"deixe" poems
Na neblina abafada
Dentre as árvores, dentre algas
Sentir a água
Ouvir os cantos
Cintilante
Suas mãos quentes tocaram meu tornozelo
Seu coração frio tocou o meu
Oh, Deus,
Se realmente estou apaixonado
Me faça não querer deixa-la
Os corações que já quebrei,
não se comparam ao dela
Deixe-me ficar
Se realmente estou apaixonado,
me diga se ela corresponde
Seu canto entrou em meus ouvidos
Uma sintonia aveludada,
salgada,
com uma pitada de perigo
O som dos pingos de água se rebatendo
Venha comigo, vamos viver juntos
Seja minha esposa.
Presa por algemas de areia
Se rebatia enquanto suas mãos puxavam as minhas
Delicada.
Uma beleza agoniante
Oh, Deus,
O que será de mim?
Um vida fria terei caso não ficar com ela.
Me trazendo para a água
Sussurrando feitiços e me deixando cego pelo amor
Meu corpo logo estará submerso
Estou indo
Ofegante
Coração frio, mãos quentes, beleza agoniante
Vendo a escuridão
Cego por um amor planejado
Um coração antes sujo,
fora iludido por olhos vibrantes
e pele cintilante
O coração quente fora apagado,
sentindo amor.
Oh, Deus,
diga-me, terminarei sendo enganado?
Apr 28, 2015
Apr 28, 2015 at 6:55 PM UTC
Leave me alone
Your thoughts keep melting me
I am a snow man
So ,
heu me (Latin)
Leave me alone
You come like a tornado
Breaking my bones
So,
déjame en Paz (Spanish)
Leave me alone
You come in my dream
Make me a walking dead man
So,
mag-iwan ako nag-iisa (Filipino)
Leave me alone
Now your smile
Is Striking like a thunder
So,
laissez-moi tranquille (French)
Leave me alone
Your eyes are hunting
Unfortunately I am the deer
So,
mujhē akēlā chōṛa dō (Hindi)
Leave me alone
Your teeth is enough
To tear my heart
So,
Liú xià wǒ yīgè rén (Mandarin)
Leave me alone
I am going to start
My life freshly
So,
zostaw mnie w spokoju (Polish)
Leave me alone
I am no longer with you
My life took diversion
So,
me deixe em Paz (Portuguese)
Jun 27, 2014
Jun 27, 2014 at 8:29 AM UTC
O ar desapareceu dos meus pulmões
O tempo parou naquele momento e eu me vi em queda infinita
Dentro de um planeta que não tem chão
Dentro de um sentimento sem previsão
Eu corri, e quando senti seus braços, a temperatura derrepente ja passava dos mil
Não contei e nem tive tempo antes que o vento daquela imensa mancha vermelha me levasse consigo
Não há foguete que conseguiria me buscar
Eu não me importaria de chegar ao núcleo
nem mesmo de ser esmagada pela pressão
Então eu suplico, deixe Jupiter me levar
Feb 3, 2022
Feb 3, 2022 at 10:48 PM UTC
"Preciso de ti! Não partas e não deixe-me partir;
Me enterre aqui ao teu lado, senta comigo e vê as horas a passar;
O céu se encontra entre o azul e o mar, ambos claros, a fadar;
Preciso hoje mesmo a cor dos teus lábios encontrar, pois meus lábios incolores, precisam do toque dos seus para se pintar e num beijo cor de rosa arrepiarem-se.
Preciso hoje mesmo a luz dos teus olhos, pois meus olhos apagados e congelados precisam brilhar, e num só encontro de nossos olhos, num feixe enorme entrelaçarem-se.
Preciso hoje mesmo das tuas mãos para aconchegar-me, meu corpo, alma e coração sem vida precisar do seu calor para reanimarem-se, e num fogo a mil bons tons entregarem-se.
Ah amor, seu toque almejo e entre mil desejos só quero amar-te;
Nenhuma riqueza paga a felicidade do meu coração ao apaixonar-se.
Deus posso viver na pobreza, sem nenhuma grandeza se puder amar-te!
E a vida lentamente, ao seu lado ardente, irei trilhar-me.
Pois cada parte minha e cada parte sua, nunca estarão completas, se não juntarem-se."
Oct 5, 2012
Oct 5, 2012 at 10:40 PM UTC
Choras os dias passados
Tolo projeto de homem novo?
Descanse seguro de que aquele que o olha
Não vê o que se move em teus miolos.
Vista tua casca grossa, raivosa
Todos os dias
Religiosamente
E saia, por favor
Saia.
Com um fogo fátuo nos olhos, mire a si mesmo nos reflexos
Mire os olhos dos outros
Seduza-os
Mas deixe-os
Afinal quando fechas os teus
Tudo o que vês são dias passados
Poeira que lhe incita muito mais que espirros
Calma, vista tua casca grossa
Relaxa, canta.
