"fundo" poems
Minha mãe sempre me contou a mesma história
De como Narcissus quebrou Drinick
Porque nem sempre o amor é suficiente
Ás vezes ele só causa dor
Narcissus foi o primeiro amor de Drinick
A primeira verdadeira paixão
Drinick foi o único amigo de Narcissus
Durante longos verões e todo o resto do tempo
Narcissus nunca chorou
Nem quando sentiu dor
Drinick nunca desacreditou
Nem quando chegou ao fundo do poço
Então Narcissus quebrou Drinick
Em pedaços tão pequenos
Que ninguém seria capaz de consertá-lo
E ninguém nunca consertou
Minha mãe sempre me contou a mesma história
De como Narcissus quebrou Drinick
Porque nem sempre o amor é suficiente
Ás vezes ele só causa dor
Narcissus se foi e nunca mais voltou
Drinick ficou e nunca mais correu
A história dos dois morreu
No dia em que Narcissus quebrou
Minha mãe sempre me disse
Nunca seja como Narcissus
Que perdeu tudo o que tinha
E nunca seja como Drinick
Que foi deixado sem nada
Minha mãe sempre me contou a mesma história
De como Narcissus quebrou Drinick
Porque nem sempre o amor é suficiente
Ás vezes ele só causa dor
Eu já fui Narcissus
E já tive meu Drinick
Mas a história se repetiu
Minha mãe sempre me disse
Quando Narcissus quebrou Drinick
Uma jovem lua pairava no céu
Naquela noite as estrelas não apareceram
E todas elas se apagaram do olhar de ambos
Sep 13, 2016
Sep 13, 2016 at 8:27 AM UTC
Ansiar por ti no nosso doce leito,
Lúgubres as noites de cansaço,
Amar-te do fundo do peito,
Vivo no teu regaço.
Teu calor que tua doença cura,
Sentimento puro e forte,
Amar-te com meiguices e ternura,
Enlace da nossa sorte.
O barco sem velas nos conduz,
Carrocéis que rodeais o ermo.
Amar-te com palavras feitas de luz,
Por ti estou enfermo.
Juntar ao teu meu coração,
Sofrer com excelsa mágoa,
Amar-te com gratidão,
Minha musa bem amada.
Victor Marques
Jul 7, 2010
Jul 7, 2010 at 4:11 AM UTC
Mil-réis entre réis pagos pelo algodão e pelo o material sinteticamente enfadonho – ambos traçados na sala abafada em que, agora, a escuridão de frequência vibrante busca-me, parado, observando o sangue que segue, que traça, desenha os seus próprios afluentes em uma elaborada figura de empalhamento. Tropeço por entre galhos, perco um ou outro membro e abro os olhos. Agora, veja! Eles estão lá! Meus membros estão lá! Mas atente-se! Aquele, meio torto, veja-o com perfeição.
Digo, eram meus. Sim, pois agora a este outro pertence. Está lá, na poça de meu sangue, com a minha própria estrutura, o que parece ter sido um simpático palhaço. Confirmo aquela minha primeira impressão: empalhado palhaço. Agora há algo dentro daqueles membros. Definitivamente há! Até vejo alguma perenidade por entre as articulações, à mostra - resultado de um trabalho mal feito pelo meu próprio líquido vermelho intenso.
Depois de muito apreciar minhas partes nunca tão bem aproveitadas, vejo algo mais além - vejo asas! Inicialmente, um âmago bastante ridículo e tedioso - mas observando mais atentamente, percebo profundamente que aquela minha obra orgânica possui, como verdadeira essência, o plano mais ao fundo, que não só se colocava de forma discreta, como aspirava se esconder do foco do olhar, retirando nitidez que a ele é supostamente é inerte. Percebi a explicação para minha atrapalhada e inconsciente criação. Humano algum será capaz de apreciá-la como eu aprecio. Amo-a agora como amo a morte! E morta está minha obra, afastada para sempre de mim. Assim como os meus olhos e libido.
É um sangue amaldiçoado aquele que escorrera de mim, seria está a plausível explicação? Sequer traçara ele uma imagem de uma mecânica funcional.
