"fome" poems
A Nossa Existência como seres humanos
Nascemos em qualquer lugar e somos filhos de quem quer por amor ou desejo simplesmente de procriar ou prazer puro. Não engrandece ou diminui a nossa natureza de seres humanos que nascendo por amor ou não! A partir deste início comprometedor existimos para gáudio de uns ou tristeza de outros. Milhões de células se uniram para fazer nascer seres nossos semelhantes com qualidades e defeitos que de uma maneira ou outra vão tentar sobreviver numa sociedade desproporcional e incapaz de controlar: os devaneios, crises, empreendimentos, crimes, loucuras de uma sociedade débil e moribunda.
Mas humanos resistem com paixão, inteligência e idealismo puro para tentar combater: a fome, guerra e construir muros de paz. Sim com consciência temos homens que labutam por um mundo melhor e uma sociedade que fomente uma existência menos penosa e permita uma recompensa para a outra vida mais conveniente e digna.
Todos nós temos direito à abundância de coisas boas nesta vida. O universo é totalmente gratuito para todos com uma harmoniosa junção de todos os fenómenos temporais que durante as estações de ano se manifestam na perfeição em sinfonias elaboradas por Deus eterno, infinito e Senhor. Deus nós ama feliz com uma amor intemporal e manifesto no amor de Jesus por todos nós. Com sua morte na cruz e sua Ressurreição exaltou os homens bons a viver com amor e por amor ao seu semelhante.
Vivemos num sociedade global e intransigente em que os seres humanos coabitam nos mais diversos lugares. A nossa existência como seres será leal e justa se dermos todos as mãos uns aos outros e fazer algo nesta terra que nós faça orgulhar muito mais tarde no Céu. A nossa existência como seres humanos deixava de ser importante se não houvesse uma recompensa por tudo que divinamente o homem bom faz nesta vida terrena. Deus com sua infinita bondade disse ao homem para se multiplicar e difundir seu imaculado amor e ditou suas leis universais baseadas numa fé irracional e num amor de coração.
Cabe a todo o ser humano justificar a sua existência com um amor inadiável a todos os seus semelhantes. Através da escrita e com tudo que Deus criador me deu não passa um dia nesta minha vida de passagem sem lhe agradecer por minha existência e por este planeta terra maravilhoso em todos os continentes e latitudes.
Abraço amigo
Victor Marques
Jan 7, 2014
Jan 7, 2014 at 10:25 AM UTC
Tuas parcas impressões não me comovem
Irrito-me a cada interrupção gentil que tu fazes e
Devoro a mim mesmo em lúgubre fome,
A lamentar o que de bom poderia ter feito
Se e se
Mas
Às três da tarde
Apodreço numa cadeira áspera
Quase tão fétido quanto a fruta do vômito
Passada do ponto de colheita
Às cinco da tarde
Eu já sou molho estragado
Setenta por cento aglomerado literal de leucócitos degenerados
Pus integral
Ao cair do sol,
Sou um alface hidropônico
Pronto para ser vendido, lavado e comido por ti
Interruptor imbecil.
Voltar-me-ei ao mar
Ao esgoto
Num estado de paz surda
A solidão é um inspirar sufocado
Sufoca
Oxida as ideias
É tortura comodamente induzida
Se hoje fervilho, é sorte
Pura boa-aventurança;
Pois do profundo cócito
Fui e voltei
E cá estou
Inteiro
Longe dos dentes de Deus.
Sep 28, 2014
Sep 28, 2014 at 5:16 AM UTC
Grão de trigo
Quando me levanto sem sono,
Acordo com Deus ao abandono.
O seu amor se projecta no horizonte,
Fresca é a água de sua fonte.
O bom Deus nos ama feliz,
Senhora Mãe sua imperatriz.
Sem fé o mundo e a consternação,
O homem sem coração.
Caminhante com sede e fome,
Deus feito homem.
A Luz é eterna e gratuita,
Deus te ama e purifica.
Nós acreditámos em Nosso Senhor,
Foi divino, é amor.
O grão de trigo que produz,
Amor a Deus, a Jesus.
Victor Marques
Nov 16, 2011
Nov 16, 2011 at 11:29 AM UTC
O grão de trigo
Quando me levanto sem sono,
No amor á escrita me abandono…
O seu amor se projeta no horizonte,
Água fresca de sua fonte.
