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"chove" poems
A chuva Chove intensamente para alegria das gentes, Para os campos e suas sementes. No nosso peito existe secura, Chove e vem do céu água pura. Chuva miudinha que quase não molhais, Dais de beber aos pardais. Chuva calorenta de um dia de verão, Chuva que canta linda canção. A chuva não bate no preso em sua cela, Nem pode ser vista de sua janela, Escutar a chuva que bate em sintonia, Eu me devaneio com suave melodia. A chuva dá imenso prazer, De noite ou ao amanhecer. Sentir a chuva com amor e sentimento, Estendedoiro fustigado pelo vento. Victor Marques
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Jul 2, 2012
Jul 2, 2012 at 5:14 PM UTC
Achuva
Chove ou amanhece Os esqueletos dançam. Estão mortos! Vivem a morte, nutridos Pelo sentido Pela ardente vontade  de Fitar meus olhos. Com aqueles seus buracos Vazios do crânio Sem mesmo Lembrar da dor que tiveram Por já terem vivido. Se nutrem da seiva De guardar a vida Do escárnio imperecível do passado. É somente para isso que Os esqueletos dançam.
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Nov 4, 2014
Nov 4, 2014 at 7:18 AM UTC
Untitled
A chuva Chove intensamente esta noite na penedia, Escuto e interiorizo melodia… A noite está muito sonolenta e escura, Eu vagueio em vales de ternura. Chuva miudinha que nem molhais, Regas vinhas, oliveiras de meus pais. Pões escorregadios durienses rochedos, Chuva de amor e seus segredos. Chuva de um Verão com toque de Outono, Cão vadio sem senhor e seu trono. Chuva torrencial de águas paradas, Chuva de contos e fadas… Chuva que esbate em frente na pobre janela, Cores de um arco-íris feito Cinderela. Ritmo parecido com o toque do sino, Chuva que cai ao desatino…. Victor Marques
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Oct 1, 2013
Oct 1, 2013 at 12:08 PM UTC
Chuva
Tenho ao meu lado o metro dos Restauradores E um cigarro na mão Em frente ao Hotel Avenida Palace põe se o dia Em frente a mim que o vi a nascer. A cidade corre por entre mim, vejo-a Os pés apressados e quase serenos rostos Que reparam por vezes também em mim Tão exatos e certos os movimentos E sei que nenhuns outros corpos poderiam ter por mim passado Que não estes. O céu escurece sobre os prédios Estou posicionada de modo a ver todos os Ângulos certos Dos telhados sob o quase ***** azul Estamos em meados de novembro e não chove quase nunca Os dias claros e as noites geladas Mas não há frio algum nesta noite criança E o cigarro vai-se rápido (certa que não irá nunca Para sempre em mim como o melhor cigarro que já fumei Pois, como tudo o resto que vi e escrevi, não podia ser mais certo)
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Dec 6, 2016
Dec 6, 2016 at 3:12 PM UTC
meados de novembro, anoitecer
A névoa e a neblina escura se misturam com a fuligem a chama se extinguiu e a fumaça carbônica adentra as narinas daqueles que sofrem chove nos olhos desses que não entendem porque choram talvez seja a irritação da fumaça talvez seja a tristeza mais que profunda Seria novamente o inferno que ganhou uma nova paisagem desolada? Outrora um pântano nojento e repugnante Agora uma caverna vulcânica de enxofre e brumas de veneno e morte Voltei ao inferno e cá estou perdido novamente Os gritos nunca estiveram tão desesperados A dor nunca se tornou tão angustiante Arrepio toda a espinha meu coração está estrangulado minha voz está muda enquanto meu grito interno é desolador é tão tórrido que estou embriagado é tão tórrido que estou congelando e é tão tão frio que minha pele se queima arranco com as unhas a minha própria carne até encontrar meus ossos quebrados estou quebrado, completamente quebrado estou destruído e ainda assim continuo a caminhar Eu mesmo proclamo a minha profecia Eu mesmo sabia o que estaria por vir E esse sorriso triste-alegre carrega o futuro que está chegando Talvez banhar-me no Lethe não seja o fim do mundo Talvez esquecer-me de tudo seja renascer como a fênix a dádiva do Elísio Por hora mergulho no profundo da minha inconsciência Por hora declamo para o mundo Por hora me perco Por hora me encontro Por hora...
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Mar 17, 2017
Mar 17, 2017 at 1:18 PM UTC
O Tártaro
Estou só chove o rádio liberta notas de uma composição musical. Lá longe, quem eu desejo perto. O vento está frio, deambulo pelas ruas da maledicência. Afogo as mágoas no absinto da vida, fumo um cigarro. Penso no passado, nas amarelas tardes de Outono, nos passeios à beira-mar, e vejo o que perdi, em busca de um ideal que ainda não encontrei.
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Mar 31, 2014
Mar 31, 2014 at 4:54 PM UTC
ideal
Acordo. A água Não corre. Não chove. Todo o leito Vazio.
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Dec 6, 2016
Dec 6, 2016 at 2:56 PM UTC
Untitled
Chove en Santiago meu doce amor. Camelia branca do ar brila entebrecida ô sol. Chove en Santiago na noite escura. Herbas de prata e de sono cobren a valeira lúa. Olla a choiva pol-a rúa, laio de pedra e cristal. Olla no vento esvaído soma e cinza do teu mar. Soma e cinza do teu mar Santiago, lonxe do sol. Ãgoa da mañán anterga trema no meu corazón.
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Madrigal a cibda de santiago
um céu rosado ao fim da tarde chuva e frio, mas tu aqueces-me o coração chove para adormecer relaxo o corpo, mas a mente não perguntas-me: vamos? eu percorro caminhos demasiado estreitos para ir acompanhado e tu dizes: e se for atrás de ti? és a minha voz da razão em fila caminhamos de mãos dadas afinal esta estrada solitária faz-se bem com companhia -então? para onde vamos? espreita-me por cima do ombro. pelo canto do olho vejo-lhe o entusiasmo nas bochechas olho para cima para pensar vejo um bando de pássaros a voar por cima da estrada para um horizonte distante e respondo: vamos por ali
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Mar 13, 2018
Mar 13, 2018 at 3:19 PM UTC
vamos por ali
Sabiki rig catch bait Bubbles in pail keep chove from fate. Bust the rod take the jetty. Nose hook toss Release the bail. Sink then taut Touch and go Feel, hook, bought. Halibut for Almondine is what I caught
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Sep 24, 2018
Sep 24, 2018 at 12:00 AM UTC
Gone fishing