May 3, 2014
May 3, 2014 at 2:46 PM UTC
Seus cabelos, ondas escuras na noite,
Seus olhos, um mistério que não posso desvendar,
Ela caminha entre os vivos e os mortos,
E eu a sigo, perdido em seu encanto sombrio.
Seu toque é o frio da meia-noite,
Sua presença, um tormento doce,
Cada passo que ela dá me arrasta,
Mais fundo em um labirinto de solidão.
Pois ela é a musa de meus pesadelos,
A personificação do desejo que me destrói,
E eu, um tolo, danço na borda do abismo,
Fascinado por sua escuridão eterna.
Aug 31, 2024
Aug 31, 2024 at 11:35 AM UTC
Rascunhos eu faço e nem sei a razão,
Cintilar e canto de doce paixão,
Junto frases no horizonte da ilusão,
Pedaço de terra e solidão.
As palavras são as amas do amor,
Caminhadas com muito suor.
Pedras alheias, esbranquiçadas,
Palavras meigas, enfeitiçadas.
Nós temos um papel na mente,
Cansaço que não se sente.
Rascunhos da prosa , do mundo conhecido,
Parceiro de uma rota sem sentido.
Escrever com amor ao mundo,
Bater de leve no fundo.
A palavra é leve e tem pena,
Terra amiga, palavra amena.
Vic Alex
Apr 27, 2010
Apr 27, 2010 at 4:45 PM UTC
A vida é o jogo de emoções total,
É jogo sem regras, sem costumes,
Quando a temos, muito formal,
São mediações de perfumes!
Mas se eu não gosto afinal,
Ou se eu amo meu amigo,
Sentimento é ser informal
Importante se o consigo!
As misturas de regras são vagas,
As vagas de sentir, são viver,
E assim afinal, planar e dizer,
Te amo ou odeio, faz cócegas!
Sentimentos não são de dizer,
Palavras, não sentem o que fazer,
Carinhos, toques, gestos, são prazer!
É assim, um cheiro a perfume natural,
Sentimentos, são trocas de atenção,
Quem nunca sentiu chegar no plural?
Sentimentos, são energia no coração!
E assim sempre vou mostrar meus sentimentos, sejam duros, suaves ou possantes! É isto a natureza informal de eu chegar, junto de todos aqueles que no fundo, eu considero!
Autor: António Benigno
Código de autor: 2013.07.25.02.11
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:07 AM UTC
Marcas de uma noite escura
E uma perspectiva ferida
Pela agulhas de minha frieza
Chegaram a você
E a face que foi me dada
Está jogada em alguma esquina
Com impressões de olhares inferiores
Como faces de um bloco de notas
Eu vou me virando
Vou me virando
Essas alternâncias de oportunidades
São as ultimas coisas que eu queria ver
E com um grito sufocante eu admito
Eu sempre errei
Eu errei
E essa dor despertante
É uma especie de verdade que muda totalmente o caráter
Me fez perceber as paredes se erguendo
No único objetivo que eu foquei
Todas essas maneiras autodestrutivas
Todas essas inclinações para o fundo do poço
E agora eu sei, elas tem justificativas
E eu sei
Acusado de assassinatos impiedosos
Mas não sou que sou "um com a dor"
Que fui forçado a parar na beira da estrada
Porque é de lá que vim
E é para lá que sempre voltarei
Mas, meu deus
Lá é tão distante
E parece que acidentes agora ocorrem por lá
E todos os outros lugares
São cheios e me sufocam
Me sufocam
E eu sou tão inútil que a unica coisa que consigo pensar
É em uma mudança dos tecidos dos tempo
É eu sei
Sou um inútil
E agora sinto como se minha face
Não tivesse nenhuma ligação com os meus pés
E o meu corpo agora fica
Rolando em coisas que não eu não consigo acreditar
Mas eu tentei
Eu realmente tentei
Você sabe que eu tentei
Realmente tentei
Oct 29, 2015
Oct 29, 2015 at 4:26 PM UTC
O desenho inscrito sobe a forma de sinais,
Que percorrem o mapa secreto desse corpo,
Onde no olhar se vêm certezas divinais,
Mais secreto é saber que alimentas o meu horto!
