"deserto" poems
Nasceste para mim
Nos altares sagrados pousam brancas pombas,
Nasceste entre as mais belas flores.
A tua frescura enlace das minhas loucuras,
Rouxinóis com penas de várias cores.
Beijo os teus lábios toda a vida,
Bendito Outono que te trouxe.
Olhos castanhos tão doces,
Nasceste para mim minha querida.
A lua dorme sem minha companhia,
Os anjos cantam vestidos de branco,
Nasceste para mim com alegria,
Tão suave é teu canto.
Vejo-te neste espelho aberto,
Os pecados eu sinto,
Amor terno, distinto,
Nasceste para mim no deserto.
Victor Marques
Oct 26, 2010
Oct 26, 2010 at 9:53 AM UTC
i
Off in the beaten path
An Echelon of secret tribal's;
I pirouetted with them in plumage
Mine queen showed up, just on arrival.
ii
Her timing was perfect
As tis she watched me caper;
Me and mine Reyna's amour'
Like tambourines, shook with ancient shaker's.
iii
Hot coal ember's
Igneous in ourn chest's;
Ourn pulmonary arterie's
Bracketed, by her tribesgirl dress.
iv
We were gladden
Betwixt the wilderness;
Under mango leaves
Jane seduced me, equatorial phene's.
v
Whilst the darkness wore down
And the tribesmen went to sleep;
Me and mine protector
In the dusk, disappeared, into eachother's soul's to keep.
©Brandon nagley
©Earl Jane dedication
©Lonesome poet's poetry
Aug 10, 2015
Aug 10, 2015 at 3:22 PM UTC
Jesus está aí
No amor Jesus é meu Deus,
Ama filhos que não são seus.
Nas constelações sem altar,
Na bruma e no luar,
Jesus quer nos amar.
Nos caminhos com ciladas,
Nas tristezas encontradas.
No teu amor que nos consola,
Na harpa, na viola.
No deserto com areias,
No sangue que corre nas veias,
No horizonte que imortaliza,
Temos Deus e JESUS com Vida.
Cordiais Cumprimentos.
Victor Marques
Jan 1, 2011
Jan 1, 2011 at 10:45 AM UTC
Dall'ampia ansia dell'alba
Svelata alberatura.
Dolorosi risvegli.
Foglie, sorelle foglie,
Vi ascolto nel lamento.
Autunni,
Moribonde dolcezze.
O gioventù,
Passata è appena l'ora del distacco.
Cieli alti della gioventù,
Libero slancio.
E già sono deserto.
Preso in questa curva malinconia.
Ma la notte sperde le lontananze.
Oceanici silenzi,
Astrali nidi d'illusione,
O notte.
1.4k
Melancolia impregnada na alma:
Tento varrer todo esse sentimento
Com a imagem alegre que acalma
Não adianta, pesa sobre mim o sofrimento
Dos tombos dos homens do deserto.
Todas aquelas imagens apagadas
Para sempre se fazem perdidas
Desfeitas na areia calada
Se fazem eternas desconhecidas
E como eu lamento!
Oh, não podem ver?
O meu tormento?
Na areia, padece o meu ser.
Um dia, eu também tombarei
E quero em uma concha me enclausurar,
Pelas ondas flutuarei
E o mar me levará aonde eu sempre quis estar.
Apr 30, 2014
Apr 30, 2014 at 10:12 PM UTC
No, I am not a legislator
of the world*
only a voice
a tiny voice
( vox clamantis in deserto)
but the winds
shall carry the words I write
and scatter them
over faraway fields
mountains and seas
wherever destiny bids
somewhere
somehow
someone would get to know me
just words
words drawn
from the blood of my heart
words I have lived with all my life
and loved like the most passionate lover
words that have made me stronger
than I could ever have imagined
words that have made me cry
they began so innocently
and I toyed with them
one by one
syllable by syllable
phrase by phrase
sentence by sentence
eureka!
I have discovered
words are alive
they give meaning
to all that is in life
and above all
they define what I am
and have given me
the building-blocks
of
what is
what is not
what should be
what should not be
how to
how not to
to be
or not to be
the jigsaw puzzle
pieces are coming together
and a clear picture is emerging
( a long drawn-out process
but how rewarding!)
