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"espelho" poems
Os odores retorcidos da pele Perdem-se na ambiguidade Das gônadas Do meu pensamento Respiro a mim mesmo E regozijo da auto-hipnose Cuidadosamente elaborada pela metade da última década Olho-me no espelho e desejo ser Deus Estóico A observar o escorrer da tarde Mas quando o suor frio me desperta Sinto o calor que transforma percorrer minhas entranhas Eu sou homem, sou mulher Sou nada e sou o mundo. Ser Deus não tem a mínima graça.
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Oct 13, 2014
Oct 13, 2014 at 5:10 PM UTC
Syzygy
O Poeta que ama o Douro e suas enxadas…. Poeta perdido e sem vontade de caminhar, Um espelho branco que reflete um olhar. Ele se espanta com a beleza do rio, Verão de incêndios, muito quente e doentio. Palavras bonitas á floresta bem-amada, Fogueiras de gente tresloucada. O Poeta ama a montanha quando escreve, Alma pura como a neve. O Poeta partiu seu punho que ama as alcateias, Cidades, montes, vales e suas aldeias. O Poeta escreve sobre chamas apagadas, Ama o Douro e suas enxadas. Victor Marques
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Sep 3, 2013
Sep 3, 2013 at 12:36 PM UTC
O poeta ama o Douro e suas enxadas
Nasceste para mim Nos altares sagrados pousam brancas pombas, Nasceste entre as mais belas flores. A tua frescura enlace das minhas loucuras, Rouxinóis com penas de várias cores. Beijo os teus lábios toda a vida, Bendito Outono que te trouxe. Olhos castanhos tão doces, Nasceste para mim minha querida. A lua dorme sem minha companhia, Os anjos cantam vestidos de branco, Nasceste para mim com alegria, Tão suave é teu canto. Vejo-te neste espelho aberto, Os pecados eu sinto, Amor terno, distinto, Nasceste para mim no deserto. Victor Marques
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Oct 26, 2010
Oct 26, 2010 at 9:53 AM UTC
Nasceste para mim
Escrevo sobre mim e digo-me criança nos versos. Olho-me ao espelho e não sei que idade me dar. Meu Deus, sou tão nova! Tão cheia de infantilidade nas minhas ações, tão Cheia de juvenilidade nos meus desejos. Quero saber para sempre amar com uma adolescente E talvez isso não seja bom. Romântica incurável Como digo que sou, deveria ansiar por um amor Maduro. Mas não. Quero amar inconscientemente. Quero Amar com o calor da pele aquecida pelo sol, com A frescura que a pele sente quando se aventura ao mar. Quero amar sem ter que pensar Muito sobre o amor. Porque, como os versos sinceros, A fluência do amor deve ser Impulsionada apenas por si.
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Nov 26, 2021
Nov 26, 2021 at 10:08 AM UTC
versos de criança 22/05/2020
Em frente do espelho Em um surto de lucidez, penso O que foi que eu fiz com meu corpo? Ele era tão saudável Mas eu não me amava antes E também não me amo agora Eu lembro de desejar a todo custo “Emagrecer até morrer” E é essa frase que corre em minha mente Quando eu sinto minha visão escurecer Eu lentamente estou morrendo Em frente ao espelho, me pergunto Se era essa a minha vontade então por que eu estou tão assustada?