O dilema repleto de infindáveis caminhos,
Onde a escuridão que existira se esfumou,
Nossos dizeres tornam-se atos e miminhos,
Essas dúvidas são claras e o tempo levou!
Como tu eu sinto que o melhor é mesmo acreditar,
Soltar-me no vento e explorar o sentimento quente,
Que chegou recheado de sonhos e contornos de cativar,
É porém o desenho do teu rosto que guardo tão presente!
Presente tão bom, presente que Deus me enviou no caminho,
Posso mesmo confiar que tenho vontade de ir pela avenida,
Nem tão pouco, nem tão perto a luz do fundo eu imagino,
Mas o alimento que trouxeste e que a ti vai deixando com vida!
Segue nas minhas veias na esperança de te poder hoje e sempre olhar,
Apertar-te nos braços e encontrar o meu, em tempos já distante Norte,
E hoje aperto em minha mão a bússola que me trouxeste em passaporte,
Para o vão da felicidade, de que hoje quero acreditar, e comigo, a ti levar!
Autor: António Benigno
Para ti Lili…
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 9:58 AM UTC
Hoje apetece-me penetrar no fundo da vossa escuridão,
E desde já, uma palavra ao leitor passageiro de viagem,
Estas palavras, são minhas e de quem as consegue ler,
Não são para ninguém, a menos que as consiga querer!
A todas as almas negras da minha vida, peço calma,
Não podereis ter sabor de vitória, nem de mim glória,
Sendo pobre que nem riacho sem peixes, ou rico de gral,
Como pobre, sou feliz porque respiro o cheiro do amor,
Do amor que me consola e que como eu se sente rico!
Se fossem de riqueza os meus bolsos, eram as coisas mais simples,
Que teriam lugar em minha vida, pois só assim me deitaria feliz!
Por isso nem que o corpo me tirem, nunca nem assim me venderei,
Nunca a vós darei almas negras, o desdém de perder a minha honra!
Por mais pobre que sejam minhas vestimentas, há coisas que manterei,
Minha integridade e valores de amor verdadeiro, por amigos e meu amor!
Eles conhecem-me a mim e eu conheço-os a eles, e de vós a ideia não mudarei!
Por isso, dediquem-se a ter uma vida de utilidade, deitem-se à noite ignorantes!
Acordem de manha, pensando em vossas vidas, porque eu estou vivendo,
Apesar de pensarem que quero gritar e me despedir, é mentira agora e será.
Será assim, sempre, porque o destino de minhas mãos, depende de eu querer,
Daquilo que me dedico, eu sei fazer, e por isso faço para as merecer!
O céu agora é escuro, distinto do meu coração verde de esperança,
Não desejo a meus inimigos, pior do que aquilo que quero para mim,
Porém, eu sei que o homem, não faz justiça tão atempo, como a de Deus!
E agora vou dormir, continuar sonhando com os sonhos que de dia já vivi,
Sei que vou acordar na lembrança de alguém, de quem eu amo e me ama também!
Autor: António Benigno
Código de autor: 2013.07.15.02.05
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:11 AM UTC
Apavorada
Minhas mãos tremem a cada segundo
Presa em um lugar pequeno
Logo vejo uma asma aflorar em meio da respiração
Há uma imensidão
Porém,
estou sufocada.
''Não me humilhe. Não diga nada.''
Preciso fugir daqui. Encontrar algo novo
Assustada
Passarinhos voam em um céu nublado
Espíritos me apavoram
Procuro conforto
Correr. Correr. Encontrar um novo lugar
Mover a expressão encubada em minha face.
Por um instante,
parecia calmo
Como se todo o pecado tivesse sido lavado
e como se tudo fosse novo.
Um recomeço
Impressão
Ele apenas havia começado a beber todo o vinho
Esquecendo da ostea
Enganando pessoas
Corroendo outras
Tudo é ansioso novamente.
Fugir de problemas.
Deixar pessoas.
Sem remorso algum.
