"flores" poems
on tall trees (en arboles altos)
they begin as small white flowers (empiezan como flores pequeñas y blancas)
with five petals (con cinco petalos)
and a sweet smell (y un olor dulce)
ready in summer (estan listos en el verano)
smooth skin (piel suave)
colorful skin (piel lleno de color)
red, orange, yellow, green (rojo, anaranjado, amarillo, verde)
single pit in the middle (una semilla en el medio)
sweet flavor (sabor dulce)
soft or firm (blando o firme)
the knife breaks the thin surface (el cuchillo rompe la superficie delgada)
and reveals a golden sun (y revela un sol dorado)
a sun (un sol)
bright (brillante)
shining (radiante)
and glorious (y glorioso)
i like mangos (me gusta mangos)
mango juice (jugo de mango)
mango smoothies (batidos de mangos)
mango ice cream (helado de mango)
i have a candle (tengo un cirio)
that smells like (que huele como)
mangos (mangos)
it’s one of my favorite smells (es uno de mis olores favoritos)
in the entire world (en todo el mundo)
when i think of (cuando yo pienso en)
mangos (mangos)
i think of (yo pienso en)
summer (el verano)
my happy place (mi lugar feliz)
my paradise (mi paraiso)
Feb 5, 2015
Feb 5, 2015 at 10:55 PM UTC
Toco tu boca, con un dedo toco el borde de tu boca, voy dibujándola como si saliera de mi mano, como si por primera vez tu boca se entreabriera, y me basta cerrar los ojos para deshacerlo todo y recomenzar, hago nacer cada vez la boca que deseo, la boca que mi mano elige y te dibuja en la cara, una boca elegida entre todas, con soberana libertad elegida por mí para dibujarla con mi mano por tu cara, y que por un azar que no busco comprender coincide exactamente con tu boca que sonríe por debajo de la que mi mano te dibuja.
Me miras, de cerca me miras, cada vez más de cerca y entonces jugamos al cíclope, nos miramos cada vez más de cerca y nuestros ojos se agrandan, se acercan entre sí, se superponen y los cíclopes se miran, respirando confundidos, las bocas se encuentran y luchan tibiamente, mordiéndose con los labios, apoyando apenas la lengua en los dientes, jugando en sus recintos donde un aire pesado va y viene con un perfume viejo y un silencio. Entonces mis manos buscan hundirse en tu pelo, acariciar lentamente la profundidad de tu pelo mientras nos besamos como si tuviéramos la boca llena de flores o de peces, de movimientos vivos, de fragancia oscura. Y si nos mordemos el dolor es dulce, y si nos ahogamos en un breve y terrible absorber simultáneo del aliento, esa instantánea muerte es bella. Y hay una sola saliva y un solo sabor a fruta madura, y yo te siento temblar contra mí como una luna en el agua.
Julio Cortázar.
Jul 3, 2014
Jul 3, 2014 at 10:48 PM UTC
¿Vendrás tú? Por mis jardines vuelan
Ya las primeras mariposas
Sobre las rosas.
Velan
De noche los cocuyos
Entre los yuyos.
Sonríen las estrellas
Pálidamente bellas.
¿Y vendrás tú? Se cubren
Alegres, mis floreros
De madreselvas.
Anda por los largos canteros
La risa azul del nomeolvides
Y se cargan las vides.
Selvas
Tengo en el corazón;
Árboles gruesos
Prietos de ramas;
Yuyos, retamas,
Flores de malvón,
Pájaros en las ramas,
Todo eso tengo en el corazón.
¿Y vendrás tú?
Mis manos
Fabricaron panales.
Yendo de rosa en rosa cogí miel;
Hice linos; no recuerdo de males.
El lecho mío es blanco
Y es Primavera. Huele
Bien, el alto barranco
Mojado por la ría.
Desde el mar que diviso
¿Vendrá tu vela?
Vuela,
Primavera es gacela
Fugitiva
Y furtiva,
¡Vuela!
