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"fecho" poems
Sonhos são apenas sonhos Um grito ecoa por minha ***** cefálica Bato meus braços como se fossem asas mas sei que jamais poderei voar Olho-me no espelho Olho minha casa, suja, velha e pobre Olho-me no espelho, olho minha casa Olho pela pela janela e vejo a loucura Observo a humanidade e vejo loucos e entre ruas vazias da madrugada e ruas lotadas do dia Ouço música para não ouvir o zumbido barulho E fecho o olhos para sonhar Acordo em um entediado transe pois somente ausente de mim começo a produzir
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Aug 14, 2014
Aug 14, 2014 at 6:28 PM UTC
Cotidiano
Olhei o exterior, a descoberto, no costume dos dias, Olhar de lince, penetrou perante os espetros ocultos, Tudo aquilo que se via, imaginava real, o que fazias, E porque o era, nada mudava afinal nesses vultos! Sem medos, nem costumes delirantes, tudo era normal, As sombras não se escondiam nas penumbras do dia, Nem o sol deixou de brilhar no pleno dia que eu vivia, Acordar de criança, desejoso de o ser, como água termal! Perdeu-se o tempo, constrangido com riscos e desafios, Falava-se de tudo e para todos, sem nosso silêncio crismal, Aquelas vestes de antigamente, tribunal, hoje é ponto final! E a realização dos sonhos são isso, desafios lógicos e sentimentos, Delira o corpo, com o satisfazer da mente, coisas duradouras e belas, Se cresce desejo, se sonho quando te vejo e aprecio teus encantos, Solto-me no ar, voando e planando, pelas nossas vestes, paralelas! E longe te aperto aqui, mundo que conheci, seguro no bolso, Seu fecho de saco impermeável e por demais, mais durável, Aquece-me o presente, com sonhos para futuro, sustentável, E, teus sonhos, meus, minha, vida tua é sem troca ou reembolso! Autor: António Benigno Código de Autor: 2013.10.02.02.26
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Oct 2, 2013
Oct 2, 2013 at 6:53 AM UTC
Que tão bonito jeito de olhar
I. Além das árvores, um novo dia: vejo fractais nos galhos florescentes, - veias noturnas da ilusão sombria - ah, deitado nas folhas decadentes... Tal qual a luz numa caverna fria faz na água cristais resplandecentes, tal qual o sol invade uma abadia por sagrados vitrais iridescentes, a Aurora, face pálida e iminente da manhã, é sorvida pelo ouvido e incendeia o carvão dos meus subsolos. Meu último suspiro é a nascente de um brilho mineral recém chovido nas graminhas que brotam dos tijolos. II. Uma coroa incandescente avisto. O Sol sobe do ***** mais profundo aos imponentes edifícios vítreos preparando a manhã para o seu culto: brotam seus fogos (dançarinos místicos) do asfalto e das janelas - nosso mundo foi abrasado pelo canto rítmico de um fervor que se expande em absoluto! Fecho os meus olhos e me entrego às chamas. Afogam-me as fogueiras e o meu pranto é abafado entre ressonâncias, raios e fúnebres azuis. A essência humana é consumida e ao passar dos anos sou fuligem em becos solitários.
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Jul 1, 2014
Jul 1, 2014 at 9:45 PM UTC
Belenos
fecho os olhos ao mundo concentração no descompasso das batidas do meu coração batidas inquietas saltitantes percepções sensações ascendo a uma outra dimensão onde não existe tempo espaço sigo o compasso da minha alma que no seu voo livre silencia essa entrega sem limites sustenho a respiração coloco a vida em manutenção nessa viagem tão sentida nessa viagem que é a vida
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Jun 11, 2015
Jun 11, 2015 at 7:38 AM UTC
Viagem ao meu interior
Não sou senão poemas Sem qualquer liberdade neles Ou em mim, presa nas horas Que perco neste lugar em que não sei ser Só tenho asas em papel E não voo senão escrevendo Fecho-me do que é real Para me abrir no que é realmente real Ninguém me lê, mas se lessem Será que me sabiam? Escrevo em charadas ou parece-me só? O tempo é sem ser e nada sei senão a mim. E saber-me não dói como não saber o resto Como não querer saber o resto Como não querer senão os versos O que importa? O que é real? nada nada nada Como ser?
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Dec 8, 2016
Dec 8, 2016 at 5:53 PM UTC
28-9-2016
Fecho-me num quarto escuro, onde tudo se torna claro, acendo um cigarro, o último do maço... choro lágrimas de sangue por alguém que quero que morra; tento extrair de mim toda a dor existente, mas não consigo, enfim... bebo um gole para esquecer, mas não consigo! O que será de mim. Refugio-me num copo de absinto, e tento arranjar solução para o que me é visível, mas estou só e desamparado. Não me é possível, . . . estou triste.