Sem deixar as lágrimas caírem ou o coração pesado.
Lágrimas parecem me afogar.
Abraçando minhas gélidas pernas.
Espíritos dançam em minha volta.
Olhos pesados. Doloridos.
Tudo não se passa de uma ilusão.
Joga-los para o fundo.
Me esconder na escuridão.
Fugir de pessoas. Deixa-las.
Respirar.
Apr 28, 2015
Apr 28, 2015 at 6:32 PM UTC
Sou Eu…
Procuro um produto acabado ou inacabado,
Sinto um dado já passado.
Sem perícia, engenho ou norte,
Sou fruto do amor e sorte.
Em mim sinto furacões adormecidos,
Fascinado pelo paraíso dos sentidos,
Navego no oceano de um novo mundo,
Conchas num mar sem fundo.
Histórias bonitas e trocas de olhares,
Sentir odores alegres, peculiares.
Me apaixonam as flores primaveris,
Sou aquilo que Deus criou e Quis.
Victor Marques
Dec 4, 2012
Dec 4, 2012 at 7:23 AM UTC
Eu seria sínico se dissesse que estava tudo bem!
Pois é nada esta bem, eu não estou bem,
E dificilmente poderia nesta altura dizer o contrário.
Mas é isto, a loucura do incrivelmente desolado.
Desolado mas não acabado!
E o que agora é assim eu sei que posso mudar!
Hora ai está! Vou respirar fundo e UPS …
Acordei, afinal estou num sonho concreto,
Deixei esse medonho pesadelo muito profundo,
Tão fundo que já nem o vejo, já nem sou capaz,
De juntar dinheiro, pegar no carro, enche-lo de gasóleo,
E perder este meu tempo precioso, par ir visitá-lo!
Ganhei! Ganhei uma vida nova, sem compromissos válidos!
Enfim! Eu sou livre! Mas eu sou quem ganha com isso,
Afinal eu posso fazer o que eu quiser!
Ihihih…. Eu deixei de ter que agradar seja a quem for.
Ótima ideia esta. Vida eu estou aqui!
Autor: António Benigno
Código de autor: 2012.02.12.01.02
Aug 30, 2013
Aug 30, 2013 at 1:56 PM UTC
Hombres necios que acusáis
a la mujer sin razón,
sin ver que sois la ocasión
de lo mismo que culpáis:
si con ansia sin igual
solicitáis su desdén,
¿por qué queréis que obren bien
si la incitáis al mal?
Cambatís su resistencia
y luego, con gravedad,
decís que fue liviandad
lo que hizo la diligencia.
Parecer quiere el denuedo
de vuestro parecer loco
el niño que pone el coco
y luego le tiene miedo.
Queréis, con presunción necia,
hallar a la que buscáis,
para pretendida, Thais,
y en la posesión, Lucrecia.
¿Qué humor puede ser más raro
que el que, falto de consejo,
él mismo empaña el espejo,
y siente que no esté claro?
Con el favor y desdén
tenéis condición igual,
quejándoos, si os tratan mal,
burlándoos, si os quieren bien.
Siempre tan necios andáis
que, con desigual nivel,
a una culpáis por crüel
y a otra por fácil culpáis.
¿Pues como ha de estar templada
la que vuestro amor pretende,
si la que es ingrata, ofende,
y la que es fácil, enfada?
Mas, entre el enfado y pena
que vuestro gusto refiere,
bien haya la que no os quiere
y quejaos en hora buena.
Dan vuestras amantes penas
a sus libertades alas,
y después de hacerlas malas
las queréis hallar muy buenas.
¿Cuál mayor culpa ha tenido
en una pasión errada:
la que cae de rogada,
o el que ruega de caído?
¿O cuál es más de culpar,
aunque cualquiera mal haga:
la que peca por la paga,
o el que paga por pecar?
Pues ¿para qué os espantáis
de la culpa que tenéis?
Queredlas cual las hacéis
o hacedlas cual las buscáis.
Dejad de solicitar,
y después, con más razón,
acusaréis la afición
de la que os fuere a rogar.
