"cabelos" poems
Seus cabelos, ondas escuras na noite,
Seus olhos, um mistério que não posso desvendar,
Ela caminha entre os vivos e os mortos,
E eu a sigo, perdido em seu encanto sombrio.
Seu toque é o frio da meia-noite,
Sua presença, um tormento doce,
Cada passo que ela dá me arrasta,
Mais fundo em um labirinto de solidão.
Pois ela é a musa de meus pesadelos,
A personificação do desejo que me destrói,
E eu, um tolo, danço na borda do abismo,
Fascinado por sua escuridão eterna.
Aug 31, 2024
Aug 31, 2024 at 11:35 AM UTC
Parte do tempo percebemos que somos perfeito
A maior parte não paramos de falar
Eu seguro sua mão, você dá um sorriso
A gente se beija no meio fio
Meu corpo se mexe pra trás e pra frente
Aqui está pra prefeitura, aqui está o bar que nos vende tequila
Somos tão esquisitos que daria certo
Os cartões de crédito dela me perdoaram
Os cabelos enrolados me perdoaram
Por que você não pode me perdoar?
Somos tão esquisitos que daria certo
O garoto de óculos escuros me deu um gole daquela ***** barata
Você me deixou colocar a cabeça no seu ombro
Quando fomos embora você me seguro no colo
Somos tão esquisitos que daria certo
Esquerda, direita, cima e baixo
Só porque não temos joguinhos não quer dizer que não é certo
Você vive dizendo que quer me ver
Amo essa mescla de felicidade e receio
Quando fico triste você faz uma dança engraçada
Somos tão esquisitos que fica perfeito
Jul 30, 2013
Jul 30, 2013 at 1:35 AM UTC
O amor já tem nome
Nas imagens que nós temos virtuais,
Nas pradarias e rochas,
Os amores não são iguais,
Preciso de beijocas.
Estrada que nunca vemos,
Florestas virgens com beleza rara,
Sol que se põe na tua cara,
Poesia e amor que temos.
Teu olhar até consome,
Cabelos batem no rosto,
Sentimento e gosto,
Amor com nome.
O mar com espuma,
Areias te amam,
Corais na bruma,
Anjos te aclamam.
Victor Marques
Jan 24, 2011
Jan 24, 2011 at 9:34 AM UTC
ESPELHO COLORIDO DO TEU OLHAR
Victor Alex Magalhaes Mar
Estrelas em sinfonia,
Natureza em harmonia,
Animais com suas crias,
Olhares nas pradarias.
Ribeiros e lamentos,
Saudade doentia,
Brilho da nostalgia,
Cabelos aos ventos.
Cacho sempre excelso,
Musgo e feto.
Barcos que navegais,
Vinho que embebedais.
Elas constroem suas casas,
Cartas voam ser ter asas,
Sentinelas da noite, silêncio do mar,
Espelho do teu olhar...
Vic Alex
Mar 1, 2010
Mar 1, 2010 at 8:15 AM UTC
Às vezes me pergunto qual é o sabor do teu beijo.
Como é a sensação de colocar a mão sobre tua cabeça e sentir o deslizar dos teus cabelos entre meus dedos...
se tua língua é tão intensa quanto teu olhar,
se é tão habilidosa com ela quanto é com as palavras.
Como deve ser o toque dos teus braços ao cercar o meu corpo..
Imagino se o calor do teu hálito é capaz de acalentar uma alma que a saudade já congelou...
minha mente se perde em ilusões, sonhos, devaneios;
me pergunto se o que dizem sobre escorpião é verdade...
Jul 1, 2015
Jul 1, 2015 at 5:56 PM UTC
As fontes antigas
Nas fontes antigas eu gosto de beber,
Vejo arte e saber.
As pedras moldadas por mãos doridas,
Ali estão parecem adormecidas.
Fontes antigas de aldeias perdidas,
Tantas histórias ali foram vividas,
Cabelos soltos ao vento,
Bebo água e me sento…
Todos bebem pela mesma jarra,
Machado e sua guitarra…
Os animais ao lado tem sua pia de água transparente,
Pois também bebem e ficam contentes.
Os velhinhos contam das moças de outrora,
De alguém que com água as benze e namora.
As oliveiras e vinhas espreitam com leveza,
Amor às fontes e sua beleza…
Victor Marques
Oct 7, 2013
Oct 7, 2013 at 2:53 PM UTC
Sentimento nobre que tu conquistas
Devaneios que não consigo ler,
Sonhos e palavras nunca ditas,
Rebeldia de meu ser,
Nobre sentimento que conquistas.