Words I no longer could leave behind
and they would not want to release me
then the day came
when I realised
I became words personified
no, I am not just flesh and blood
any more
think of me then
as nothing else
but words
just words
Nov 23, 2015
Nov 23, 2015 at 7:16 PM UTC
Vita che non osai chiedere e fu,
mite, incredula d'essere sgorgata
dal sasso impenetrabile del tempo,
sorpresa, poi sicura della terra,
tu vita ininterrotta nelle fibre
vibranti, tese al vento della notte...
Era, donde scendesse, un salto d'acque
silenziose, frenetiche, affluenti
da una febbrile trasparenza d'astri
ove di giorno ero travolto in giorno,
da me profondamente entro di me
e l'angoscia d'esistere tra rocce
perdevo e ritrovavo sempre intatta.
Tempo di consentire sei venuto,
giorno in cui mi maturo, ripetevo,
e mormora la crescita del grano,
ronza il miele futuro. Senza pausa
una ventilazione oscura errava
tra gli alberi, sfiorava nubi e lande;
correva, ove tendesse, vento astrale,
deserto tra le prime fredde foglie,
portava una germinazione oscura
negli alberi, turbava pietre e stelle.
Con lo sgomento d'una porta
che s'apra sotto un peso ignoto, entrava
nel cuore una vertigine d'eventi,
moveva il delirio e la pietà.
Le immagini possibili di me,
passi uditi nel sogno ed inseguiti,
svanivano, con che tremenda forza
ti fu dato di cogliere, dicevo,
tra le vane la forma destinata!
Quest'ora ti edifica e ti schianta.
L'uno ancora implacato, l'altro urgeva -
con insulto di linfa chiusa i giorni
vorticosi nascevano da me,
rapidi, colmi fino al segno, ansiosi,
senza riparo n'ero trascinato.
Fosti, quanto puoi chiedere, reale,
la contesa col nulla era finita,
spirava un tempo lucido e furente,
senza fine perivi e rinascevi,
ne sentivi la forza e la paura.
Una disperazione antica usciva
dagli alberi, passava sulle tempie.
Vita, ne misuravi la pienezza,.
1.2k
This poem is dedicated to all poets in HP of whom I am a happy participant--a very new one--like someone just entering a kindergarten
We don't carry swords
we don't fight in battle-fields
we don't seek power or fame
we are just poets--word-warriors
who put the sword to sleep
to spread that which is noble and worthy
we see the worm festering and eating
into the heart of civilisation
and shall not turn a blind eye
we will keep vigil
as silent sentinels
never mind if we are set aside
by assailants whether open or covert
we know
the world is weeping
and in the abysm of darkness
there is not a single spark of light
quo vadis **** sapiens?
who or what will give hope
in the face of despair and disillusionment ?
because the world is weeping
we also share its tears
because hearts are broken
part of us dies
because there is loneliness and desolation
we become part of that loss and ruin
because there is poverty and deprivation
we loathe all that wealth and opulence
that seek but their own gratification
but is man born for sorrow and defeat?
where should we turn next?
is salvation and redemption in sight?
Though we are only vox clamantis in deserto
we will despair not
nor should we walk away in cowardice
we must have faith
patience
endurance
words are our bullets
compassion is our shield
will is our fortress
it might take a millenium
to bring about a brave new world
but we are the word-bearers and word-warriors
until the invisible battle is fought
and won
we will never yield
Aug 31, 2015
Aug 31, 2015 at 5:19 AM UTC
AGORA
que partis-te a explorar o deserto e eu fiquei só
AGORA
que partis-te em procura do rapaz de preto
Sento-me
neste quarto
onde só
me restam paredes,
e oiço o tráfego
lá fora
O teu fantasma
imagem de um outro tempo
persegue-me por todos os lados
Deixa-me num sono profundo
Deixa-me
para poder escrever poesia
e libertar as pessoas dos seus limites
Já agora
atravessa para o outro lado
transpõe a porta
o Patrão espera-te.
Não te resta muito tempo que a viagem é longa.
Apr 15, 2014
Apr 15, 2014 at 6:02 PM UTC
Juntos navegamos
para o objectivo final.
desvio
monto o meu corcel
cavalguei milhas
paragem
segui viagem
retorno às origens
De novo na minha cabana
aí fora
guerras sem sangue
travam-se entre os aristocratas
Usurpação dos poderes
procura constante
Idiotas
um deserto já sem cor
ao fundo
uma vida
Migalha de vida
Um jardim
flores
Músicos tocam flauta
Cai o pano
apagam as luzes
Acabou a peça
acabou tudo
Até a vida
É O FIM.
