"branca" poems
A flor colorida
Não te dou sandálias para caminhar,
Suspiros de embalar,
Horizonte sempre apaixonado,
Afecto bem guardado.
Ai a neve branca da montanha,
Carinho nobre e desmedido,
Amor descomprometido,
Desejo rejuvenescido.
Caminhar sobre o mar,
Barquinho com velas sem navegar,
Amor eterno como o paraíso,
Dar um beijo, um sorriso.
O céu está estrelado,
Carícias do passado,
Primavera sempre envaidecida,
Flor florida….
Victor Marques
Aug 30, 2010
Aug 30, 2010 at 7:15 AM UTC
Memória branca da tua imagem Rio Tua
Por entre vales e frescas fontes,
Socalcos e belos horizontes.
No comboio sempre do Tua,
Um beijo na doce lua.
Rio tão belo que engoles as colinas,
Memória branca da tua imagem,
Comboio sem carruagem,
Carrocel sem suas meninas.
S. Lourenço que te olha divinal,
Rio Tua do bom Deus e de Portugal.
Pedras inertes tuas sempre serão,
És rio e bom vilão…
Tantas histórias os vindouros contarão,
Dum rio com memória e solidão,
Rio dum comboio que nunca vai passar,
Excelso amor vai perdurar.
Victor Marques
Oct 22, 2013
Oct 22, 2013 at 5:28 AM UTC
Penso um pouco
Problemas surgem a qualquer momento,
Alguns rápidos como o vento,
Ninguém diga que é rico ou feliz,
Somos aquilo que Deus quis.
O homem como ser consciente,
Esquece passado, forja presente,
Falsas regras de corruptas instituições,
Homem simples sem condecorações.
Mundo que se deixa para trás,
Falta amor e também paz,
Lençóis soltos ao vento,
Sou eu e o meu pensamento.
Não ser ninguém, ter memória,
Alma branca como a aurora,
Sonhador dum mundo mais perfeito,
Acordado sinto meu peito.
Victor Marques
Jun 29, 2010
Jun 29, 2010 at 3:07 AM UTC
• Vivendo, descobrindo e agradecendo.
Parece que se nasce todos os dias, que Deus nos manifesta o seu amor através da beleza infindável que se descobre todos os dias no sol, na chuva, no vento, no mar, no ribeiro...
Por o universo ser preciso, maravilhoso, e sempre constante nos seus ciclos criadores de vida. Temos de fazer alguma coisa por todos o que nascem desprovidos de amor, de sentimentos, de vontade de ser recordados neste mundo. Para sempre ficarem na memória dos outros seres humanos que parecendo insignificantes tem sempre presente quem tem coração. Respeitar uma sociedade que parece estar ali para acolher pobres, resolver os problemas dos mais desprovidos. O que faríamos nos em condições de pobreza, miséria, fome, guerra? O que faríamos nos se todos acreditassem na vida, na morte e numa ressurreição que Deus através dele seu Filho provou? O que faríamos nos se a natureza não fosse gratuita e uma fonte inesgotável de recursos? O que faríamos nos sem memória, pensamento, razão? Por sermos felizes agradecemos a beleza das estrelas do orvalho, da noite, do dia...Temos todos de viver com a esperança, com o trabalho, com as pessoas, com o amor! Se nosso lema fosse: viver, descobrir, agradecer tudo seria mais fácil para nos alegrar e dar a nossa vida um sentido mais puro e sereno. Viver de uma forma positiva e apaixonada ajuda nos a descobrir nossas potencialidades escondidas, adormecidas.
Vivendo, descobrindo, agradecendo
Nas vivências e descobertas todos os seres humanos conseguem perceber melhor a sua genialidade e existência. Quando penso em Deus, vivo mais... A nossa terra onde Nascemos nunca deixa de ser nossa e sempre bela aos olhos de quem nela nasce, vive e por vezes morre... Não existe quem não esteja grato a ela, seus antepassados, seus lugares preferidos que perduram nas noites, nos dias... A grandeza de ser grato ajuda a viver, impulsiona a descobrir caminhos inimagináveis e impossíveis de ser recordados. Quando se agradece: o cheiro de uma rosa branca, o canto da cigarra, o uivar do lobo, o chilrear dos Passarinhos, a luminosidade da lua cheia. Fico perplexo, emocionado, sentido por saber que vivendo e sempre agradecendo o meu ser.
