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"escolher" poems
Salpicar o teu rosto com farinha, enquanto preparassemos juntos o teu bolo favorito Dar-te os beijos que me apetecesse, com os olhos, sempre que estivesses distraido a apreciar o "flowering tea", que te desse a escolher Sentar-me no teu colo e ver-te desenhar Fazer de ti a manta que me aconchega, entrelaçar os meus dedos nos teus e ver um filme até adormecer Levar-te o pequeno almoço à cama e acordar-te com um beijo de bom dia. Ser... a única a conseguir te arrancar aquele sorriso nos piores momentos... a bateria desenfreada a bater dentro do teu peito... a tua melhor amiga... quem faz valer cada acordar teu. Que fosses a excepção que acreditei que eras, o porto seguro por quem vale a pena esperar para partilhar a vida. Por ti... por nós... mudei, ignorei medos e arrisquei... Não deste valor... desacreditei.
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Feb 27, 2017
Feb 27, 2017 at 5:03 PM UTC
Era isto ∞
A vida, há não sei dizer quanto tempo, Tem-se mostrado uma interminável batalha. Conseguir ouvir a razão sem abafar o sentir Conseguir sentir sem por ele ser consumida Inteiramente. Não quero mais escrever poesia de guerra Nem fazer da poesia uma guerra de amor Só vale o que eu deixar que valha. E escrevo-o aqui, as desculpas de merda não valem Nem valeriam se fossem desculpas muitíssimo boas Se estou a perder a cabeça vou atrás dela e Encaixo-a de novo no pescoço e Bato com ela nas paredes até tornar a funcionar Não a ajudo a ir. Não. Não quero continuar a perguntar-me à noite O que raio é que estou a fazer Que vida é esta que escolho e não vivo Que não vivo por a escolher incessantemente. Não se pode querer paz e respostas E por ambas querer nenhuma tenho Só a mim e ao silêncio que não deixo existir. Não quero. Não sei o que quero mas Não quero isto. Querer isto não Me deixa querer mais nada. Nem a mim. Especialmente a mim. E tenho que me querer a mim Antes de querer qualquer outra coisa.
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Jun 14, 2017
Jun 14, 2017 at 10:27 AM UTC
Poesia de Guerra
Nunca achei que seria tão fácil me vendar Mas olhando para trás Havia tantas coisas que não gostaria de ver E talvez graças a essa cegueira, lembrar não me faz sofrer Apenas buscar um abraço e tentar esquecer Ver o mundo desaparecer Talvez viver de promessas e sonhos foi o que nós fez perder E todo esses pedregulhos viraram aterros Para os próximos sonhos Que podem se tornar verdadeiros E não apenas uma moldura sem fotografia Que decora a mobília de um cômodo sem a pintura do apego E deixar o tempo passar seja o melhor que tenho a fazer Ele revigora e maquia cicatrizes que nem podemos ver Por isso talvez, mesmo sem historias para contar Acho que deveria me entregar Para que ele me leve ao lugar mais distante de ti Sempre achei que um pouco de nós faria bem O que dizer? nunca fui muito bom em escolher Mas talvez se nós reencontrarmos em alguns anos quais quer Podemos perceber que o jogo nunca terminou Apenas virou, e agora estamos em times diferentes Sempre se esbarrando e se machucando Mas nunca se cumprimentando Talvez devesse ter visto de longe Ou não ter me iludido tanto E saber que fomos Destinados a fingir Viver de falsas proximidades e carícias geladas E nunca de ternura nos abraços ou paixão nos beijos Destinados a fingir Uma paixão idiota Que mais parecia um cigarro Que logo se transforma em fumaça E no vento para o mundo se esvai
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Nov 5, 2015
Nov 5, 2015 at 7:48 PM UTC
Tempo de fingir
Ontem descia a colina, pelos caminhos da natureza, Foi quem sabe o seu trilho, que me mostrou a beleza, Desde as plantas, ao ar que lá respirei, me maravilhei, Foi nessa viagem que descobri, que ali tudo eu farei! O cheiro a vida e os animais descascados de preconceitos, A paz que se sentia entrar nos seus ninhos, eram preceitos, De cores de luz ardente, onde o sol encoberto de folhas, Mostrava atos ou sentimentos que são nossas escolhas! Não escolho de quem posso gostar, mas escolho preservar, Não luto pelo amor, se não o posso cultivar, porque não ó é, Mas se eu escolher amar entre as folhas eu vou me mostrar, E se estiver por trás delas, alguém, também deixo brilhar. Pois é! É umas mistura de sons e tons, numa bebida alcoólica, Sente-se os cheiros e sabores, escorrendo pela goela, Percorrem-se os melhores encontros, gente acolita, Se não são seus valores, nem são dele, nem são dela! Porém, esta minha caminhada, vale escuro abaixo, Que entre o brilho da estrela do dia mais claro, Se perdi, porque vi, o que não guardei e encaixo, E já vale adentro, hoje teu abraço é o meu amparo! Autor: António Benigno Código do texto: 2013.07.21.02.07
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:09 AM UTC
Vale de segredos
E foda.se a vida que demora a fazer-se homem. E foda.se a o vinho que só me conta mentiras. E foda.se a musica que me alivia a dor de não te ter. E foda.se o espelho que é demasiado honesto. E foda.se os livros que não consigo ler. E foda.se os autores que não consigo entender. E foda.se o que quer que seja que me retira confiança. E foda.se o destino que não pude escolher. E foda.se o passado que não pude escrever. E foda.se o futuro que já só quero esquecer. E foda.se a liberdade que não me deixa crescer. E foda.se a inercia que me quer prender. E foda.se as palavras que me deixão com sede. E foda.se a sede que só quer vinho. E foda.se o vinho que me voltou a enganar. E foda.se o coração que não sabe como amar. E foda.se o amor e a falta de ar. E foda.se o sal que impede de chorar. E foda.se o choro de quem me morde a alma. E foda.se a quem me pede para ter calma. E foda.se tudo resto que nada tem a ver contigo. E foda.se a amizade que faz de mim só teu amigo. E foda.se a cama que me faz sonhar. E foda.se o sonho que se acha ordem. E foda.se a idade que Eu já me devia ter feito homem.
