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Mistico
Mistico
36/M "Sou um homem romântico, pisciano, que vive para transformar meus sonhos em realidade, mesmo quando parecem inalcançáveis. Em busca do amor verdadeiro, nunca desisto, pois o amor sempre me reestrutura."
Sem me dar conta, ela chegou devagar, e me encantou com a graça da simplicidade. Não fez muito, apenas existiu, e eu a conheci pelo que ela é. Fecho os olhos e não vejo uma pessoa, mas sim uma canção, onde não preciso olhar, apenas escutar as doces palavras que a embalam. Em cada gesto pequeno, cada som sutil, meu coração bate forte por ela, como se cada nota da sua melodia ressoasse dentro de mim, profunda e eternamente. E assim, em silêncio e encanto, descubro que amar não é ver, mas sentir sentir a presença que transforma o simples em sublime.
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Oct 24, 2025
Oct 24, 2025 at 3:38 PM UTC
O Som da Sua Presença
Na verdade, um estranho será sempre um estranho, Os sentimentos guardados, ocultos, continuam no abismo. Eles permanecem, quietos, no recanto mais profundo, E assim sigo, sem pensar no amanhã, apenas no presente, Em contínuo movimento, sem a esperança de um fim. A espera de me doar, de entregar-me a alguém, Morre uma vez mais, sob a sombra da dúvida. Pois, embora saiba que sou capaz, Carrego a incapacidade de ser o melhor, De ser tudo o que alguém poderia desejar. Estranho demais para entender essa dança, Onde meu ser se esconde, alheio à esperança, E a alma, sempre ansiosa, não encontra paz. Por mais que busque ser, sou apenas fragmento, Um ser que não sabe ser tudo para alguém.
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May 11, 2025
May 11, 2025 at 3:45 AM UTC
Tanto faz
Quando meu paladar provar tua boca, e o tato, em chamas, teu corpo evocar, serás brasa viva, febril, intensa, a suar desejos a me incendiar. E nesse calor, meus beijos profundos serão mais que beijos, serão tentação, sentindo teu corpo em doce vertigem, despertando em mim nova sensação. E assim, no delírio de teu suor, saborearei, com insaciável prazer, o gosto que dança entre fogo e frescor, um raro sorvete a se derreter.
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Mar 25, 2025
Mar 25, 2025 at 2:50 PM UTC
Um raro sorvete
Aquele espelho, marcado pelo tempo, bordado de digitais, repleto de memórias... Já viu de tudo, já guardou histórias, mas um dia, límpido como o orvalho, refletiu a beleza de sua dona, e como um sol, ela brilhou. Tão intenso foi seu fulgor, que as portas se abriram, os olhos se ergueram, e todos saíram para admirar o calor daquela presença divina. Esse espelho, fiel confidente, revela não apenas o semblante, mas a essência de quem nele se reflete. E todos que a veem, a amam ainda mais. Mas nada se compara ao encanto quando sua doce voz ecoa, quando seu sorriso ilumina, e a simples proximidade faz o coração ansiar por mais. Hoje, sairei de casa de olhos fechados, deixando o calor do sol me beijar, imaginando que é ela, a mesma que brilha no espelho, tocando meu rosto com a suavidade de sua alma.
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Mar 25, 2025
Mar 25, 2025 at 2:41 PM UTC
O Reflexo do Encanto
A oportunidade é brisa sutil, Que passa ligeira, sem repetir, Se não a seguras com gesto gentil, Como saber se irias sorrir? O medo esconde o que o tempo revela, Um passo hesitante, um sonho a ruir, Aquela alma que te espera e zela, Pode ser quem te fará florir. Mas a cada dia, distante ela vai, Como estrela que some no imenso céu, E quando percebe, já não há mais, Outro olhar tomou-lhe o véu. O destino não dá segundas certezas, Ele segue em frente, sem hesitar, Se não valorizas o que a vida te entrega, Outros braços irão lhe guardar.