Victor Marques
May 19, 2016
May 19, 2016 at 4:22 AM UTC
Mãe
Já corri mundo, tudo Deus me deu,
Já tive amor, nenhum como o teu.
Já vi mares com branca espuma,
Mas Mãe é só uma…!
O teu espírito sofredor,
Vaso do teu amor,
Tuas palavras sempre meigas e doces,
Eterna sempre fosses…
Penso sempre em ti,
Falarei sempre com coração,
As estrelas um dia te dirão,
Que as rosas que eu já vi,
Não existem simplesmente afinal,
Mãe minha sem igual.
Victor Marques
May 30, 2011
May 30, 2011 at 4:57 AM UTC
Ele é confusão
Inesperado como a chuva no Verão
Turbulento e confuso
Ouve-me de noite
Adormece de dia
Discorda dos meus princípios
É terramoto na minha personalidade
Ele é diferente
Por ser igual a tudo aquilo que procuro
Agita-me até água transbordar
Toca-me violentamente
E ainda me sinto virgem
Diálogos viram ausência
Abraços viram respirações suspensas
Memórias viram mensagens espaçadas
Ele é banho de água fria
Café queimado
Areia branca que queima
É desnecessário
Mas inevitável
Apr 4, 2020
Apr 4, 2020 at 1:47 PM UTC
queria ter congelado a imagem do seu sorriso
queria ter gravado o som da sua voz
naquela tarde de domingo você esmagava meu peito
com suas canções no violão, seu olhar de garoto sabidão
cantava, me encantava.
o vento batia e bagunçava os cachos do seu cabelo
o sol penetrava por entre seus cílios e
seus olhos ficavam mais claros do que já são.
cada vez que sentia seu cheiro era como
um desfrute do paraíso.
criava um romance com as pintas do seu rosto
e escrevia cartas de amor pra elas.
queria ter congelado aquela imagem, você descalço
queria poder sentir novamente a textura da sua pele,
branca e sardenta sendo queimada pelo sol
queria poder roubar as curvas do seu sorriso
imagina...as linhas da sua mão, as linhas da minha mão
se entrelaçando, nos casando.
Jun 15, 2013
Jun 15, 2013 at 5:44 PM UTC
Camiseta preta
Camiseta branca
Enrolado
Liso
Eram apenas amigos
Pontas de cigarros
Os dois se encontram
Whiskey e conversar alheias
Tudo o que ela queria era um beijo dele
Era confuso
escuro
E chovia também
Ela ganhou o beijo
Mas perdeu o amor
Jun 24, 2013
Jun 24, 2013 at 6:40 PM UTC
Na minha parede branca
tem uma mancha
sujeira qualquer
que não sei donde vem
mas é só uma mancha
que passa desapercebida
que nos momentos de depressão é meu acalanto
esperando que o pintor
daqueles de parede
quando eu for vender minha alma
vá pintar essa parede suja
para que o futuro empreendedor imobiliário
faça um bom negócio
e ninguém nunca vai saber
pois a ninguém interessa saber
se tinha essa mancha
na minha parede branca
Jul 9, 2015
Jul 9, 2015 at 11:06 PM UTC
Borboletas brancas , azuladas feitas como Deusas para serem sempre amadas,
Nos campos elas saltam de flor batendo suas asas.
Ai borboletas que viveis para logo desaparecer,
ressuscitar e logo morrer.
Borboleta branca, sempre serena no casulo purificada,
Vives por amor, para seres sempre linda e contemplada.
Borboleta azul que pareces uma sereia perdida no mar,
Borboleta amarela com fogo mistificada sem luar,
Borboletas do mundo para tudo enfeitar.
Todas rompeis o casulo com força e muita determinação,
Sois das escolhidas por Deus, por amor e sua criação.
Vossas asas são feitas para muito voar,
Borboletas do amor, das rosas para cheirar.
Ai borboletas que com vossas cores dais felicidade,
E Com vosso exemplo pensar na eternidade.