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Jan 3, 2022
Jan 3, 2022 at 12:55 PM UTC
Espelho
De quem é a imagem que vejo no espelho? Não é a mesma que me observo sem vê-la Não possui a fonte existencial que lança os arredores para o interior A única diferença entre mim e o que me permeia É o corpo que carrego a todo instante, e dele os diálogos mentais que me definem como uma existência, pois as vozes que me surgem só eu posso ouvi-las e interpretá-las Mas, talvez, a consciência seja simplesmente um canalizador e não uma fonte, pois as informações vêm de todos os lugares e ao mesmo tempo de um lugar só (ego). De quem é a imagem que vejo quando olho para outra pessoa? Não é a mesma imagem que essa outra existência se vê Essa imagem que vejo faz parte de mim, sou eu, ou talvez o outro que vive em mim, que independe de uma consciência própria que não a minha. Mas como eu me vejo? Me vejo como acredito que os outros me vêem? Eu sou o fruto das experiências passadas Eu sou inconstante. Totalmente renascido e irreconhecível a cada experiência Mas isso é meu ego, o vidro mais frágil O medo da solidão, O medo da rejeição, O ódio que é o medo de amar O medo de amar que é o ódio por si mesmo O **** é a carta coringa do desespero O prazer de calar a dor Mas o **** também dói, pois é a entrega de seu íntimo para outrem (você se diferencia) nós somos incapazes de amar o que é diferente, o **** fere o ego, pois o auge do prazer se dá com algo que nossa consciência insiste em odiar, odiamos os outros, odiamos a nós mesmos Mas é tudo ilusão Ódio e medo, novamente, caminhando lado a lado Mas é tudo ilusão "O que está em cima está em baixo, não há diferença" O que me define como singular? Minhas roupas, meu cabelo, meu rosto, minha casa meu carro, minha família, minha história Fora isso quem sou? Onde encontra-se a singularidade da voz que só minha mente escuta? (Minhas ideias surgem de outras ideias que não são minhas Eu sou o vazio) Encontra-se no vazio, onde todos são iguais Onde uma coisa não se diferencia da outra Onde só nos resta amar, sem dor A realidade é simplesmente aquilo em que acredito Nada mais, nada menos Pois o que os olhos não vêem o coração não sente Melhor dizendo: O que a mente não sente os olhos não vêem! Depois de todo o devaneio Me lembro... Uma mulher, cujo a forma de sorrir, a forma de morder os lábios, o jeito com que ela me olha com o canto do olho é totalmente singular, única Mas não depende do ego, e nem de experiência é algo inato, belo, não consigo odiar mesmo sendo diferente Amor? sim Mas algo diferente também a vejo e amo como irmã, como mãe, como amante, como amiga Amo sua existência como um todo e não sei explicar Ela escolheu não ficar comigo, mas sempre vem a mim Eu ainda continuo a ama-la, sem dor, nem sofrimento Outra vez saio de uma discussão comigo mesmo sem respostas!
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Aug 25, 2014
Aug 25, 2014 at 12:35 PM UTC
Existência
De quem é a imagem que vejo no espelho? Não é a mesma que me observo sem vê-la Não possui a fonte existencial que lança os arredores para o interior A única diferença entre mim e o que me permeia É o corpo que carrego a todo instante, e dele os diálogos mentais que me definem como uma existência, pois as vozes que me surgem só eu posso ouvi-las e interpretá-las Mas, talvez, a consciência seja simplesmente um canalizador e não uma fonte, pois as informações vêm de todos os lugares e ao mesmo tempo de um lugar só (ego). De quem é a imagem que vejo quando olho para outra pessoa? Não é a mesma imagem que essa outra existência se vê Essa imagem que vejo faz parte de mim, sou eu, ou talvez o outro que vive em mim, que independe de uma consciência própria que não a minha. Mas como eu me vejo? Me vejo como acredito que os outros me vêem? Eu sou o fruto das experiências passadas Eu sou inconstante. Totalmente renascido e irreconhecível a cada experiência Mas isso é meu ego, o vidro mais frágil O medo da solidão, O medo da rejeição, O ódio que é o medo de amar O medo de amar que é o ódio por si mesmo O **** é a carta coringa do desespero O prazer de calar a dor Mas o **** também dói, pois é a entrega de seu íntimo para outrem (você se diferencia) nós somos incapazes de amar o que é diferente, o **** fere o ego, pois o auge do prazer se dá com algo que nossa consciência insiste em odiar, odiamos os outros, odiamos a nós mesmos Mas é tudo ilusão Ódio e medo, novamente, caminhando lado a lado Mas é tudo ilusão "O que está em cima está em baixo, não há diferença" O que me define como singular? Minhas roupas, meu cabelo, meu rosto, minha casa meu carro, minha família, minha história Fora isso quem sou? Onde encontra-se a singularidade da voz que só minha mente escuta? (Minhas ideias surgem de outras ideias que não são minhas Eu sou o vazio) Encontra-se no vazio, onde todos são iguais Onde uma coisa não se diferencia da outra Onde só nos resta amar, sem dor A realidade é simplesmente aquilo em que acredito Nada mais, nada menos Pois o que os olhos não vêem o coração não sente Melhor dizendo: O que a mente não sente os olhos não vêem! Depois de todo o devaneio Me lembro... Uma mulher, cujo a forma de sorrir, a forma de morder os lábios, o jeito com que ela me olha com o canto do olho é totalmente singular, única Mas não depende do ego, e nem de experiência é algo inato, belo, não consigo odiar mesmo sendo diferente Amor? sim Mas algo diferente também a vejo e amo como irmã, como mãe, como amante, como amiga Amo sua existência como um todo e não sei explicar Ela escolheu não ficar comigo, mas sempre vem a mim Eu ainda continuo a ama-la, sem dor, nem sofrimento Outra vez saio de uma discussão comigo mesmo sem respostas!