Feb 3, 2014
Feb 3, 2014 at 3:34 PM UTC
De onde vens, ó andarilho?
Já não me lembro...
A tempos caminho por esta estrada
Mas não sei de onde vim
E para onde ela segue?
Também isso não sei, simplesmente continuo a caminhar...
Se me perguntas, acaso saberias o destino?
Venho da direção oposta à tua
E assim como tu, me esqueci de onde parti
Havia um menino
Que gostava de construir castelos de areia
Cada vez que construía
O vento soprava forte e desmoronava um pedaço de si
Até que um dia
restou apenas...
Areia
Havia outro menino
Que gostava de destruir castelos de areia
Cada vez que destruía
Um pedaço de si mesmo também desmoronava
Até que um dia
restou apenas...
Areia
Vagavam então pelo deserto que eles mesmos construiram
O Sol escaldante era como a sombra
A mais profunda e obscura sombra
Que queimava seus corações
e lhes cegava os olhos
Cegos e perdidos nas areias do esquecimento
Ao fim eram como um só
Caminhando em direções opostas
Carregando o mesmo destino
Dec 31, 2016
Dec 31, 2016 at 12:19 PM UTC
Pelo alvo deserto vão, me atrevo
Com passos vazios e rigidez emudecida
Caminho à livre esperança aquecida
Sem umbras derradeiras de vil enlevo
Nestas escassas palavras que descrevo
Aflijo, na natureza selvaticamente esvaída,
O brado ofego da moribunda esquecida
Cruzando-me os dentes o férrico sangue e doloroso arquejo
Ante os olhos que se chegam em céu vasto,
O silêncio zune, norteia-me, arrasto
E completo minhas vistas com negrumes vários
Deserto! Deserto! Das sombras, sóis filho nefasto,
Por eternidades, quais d'aurora me afasto
A vós enterneço meu desgarro solitário
Sep 16, 2017
Sep 16, 2017 at 4:58 PM UTC
Me arrastava pelo deserto
quando lembrei dela.
Curvas magnificas, macias
estrutura singela.
O único momento de paz
era um oasis fugaz.
Rápido, sôfrego.
Aliciando o próprio ego.
Aproveita o vento
para me fustigar com areia.
Sem dó, serpenteia
a pele que um dia acariciou
a boca que já desejou.
Me arrastava pela terra seca
quando lembrei dela.
Quebradiça, áspera.
Cambaleando enquanto me flagela.
A cor é a mesma
das suas costas.
Cor que eu beijava
agora olho enquanto evapora
e incendeia.
Seca.
Quente.
Serpente.
Floresça.
Nov 9, 2016
Nov 9, 2016 at 6:00 PM UTC
Fui para o deserto
delírio de emoções
cerimónia de índios
mescalina
a dor
visão do futuro
vagueio sem destino
outros mundos
outras culturas
solidão
exaltação do espírito
êxtase
velocidade
sigo em frente
pela estrada do excesso.
Jan 13, 2014
Jan 13, 2014 at 4:15 PM UTC
Raio de sol
Despertar de consciências
Inicio da viagem.
Percorro os caminhos,
tortuosos da minha mente.
Parto a explorar o deserto.
Mescal
Visões
Vou
aos trambolhões
por um rio que corre ao contrário.
Vou
na esperança
de o vencer até ao cimo.
Estou perdido,
onde nunca me encontrei,
mas vou.
Abençoada é a noite,
Onde cada dia é uma viagem pela história.
May 25, 2014
May 25, 2014 at 3:38 PM UTC
Tudo o que tu dizes soa a poesia. Seja profundo e dramático ou simples e banal.
És pura arte. Os traços do teu rosto são artísticos e originais. És um sentimento vivo dentro de mim, que me arranha até me perfurar e ficar em carne viva. Ardes dentro de mim. És a dor que nunca esperei sentir. És a dor que quero sentir. És incomparável. És o sol da meia noite e a chuva do deserto. Cheiras a saudade e o teu perfume permanece na minha pele. Sinto-te a mil à hora. Temo em sentir-te.
O teu olhar não tem brilho, mas brilhas mais que as estrelas numa noite de inverno. És a escuridão que ilumina o meu ser. És o vazio no meu peito. Estou cheia de ti. És a dor que cura todas as minhas feridas, mas és difícil de cicatrizar.