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Apr 29, 2014
Apr 29, 2014 at 10:47 PM UTC
foda.se
(...) Desculpa se às vezes digo o que não devia, mas tenho dificuldade em escolher as palavras certas quando o meu coração está prestes a explodir, um nó na garganta me impede de respirar e as borboletas no meu estômago tentam rasgar-me a pele.
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Aug 10, 2013
Aug 10, 2013 at 5:26 PM UTC
I
Nascemos por amor  por desejos, Uns nascem sem pressa, sem beijos. A natureza tudo parece querer determinar, Nascemos na terra,no céu,no mar. Dilema de descendência adequada, Uma vida nova nunca preparada. Nus e sem nada brotamos como a flor, Por obra de Deus e do amor. Abundância e esperança  de viver, Nascemos para terra tornar a ser. Racionais e com sentimentos, Dilema dos termos momentos. Nao somos plantas ,somos seres, Com o livre arbítrio de tudo escolher. Deus deu a alma para tudo perceber, Dilema do nascer,viver e morrer. Victor Marques
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May 12, 2022
May 12, 2022 at 4:41 AM UTC
Dilema
Em épocas de instabilidade, Caro navegante... Tenha muita cautela ao escolher teus caminhos. Pois existem portas que, quando abertas... Nunca mais se fecharão. Já outras portas, quando se fecham, Jamais poderão ser abertas novamente. Grande amigo... Há caminhos em que os Espíritos gritam E o sangue se derrama... Caminhos esses por onde o fogo consumidor se alastra E o ímpio se transmuta. Ali a dor é colossal. E cresce a cada passo dado. Onde a guerra é lei. E te fere a todos instantes. A morte será teu guia por estes vales estreitos. Lugar em que abismos devoram os injustos Em que a própria terra engole os fracos E o veneno proferido se multiplica no retorno Afogando os incautos nas marés do próprio sangue. Por ali deve ser o teu andar, filho meu. Não temas. Tais caminhos se cruzarão, um dia Onde não houver mais tempo nem espaço, nobre guerreiro... E os véus ocultos do eterno se abrirão, Para os vitoriosos que se deleitarão Nas glórias do amor infinito.
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Aug 24, 2016
Aug 24, 2016 at 11:44 AM UTC
CONCILIUM
Há Sol lá fora, E eu ainda aqui na cama. Eu não saí rindo, correndo, gritando O que eu sinto agora. Eu me sinto tão leve e viva, Eu me sinto alegre, Respiro feliz a realidade E não me iludo em falsos sonhos. Acho que aprendi a viver, A ditar meu próprio ritmo, Escolher o que é bom, Renascer com o ruim. É , a vida é assim.