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ESPELHO COLORIDO DO TEU OLHAR Victor Alex Magalhaes Mar Estrelas em sinfonia, Natureza em harmonia, Animais com suas crias, Olhares nas pradarias. Ribeiros e lamentos, Saudade doentia, Brilho da nostalgia, Cabelos aos ventos. Cacho sempre excelso, Musgo e feto. Barcos que navegais, Vinho que embebedais. Elas constroem suas casas, Cartas voam ser ter asas, Sentinelas da noite, silêncio do mar, Espelho do teu olhar... Vic Alex
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Mar 1, 2010
Mar 1, 2010 at 8:15 AM UTC
ESPELHO COLORIDO DO TEU OLHAR
O pó queima o nariz, O álcool aquece o corpo, A música acolhe, O sangue jorra. A ultima imagem, O ultimo cheiro, O último sentimento, Dor. Uma veste de sangue a cobre, Olhos vermelhos escondem a paranóia, Um punhal brilhante reflete o medo. Um soco no espelho, Um último beijo, Julieta, Julieta, Não se vá. Romeu, Romeu, Um punhal resolveu, Piscina escarlate, Seu sangue é combate. Veludo frio, Coração congelado, Toque caloroso, Olhar vidrado. Romeu, Romeu, Você lembra do dia que ela morreu?
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Nov 5, 2014
Nov 5, 2014 at 2:24 PM UTC
Música alta, cocaína, álcool e sangue
Sonhos são apenas sonhos Um grito ecoa por minha ***** cefálica Bato meus braços como se fossem asas mas sei que jamais poderei voar Olho-me no espelho Olho minha casa, suja, velha e pobre Olho-me no espelho, olho minha casa Olho pela pela janela e vejo a loucura Observo a humanidade e vejo loucos e entre ruas vazias da madrugada e ruas lotadas do dia Ouço música para não ouvir o zumbido barulho E fecho o olhos para sonhar Acordo em um entediado transe pois somente ausente de mim começo a produzir
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Aug 14, 2014
Aug 14, 2014 at 6:28 PM UTC
Cotidiano
Tu e o meu espelho És mais bela que a rosa, Vejo tua imagem, Tua boca formosa, Digna miragem. O espelho desperta, Nele a tua fotografia, Acorda na hora certa, De noite e de dia. Espelho e sua fada, A imagem é sagrada, A ter calma me ensina, Logo de madrugada. Victor Marques
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Feb 28, 2012
Feb 28, 2012 at 11:37 AM UTC
Tu e o meu espelho
Eu te olhei Pela primeira vez na chuva, Seu sorriso brilhava As lágrimas no meu rosto pararam E eu sorri também. Queria sentir seu perfume, Todo dia. E quando eu te disse adeus, Tudo em mim doía. E dói, Dói até hoje. Eu não consigo evitar, Ao me olhar no espelho, Tudo que vejo é você.