Bien con muchas armas fundo
que lidia vuestra arrogancia,
pues en promesa e instancia
juntáis diablo, carne y mundo.
999
I
No intervalo do incessante
Para lá do perceptível
emaranhado numa zona incerta
quando a noite é mais de trevas
E um quarto bem estreito
é exageradamente infindo
ora ali o oniromante
De outrora letargo
de outro nome alcunhado
que agora desperto
aprende a dormir
recônditos respiros
rebuliços arredores
vasos sanguíneos
coléricas vozes
vislumbra o enfermo
sem remédio
sem cura
Um quadro preto
um naufrágio
II
Jaz adormecido
em cama de pedras
com colcha de espinhos
Lá dentro avenidas movimentadas sussurram verdades
cheias de agudos
ângulos, retos, obtusos
com vértices nas curvas semicirculares
Um rompante inaudível
turbilhões de incertezas
de vozes cegas
emergindo da fresta tenebrosa
que brilha o **** cobiçado
de seios
de coxas
de longos cabelos loiros
de pele negra
de pele vermelha
de pele amarela
peles tão alvas quanto a neve
Uma avalanche de inseguranças
Correntes de ferro
enferrujadas
que rasgam a carne
com tétano
e o sangue escorre
num rio plácido
repleto de peixes e tartarugas
de ondinas e sereias
onde banham as musas
que cantam o canto de Morfeu
como eólia lira
que entorpece e inspira
o oniromante
que ali adormeceu
III
No sonho de um sonho
há um sonho esquecido
guardado a sete fechos
no fundo inflexível
de imagens arquetípicas
de desejos obscuros
de visões aterradoras
de um jovem bem febril
devagar vai adentrando
nessa estranha entrelinha
qual razão do desconexo
desconstrói o findo dia
tenazes vozes em seus ouvidos
reproduzidas como brados
brotam atroadas
de estrondosas trovejadas
Neste tempo sem um tempo
há tempos transcorrido
inesperados fragmentos
reprimidos e esquecidos
Por frações de um instante
trafegando entre a memória
dos dias das noites do futuro
do passado e das histórias
Clareiam-se como cruz
como carga no caminho
Cultuando a culpa a luz
jaz oculta na cova deslembrada
Estreitos fios a lumiar o teto escuro
tomam forma entrelaçada da aurora
Rompe o limiar do céu noturno
E abre os olhos pra não perder a hora
�
Dec 26, 2016
Dec 26, 2016 at 5:59 AM UTC
Páro para pensar que me soam iguais todos os poemas
Tal como esta inquietação em pouco difere da anterior
Nem a compreendo para a pôr em palavras
Vai e vem e refugio-me aqui.
Estou claramente descompensada
Pela falta de químicos dentro de mim
Respiro fundo e abraço-me pois é sem químicos que sou eu
Por muito assustador que sempre tenha sido ser eu
Descobrirei com isto que posso sentir
Sem nenhuma consequência avassaladora
Sentir de forma avassaladora, sim,
E amar as sensações como as amo quando pairam apenas
Tenho sobretudo fé. Se tão rápido vivo e amo viver
Quanto desconheço qualquer sentido em ser
Abraçarei ambos os eixos e o que carregam entre si
Abraçá-los-ei pois são meus e a minha realidade sensatorial é esta
E estive já fugida por suficiente tempo
Para me faltar e a querer perto. E a conseguir perto
Conseguir e querer-me perto. Tudo o resto vem por consequente.
Feb 21, 2017
Feb 21, 2017 at 4:01 AM UTC
Alice, Alice
Sempre reclamava alice:
-Como não me amar?
-Porque ter de ir embora?
-Posso eu ser pequena por fora e grande por dentro?
Pare de perguntas alice, me disseram que você andava feliz..
- Sim, eu andava, mas ele me fez encolher de novo
Ah minha querida, isso é passageiro, já já vem outro e você crescerá e
sua alma se elevará.
- Como tens certeza disso?
Ja te disse Alice, não perguntes, apenas acredite.
- Acredite, acredite.... Que frieza minha, achar que seria só meu.
- Como pude querer possessão?
