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"fixo" poems
Pensando nos lugares em que estive, Física e espiritualmente, Os tormentos de agora apresentam-se desmedidos Porque dói tanto isto que nem dói sequer? Que me não causa, isto, Miséria ou infelicidade, isto, Que embora a boca, amedrontada, O não tenha dito Era precisamente o que desejava para mim? É certo, não assim… Ah, cheguei a ousar dizê-lo! Em confidência à minha mãe, Sorrateiramente por versos escondidos. Isto que eu queria! É certo, não assim. Não mordendo o fruto Que me deste, oculto pela mão, Sobre os meus protestos gritados, À boca a provar; e, embora eu o cheirasse, Podre, juravas pelo amor ser são! O sabor, por não ser desesperante, Faz-se aditivo; logo estou eu trepando a árvore Sedenta de o devorar. Escorrendo-te pelo queixo, Sumo de laranjas meladas; A língua que to limpa não é a tua. Fixo a dor e tombo nela Como Narciso sobre si.
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Sep 28, 2022
Sep 28, 2022 at 5:32 PM UTC
28/09/22
Odeio ver o fim da estrada Fixo apenas esse ponto Não vejo nada É ainda não estou pronto Olho para a paisagem Finjo-me distraído Admiro das aves a plumagem Dos grilos o ruído Mas vivo no futuro Sempre no futuro Já sabe a podre O fruto maduro Sofro com o que ainda não aconteceu E mesmo o que nunca acontecerá Quando acontece já não é meu E quando não, penso no que virá Então aparece outra estrada Mas a mesma dor em mim Mudou a morada Mas fixo o mesmo fim
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Feb 11, 2019
Feb 11, 2019 at 9:17 AM UTC
A estrada