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Dec 8, 2013
Dec 8, 2013 at 4:47 PM UTC
Seu sorriso
E foda.se a vida que demora a fazer-se homem. E foda.se a o vinho que só me conta mentiras. E foda.se a musica que me alivia a dor de não te ter. E foda.se o espelho que é demasiado honesto. E foda.se os livros que não consigo ler. E foda.se os autores que não consigo entender. E foda.se o que quer que seja que me retira confiança. E foda.se o destino que não pude escolher. E foda.se o passado que não pude escrever. E foda.se o futuro que já só quero esquecer. E foda.se a liberdade que não me deixa crescer. E foda.se a inercia que me quer prender. E foda.se as palavras que me deixão com sede. E foda.se a sede que só quer vinho. E foda.se o vinho que me voltou a enganar. E foda.se o coração que não sabe como amar. E foda.se o amor e a falta de ar. E foda.se o sal que impede de chorar. E foda.se o choro de quem me morde a alma. E foda.se a quem me pede para ter calma. E foda.se tudo resto que nada tem a ver contigo. E foda.se a amizade que faz de mim só teu amigo. E foda.se a cama que me faz sonhar. E foda.se o sonho que se acha ordem. E foda.se a idade que Eu já me devia ter feito homem.
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Apr 29, 2014
Apr 29, 2014 at 10:47 PM UTC
foda.se
O que fazer se tudo me deixa triste, Parece que nada existe, Exceto este sentimento, Que anda me corroendo por dentro. Só eu ando chorando, Pelos cantos, me martirizando, Sem saber o porquê. Talvez eu tenha errado este ano, Mas não há mais nada a fazer. Só posso tirar a maquiagem e toda a roupa, E me olhar no espelho. Vendo os meus olhos vermelhos, vejo a doçura que perdi. E hoje estou tão amarga, que nem mesmo me aguento. Sou puro sofrimento, E não sei porque sofro, Sei apenas sofrer.
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Dec 24, 2012
Dec 24, 2012 at 9:26 PM UTC
Sofrimento
O vento sopra por entre as folhas que vão caindo lentamente, o chão vai ficando como uma esteira dourada, a pouco e pouco as árvores vão-se desnudando, deixando a descoberto, todo aquele tecido que as envolve num mistério tal. Envelhecer! Sim é um pouco isso, deixar de parte as máscaras que nos encobriam desde a juventude, e tornar público, aquilo que realmente somos, deixar ver as rugas de um tempo ido e recordado, deixar transparecer a pura essência que realmente somos. Apreciamos num quadro as fissuras da tela, marcas de um tempo que teima em passar. Se assim é, porque é que não aceitamos o nosso envelhecimento, como fissuras em tela antiga? Talvez porque é aqui, que pela primeira vez somos realmente nós, sem sombra de dúvida, talvez porque, simplesmente o receamos. Talvez tenhamos receio de olhar de frente o espelho da vida e ver que não voltamos mais a ser crianças.
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Jan 11, 2014
Jan 11, 2014 at 6:27 PM UTC
idade
Minha querida filha, Sem ti eu não seria mais que um pó maltratado, Contigo sou energia, amor e vida, Sou pela sorte bafejado… Contigo sou mar, terra sempre querida. Sem ti, não teria vontade de encostas consagrar, Horizontes belos para com a noite pernoitar. Contigo sou viajante que caminha com esperança, Sem ti não teria vontade de nas noites de lua cheia, Ouvir as cigarras que acasalam como sendo uma estranha crença, Nem me permitiria pensar que existe o lobo e a alcateia…. Contigo sou sempre o espelho que me conforta, Peregrino que caminha de porta em porta. Contigo sou eu com a todas as bem-aventuranças, com todas as estrelas cintilantes ao luar, Contigo sou janela, amor, terra e mar…. Com eterno amor Victor Marques
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May 30, 2018
May 30, 2018 at 11:02 AM UTC
Para ti minha querida
Eu pensei, refleti, E acabei de me ver. Um futuro nebuloso, A névoa me cobrindo, Sem lágrimas caindo, E eu sempre quis Ser mais indecisa, Fiz uma pesquisa, E não estou só. Não tem desespero, O amor é conselheiro, E eu ouvi dessa vez. Eu olhei no espelho, Meu olho vermelho, E vi que não tem remédio melhor, Que adeus bem dado.
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Sep 23, 2014
Sep 23, 2014 at 4:16 PM UTC
Adeus
Pintei versos nos troncos Chamei-te pelos galhos retorcidos És Sol e cais em mim Sem que te sinta Nua com a flora, espelho-te Sem que te saiba.
