 2024, Hébert Logerie, todos os direitos reservados.
Hébert Logerie é autor de várias coletâneas de poesia.
Nov 14, 2024
Nov 14, 2024 at 12:03 PM UTC