O teu toque é áspero e as tuas mãos percorrem o meu corpo com suavidade.
Fazes-me mal, mas sabe tão bem.
És o sítio onde me perdi e onde me quero encontrar.
Quero encontrar-te.
Encontrar-nos.
Jun 19, 2015
Jun 19, 2015 at 6:58 PM UTC
Si sente un galoppo lontano
(è la...? ),
che viene, che corre nel piano
con tremula rapidità.
Un piano deserto, infinito;
tutto ampio, tutt'arido, eguale:
qualche ombra d'uccello smarrito,
che scivola simile a strale:
non altro. Essi fuggono via
da qualche remoto sfacelo;
ma quale, ma dove egli sia,
non sa né la terra né il cielo.
Si sente un galoppo lontano
più forte,
che viene, che corre nel piano:
la Morte! La Morte! La Morte!
470
Les pitons des sierras, les dunes du désert,
Où ne pousse jamais un seul brin d'herbe vert ;
Les monts aux flancs zébrés de tuf, d'ocre et de marne,
Et que l'éboulement de jour en jour décharne,
Le grès plein de micas papillotant aux yeux,
Le sable sans profit buvant les pleurs des cieux,
Le rocher renfrogné dans sa barbe de ronce ;
L'ardente solfatare avec la pierre-ponce,
Sont moins secs et moins morts aux végétations
Que le roc de mon coeur ne l'est aux passions.
Le soleil de midi, sur le sommet aride,
Répand à flots plombés sa lumière livide,
Et rien n'est plus lugubre et désolant à voir
Que ce grand jour frappant sur ce grand désespoir.
Le lézard pâmé bâille, et parmi l'herbe cuite
On entend résonner les vipères en fuite.
Là, point de marguerite au coeur étoilé d'or,
Point de muguet prodigue égrenant son trésor ;
Là point de violette ignorée et charmante,
Dans l'ombre se cachant comme une pâle amante ;
Mais la broussaille rousse et le tronc d'arbre mort,
Que le genou du vent comme un arc plie et tord :
Là, pas d'oiseau chanteur, ni d'abeille en voyage,
Pas de ramier plaintif déplorant son veuvage ;
Mais bien quelque vautour, quelque aigle montagnard,
Sur le disque enflammé fixant son oeil hagard,
Et qui, du haut du pic où son pied prend racine,
Dans l'or fauve du soir durement se dessine.
Tel était le rocher que Moïse, au désert,
Toucha de sa baguette, et dont le flanc ouvert,
Tressaillant tout à coup, fit jaillir en arcade
Sur les lèvres du peuple une fraîche cascade.
Ah ! s'il venait à moi, dans mon aridité,
Quelque reine des coeurs, quelque divinité,
Une magicienne, un Moïse femelle,
Traînant dam le désert les peuples après elle,
Qui frappât le rocher de mon coeur endurci,
Comme de l'autre roche, on en verrait aussi
Sortir en jets d'argent des eaux étincelantes,
Où viendraient s'abreuver les racines des plantes ;
Où les pâtres errants conduiraient leurs troupeaux,
Pour se coucher à l'ombre et prendre le repos,
Où, comme en un vivier les cigognes fidèles
Plongeraient leurs grands becs et laveraient leurs ailes.
595
Serenidad, tú para el muerto,
que yo estoy vivo y pido lucha.
Otros habrá que te deseen:
ésos no saben lo que buscan.
Si se durmieran nuestras almas,
si las tuviéramos maduras
para mirar inconmovibles,
para aceptar sin amargura,
para no ver la vida en torno
apasionadamente nunca,
duros y fríos, como piedra
que sopla el viento y no la muda...
Almas claras. Ojos despiertos.
Oídos llenos de la música
del dolor. Los dedos felices,
aunque los hieran las agudas
espinas. Todo el sabor agrio
de la vida, en la lengua.
«Nunca
podrás mojar tu pie en el río
en que ayer lo mojaste. Busca
la eternidad, vive en la alta
contemplación de su figura».
Palabrería de los libros
de la que deja el alma turbia.
Serenidad que se nos vende
por librarnos de la tortura,
por llenarnos de sueño el alma
y rodeárnosla de bruma.
Serenidad, tú para el muerto.
El hombre es hombre, y no le asusta
saber que el viento que hoy le canta
no volverá a cantarle nunca.