10k
Ships, boats, seafaring vessels, and barks of yore
Showcased in acclaimed poetry
From Homer to Donne to Flores
Metaphors to represent sundry notions
Ships
Uncontrollably swirled in an unforgiving sea
An arc
persecuting the sinners ******
A shipwreck
on a desolate island, defining a lost soul
A speed boat
Perhaps, mans' innate desire to escape
Or searching for lands unknown
What marvels poets behold in ships?
If I scribed a verse about a yonder vessel
It would be a childish innuendo
About a ships mast
Or I'd make an astounding observation
Such as ships are big boats.
However, poets, true visionaries
Scope massive ships from
Microscopic aspects of daily life.
And I. . . I look at a powerful ship
And think I'm a little dingy.
Jan 16, 2013
Jan 16, 2013 at 6:23 PM UTC
Does one become more beautiful
after being broken?
Could they be repaired with gold
until their heart and mind
are no longer numb?
Will the harsh voices
that caused each crack
disappear............
into a billion pieces
as if never spoken?
If so,
please paint each crack in my heart
and stop.......
where this pain flows from.
Copyright @2013 - Neva Flores - Changefulstorm
Sep 1, 2013
Sep 1, 2013 at 11:13 PM UTC
Can you feel it rushing through you
What you can’t deny
All these feelings that you have
When you look into my eyes
Stand back and think it over
You will see it’s true
What I feel you feel the same
When I look at you
My heart cannot deny yours
It knows where it belongs
It sings each time it hears your voice
Knows its found a home
Take a look into these eyes of mine
See what my heart reveals
Convince your own that I’m not yours
And that this love's not real
Copyright *Neva Flores @2010
Apr 21, 2010
Apr 21, 2010 at 2:50 PM UTC
Spanish
Su idilio fue una larga sonrisa a cuatro labios…
En el regazo cálido de rubia primavera
Amáronse talmente que entre sus dedos sabios
Palpitó la divina forma de la Quimera.
En los palacios fúlgidos de las tardes en calma
Hablábanse un lenguaje sentido como un lloro,
Y se besaban hondo hasta morderse el alma!…
Las horas deshojáronse como flores de oro,
Y el Destino interpuso sus dos manos heladas…
Ah! los cuerpos cedieron, mas las almas trenzadas
Son el más intrincado nudo que nunca fue…
En lucha con sus locos enredos sobrehumanos
Las Furias de la vida se rompieron las manos
Y fatigó sus dedos supremos Ananké…
English
Their idyll was a smile of four lips…
In the warm lap of blond spring
They loved such that between their wise fingers
the divine form of Chimera trembled.
In the glimmering palaces of quiet afternoons
They spoke in a language heartfelt as weeping,
And they kissed each other deeply, biting the soul!
The hours fluttered away like petals of gold,
Then Fate interposed its two icy hands…
Ah! the bodies yielded, but tangled souls
Are the most intricate knot that never unfolds…
In strife with its mad superhuman entanglements,
Life’s Furies rent their coupled hands
And wearied your powerful fingers, Ananké*…
*Ananké: Goddess (Greek) of Unalterable Necessity
3k
Naturalista com amor
Escuta o chilrear dos passarinhos,
A beleza de seus ninhos.
Viver em eterna graça,
Na vida tudo passa.
O orvalho da manhã,
O canto da rã…
Amigo em tudo o que faço,
Vida passo a passo.
O cheiro das flores,
Ama teus amores,
O correr dos ribeiros,
Posar junto aos salgueiros.
Todos nus e sem nada,
Magia e bela fada,
Estrelas com seu esplendor,
Naturalista por amor.
Victor Marques
Jun 6, 2011
Jun 6, 2011 at 2:44 AM UTC
rosas brancas eram sua paixão
flores tão puras quanto ela
das mesmas que com sangue, vomitei o botão
quando os espinhos arranhavam minha goela
eu percebia que aquilo não doía tanto
quanto não poder ter ela
morri de amor, sufoquei-me com o buquê
pós-vida, olhei meu corpo e me perguntei
Se a paixão nos move, então por quê?
Jan 3, 2022
Jan 3, 2022 at 12:17 PM UTC
Que grande a geração, a de Camões,
Saia de Belém, num pranto oral...