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May 23, 2015
May 23, 2015 at 7:11 AM UTC
Untitled
Dizem que vivemos na terra da liberdade Mas como se pode chamar liberdade se não somos livres? Somos livres para seguir a ordens dadas Somos livres para escolher o que nos não foi escolhido Liberdade para criar uma carreira passada Inovar o que foi criado Sonhava ser livre Liberdade paradoxal do pensamento Somos livres para escolher religiões Somo livres pensadores que acreditam num ser superior Mas como podemos ser livres se não acreditamos em nós Somos livres de pensar o que já foi pensado Somos livres na terra da liberdade Terra nutrida de mentiras e ordens Terra sem virtude Terra onde vivemos Terra onde somos o que não queríamos Assim se é livre Livre acorrentado por coisas que não somos Pensamento preso por aquilo que não fomos Assim morremos ansiosos pelo ser superior Ansiosos para ELE nos mostrar o seu poder Mas como? Se morremos ao nascer
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Jul 21, 2017
Jul 21, 2017 at 6:18 PM UTC
Terra da Liberdade
A efêmera existência No tênue fio entre a vida e a morte Busca a razão na essência Chega ao fim sem entender a sorte A mais simples dúvida No mais complexo ser Se ainda resta muita vida O que temos que escolher? Se é tão fácil resistir Onde estão os que sobraram? Se todas as portas vão se abrir Quantas já se fecharam? Mas viver é tão bonito Que não há quem resista Mesmo encarando o risco Mesmo quando não há terra à vista
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Oct 26, 2019
Oct 26, 2019 at 5:07 PM UTC
Uma manhã de sábado
Querer ou não querer Se resolve com um não ter Descarta o que escolher
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Feb 23, 2017
Feb 23, 2017 at 7:26 PM UTC
Porque você não resenha ninguém
Penso nas giestas floridas que sempre olhei, Amarelas, pueris e sempre brancas, Olhava para elas e eram tantas, Saudades que para elas eu deixei. Penedos que eu trepava com ousadia, Sobreiros que eu subia, Ribeiros onde eu nadava ingénuo, Sem pudor ou amor feito engano. Caminhadas com rebanhos que não crias, Sentimentos que não sentias, Turbilhões de ideias que teu ser comprometia, Vivendo na esperança de ter o que não podia. Saltava as fogueiras nas noites de luar, Nas festas de Santo António gostava de dançar, Colhia flores com mãos inocentes, Recebia tudo como belos presentes, Dormia com sonhos nunca vividos, Acordava com meus entes queridos. Pensava eu que viver era ousadia, Não percebia a tristeza e alegria. Fui criado num ambiente sagrado, Vivia sem sombra de pecado. Era terno, amigo, simples com amor, Se pudesse escolher o nome seria flor. Victor Marques
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Jun 9, 2022
Jun 9, 2022 at 2:14 PM UTC
Lembranças
Como o mundo tem mudado a cada dia, tanto e tão depressa, fica cada vez mais difícil aprofundar qualquer assunto. Sobrepõem-se as promessas e os candidatos, mas a essência na procura de um lugar melhor está a afastar-se cada dia mais. Cada vez vamos sabendo mais sobre mais coisas, e cada vez mais estamos frágeis. Outrora falar publicamente de um assunto era uma arte de estudiosos e quem sabe, gente preparada para o fazer. Hoje todos têm o seu público e conseguimos até escolher a plateia. Existe uma falsa sensação de audiência, porque ela é oculta e rapidamente se divide em outras opiniões. Vejamos o que acontece diariamente na própria comunicação social. Como sabem ela divulga artigos com base em jornalismo, política, desporto e sobretudo em dinheiro. E por isso mesmo, podem não ser verdades absolutas. Perigosamente orientam também o seu rebanho e o conduzem à ordenha. Não creio que tudo isto deixe de ter um propósito tirânico, como acredito que estão no pleno controle da nossa vida, humana, social, religiosa e financeira. Uma cruzada polivalente do capitalismo que como em outros tempos, agora de outras formas comandam o leme, protegendo a sua estirpe desprovida de qualquer fé ou solidariedade. Têm certamente um propósito garantir a prosperidade dos quem comem há mesa tal e qual como na seia do senhor. Autor: António Benigno Código de autor: 2020121522541201
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Dec 16, 2020
Dec 16, 2020 at 2:57 AM UTC
DEUS DESISTIU DE NÓS? HUMANIDADE, É HORA
as mãos mal suportam o silêncio. se movem a cada dois segundos. e o mesmo timbre de voz fala e fala e fala. pausas de incertezas parece buscar palavras. é um homem que julga ser sábio mas vai negar se o perguntarem. ninguém liga. deixam uma das mãos no queixo só pra mostrarem-se interessados. o que pensam nesse agora? claro que estão longe, mas seus corpos se encontram aqui. os olhos parecem viver numa agonia que queima devido as paredes brancas. o ar é pesado. o clima sempre muda, mas nunca aqui dentro. precisa-se de ações pra não enlouquecer ao encarar e ouvir a voz do mesmo timbre. nenhum de nós gostaríamos de estar aqui se pudéssemos escolher. o timbre constante é atravessado por outro e dura pouco. fundamentos. já não há mais o que sugar. o que costumava ser bom, perdeu-se com o tempo. nós mesmos causamos tudo isso e culpamos uns aos outros sem assumir a culpa. agora seria bom ser amigo do mar e visitá-lo prum café envolto numa colcha macia com os pés na areia. se pudéssemos escolher é pra lá que iríamos.
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Oct 25, 2017
Oct 25, 2017 at 3:45 PM UTC
sentada