Serenidad, no te me entregues
ni te des nunca,
aunque te pida de rodillas
que me libertes de mi angustia.
Será que vivo sin saberlo
o que deserto de la lucha.
Tú no me escuches, no me eleves
hasta tu cumbre de luz única.
Palabrería de los libros
de la que deja el alma turbia.
Yo también me hago un poco libro,
me duermo el alma...
Antología poética
Luz difusa.
La madrugada se desgaja
agria y azul, como una fruta.
Cantan los pinos a lo lejos.
Un niño llora. Las desnudas
mujeres y hombres silenciosos
salen despacio de las últimas
sombras. Los pájaros me esperan.
Se alzan las olas. (Me preguntan
por qué). Campanas... (Ayer niebla,
hoy claro sol y luego lluvia...)
¿Por qué? Las hojas se estremecen...
Voy inundándome de música
430
presso queste dimenticate periferie del mondo
le barricate della memoria a volte ci legano prigionieri a madornali errori e pregiudizi
così come il vestito sbagliato delle parole
che lanciamo al vento come freccie di fuoco
dovremmo imparare di nuovo ad andar lontano
verso un deserto sconfinato
e poi là soli su quella immensa spianata
ascoltarlo il vento
quello che arriva dalla direzione del futuro
e rinascere ancora ogni singolo giorno che il destino manda in terra
rinascere nudi e soli nel silenzio
e così rimanere per tempo e tempo
tutto quello necessario
e ancora
…………..
in these forgotten suburbs of the world
the barricades of memory sometimes bind us prisoners of enormous errors and prejudices
as the wrong dress of the words we throw into the wind like arrows of fire
we should learn again to go far
towards a boundless desert
and out there alone on that immense esplanade
listen to that wind
the one coming from the future
and so coming to life again every single day that fate sends to earth
coming to life naked and alone
in silence
and so remaining for time and time
all that is needed
and more
……………
en estos suburbios olvidados del mundo
las barricadas de la memoria a veces nos atan prisioneros de errores immensos y prejuicios
así como el vestido equivocado de las palabras que tiramos como flechas de fuego
deberíamos aprender de nuevo a ir lejos
hacia un desierto sin límites
y luego solos en esa inmensa explanada
escucharlo el viento
aquel que viene del futuro
y así nacer de nuevo cada singulo día que el destino envía en tierra
nacer de nuevo desnudos y solos en silencio
y así quedarse por tiempo y tiempo
todo el necesario
y más
Aug 28, 2018
Aug 28, 2018 at 4:48 AM UTC
The old monk was dying
one of the original ones
from France
back in 1907
and I washed
and made him comfortable,
sunlight through high windows
warmth on flagstones
in the church
monks walking in slow
heads down
mindful of God,
memores Dei
I sat in the silent church
at midday
before the office of Sext
stomach rumbling
musing on Iesus Christus
in the desert hungering,
nel famelica del deserto
that time in Tangiers
avoiding Western food
ate their stuff
wholesome while others
who ate Western crap
puked,
Hugh stern faced
walked the cloisters
taking in the way
the sole tree in the garth
swayed in the wind,
déplacé dans le vent
I mused on that time
walking through
a snow storm
my body swayed by the wind
back in 1965,
she opened her legs to me
and said
make me whole
my husband
can't or won't
so I did,
così ** fatto
or so thought
seeking truth
and Gareth said
Σωκράτης είναι φίλος
μου αλλά ο καλύτερος
φίλος μου είναι η αλήθεια
quoting Plato
truth is my best friend
even if Socrates is a friend
Plato said
Gareth explained,
George felt the chill
of the cloisters especiality
in the evenings
waiting for Vespers
his hands blue
he moving them
into fists
and undoing so,
I watched the moon
move across
the dark sky
and its glow.
Jan 31, 2017
Jan 31, 2017 at 7:18 AM UTC
Fluye el tiempo inmortal y en su latido
sólo palpita estéril insistencia,
sorda avidez de nada, indiferencia,
pulso de arena, azogue sin sentido.
Resuelto al fin en fechas lo vivido
veo, ya edad, el sueño y la inocencia,
puñado de aridez en mi conciencia,
sílabas que disperso sin rüido.
Vuelvo el rostro: no soy sino la estela
de mí mismo, la ausencia que deserto,
el eco del silencio de mi grito.
Mirada que al mirarse se congela,
haz de reflejos, simulacro incierto:
al penetrar en mí me deshabito.
301