Dizia adeus a grandes multidões!
Olhava o horizonte pequeno Portugal
Traçado o rumo do futuro,
Passado o mar forte e indeciso,
Pegava no leme, firme e duro,
Sem dor, frio ou bramido.
As ninfas, rodeavam o leme,
O Sol, queimava a proa do navio,
O capitão nada teme
Naquele mar, escuro e bravio...
Victor Marques e Atavio Nelson
Chegamos a outros pontos,
Do globo esférico, sem saber!
Que hoje são contos,
Que ainda temos de ler.
Desde Ourique, Calado e Cala trava
Com turbantes brancos reluzentes
Os portugueses lutaram com palavra
Com alegria mostravam seus dentes.
Correram os desertos, tão estéreis
Na defesa de um Santo Universal
Pela cruz combateram infiéis
Dentro e fora de Portugal.
Oh.Isabel que suaves eram tuas flores!
Que rosas encarnadas pueris
Que as músicas sejam cantadas para seus amores
Prendes-te por milagre o teu Diniz.
OH Coimbra.que tiranas do fadário
Oh Sé velha, cheia de segredos
Que encantos lá havia do Hilário
Ainda hoje escritos nos penedos...
Santa Clara, no alto...que te vê clarissa
Jovem, esbelta coimbrã!
Foste, cedo freira e noviça.
Salva-me deste fado, minha irmã!
Olá Marquez, és do Pombal
Traidor, usurpador, ladrão.
NO ódio foste genial.
E TUDO, tudo metia no gibão.
Malandro, enganas-te o teu Rei
Iludiste-o, meu falso...e mandas-te
O Távora, inocente para o cadafalso
Maldito sejas!
Isso não foi Portugal...mas foi
No norte, que uma mulher
Forte, com seios apertados
E espada no dentes bem cerrados
Em serpente e com sua gente
Em zip filas genial
Firme.destinada
Deu a vida mas
Acabou com o Cabral
Sim ali, no monte
Naquele lugar Maria da Fonte
Só com gente destemida, como eu !
Tal como o Lusitano no Gerez
Esta pátria com um plebeu
Concebeu o Tavares com um grande
PORTUGUÊS
Victor Marques
Dec 10, 2009
Dec 10, 2009 at 10:27 PM UTC
Colhi a alma de tudo quanto toquei
e em tudo quanto olhei larguei parte da minha
o que me torna, hoje, aquilo que sou,
o que me constrói e constitui
são os outros e não eu.
Os outros: as flores banhadas de orvalho,
as árvores vestidas ou nuas,
as paisagens das cidades que amei
mais do que as pessoas com que as corri,
as pessoas que amei e as que toquei apenas
e aquelas que nem a tocar cheguei.
Não sou já gente, se é que fui gente vez alguma!
Será esta alma que trago maior que a minha?
Serei eu, tão cheia de natureza, mais ou menos natural?
Mas serei eu a alma que carrego sem que seja a minha,
o conjunto de seres racionais por dentro de mim
que me controlam o pensamento e, por vezes, o sentir
ou o ser único e puro que sente de forma única e pura?
Serei eu a união de tudo isso,
do que me resta de mim, de quantas versões tenha de mim,
e o que trago dos outros? Serei eu
algo ou alguém sequer?
Importa definir o ser?
Oct 27, 2017
Oct 27, 2017 at 12:41 PM UTC
Juegas todos los días con la luz del universo.
Sutil visitadora, llegas en la flor y en el agua.
Eres más que esta blanca cabecita que aprieto
como un racimo entre mis manos cada día.
A nadie te pareces desde que yo te amo.
Déjame tenderte entre guirnaldas amarillas.
Quién escribe tu nombre con letras de humo entre las estrellas del sur?
Ah déjame recordarte cómo eras entonces, cuando aún no existías.
De pronto el viento aúlla y golpea mi ventana cerrada.
El cielo es una red cuajada de peces sombríos.
Aquí vienen a dar todos los vientos, todos.
Se desviste la lluvia.
Pasan huyendo los pájaros.