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Mar 23, 2025
Mar 23, 2025 at 4:57 PM UTC
O Valor da Oportunidade
Frio tornou-se aos próprios sentimentos, Se antes almejava um amor, hoje se refugia em seu mundo. Lá, ninguém entra, fortaleza impenetrável, Santuário erguido contra a dor e a decepção. Ao seu lado, a mulher que acalma sua alma, Que o eleva, que o impulsiona a ser mais. Ali, não há angústia, não há temor, A depressão é sombra dissipada, A ansiedade, um eco já distante. Lembranças tristes dissolvem-se em névoa, Chovem como gotas de uísque sobre a eternidade. Naquele universo, ele se perde para se reencontrar, Onde a felicidade é firme, imutável, Intocável por mãos que apenas desejam usá-lo. A distância? Apenas um sopro para onde deseja ir. A cada dia, mais uma muralha se ergue, Não como prisão, mas como escudo, E nele, jamais haverá queda.
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Mar 16, 2025
Mar 16, 2025 at 6:13 AM UTC
O Refúgio do Inabalável
De tanto cair, aprendeu a se erguer sem ajuda, De tanto doer, fez-se pedra, fez-se bruma. No teatro dos falsos, veste a máscara do mundo, Deixa que o subestimem, pois sabe o final do jogo. Julgam-se astutos, senhores da própria sorte, Mas quão tolo é aquele que se crê intocável! Ensinado ao frio, agora lhe pedem calor, Mas onde estavam quando a tempestade o assolava? Hoje caminha só, intocável, inatingível, Não por orgulho, mas por cicatrizes invisíveis. E aquela que um dia teve sua essência em mãos, Ao perdê-lo, perdeu mais que um homem: perdeu a si mesma.
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Mar 16, 2025
Mar 16, 2025 at 6:02 AM UTC
O preço do gelo
Mantenha firme a tua razão, Não te iludas com vãs palavras, Que sem ação se desfazem ao vento, E ocultam verdades amargas. Alma explorada, dor renascida, Já foste presa de um jogo cruel, Mas mãos divinas te resgataram, Erguendo-te além do fel. Quem te perdeu, agora implora, Mas não por amor, não por bondade, Apenas anseia um coração aos pés, Para inflar sua vaidade. Deixe que prove do próprio vazio, Que colha da dor que semeou, Pois quem não soube te valorizar, No próprio desprezo se afogou.
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Mar 15, 2025
Mar 15, 2025 at 4:49 PM UTC
"Eco da Superação
Oh, consciência, implacável juíza, Que fere mais que qualquer algoz, Trazes lembranças de amor desfeito, E um eco amargo de nossa voz. O peito anseia reviver a chama, Que outrora ardia em doce fulgor, Mas logo a sombra do arrependimento, Apaga os rastros do que foi amor. Diz-se apaixonado, anseia o reencontro, Mas trata-me frio, como um forasteiro, Sou eu quem vaga por sonhos desfeitos, Na vã esperança de um amor inteiro. E então, cruel consciência alerta, Diz-me que corro sem direção, Alimento esperanças já esquecidas, Num tempo que jaz na escuridão.
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Mar 15, 2025
Mar 15, 2025 at 4:40 PM UTC
O Julgamento da Consciência
Sua voz ressoa em meus ouvidos, como um sussurro do tempo que insiste em voltar. Finjo-me de pedra, de indiferença fria, e revisto minha alma de lembranças amargas, na esperança de que me sirvam de escudo. Angústia… essa velha conhecida, vem e me lembra de tudo que fiz, de tudo que foi em vão. Se antes nada bastou, por que agora haveria de ser diferente? E a confiança… onde ficou? Talvez perdida na imensidão do esquecimento, talvez guardada, adormecida, à espera de um dia em que a saudade seja mais forte do que as dores que me ensinaste a sentir.
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Mar 14, 2025
Mar 14, 2025 at 7:40 PM UTC
O Eco do Passado