Cabelos de castanho natural,
Teu olhar doce e terno,
Boca esbelta sem igual,
Amor sem engano.
Sentir teu peito,
Tempestade que desapareceu,
A lua te enlouquece,
Amor sereno e perfeito.
Victor Marques
Dec 10, 2012
Dec 10, 2012 at 11:12 AM UTC
vem pro calor das minhas mãos
ser a nota principal das minhas canções no violão.
vem fazer abrigo dentro do meu umbigo
juntar seus pés com os meus debaixo do meu cobertor antigo.
me dá de novo teu beijo com sabor de framboesa
deita comigo naquele meu lençol azul turquesa
deixa eu me esconder na mata dos seus cabelos
te abraçar quando tu tiver aqueles pesadelos
Jun 17, 2013
Jun 17, 2013 at 2:49 PM UTC
Esperava docemente uma brisa de ar quente,
Peguei-te na mão e levei-te, tirei-te os pés do solo,
Aproveitei e senti o teu cheiro suave e fluente,
Admiração vinda dos teus olhos, em mim ao colo!
Levar-te-ei sempre comigo, seja qual for teu peso,
Nem que sejas leve como passarinho livre de dor,
Nem que teu fardo seja tão pesado, duro e coeso,
Minhas forças se unirão, confortando-te de amor!
Serenamente provar-te-ei um dia mais distante,
Contemplando teus cabelos brancos grisalhos,
Vendo tuas rugas da cara e das mãos, ofegante,
Beijando-te a alma e o chão sobre teus olhos!
Um gostar, amar, suspiro de amigo e de amado,
Serei sempre companheiro, do teu movimento,
Adepto cativado, pela tua voz e teu ar atento,
Seriam dúzias de verdades, de amor adequado!
Que nunca precises de um beijo e não te dê dois,
Que nunca te faça bem rir e eu te não conte piada,
Seja a noite de abraços e os dias verdes logo depois,
Seja o vento numa tarde de calor, refresco, amada!
Autor: António Benigno
Código de autor: 2013.08.13.02.16
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:02 AM UTC
Lábios que mastigam
Que beijam
Falam
Calam.
Ouço-te com prazer
Os pelos dos braços arrepiam
Com amor elas te cobriam
Como eu poderia te ter?
Egoísta
Desejando os lábios finos
Visto até um figurino
Não sou mais, nunca fui.
Pele fina
Cabelos, cílios, lírios
Dedos finos
Tilintando em minha mente como sinos.
Amor da maneira errada
Ou errado da maneira certa
Errado de forma encoberta
Certo na história passada.
Essa é uma longa caminhada.
Nov 7, 2016
Nov 7, 2016 at 5:17 PM UTC
Eu estou atado ao garoto de cabelos negros
Ele é o rei das flechas
O príncipe e o próprio monarca
Ele é o último pássaro humano
Eu estou atado ao garoto de cabelos negros
Ele possui olhos pálidos
E canta como um rouxinol
Ele vai te enfeitiçar e atar
Eu estou atado ao garoto de cabelos negros
Ele me prendeu ao seu coração azul
Meu lar é mais frio que gelo
Eu, que um dia, fui uma fênix
Eu estou atado ao garoto de cabelos negros
Ele é o vilão de muitas lendas
Eu sou seu prisioneiro em todas elas
Inclusive em meu próprio mito
Eu estou atado ao garoto de cabelos negros
Eu fui seduzido por sua tristeza e solidão
Eu fui enganado por suas lágrimas
Eu fui preso por seus lábios
Eu estou atado ao garoto de cabelos negros
E nunca serei livre
Meu coração foi tomado de mim
Pelo garoto de cabelos negros
Dec 13, 2016
Dec 13, 2016 at 1:08 PM UTC
I
No intervalo do incessante
Para lá do perceptível
emaranhado numa zona incerta
quando a noite é mais de trevas
E um quarto bem estreito
é exageradamente infindo
ora ali o oniromante
De outrora letargo
de outro nome alcunhado
que agora desperto
aprende a dormir
recônditos respiros
rebuliços arredores
vasos sanguíneos
coléricas vozes
vislumbra o enfermo
sem remédio
sem cura
Um quadro preto
um naufrágio
II
Jaz adormecido
em cama de pedras
com colcha de espinhos
Lá dentro avenidas movimentadas sussurram verdades
cheias de agudos
ângulos, retos, obtusos
com vértices nas curvas semicirculares
Um rompante inaudível