El viento. El viento.
Yo sólo puedo luchar contra la fuerza de los hombres.
El temporal arremolina hojas oscuras
y suelta todas las barcas que anoche amarraron al cielo.
Tú estás aquí. Ah tú no huyes.
Tú me responderás hasta el último grito.
Ovíllate a mi lado como si tuvieras miedo.
Sin embargo alguna vez corrió una sombra extraña por tus ojos.
Ahora, ahora también, pequeña, me traes madreselvas,
y tienes hasta los senos perfumados.
Mientras el viento triste galopa matando mariposas
yo te amo, y mi alegría muerde tu boca de ciruela.
Cuanto te habrá dolido acostumbrarte a mí,
a mi alma sola y salvaje, a mi nombre que todos ahuyentan.
Hemos visto arder tantas veces el lucero besándonos los ojos
y sobre nuestras cabezas destorcerse los crepúsculos en abanicos girantes.
Mis palabras llovieron sobre ti acariciándote.
Amé desde hace tiempo tu cuerpo de nácar soleado.
Hasta te creo dueña del universo.
Te traeré de las montañas flores alegres, copihues,
avellanas oscuras, y cestas silvestres de besos.
Quiero hacer contigo
lo que la primavera hace con los cerezos.
2.7k
He ido a ver el parque de Lezama
en el atardecer de un día cualquiera,
y me he encontrado uno diferente
al que por tantos años conociera.
Era aquél un jardín ya carcomido
por lloviznas y líquenes y amores,
flexuoso de raíces y de lianas
y envenenado por extrañas flores.
Contraluces de manos vagarosas
de caricias visibles o furtivas.
Generaciones, ¡ay!, que en él buscaron
frondas podridas para bocas vivas.
Cuando la noche lo llenaba todo
y cuajaban en ella las parejas,
erguidas en recónditos senderos
o desmayadas en las altas rejas.
No está siquiera aquel jarrón de bronce
en que cierto crepúsculo dorado
pusimos los levísimos sombreros
y unos versos leímos de Machado.
"A ti, Guiomar, esta nostalgia mía..."
Y en la tarde agravada tu voz honda
estremecía la hoja de los árboles
y el cristal de la brisa y de la onda.
Era hora de estrella y media luna,
de pío agudo, de croar de rana,
de guardián gigantesco y solapado
y de visera en la pelambre cana.
Cada estatua era Venus palpitante,
cada palmera recta era el Oriente,
mientras afuera el tránsito zumbaba
su ventarrón de coches y de gente.
Cuando se entrecerraba la corola
sobre la dulce gota del estigma,
cuando se ahondaban como dos aljibes
en mí la ingenuidad y en ti el enigma.
Ni la vieja escalera de ladrillos
húmedos, desgastados y musgosos.
Todo es argamasa y pedregullo
y barnices espesos y olorosos.
Patricio, enhiesto parque de Lezama
cortado y recortado a mi deseo,
verdinegro por donde te mirase
salvo el halo de oro del Museo:
desde un bar arco iris te saludo
ahito de café y melancolía,
dejo en la silla próxima una rosa
y digo tu elegía y mi elegía.
2.6k
El Mirador
The Sikh man on the the rooftop balcony,
tells me if I have any problems in this city,
to come and see him,
and he will deal with it,
he’s serious,
and he’s loving,
and his black eyes reflect,
against the black streeted city,
in a way that leaves no doubt,
upon my incensed mind,
we are in,
a Belizean town,
on the Guatemala border,
it’s late the moon is there,
as She always is such a trusted companion,
the balcony smells,
of humid resentment,
there is a sleepy nostalgia,
blowing through the air,
everything looks misty,
tomorrow I depart for Flores,
then to El Mirador,
the largest pyramid in the world,
waiting for me to explore,
I have a few days,
found some extra time,
between flying to NYC,
then flying to Milan,
to find my way to El Mirador,
it’s a six day hike from Flores,
this is something that’s calling me,
told you before I’m a traveler not a tourist,
I’m packing my bags,
getting ready for another trip,
my business is straight,
and my 5th book is almost finished,
which gives me a few days to breathe,
to hike into the jungles in respect of the pyramids,
and I was packing my bags and getting everything ready,
when I decided to take a break and step out onto the balcony,
where to my surprise I found a man,
sitting in the dark,
resting in the infinite,
space of time and thought,
and when I discovered him,
he began to speak,
he told me he’d come from Amritsar,
and that he was a Sikh,
Seek and Ye shall find,
so I go with God,
and get back to getting ready,
for my trek to El Mirador.