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Jul 1, 2014
Jul 1, 2014 at 6:15 PM UTC
tristeza
Não sou senão poemas Sem qualquer liberdade neles Ou em mim, presa nas horas Que perco neste lugar em que não sei ser Só tenho asas em papel E não voo senão escrevendo Fecho-me do que é real Para me abrir no que é realmente real Ninguém me lê, mas se lessem Será que me sabiam? Escrevo em charadas ou parece-me só? O tempo é sem ser e nada sei senão a mim. E saber-me não dói como não saber o resto Como não querer saber o resto Como não querer senão os versos O que importa? O que é real? nada nada nada Como ser?
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Dec 6, 2016
Dec 6, 2016 at 3:05 PM UTC
Untitled
eu quero ir, ir para longe para qualquer lugar agora eu quero fugir, fugir da realidade que me aprisiona agora eu quero escapar, escapar de tudo aquilo que me envolve agora fecho os olhos, a brisa afaga-me o rosto e as lágrimas rolam vertiginosas tranquilidade acordo foi tudo um sonho ainda aqui estou manchado de lágrimas e as cicatrizes permanecem
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Jul 28, 2015
Jul 28, 2015 at 7:38 AM UTC
Quero
caio quando fecho os olhos não sei o acontecerá quando aterrar. não vejo o fundo deste buraco imenso, mas também não o temo. aliás, anseio-o. tenho a cabeça crua. já não sei se caio para o chão ou do chao, ou para cima. posso cair de diversas maneiras e faço-as todas ao mesmo tempo. sou um só com o buraco ***** que me engole. talvez até seja eu a engoli-lo. vou ficar com uma indigestão. quando penso que vou parar, escorrego mais fundo para o estômago do vazio e o vazio desce-me pelo esófago. se fechar os olhos adormeço ou acordo? vou tentar.
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Mar 2, 2018
Mar 2, 2018 at 2:42 PM UTC
indigestão
tantos golpes marcas feridas e medo tanto medo quero respostas quero tantas respostas salvem-me salvem-se salva-te estavas lúcido eu tremo tu mudas? cala-te calo-me não choro nem quero que chores quero que renasças em mim e em ti sou um corpo sou sinto fecho os olhos apontas-me uma arma a tua voz os teus gestos sobrevivo chagas na alma deixo-te mas quero que voltes que renasças
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Jan 16, 2019
Jan 16, 2019 at 7:56 AM UTC
chagas na alma
Fecho os olhos levemente E deixo o sono me embalar. Ah…Que venha rapidamente! Pois nesta realidade triste, E infelizmente, Só em sonhos te consigo tocar. Corro para ti- Desesperadamente- E desta vez não desvias o olhar. Ah! Finalmente… Treme agora o corpo de quem sente O medo de estar tão perto!- tão, tão perto de te amar. Falham-me as pernas que nem mexo, Inunda-se um brilho no olhar, Enquanto te admiro, Questiono-me, Se realmente estou a sonhar. Alma ansiosa e impaciente… Nem espera pela resposta, Não perde tempo para te beijar.    Ah…! Triste mente consciente…! Não tarda vais fazer-me acordar. Imploro-te, Dá-me só mais dois segundos Para esta memória eternizar. Olhas para mim e sorris, Como se soubesses… O que estou eu a pensar… Pois a magia que nos invade Não cabe em explicações Profundas Ou em qualquer outro lugar. O tempo não existe em sonhos, Não te deixa saber que estás a viajar. Mas o relógio, na hora certa, Deu as doze badaladas Que me iriam transformar. (…) Ah…! E até hoje… Não sei se me deixaram desperta… Só sei que esta alma inquieta, Tão insolente e incorreta, Naquele sonho quis ficar E até hoje… Sei que nos braços da pessoa amada, Numa dança feliz e apaixonada, Ficou uma alma aprisionada, Que não conseguiu mais acordar.
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Mar 3, 2022
Mar 3, 2022 at 2:50 PM UTC
Sonho de Cinderela
23:23 eu dou play na musica e finjo que sou você ouvindo pela primeira vez cada palavra cada acorde é novo fecho os olhos e finjo nao saber o próximo verso que vem vou no sacolão e escolho a dedo as frutas que você odeia ignoro intuitivamente as uvas thompson mesmo sendo as minhas preferidas pendurei uma samambaia dificil de cuidar mesmo sabendo que ia matá-la de sede acho que eu quero mesmo ver ela morrer folheio uma revista e penso em como seria cada figura em suas mãos ligo a tv e adormeço nos canais cai em 5 sonhos diferentes trazidos pela lua em gêmeos acordo acelerada buscando uma roupa que possa me disfarçar o corpo cansado de tanta projeção astral atravesso a rua pisando nos seus passos e a cada passo me abandono sem nunca chegar em lugar nenhum
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Jul 5, 2023
Jul 5, 2023 at 11:00 PM UTC
café com açúcar