turbilhões de incertezas
de vozes cegas
emergindo da fresta tenebrosa
que brilha o **** cobiçado
de seios
de coxas
de longos cabelos loiros
de pele negra
de pele vermelha
de pele amarela
peles tão alvas quanto a neve
Uma avalanche de inseguranças
Correntes de ferro
enferrujadas
que rasgam a carne
com tétano
e o sangue escorre
num rio plácido
repleto de peixes e tartarugas
de ondinas e sereias
onde banham as musas
que cantam o canto de Morfeu
como eólia lira
que entorpece e inspira
o oniromante
que ali adormeceu
III
No sonho de um sonho
há um sonho esquecido
guardado a sete fechos
no fundo inflexível
de imagens arquetípicas
de desejos obscuros
de visões aterradoras
de um jovem bem febril
devagar vai adentrando
nessa estranha entrelinha
qual razão do desconexo
desconstrói o findo dia
tenazes vozes em seus ouvidos
reproduzidas como brados
brotam atroadas
de estrondosas trovejadas
Neste tempo sem um tempo
há tempos transcorrido
inesperados fragmentos
reprimidos e esquecidos
Por frações de um instante
trafegando entre a memória
dos dias das noites do futuro
do passado e das histórias
Clareiam-se como cruz
como carga no caminho
Cultuando a culpa a luz
jaz oculta na cova deslembrada
Estreitos fios a lumiar o teto escuro
tomam forma entrelaçada da aurora
Rompe o limiar do céu noturno
E abre os olhos pra não perder a hora
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Dec 26, 2016
Dec 26, 2016 at 5:59 AM UTC
Sabe, quando te avistei naquela ensolarada tarde de junho, fiquei totalmente perplexo, a maneira que seus longos cabelos caiam nos seus ombros, como as sardas no seu rosto formavam a mais bela constelação, ou a maneira que você falava sobre a poluição e como o aquecimento global iria acabar com o mundo.
Eu nunca fui uma pessoa muito idealizadora, ou que tinha sonhos grandes, sempre me contentei com pouco ou quase nada, sempre fiquei feliz em ficar no banco de reservas. Mas no momento em que suas palavras tão entusiasmadas e caóticas entraram no meu cérebro e o atingiram como o mais brutal acidente automobilístico da historia, eu pensei: Eu quero salvar a todos, eu quero ser um astronauta e colonizar o espaço, descobrir novas coisas além do espaço entre a minha cama e o interruptor do quarto.
Aquela sensação maravilhosa durou apenas alguns segundos, e logo, a maldita insegurança voltou, me sentia humano novamente, e dessa vez tinha muito mais medo, tinha medo que não salvaria a ninguém, que não conseguiria fazer nada.
Fechei os olhos, e em um misto de angustia e medo pensei: Mesmo que eu não salve a todos, eu ficaria feliz em apenas te salvar, porque acho que te amo, sabe?
Jul 4, 2016
Jul 4, 2016 at 2:12 AM UTC
Sinto saudades…
Do seu cheiro, dos seus beijos,
Dos seus cabelos.
De te assistir chegando quando estou te esperando
Da forma que fico, sem graça, tímido, quase uma criança
Na sua presença.
Saudades…
Do seu toque, da sua pele, do seu gosto
Dos seus abraços, de te abraçar.
De te segurar até dormir
Da sua beleza, inefável
Do jeito que voce me faz rir
Colocar a palma da sua mão contra a minha,
Das suas unhas roídas…
Passo vontades, doídas, mas que vontades boas!
Dec 21, 2021
Dec 21, 2021 at 3:32 PM UTC
E no infinito do teu ser, oiço murmúrios de uma voz magoada, no meio de um silêncio puro e perfeito.
Lábios sedentos de um beijo, olham-me cegos do meu ser, e minha alma perdida na nostalgia de uma noite invernosa caminha para junto do teu eu.
E junto à relva eu me encontrei, a ouvir os murmúrios de um ribeiro, e a pensar nos teus olhos cor de violeta como estrelas, na tua face terna e suave e nos teus cabelos de oiro fino que brilham ao luar de uma noite que encerra grandes mistérios.