— ∆ Aaron LA Lux ∆ —
The H Trilogy
Volume 1
7/7/16
∆
Jul 4, 2016
Jul 4, 2016 at 9:18 PM UTC
Recuerdo exactamente como si fuese ayer. Recuerdo cuando en los veranos mi padre se iba a jugar al campo de futbol y nos llevaba a mi hermana y yo. Andaba un overol estilo chor morado con flores amarillas al lado y teñís negros. Suena como estilo feo y raro pero yo desde peque me vestía diferente. Pero se veía bien. Vale. Miraba a mi papa jugar el futbol como si fuese campeón jajá. Cuando el era joven de 18 anos le había dicho que si quería jugar futbol profesional. Pero mi padre decidió que no. No se porque no tomo esa oportunidad? Estuvo buena.. pero años después se caso con mi mama y nacimos nosotros. Mi hermana gemela, yo y mis dos hermanos.
Las Malta Goya's fueron esas bebidas que me encantaba tomar en esos días súper calientes. Al principio no me gustaba mucho. Wakala dije yo! pero no se como explicar este sentimiento pero mi cuerpo deseaba mas. Ahora que tengo 18 anos los sigo bebiendo. Wow. El que lea esto debería de probar Malta Goya. Cuando lo buscas en Google dice que es cerveza sin alcohol. jeje ;)
Jan 12, 2015
Jan 12, 2015 at 8:15 PM UTC
Son las 9:10 pm. Estoy acostada, pensando. Extraño mi família. Extraño a mi primo. El fue como un hermano para mi. Recuerdo cuando me sentía triste y me agarraba de la mano. Me decía que todo iba estar bien.
Extraño a mi abuela. Quisiera ir a buscar su tumba y dejarle flores. Quisiera verla pero no puedo. Se que ella esta cuidando a mis hermanos. Se que esta feliz y libre de todo dolor.
Quisiera estar en mí país. Sea como sea siempre sera mi tierra. La amo. La extraño. Extraño el calor. Extraño las playas. Cuando me acostaba en la hamaca de mi tío solo para ver las estrellas desde el techo de su casa. Ah, que lindura.
Recuerdo un muchacho que deje. Nos quedamos en volvernos a ver pero murió tan joven. No lo volví a ver. Me quedé con la frase "te volvere a ver pronto. En la próxima te invito a cenar o algo..pero que nos veremos nos veremos eso si." Eso fue lo último que le dije.
Pero no se cuando me iré. No se cuando, pero me iré para siempre.
Jan 15, 2015
Jan 15, 2015 at 12:57 AM UTC
Olho p'la janela e vejo que o dia nasceu belo;
Toda a atmosfera irradia uma tonalidade magenta -
O Outono já não tarda a chegar.
Há alguma paz nisso, mas não tanta que dure.
Dói-me ser.
Pudesse eu aprender a abraçar as sensações imensas,
Em vez de me afundar nelas, sem ar que respirar;
Pudesse eu seguir os ensinamentos de Álvaro de Campos
E fazer do sentir uma viagem infinda,
Um caminho ascendente em direção a Deus.
Pudesse eu sentir como sinto,
Como sinto tudo -
Deste modo exagerado que tenho de sentir tudo -
Sem deixar qualquer sensação tornar-se numa angústia profunda.
Soubesse eu olhar as flores
E amá-las como amo enquanto as olho
Sem que se me partisse irreparavelmente o coração
Quando não as pudesse olhar mais.
Dói-me ser
Quando parece que tudo o que sou
É esta enchente de sensações que não sei sentir devidamente.