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Dec 6, 2016
Dec 6, 2016 at 3:15 PM UTC
pintei versos nos troncos
sou um espelho antigo frio . vazio . sombrio como um túmulo sobre a lareira domino o quarto vejo lá fora as flores e árvores do teu jardim há dias em que sinto o vento vejo-te à noite a pentear os teus sedosos cabelos vejo-te à noite a acariciar os teus voluptuosos seios fazes amor no reflexo da minha existência eu sou imortal nunca minto eu serei o único que lá vai estar, no teu quarto até que definhes e aí dar-te-ei as minhas memórias será muito, muito difícil para mim, quando já não houver nada para refletir
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Jan 13, 2015
Jan 13, 2015 at 6:06 PM UTC
Reflexos
Acordei e me olhei no espelho, E pela primeira vez, Me senti bem ao ver meus olhos inchados. Chorei sim, e muito. Lágrimas de libertação. Nada de amor. Tudo de solidão. Enfim, como sempre foi. E é uma pena que eu tenha me acostumado a isso.
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Sep 7, 2012
Sep 7, 2012 at 11:39 AM UTC
Untitled
Sem sabermos bem o que é o destino, Sem sabermos se é  profano ou divino. Parece ter ordem cósmica ou sobrenatural, Destino que parece efémero  e fatal. Ninguém a ele pode escapar, Nem dele se pode livrar. Parece ser um dever cumprido, Dum sonho passado, vivido. O destino existe e nunca é conhecido, Parece ser porto sem abrigo. O homem nasce com tudo predestinado, Seja no amor, na morte, no pecado. Parece estar em sintonia com o Deus criador, Um ser supremo feito de  paz e amor. Criaturas transcendentais repletas de luz, Te enfeitiçam com o destino que  seduz. Destino da criança que chora sem razão, Respiramos com a brisa a bater no coração. Entusiasmo com o espelho da vidraça, Destino que tudo conforta e abraça. Victor Marques
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Jul 21, 2022
Jul 21, 2022 at 5:41 PM UTC
Destino
sinto que me olhas sentes desprezo sentes ódio sinto-te a olhar um olhar estranho no espelho reflectido um sorriso tosco despreza-me o que se esconde aí? profundos segredos sombrios
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Aug 15, 2015
Aug 15, 2015 at 2:53 PM UTC
Segredos
quando que te lembras ter respirado pela última vez? consegues olhar pro outro sem posicionar a cabeça pra baixo? tocas em outra pele sem que ela se arrepie? tens ainda força pra responder desconhecidos em ruas movimentadas? consegues caminhar em meio a multidão e parar pra arrumar os sapatos sem ter vergonha de te observarem? compartilhas teus medos? sabes expressar tudo que se encontra dentro de ti pra fora de ti? choras te olhando no espelho? te incomoda pensar em tudo?
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Oct 25, 2017
Oct 25, 2017 at 3:49 PM UTC
inquietudes
um olhar de desprezo de ódio um olhar estranho o espelho reflecte o espectro um sorriso de desprezo de ódio um sorriso estranho e os olhos escondem profundos segredos sombrios vejo a escuridão afasto-me do espelho para fugir ao olho miserável
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Sep 7, 2015
Sep 7, 2015 at 2:34 PM UTC
Olhar
São quatro e vinte da madrugada E o fraco ainda resiste. O dia nasce não tarda E continua a sina daquele triste. Será ele um poeta, Um que se viu de alma abandonada Ou um cuja profissão é a mais antiga que existe? O seu coração pinga solidão, que se tenta encobrir, Fundida pela malfadada escuridão que o rodeia E que goza do ferir. O vagabundo olha à volta como se tivesse casa cheia E ouve, gota a gota, a gota, abusadamente, cair. Repete-se todas as noites a ladainha No aconchego de sua cama quentinha. Para este fraco, viver é ousadia. Limita-se a existir e até isso é um ultraje. Vê o sol que na janela luzia; Vai ao espelho ver se este lhe traz Aquele brilho que outrora o seduzia E que há muito não o via. Depara-se com o rotineiro: O pesar do vazio corriqueiro Que em forma de sombra breu Sobre si subtilmente desceu. Fatalidade que o destino por si escolheu. É este o tal fado De quem não se sente satisfeito Nem é valorizado P'las cicatrizes que carrega ao peito. Dizem que tem vida de vadio. Terminará o triste por rir De quem um dia dele se riu? É esta a "pseudoprofecia" Que o acompanha noite e dia. É só mais um que não vive o ultraje que é existir.