Fácil, foi o ego, ele não iria suportar o fato concreto da perda,
então, se colocou a frente, fazendo-a acreditar que se a possessão não
existisse você iria por água a baixo ou melhor dizendo, por buraco abaixo, mas entenda minha querida alice, que....
A alma flutua, e se estivermos na direção errada
ela irá se afundar,como se estivesse caindo num fundo buraco,
só que enquanto você cai vai percebendo que quanto mais ela naufraga,
mais ela emerge,e continua flutuando, como num equilíbrio poético,
sem ter direção,sem ser julgada como errada ou certa, pois a vida é igual a chuva, ela cai e continua caindo, mas como num ciclo ela evapora e se transforma , se renovando, se equilibrando.
Oct 1, 2014
Oct 1, 2014 at 10:51 PM UTC
Nem sei o que hoje te vou dizer,
Ouço a natureza ao anoitecer...
Meu Deus, meu Deus, Meu Deus
Sigo ensinamentos teus....
Que melodia medonha na noite perdida,
Até parece pintada sem cor nem medida,
Meu Deus, meu Deus ai filhos do mundo,
Escrevo para ti num oceano sem fundo.
Continuo a tentar perceber zumbidos da noite com amor e prazer,
Meu Deus infinito e amado por tudo que é ser e não ser...
Eu escuto com a ousadia universal de algo descobrir,
Fico com teu amor e as borboletas da noite para te sentir.
A noite se deita num céu estrelado de quarto minguante,
Tu meu Deus és passado, futuro e presente.
Mesmo na noite tudo é feito com brilho e muita luz...
Eu me encanto no teu amor e na ressurreição divina de teu filho Jesus.
Victor Marques
Sep 14, 2018
Sep 14, 2018 at 6:43 PM UTC
Está a ficar tarde, e tu atrasaste-te outra vez
Já respirei fundo e contei até três.
Mas de nada me serviu.
Nós caminhamos numa ténue linha
E ela está a começar a romper
Ainda nem tivemos tempo para nos conhecer.
Sei que é ingénuo da minha parte pensar em algo mais
Quando de mim só dou o que quero
Mas de ti tudo espero.
Estamos a chegar ao fim.
Tens mais alguma coisa a dizer?
Talvez deveríamos ter escrito um parágrafo
E acabámos a meio de uma frase.
Nov 16, 2014
Nov 16, 2014 at 4:33 PM UTC
"eu te dizia que a vida é bruta, você me falava que ainda não
eu nunca acreditei que houvesse algo a mais depois que as coisas acabam
uma blusa esquecida no natal passado, uma palavra presa na fechadura da porta que bateu, um outro palpitar do coração ou alma além da que nos foi decretada aqui
e, então, você morreu
durante uma semana, eu fingi que você tinha finalmente viajado pro seu lugar favorito e que ele tinha te dado razão em ser um lugar favorito pra demorar tanto assim
durante um mês, eu desisti de esperar
paciência não era meu melhor dom
embora te esperar fosse um talento
você, de novo, não chegou
durante um semestre, eu chorei sem interrupções
embora ninguém soubesse ou visse algo
por dentro, muralhas da China caíam e oceanos atlânticos deslizavam entre órgãos e lembranças
quando eu esqueci o som da sua voz e o tom do seu olho, você morreu outra vez e, dessa, eu pude sentir o peso da mão do mundo descendo sob mim
outro ciclo se foi e a nossa conexão terminou
eu te quis no meu quarto reclamando meu atraso pro almoço; eu te quis na plateia da apresentação da minha monografia, a única na história da faculdade como centro de pesquisa a comunidade lgbt; eu te quis no meu exame de direção; eu te quis quando eu saí de casa; eu te quis atendendo o telefone enquanto eu contava que consegui um emprego novo; eu te quis e esse era o único tempo verbal em que era permitido te conjugar
durante um ano, que durou até hoje, eu soletrei saudade
já não tenho como chamar seu nome
eu toco o interfone, não há você do outro lado
me tateio, falta a sua pele bem perto
no fundo, eu acho que o universo deveria estar triste porque não posso te amar mais
eu estou."