Quando tudo o que sou é algo que poderia jurar não ser realmente eu.
Mas como posso não ser eu se são minhas as mãos que escrevem estes versos e
Meus os olhos que se quase desmancham por ter que os escrever e
Meu o coração - esta penosa maldição que carrego no peito -
Que bate furioso por não o saber ter?
Pensado em mim,
Não me imaginaria ser como sou;
Pensando em mim,
Não sei se me imaginaria de algum modo concreto mas,
Pensado em mim,
O que sou é uma mentira mal contada.
E, se o que sou é uma mentira, ser deveria ser um vazio gigante.
Mas o que sinto ser é tudo menos um vazio gigante.
O que sinto ser é um transbordar de Ser e
Como, tenho já dito anteriormente, uma contradição imensa em si.
Dói-me ser se o que sou é sentir.
Dói-me sentir e dói-me sentir que o que sou é uma construção incompleta.
Dói-me isto, tudo isto que me foi imposto como um dever -
A personalidade, o pensar, o Ser...
Dói.
Dói.
Dói....
Sep 17, 2017
Sep 17, 2017 at 1:28 PM UTC
Flores amarillas
Con un flan de coco,
Una botella de ron boricua
Y la taza de cafe cubano.
Las palmas tropicales
Por arriba sobre todo.
Te lo digo ahora,
Va ser una noche muy buena.
No te vayas temprano.
Si te vas,
Olvídate del chocolate.
Tenemos mucho para darte,
Pero eres tu que le hace falta
Llevar.
Entonces,
Siéntate en la playa
Y con nosotros pasaras el rato.
Cálmate por esta noche,
Que las que vienen van hacer
Del carajo.
May 22, 2019
May 22, 2019 at 4:36 PM UTC
Se paraba
la rueda
de la noche...
Vagos ánjeles malvas
apagaban las verdes estrellas.
Una cinta tranquila
de suaves violetas
abrazaba amorosa
a la pálida tierra.
Suspiraban las flores al salir de su ensueño,
embriagando el rocío de esencias.
Y en la fresca orilla de helechos rosados,
como dos almas perlas,
descansaban dormidas
nuestras dos inocencias
-¡oh que abrazo tan blanco y tan puro!-
de retorno a las tierras eternas.
2.2k
Bandeiras levantadas pelos prisioneiros rendidos,
Salteador que não conhece o perigo,
Alheado do mundo vivo,
Corais do mar já esquecidos.
Conchinhas falam ao teu melhor amigo,
Solidário com o amor afável,
Pesaroso dum penar louvável,
Conhecedor do pouco conhecido.
Sentimentalista de sentimentos firmes,
Orador que ora com fraca voz,
Navios feitos de casca de noz,
Lago com bonitos cisnes.
Pintor de laços sentidos,
Flores que o campo nos deu,
Algas do mar que Deus acolheu,
Eu, tu e o mar envaidecidos.
Cordiais Cumprimentos.
Victor Marques
Oct 19, 2010
Oct 19, 2010 at 10:50 AM UTC
O homem e Deus
O homem assumido ou não,
Pedaço de terra, religião?
A intriga permanente do além,
A morte que sempre vem,
Mendigos procuram pão,
Ateus em procissão.
O homem consciente da sua mortalidade,
Flores renascem em felicidade,
Terreno faminto de amor e concórdia,
Deus, oh homem, misericórdia!
Homem e Deus da vida,
Comunicação imperativa,
Espíritos do homem da inquietude,
Paraíso de Deus, da plenitude!
O homem ser estranho que fracassa,
Deus da inteligência e da eterna graça,
O homem inventa e recria O Deus da noite e do dia,
Eu o venero e amo com piedosa alegria.
Victor Marques 21/11/2008
May 30, 2011
May 30, 2011 at 4:31 AM UTC
A collaboration between Neva Flores and Mark Albert http://hellopoetry.com/-mark-albert/ and of Writers Cafe http://www.writerscafe.org/Insomnius
I paint pictures in my mind with your smile and your voice,
Always hungering and wondering what you paint in yours.