O bom Deus nos ama feliz,
Nossa Senhora é sua Imperatriz,
Sem fé o mundo seria consternação,
Grão de trigo sem dar pão.
Caminhante com sede e fome,
Deus também foi homem,
A natureza se expõe gratuita,
Deus ama e felicita.
Como podemos nós não acreditar em Nosso Senhor?
Foi divino, foi só amor…
O grão de trigo na terra fértil tanto produz,
Amor a Nosso Deus e a Jesus.
Victor Marques
Sep 23, 2013
Sep 23, 2013 at 4:24 AM UTC
• Vivendo, descobrindo e agradecendo.
Parece que se nasce todos os dias, que Deus nos manifesta o seu amor através da beleza infindável que se descobre todos os dias no sol, na chuva, no vento, no mar, no ribeiro...
Por o universo ser preciso, maravilhoso, e sempre constante nos seus ciclos criadores de vida. Temos de fazer alguma coisa por todos o que nascem desprovidos de amor, de sentimentos, de vontade de ser recordados neste mundo. Para sempre ficarem na memória dos outros seres humanos que parecendo insignificantes tem sempre presente quem tem coração. Respeitar uma sociedade que parece estar ali para acolher pobres, resolver os problemas dos mais desprovidos. O que faríamos nos em condições de pobreza, miséria, fome, guerra? O que faríamos nos se todos acreditassem na vida, na morte e numa ressurreição que Deus através dele seu Filho provou? O que faríamos nos se a natureza não fosse gratuita e uma fonte inesgotável de recursos? O que faríamos nos sem memória, pensamento, razão? Por sermos felizes agradecemos a beleza das estrelas do orvalho, da noite, do dia...Temos todos de viver com a esperança, com o trabalho, com as pessoas, com o amor! Se nosso lema fosse: viver, descobrir, agradecer tudo seria mais fácil para nos alegrar e dar a nossa vida um sentido mais puro e sereno. Viver de uma forma positiva e apaixonada ajuda nos a descobrir nossas potencialidades escondidas, adormecidas.
Vivendo, descobrindo, agradecendo
Nas vivências e descobertas todos os seres humanos conseguem perceber melhor a sua genialidade e existência. Quando penso em Deus, vivo mais... A nossa terra onde Nascemos nunca deixa de ser nossa e sempre bela aos olhos de quem nela nasce, vive e por vezes morre... Não existe quem não esteja grato a ela, seus antepassados, seus lugares preferidos que perduram nas noites, nos dias... A grandeza de ser grato ajuda a viver, impulsiona a descobrir caminhos inimagináveis e impossíveis de ser recordados. Quando se agradece: o cheiro de uma rosa branca, o canto da cigarra, o uivar do lobo, o chilrear dos Passarinhos, a luminosidade da lua cheia. Fico perplexo, emocionado, sentido por saber que vivendo e sempre agradecendo o meu ser.
Victor Marques
May 19, 2016
May 19, 2016 at 4:22 AM UTC
Ah, pobre Dolores
Mais uma vez está cansada de suas mágoas e constipada com suas dores
Há quem diga que quando olha o céu, sonha com estrelas
Acalme-se Dolores, hoje tenho um presente para entretê-la
Acorde de seu sonho e largue esses afazeres
Olhe para A Casa Abandonada dos Prazeres
Almeja tanto assim?
O seu ignoto fim?
Por quê toma todos esses remédios?
Se o que deseja é pular do mais alto prédio
Para quê todas essas doenças inventadas?
E essas mulheres, para quê invejá-las?
Na casa encontrará a cura
Não mais carregará sua imaginária feiura
Lá será bela como sempre quis
Mas pergunte-se o que é ser feliz
Lá, em todas as paredes, encontrará espelhos
E em todas camas encontrará lençóis vermelhos
Onde finalmente poderá gozar
E a beleza que não é sua, contemplar
Goze, goze Dolores
Mistura seu prazer com suas dores
Goze, goze mais uma vez
Goze toda sua estupidez
Saiba que nem tudo que cintila é ouro
E fora da casa continuará seu agouro
Quando fora estiver, da vida perderá a crença
E a cada vez que entrar e sair, nascerá uma nova doença
Uma daquelas de sua hipocondria
E a cada dia verá a verdadeira agonia
Sentirá dor, e fome
Não se lembrará de seu nome
Não poderá comer, pois a doença te devastará
E para a casa todos os dias irá correr, a sonhar
Lembre-se de novo
Que nem tudo que brilha é ouro
Ganhará a casa e perderá o mundo
E seu eu estará perdido num poço profundo
Um dia dirá:
Será?