E volta pra casa
Olha as estrelas
A noite é só tua
Respira
Corre
Chora
Chora toda a tua crueldade
E vista, amanhã, tua casca grossa.
Raivosa.
Sep 27, 2014
Sep 27, 2014 at 4:58 AM UTC
"Esboços de rostos duvidosos.
Levanta o mestre:
- O amor é excêntrico, faz-nos exasperar a loucura, e infiltra-se em meio a alma pura,
faz gostosuras a cada menção!
Não faço-me incréu frente ao amor.
Ele é fronstispício judicante de nossos erros.
E nem a própria sorte o pode interrogar.
O amor é cego? Faceta da mentira.
O amor é ver demais, é demasiada plenitude.
O amor é predador praticante de cada força,
e nem em quinhentas poesias bardas, em resmas, poderão o definir.
O amor é um requerimento mútuo,
que pode ser negado ou negar-se, renegar-se, resgatar-se.
Resguarda-o, que ele é obtentor da sua obstinação.
Por obséquio resguarde-o com temor,
faz do veneno, pudor, encorajador, amante selador.
Não o deixa obumbrar o teu bater.
Aja de boa fé perante o amor, não banze-o demais,
procurando até ofegar.
Deixe que venha, deixe chegar.
O amor é canurdo de desejo,
carpir e resistir não te emancipará.
Chulo!
Deixa o amor florescer, sem temer,
arremessar suas fraquezas.
É chorado mas é valido, é gotejado de estranhezas.
Um estrangeiro nobre no território do teu estofo e frágil coração.
Mas o amor também é vidraça,
se não o cuidas, o tempo passa,
e cada trinca é o mais ínfimo da solidão."
Oct 5, 2012
Oct 5, 2012 at 10:39 PM UTC
Essa falta que eu não faço pra você,
Me deixa ir fazer pra muita gente.
Eu não vou ficar aqui para sempre,
Esperando você decidir sua vida.
Ah, meu bem, eu queria ser
Tão diferente,
E pra você não olhar nunca mais.
E enquanto esse tempo não chega,
Me deixe enxugar minhas lágrimas,
E saiba que eu não volto atrás.
Dec 16, 2013
Dec 16, 2013 at 10:53 AM UTC
A correnteza espalha as lágrimas rio abaixo
Aglomeradas, tornam-se banais
Ninguém vê, liga a TV
Outra hora a gente se vê.
Misturadas, ainda estão lá
Cada vez, mais e mais
Acostumadas, satisfaz
Invisíveis não perturbam nossa paz.
Deixe que o rio leve
São muitas para se importar
Combinado, ninguém cede
Como a burguesia e a plebe.
Nov 7, 2016
Nov 7, 2016 at 5:50 PM UTC
Tire minha sobriedade com seus abraços
Deixe-me alucinado com o sabor de seus lábios
Permita-me respirar um pouco mais do ar que circunda o seu quarto
E perdoe-me pelos equívocos que cometo
Espero que entenda, que eles são causados
Pelas inseguranças e medos
Que são obras mal acabadas geradas pelo teu afeto
Mas o que dizer? ou o que falar?
Para mim sempre só me restou me desesperar
E o medo de tu, não consigo superar
Ahh maldita cabeça
Para ser um animal
Quatro patas é o que falta
Pois como as bestas
Parece que ele não consegue raciocinar
Mas ao menos tenho que agradecer
Ela me fez aproveitar todo os segundos
Dos abraços e beijos
Que aconteceram ou acontecerão
E acima de tudo dos que não existirão
E no final, tudo isso era para ser sobre algo bom?
Talvez eu deva aprender que admitir que errei não seja o fim do jogo
E que devia aproveitar muito mais nosso turno
Porque se for para dar errado que de
Mas nunca vou me distanciar de ti de novo
Por isso dessa vez só quero saber de você
Mas peço que me diga
Me diga, me explica
Por que está aqui ou se realmente é feliz
E quero que saiba que toda minha dor e insegurança começa aí
Gerando angustia e sofrimento que faz-me sentir tão egoísta que perco toda a motivação e coragem de ficar perto de ti
Nov 7, 2015
Nov 7, 2015 at 12:58 AM UTC
Eu me encho de afeto,
Não me canso!
Bato na tua porta,
Ao relento.
O que a dor afinal,
Quer de mim?
Se for pra sofrer,
Deixe whisky com gelo
Pra mim.
Aug 24, 2014
Aug 24, 2014 at 9:53 PM UTC
Eu estou andando em círculos,
E paro sempre no mesmo ponto.
Naquele onde me vejo só.