I have a feeling that your thoughts beckon my own,
turn my resolve into a burning liquid even the sun has to adore.
When the Sun has gone, and thoughts turn to sleep,
this man dreams in colors drowning me in the sea of your woman's heart.
Still, here I am crying out in a voice full of fight afraid to look into your eyes
as my heart could be destroyed, my world torn apart.
I lay still trying to obey the face of time, to let go soothing trickles of reassurance
in shimmering beams given from the Moon.
While we both use words when our eyes are not closed, mine are complex
and yours easy to hold..dropped from different hearts, yet in tune.
It is enough, holding this dream for now. With eyes, hands, and hearts unfurling,
slowly opening through barriers erected from the destruction past.
I believe in these two hearts that are beating as they write about love differently.
Today I will take down those barriers, just don't enter too fast.
© 2012 Neva Flores and Mark Albert
Aug 27, 2012
Aug 27, 2012 at 7:53 PM UTC
*Volverán las oscuras golondrinas
en tu balcón sus nidos a colgar,
y otra vez con el ala a sus cristales
jugando llamarán.
Pero aquellas que el vuelo refrenaban
tu hermosura y mi dicha a contemplar,
aquellas que aprendieron nuestros nombres...
¡esas... no volverán!.
Volverán las tupidas madreselvas
de tu jardín las tapias a escalar,
y otra vez a la tarde aún más hermosas
sus flores se abrirán.
Pero aquellas, cuajadas de rocío
cuyas gotas mirábamos temblar
y caer como lágrimas del día...
¡esas... no volverán!
Volverán del amor en tus oídos
las palabras ardientes a sonar;
tu corazón de su profundo sueño
tal vez despertará.
Pero mudo y absorto y de rodillas
como se adora a Dios ante su altar,
como yo te he querido...; desengáñate,
¡así... no te querrán!
Lee todo en: Rima LIII - Poemas de Gustavo Adolfo Bécquer http://www.poemas-del-alma.com/rima-liii.htm#ixzz32XxscF4bVolverán las oscuras golondrinas
en tu balcón sus nidos a colgar,
y otra vez con el ala a sus cristales
jugando llamarán.
Pero aquellas que el vuelo refrenaban
tu hermosura y mi dicha a contemplar,
aquellas que aprendieron nuestros nombres...
¡esas... no volverán!.
Volverán las tupidas madreselvas
de tu jardín las tapias a escalar,
y otra vez a la tarde aún más hermosas
sus flores se abrirán.
Pero aquellas, cuajadas de rocío
cuyas gotas mirábamos temblar
y caer como lágrimas del día...
¡esas... no volverán!
Volverán del amor en tus oídos
las palabras ardientes a sonar;
tu corazón de su profundo sueño
tal vez despertará.
Pero mudo y absorto y de rodillas
como se adora a Dios ante su altar,
como yo te he querido...; desengáñate,
¡así... no te querrán!*
― Gustavo Adolfo Bécquer
May 23, 2014
May 23, 2014 at 9:57 AM UTC
De mi tierra en los ásperos breñales
He visto abrirse sus fragantes flores,
Que parecen, del sol a los fulgores,
Nieve sobre los verdes cafetales.
Y después, como fúlgidos corales,
En explosión de vírgenes olores,
Lo he visto entre los gajos tembladores,
A la sombra de bosques tropicales.
Ahora... ¡humea! Riega tu perfume;
Del ideal las alas desentume
Y agita en rauda conmoción mis nervios.
En mí la inspiración sus rayos quiebre;
Mi frente nimbe, y en sagrada fiebre
Mis versos surjan, graves y soberbios.
2k
Deep within the ways I love you
lies a valley,
where my wandering footsteps
find no boundaries.
Hands held in hands
Drift amongst the pearls
Silent in emotion
I know you are mine
You are not my world,
Am I yours?
Speechless be our hearts
same sun, different moons.
The air we breathe
Tasting of honeysuckle
Embedded on a memory
On a lifetime of love
"A collaboration by Neva Flores and Aidz Giannini"
Dec 30, 2012
Dec 30, 2012 at 9:07 AM UTC