Toda aquela estética...
era tão assim... patética?
Nossas escolhas não tem volta
Para o destino não há revolta
Não devo mais chorar
Só me resta, agora, gozar
Goze, goze Dolores
Mistura seu prazer com suas dores
Goze, goze mais uma vez
Goze toda sua estupidez
Aug 22, 2014
Aug 22, 2014 at 4:34 PM UTC
A paz inexistente em mim
Gaivotas voam como se em eterna harmonia,
A paz é inexistente em mim, não tenho alegria,
Milhões vivem em fedorenta Guerra,
Desgraçados são os homens desta terra.
A paz tenho no sono sem vontade,
Tenho que tentar contra a realidade.
Crianças com fome,
Pais sem nome.
A paz depende de ti meu companheiro,
O pedinte pede o dia inteiro.
Num mundo sem preconceitos,
De malícia e obscuridade,
Ingrato e sem verdade,
A que paz estamos sujeitos?
Seres maltratados e humilhados,
Luta tu pela paz inexistente,
Hoje amanhã e sempre…
Victor Marques
Dec 14, 2011
Dec 14, 2011 at 11:30 AM UTC
O sorriso se deita comigo,
Tu és meu abrigo.
Sem fome, frio ou calor,
Deixa falar o amor.
As nuvens pairam no ar,
Te beijar com o meu olhar.
As imagens cheias de ternura,
Amor com leveza e loucura
As ondas do mar distante,
Amar mesmo estando ausente.
Olha a lua que parece toda cheia,
Uiva o lobo para sua alcateia.
Victor Marques
Mar 24, 2015
Mar 24, 2015 at 8:26 AM UTC
Amo minha melancolia
Amo os pensamentos que me perturbam todos os dias
Amo a fome continua
Amo a falta de sono
Amo o meu olhar vazio depois de uma noite de insônia
Amo aquele sentimentalismo barato que me vem quando vejo um filme bobo
Amo minha busca por Deus
Amo a continua insatisfação com o meu cabelo
Amo minhas mãos pequenas
Amo meus óculos
Amo o meu café da madrugada
Amo minhas qualidades e defeitos
Jul 8, 2013
Jul 8, 2013 at 10:27 PM UTC
Vejam todos esses Cristãos,
Se orgulham tanto de ir à Igreja,
E não enxergam o próprio irmão.
Que por aí ainda passando fome,
Com medo, com frio e sem nome,
Mais um excluído da sociedade.
Vejam todos esses Cristãos,
Celebrando o Natal com presentes,
Se esquecendo do verdadeiro motivo,
Da existência do Natal.
Gastam, gastam, gastam,
E esquecem que pelo mundo à fora,
Muita gente queria só amor no Natal.
Vejam estes cristãos, egocêntricos,
Que são alguém na Igreja,
E fora dela mudam tanto.
Estes Cristãos perderam o amor,
Perderam Jesus.
Já não amam mais ao seu Deus,
Mas sim a sua religião,
Estão obcecados por uma instituição:
A Igreja!
Dec 25, 2012
Dec 25, 2012 at 8:48 AM UTC
em noites de lua cheia
corro dos desígnios da vida
tentando esconder assim
o animal que há em mim.
regresso às minhas origens
e à procura de virgens
percorro as escuras ruelas
sempre, sempre à procura delas.
procuro nos locais mais sombrios
e espreito nos mais insólitos
para gáudio da minha alegria
é assim até ao romper do dia.
e é já de madrugada
que com a camisa rasgada
se dá o regresso a casa
já com a fome saciada.
e ansiando pela lua cheia
me deito pela calada
nesta busca tresloucada
por uma virgem mal amada.