Incapaz de dizer que gosto de você,
Eu vou sofrer,
Mas não me deixe aqui.
Eu ainda quero ser feliz.
Então me ajude a quebrar o ciclo,
A parar de andar em círculos.
Dec 30, 2012
Dec 30, 2012 at 1:16 PM UTC
Jorge abriu a porta do alfarrabista e um cheiro húmido invadiu-lhe a mente.
- Boa tarde. Bradou uma voz rouca do seu interior.
- Boa tarde.
- Então o que o traz aqui?
- Procuro um conto.
- Sim, mas de que tipo?
- O que procuro deve ter cem palavras.
- Que especificidade.
- Pois sim, tem alguma coisa?
- Huummm, deixe ver.
- Agradeço que veja se não tem por ai algum guardado.
O livreiro abriu a gaveta e retirou do seu interior o palavómetro. E após algumas medidas, eis que surge um conto, assim como este, com cem palavras, nem uma a mais, nem uma a menos.
Jul 25, 2014
Jul 25, 2014 at 7:54 AM UTC
Provavelmente eu nunca escrevi sobre isso,
Sobre a dor
E lá fora nada acalma a alma.
Se a poesia me dissesse algo,
No momento ela diria
Calma.
Acalma essa alma fria,
Deixe de lado essa agonia,
E saia para amar lá fora.
Há amor em tudo,
Em todos,
Nada impede a vida,
Segue ela em frente.
Jul 25, 2014
Jul 25, 2014 at 11:48 PM UTC
Eu não sei falar a língua do silêncio,
Então por favor, traduza.
A vida é muito curta para refletir,
Então deixe de recusa.
Apenas, venha ver o sol nascer comigo,
Em qualquer abismo.
Onde estejamos sós.
Feb 2, 2013
Feb 2, 2013 at 1:48 PM UTC
Não me venha falar de amor,
Com esses olhos vermelhos,
Sem dor.
Não me venha falar de amor,
Se meu coração mal pulsa
Por mim,
Por você imagine que nada
Ele irá fazer,
Mas a esperança você quem criou.
Então se culpe por favor,
Deixe a mim, minha paz
E um licor.
Apr 18, 2014
Apr 18, 2014 at 10:59 PM UTC
Gira
O
Sol
Dos teus olhos
Brilha
Teu riso
Euforia
Aflita
Os nós em teus dedos te traem
Tu és meu dourado
Feixe de luz
Não deixe a cortina fechar
Jul 18, 2015
Jul 18, 2015 at 9:27 PM UTC
Ei, entra e fica pra um café, porque sim eu mudei e agora tomo café, é essa tal de vida adulta que chega pra todos, seguida do cansaço. Mas entra, tu já conhece o caminho pra sala, aproveita que está aqui e me ajuda a fazer aquela comida que gostamos, mas não se sinta pressionada, entra por esses variados instantes, porque nós sabemos que não da mais pra entrar e ficar, já foi conversado e como dizemos, tá tudo bem mesmo! Entra e deixe que soltem aquele burburinho de que somos loucas, até gosto dele e concordo que somos sim, todos somos, mas pelo que vejo somos maduras, a ponto de bastar dez minutos de conversas sinceras para entendermos que não tem problema entrar e tomar um café.
Nov 23, 2018
Nov 23, 2018 at 7:02 PM UTC
Deixo de herança todos os pensamentos
Perdidos ao luar,
Escritos na página invisível da vida,
Impossíveis de partilhar.
Deixo de herança todas as garrafas,
Que esvaziei e pousei à beira-mar,
Com uma carta escondida lá dentro,
Incógnita ainda por entregar.
Deixo de herança todo o fumo,
Que compulsivamente inalei
Para tentar matar a doença
Da qual nunca me curei.
Deixo as pegadas na areia,
Que rapidamente se apagaram.
Marcas da efémera passagem dos seres
Que por mim passaram.
Deixo de herança o sol de inverno,
Tão apreciado por toda a gente.
Desejo que aqueça as almas frias,
Que não deixe ninguém indiferente.
Deixo de herança o incenso
Que nunca acendi.
Espalhado pela brisa,
Como qualquer cheiro que senti.
Deixo de herança toda a música
E cada marca que deixou.
Atenciosa companheira,
Que tantas vezes me salvou.
Deixo de herança o rio,
No seu mesmo exato lugar.
Lembrança eterna que existe um sítio seguro
Para onde o desespero nos pode levar.
Deixo de herança a pedra afiada,
Que me esculpiram no lugar do coração.
Memória da crueldade no olhar
De quem a infância me roubou.
Deixo ligadas as luzes da aldeia,
Que me abrigaram no solitário berço.
Agarro o impulso que me levou à procura
De tudo o que ainda desconheço.