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May 1, 2018
May 1, 2018 at 4:15 PM UTC
O ultraje que é existir
penso sobre mim o tempo todo que acho que é doença esse fascínio. muito embora saiba que deveria me amar antes de todo mundo, devo admitir que passo horas contemplando minhas criações vestindo apenas um óculos transparente desprovida de roupa íntima. gosto de pensar que preencher todos os espaços vai me trazer paz e de alguma forma que não poderia explicar, a sensação que tanto procuro sentir mas nunca consegui alcançar. é como se eu fosse uma conta matemática que tive dificuldade de entender na quarta série [e ainda não entendo]: gostaria de saber como resolvê-la só não sei como. acho brega todos os meus sentimentos íntimos que envolvem apenas o eu. mas ao mesmo tempo os aprecio, os amo, os idolatro, os venero! veja bem, escrevo todas essas palavras pra quem? pra mim mesma! pra alimentar a fome que tenho de mim, da minha própria vontade de possessão. é um absurdo pensar agora em deixar pra trás tudo isso e deletar as emoções e as vontades e o calor que minha pele sente pela minha pele. nunca duvidei do meu amor por mim mesma. esse que falei a pouco que é grande demais e não cabe aqui. preciso preencher tudo. esse quadrado branco todo sobre mim. sobre o quanto eu sou apaixonada por mim. quanto eu pagaria pela minha estátua? se um dia descobrir que existe uma outra eu: me apaixonaria por ela também? me questiono e procuro letras que juntam palavras simpáticas pra me fazer sentir melhor sobre isso, apesar de saber que independente do que mostre ou não, nada vai mudar. um dia eu estava transando na frente do espelho e só conseguia olhar pra mim. transando comigo mesma, sentindo arrepios na pele completamente apaixonada pelo reflexo nu com os seios em movimento e a boca ofegante. gozei porque era eu ali no espelho.
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Jan 17, 2018
Jan 17, 2018 at 7:15 PM UTC
mania essa de escrever sem pensar num ponto
penso sobre mim o tempo todo que acho que é doença esse fascínio. muito embora saiba que deveria me amar antes de todo mundo, devo admitir que passo horas contemplando minhas criações vestindo apenas um óculos transparente desprovida de roupa íntima. gosto de pensar que preencher todos os espaços vai me trazer paz e de alguma forma que não poderia explicar, a sensação que tanto procuro sentir mas nunca consegui alcançar. é como se eu fosse uma conta matemática que tive dificuldade de entender na quarta série [e ainda não entendo]: gostaria de saber como resolvê-la só não sei como. acho brega todos os meus sentimentos íntimos que envolvem apenas o eu. mas ao mesmo tempo os aprecio, os amo, os idolatro, os venero! veja bem, escrevo todas essas palavras pra quem? pra mim mesma! pra alimentar a fome que tenho de mim, da minha própria vontade de possessão. é um absurdo pensar agora em deixar pra trás tudo isso e deletar as emoções e as vontades e o calor que minha pele sente pela minha pele. nunca duvidei do meu amor por mim mesma. esse que falei a pouco que é grande demais e não cabe aqui. preciso preencher tudo. esse quadrado branco todo sobre mim. sobre o quanto eu sou apaixonada por mim. quanto eu pagaria pela minha estátua? se um dia descobrir que existe uma outra eu: me apaixonaria por ela também? me questiono e procuro letras que juntam palavras simpáticas pra me fazer sentir melhor sobre isso, apesar de saber que independente do que mostre ou não, nada vai mudar. um dia eu estava transando na frente do espelho e só conseguia olhar pra mim. transando comigo mesma, sentindo arrepios na pele completamente apaixonada pelo reflexo nu com os seios em movimento e a boca ofegante. gozei porque era eu ali no espelho.
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