Feb 23, 2014
Feb 23, 2014 at 5:43 PM UTC
sou um espelho antigo
frio . vazio . sombrio
como um túmulo
sobre a lareira
domino o quarto
vejo lá fora
as flores e árvores
do teu jardim
há dias em que sinto o vento
vejo-te à noite a pentear
os teus sedosos cabelos
vejo-te à noite a acariciar
os teus voluptuosos seios
fazes amor no reflexo da minha existência
eu sou imortal
nunca minto
eu serei o único
que lá vai estar, no teu quarto
até que definhes
e aí
dar-te-ei as minhas memórias
será muito, muito difícil para mim,
quando já não houver nada para refletir
Jan 13, 2015
Jan 13, 2015 at 6:06 PM UTC
A bruma carnívora e ameaçadora
Enreda cousas furiosas, degrada os rios
Em histerismo tortuoso dos campos sombrios
No relógio que encrava a besta afora
O sangue regela, crânio funéreo estoura
Entoando cânticos gemedores aos navios
Retumba meus cabelos em ais bravios
Como cristal, febril, uma vigília fria e aterradora
Vazeia o corpo anêmico morto sob rapistro
Aos paradoxais lábios, bela vastidão complexa
Docemente sangra e chora ferida ao medo
Ó eterna! Esbravejando um fulgor sinistro
Na dualidade catastrófica da quimera desconexa
Falta às florestas como fruto que desvai cedo
Aug 30, 2018
Aug 30, 2018 at 12:32 AM UTC
Foste minha na cidade negra.
No miradouro mais alto beijei a tua nuca
Num lago de sereias perdi-me nas tuas coxas
Entrelacei os meus dedos nos teus cabelos
Oh, perdição! Cabelos suaves que derreteram os meus dedos.
Ansiei por ti a casa segundo
E cada gota vinda do céu lembrava que não era um sonho.
Senti os teus lábios, carnudos, joviais
Embriagados de loucura e êxtase
Amaste-me
Amei-te.
Entregaste-te a mim como a lua ao céu nocturno,
Quando Apolo correu, desapareceste
Fugaz, instantânea, um floco de neve no meio do oceano
Arrancaste do meu peito errante juras de amor eterno
Num fogo de saudade ardentes que irrompem no meu ser.
Não és minha na cidade dourada.
Daria o sol, para te ter só de noite.
Apr 28, 2016
Apr 28, 2016 at 3:24 PM UTC
Perguntar donde vens com sentimentos,
Cabelos soltos aos ventos.
Perguntar ao mundo que sentiste,
Brisa amena que pediste.
Quando acordo e na janela espreito,
Olho o vento que parece desfeito.
Tocando baladas em qualquer sino,
Tirando mágoas do próprio destino.
Olha aves sedentas de voar,
Esvoaçam sobre o teu olhar.
Pinheiros verdes,meios partidos ,
Rosa dos ventos de sonhos vividos.
Deixas as ondas do mar com zumbido,
Fustigadas sem porto , nem abrigo.
És bom vento que madrugas no além ,
Com a chuva que nos quer bem.
Victor Marques
Feb 1, 2024
Feb 1, 2024 at 1:26 PM UTC
lave bem teus cabelos e encha uma caneca com um excelente pó de café ou em grãos.
selecione um bom hidratante e conheça cada centímetro de pele do teu corpo.
acenda um cigarro, dê um trago e depois jogue-o fora, se assim preferir.
tire uma foto de algo ou alguém que amas muito. depois emoldure e pendure numa parede bonita. talvez em tons de ciano ou magenta.
olhe bem pro céu. se for chuva calce uma bota, se for sol ande descalço. ou vice-versa.
pense no que gostaria de almoçar hoje.
prepare uma refeição com as próprias mãos que supere suas expectativas.
talvez alho e pimenta. ou quem sabe só um pouco de sal.
tente sorrir agora e se não conseguir tudo bem. faça outra tentativa mais tarde.
respire devagarinho.
pense em todas as nuvens do mundo.
diga que se ama apesar de tudo.
Oct 26, 2017
Oct 26, 2017 at 11:54 PM UTC
quinta eu fiz 25
e ainda
meu corpo não parou com as estações
e ainda
continuo a despencar cabelos
e ainda
vou perdendo minha visão
e ainda
a pele vai caindo no chão
e ainda
continuo a morrer mais cada dia.
Apr 15, 2018
Apr 15, 2018 at 10:10 PM UTC