Jul 17, 2015
Jul 17, 2015 at 5:46 AM UTC
apetece-me
apeteces-me
tu sabes que sim
tu sabes quanto
sabes a fome que tenho?
sabes como posso saciá-la?
peço-te
imploro-te
deixa-me comer
tenho fome
fome de ti
fome de mim
fome insaciável
fome proibida
fome que se agarra ao céu da boca, qual hóstia pecadora das beatas
fome que me dilacera o estômago
fome que me contrai a vontade e o desejo
fome que nunca farta
fome que me maltrata
fome que só o teu beijo mata
Aug 5, 2015
Aug 5, 2015 at 5:59 AM UTC
Marinheiro, marinheiro
Você sente o chão cedendo aos seus pés?
Marinheiro, marinheiro
Você sente a fome da escuridão por você?
Marinheiro, marinheiro
Você sente seu coração quebrar e sangrar?
Marinheiro, marinheiro
Você sente as mortes que causou?
Marinheiro, marinheiro
Você sente o desespero engoli-lo?
Marinheiro, marinheiro
Você sente a própria morte?
Dec 3, 2016
Dec 3, 2016 at 6:21 PM UTC
Vivo num castelo
último andar de uma torre
janela
homens armados com bíblias
praguejam
e tentam alcançar a cidadela
doença
fome
epidemia
bandeiras ensanguentadas
hasteadas do portão principal
têm içadas o perdão
de facto é uma loucura
está tudo bem
até agora.
No alto das colinas
crianças
estão apenas a uma bala de distância
sem abrigo
irão desaparecer.
Abutres ávidos de mantimentos
tentam-se saciar
é o fim.
Jul 20, 2014
Jul 20, 2014 at 4:18 PM UTC
Fogo que arde por dentro
Tudo consome
Até deixar vazio
Uma eterna fome
Um imparavel rio
Árvores que crescem por amor
Ramos partidos em dor
Voltam a crescer
Frágeis e retorcidos
Interiores corrupidos
É o preço de viver
A consequência dos conhecimentos adquiridos
Até quando crescem?
Quando vão parar?
Será que não percebem
Que há um preço a pagar?
“Senão crescemos
Diz-me que fazemos,
Morremos?”
“Deixamos um eterno vazio?
Perdemos a esperança?
Secamos o rio?
Abandonamos a lembraça?
Aceitamos o frio?
Interrompemos a dança?”
Eu só quero paz
Não felicidade
Porque não interessa se tentas e dás
A vida aproveita toda oportunidade
Ela é ingrata
E para mim já marcou uma data
Feb 8, 2019
Feb 8, 2019 at 8:17 AM UTC
penso sobre mim o tempo todo que acho que é doença esse fascínio. muito embora saiba que deveria me amar antes de todo mundo, devo admitir que passo horas contemplando minhas criações vestindo apenas um óculos transparente desprovida de roupa íntima. gosto de pensar que preencher todos os espaços vai me trazer paz e de alguma forma que não poderia explicar, a sensação que tanto procuro sentir mas nunca consegui alcançar. é como se eu fosse uma conta matemática que tive dificuldade de entender na quarta série [e ainda não entendo]: gostaria de saber como resolvê-la só não sei como. acho brega todos os meus sentimentos íntimos que envolvem apenas o eu. mas ao mesmo tempo os aprecio, os amo, os idolatro, os venero! veja bem, escrevo todas essas palavras pra quem? pra mim mesma! pra alimentar a fome que tenho de mim, da minha própria vontade de possessão. é um absurdo pensar agora em deixar pra trás tudo isso e deletar as emoções e as vontades e o calor que minha pele sente pela minha pele. nunca duvidei do meu amor por mim mesma. esse que falei a pouco que é grande demais e não cabe aqui. preciso preencher tudo. esse quadrado branco todo sobre mim. sobre o quanto eu sou apaixonada por mim. quanto eu pagaria pela minha estátua? se um dia descobrir que existe uma outra eu: me apaixonaria por ela também? me questiono e procuro letras que juntam palavras simpáticas pra me fazer sentir melhor sobre isso, apesar de saber que independente do que mostre ou não, nada vai mudar.
um dia eu estava transando na frente do espelho
e só conseguia olhar pra mim.
transando comigo mesma, sentindo arrepios na pele completamente apaixonada pelo reflexo nu com os seios em movimento e a boca ofegante.
gozei porque era eu ali no espelho.
Jan 17, 2018
Jan 17, 2018 at 7:15 PM UTC