Deixo de herança em papel amarrotado,
Algum sangue que derramei.
Lágrimas, cicatrizes e o fardo,
De ser tão brutalmente consciente
De tudo aquilo que sei.
Deixo de herança o meu amor,
Sorrisos, abraços e essências,
Partilhadas no pôr-do-sol.
E que nesta viagem de turbulências,
Repares na simplicidade do sentimento
Que achaste saber de cor.
Deixo de herança uma moeda,
Ao pedinte que conheci
E que nunca a chegou a gastar.
Esqueceu-se que para a salvação da vida
Não há dinheiro, nem há fornecedor
Onde ele a possa ir comprar.
Deixo de herança o pássaro branco,
Que ainda não se atreveu a pousar.
Canta mais alto a cada Primavera,
Só para me relembrar,
Que as raízes são uma ilusão
Criadas por quem não as consegue descolar.
Deixo de herança duas mãos quentes,
No peito frágil de uma criança,
Que nasceu órfão de mãe
E cresceu sem esperança.
“Nas noites escuras que te abraçam.
Nos dias cinzentos a que te entregas
Que sintas neste aperto a mensagem
De toda a força que carregas.”
Deixo de herança este poema,
Escrito num sonho que se entranha
E do qual nunca acordei.
Vem…
Traz o mapa que queimei.
E encontra-me para lá da montanha
Onde também eu me encontrei.
Mar 3, 2022
Mar 3, 2022 at 4:09 PM UTC
Parece que tudo tinha de amadurecer,
Das árvores se desprender...
As frutas maduras caem ao Chão,
Os ciclos são de fulgor, aceleram a respiração ,
Outono espiritual e de transição...
Deixa tudo fluir, o Universo reflecte, reforça tua vontade...
Felicidade de alma, de paz, de espiritualidade .
Deixa o Outono transformar a tristeza e se decompor em alegria,
Como as folhas secas ficam verdes sem vaidade nem ousadia.
O Outono de vida, para tudo renovar,
Deixe os Rouxinóis tornar a cantar,
Os répteis adormecer, e hibernar...
Outono de Céu e mar,
Tempo de gratidão a Deus e seus Arcanjos
Aos Santos, Santas e anjos.
Deixa o Outono te amar, te adormecer,
Para acordar um novo ser...
O Outono não é banal é sagrado,
É vida e morte tudo mistério bem guardado.
Sementes e folhas apodrecem esquecidas,
Para adornar nossas vidas.
Nov 16, 2023
Nov 16, 2023 at 10:49 AM UTC
Como o mundo tem mudado a cada dia, tanto e tão depressa, fica cada vez mais difícil aprofundar qualquer assunto. Sobrepõem-se as promessas e os candidatos, mas a essência na procura de um lugar melhor está a afastar-se cada dia mais.
Cada vez vamos sabendo mais sobre mais coisas, e cada vez mais estamos frágeis.
Outrora falar publicamente de um assunto era uma arte de estudiosos e quem sabe, gente preparada para o fazer. Hoje todos têm o seu público e conseguimos até escolher a plateia.
Existe uma falsa sensação de audiência, porque ela é oculta e rapidamente se divide em outras opiniões.
Vejamos o que acontece diariamente na própria comunicação social. Como sabem ela divulga artigos com base em jornalismo, política, desporto e sobretudo em dinheiro. E por isso mesmo, podem não ser verdades absolutas.
Perigosamente orientam também o seu rebanho e o conduzem à ordenha.
Não creio que tudo isto deixe de ter um propósito tirânico, como acredito que estão no pleno controle da nossa vida, humana, social, religiosa e financeira.
Uma cruzada polivalente do capitalismo que como em outros tempos, agora de outras formas comandam o leme, protegendo a sua estirpe desprovida de qualquer fé ou solidariedade.
Têm certamente um propósito garantir a prosperidade dos quem comem há mesa tal e qual como na seia do senhor.
Autor: António Benigno
Código de autor: 2020121522541201
Dec 16, 2020
Dec 16, 2020 at 2:57 AM UTC
Mantenha firme a tua razão,
Não te iludas com vãs palavras,
Que sem ação se desfazem ao vento,
E ocultam verdades amargas.
Alma explorada, dor renascida,
Já foste presa de um jogo cruel,
Mas mãos divinas te resgataram,
Erguendo-te além do fel.
Quem te perdeu, agora implora,
Mas não por amor, não por bondade,
Apenas anseia um coração aos pés,
Para inflar sua vaidade.
Deixe que prove do próprio vazio,
Que colha da dor que semeou,
Pois quem não soube te valorizar,
No próprio desprezo se afogou.
Mar 15, 2025
Mar 15, 2025 at 4:49 PM UTC