#textoscrueisdemais
Feb 27, 2017
Feb 27, 2017 at 1:27 PM UTC
A ti la lira, a ti de Delfo y Delo,
Juana, la voz, los versos y la fama,
que mientras más tu hielo me desama,
más arde Amor en su inmortal desvelo.
Crióme ardiente salamandra el cielo,
como sirena a ti, menos la escama,
para ser mariposa no eres llama,
fuerza será mariposear en hielo.
Mi amor es fuego, elementar segundo,
de Scitia tu desdén los hielos bebe;
tal imposible a mi esperanza fundo.
Pues a decir que fuéramos se atreve
(cuando no los hubiere en todo el mundo)
yo Amor, Juana desdén, su pecho nieve.
764
Juntos navegamos
para o objectivo final.
desvio
monto o meu corcel
cavalguei milhas
paragem
segui viagem
retorno às origens
De novo na minha cabana
aí fora
guerras sem sangue
travam-se entre os aristocratas
Usurpação dos poderes
procura constante
Idiotas
um deserto já sem cor
ao fundo
uma vida
Migalha de vida
Um jardim
flores
Músicos tocam flauta
Cai o pano
apagam as luzes
Acabou a peça
acabou tudo
Até a vida
É O FIM.
Feb 3, 2014
Feb 3, 2014 at 3:34 PM UTC
Cai-me o silêncio na
mente, uma
mescla de nostalgia e solidão
invade-me a alma, vozes silenciosas
em vão suplicam o perdão. Corpos acorrentados
à r e a l i d a d e , olhos molhados de lágrimas
perdidas, tormento e ódio, amor, perdão.
Na vigília da noite uma luz ténue surge
lá no fundo, gestos provocantes pairam na silhueta
do mundo, ventos tempestuosos derrotam
quimeras distantes, hoje pintadas de c i n z e n t o .
Sociedade imunda, profanada por cultos ignorantes
que hoje se abrigam sob um manto de fantasias
enubladas. Águas mansas de um lago, onde cisnes se
banham, águas de lágrimas vertidas
pelos tempos. Ouço tua voz na brisa
dos pinhais, onde minha alma vagueia... porquê?
Mar 17, 2014
Mar 17, 2014 at 7:33 PM UTC
Sabe, bem no fundo eu queria que tu me chamaste, para caminhar, conversar ou qualquer outra coisa, até o menor sinal que ainda existo para você é o suficiente para florescer dezenas de bons sentimentos, e sabe, mesmo que as chances desse utópico futuro acontecer forem minimas, eu ainda me pego sorrindo abobalhada pelos cantos, pensando: ahhh, como seria bom se tu me chamaste para correr, como seria belo se tu me chamaste para cantar, sorrir e dançar. E nessa leve e serena incerteza de que se eu ainda existo em você, minha vida vai seguindo, meio triste, meio alegre, meio humano, meio você.
Jun 29, 2016
Jun 29, 2016 at 11:57 PM UTC
Com os olhos postos em ti, eu passo o dia,
sem que se cerrem por um segundo.
Ai, eu queria ser neste mundo,
meu amor, a tua maior alegria.
Mas meu amor, o que eu não sabia,
é que no teu coração, lá bem no fundo
existia por mim um amor profundo,
coisa bela, que em ti não via.
Surgiste-me à luz como uma flor
e desde então meu lindo amor
és a razão do meu viver.
E eu, não mais esquecerei
o louvado dia em que te encontrei
e atrás de ti fui a correr.
Jan 17, 2014
Jan 17, 2014 at 2:23 PM UTC
Percorro toda esta avenida
As folhas rodopiam
Um passo em frente
Um guarda
Silêncio
Agora sentado
Faço um cigarro
O olhar atento
do guarda
Uma tocha
levanto-me
Levo a garrafa
Dou um gole
Soletro palavras
ao sabor da brisa
Um poema
Um ideal
Uma vida
Sigo
Dou outro gole
Bem alto
Bem do fundo
Grito
“ ESTOU VIVO “.
Apr 3, 2014
Apr 3, 2014 at 6:12 AM UTC