Victor Marques
Apr 18, 2022
Apr 18, 2022 at 2:05 PM UTC
sinto tudo tão inacabado como se minha alma fosse uma obra com aquelas paredes de concreto com uma só mão de tinta branca com os fios das lâmpadas soltos em todos os cômodos de mim me sinto como a música no carro que sempre tenho que voltar porque falaram na parte mais importante ou como a terceira vez que voltei pra finalizar esse texto como o último abraço que dei no meu pai e nem levantei da cadeira o caderno da minha aula de arte moderna a mensagem que eu comecei a escrever no ponto de ônibus e não deu tempo o último beijo que eu dei em você e nem encostei a língua no céu da tua boca amanhã já vem e não conclui nada de hoje se eu morresse eu nem teria vivido
Mar 8, 2019
Mar 8, 2019 at 12:33 AM UTC
Oscilação de um verbo, um minuto de vazio
Um lápis, uma folha branca e um verso
Um poeta, um mundo e um universo
Criação infértil, um ousar rápido e estio
Deste breve soneto não guardarei feitio
Pois a estética de meu agrado é o inverso
E se na subversão de minhas palavras, imerso
Desmeço o ritmo desta rima rica que emergiu
Adiciono mais seis versos para o fim
E cá escolho a palavra para rimas seguidas
Que, por conforto da língua, dou-lhe conferida
Para que torne-se um soneto, enfim
Com a solidez de uma música erguida,
E o feiume silábico de uma pétala caída!
Feb 10, 2019
Feb 10, 2019 at 11:25 PM UTC
¡Fita aquel branco galán,
olla seu transido corpo!
É a lúa que baila
na Quintana dos mortos.
Fita seu corpo transido,
***** de somas e lobos.
Nai: A lúa está bailando
na Quintana dos mortos.
¿Quén fire potro de pedra
na mesma porta do sono?
¡É a lúa! ¡É a lúa
na Quintana dos mortos!
¿Quén fita meus grises vidros
cheos de nubens seus ollos?
É a lúa, é a lúa
na Quintana dos mortos.
Déixame morrer no leito
soñando con froles d'ouro.
Nai: A lúa está bailando
na Quintana dos mortos.
¡Ai filla, co ár do céo
vólvome branca de pronto!
Non é o ar, é a triste lúa
na Quintana dos mortos.
¿Quén brúa co-este xemido
d'imenso boi melancónico?
Nai: É a lúa, é a lúa
na Quintana dos mortos.
íSi, a lúa, a lúa
coronada de toxos,
que baila, e baila, e baila
na Quintana dos mortos!
546
Repito em alto e bom grito:
Enterremos a dualidade!
A constante escolha entre o bem e o mal.
O certo e o errado.
Isto ou aquilo.
A frustração de parecer nunca conseguir fazer a escolha certa.
Porque não há uma escolha certa!
Que alívio!
Aceitemos a existência.
A existência da luz e do escuro,
dos extremos que se tocam.
Aceitemos que a luz branca carrega nela um espectro enorme
de muitas outras cores.
E não ignoremos nenhuma!
Aprendemos a ver.
A ver e a reconhecer que tudo existe ao mesmo tempo,
independentemente da nossa vontade.
Não há escolha possível entre isto e aquilo
quando ambos se misturam a toda a hora.
Aceitemos o ridículo.
O quão patéticos somos ao achar que estamos no controlo da nossa vida.
E desfeita a ilusão, vivemos então!
Aprendemos a viver.
A amar na incerteza
de que amanhã ainda amaremos
Mas certos de que o amor está na nossa Natureza.
E a natureza,
Essa ninguém controla.
Mar 3, 2022
Mar 3, 2022 at 4:28 PM UTC
Chove en Santiago
meu doce amor.
Camelia branca do ar
brila entebrecida ô sol.
Chove en Santiago
na noite escura.
Herbas de prata e de sono
cobren a valeira lúa.
Olla a choiva pol-a rúa,
laio de pedra e cristal.
Olla no vento esvaído
soma e cinza do teu mar.
Soma e cinza do teu mar
Santiago, lonxe do sol.
Ãgoa da mañán anterga
trema no meu corazón.
410
hoje plantei
duas mudas de rosa vermelha
também duas de boldo.
comprei sementes de margarida branca
e salsa do tipo que não é graúda.
esvaziei um vaso e arranquei fora a planta
quando olhei pra raiz
descobri que plantei batatas miúdas.
guardei elas
pra plantar novamente.
como é gostoso cultivar vidas que não falam.
Jan 19, 2018
Jan 19, 2018 at 5:17 PM UTC
pedaços de sujeira enfiados embaixo das unhas
sobre um vento quente passado metade de janeiro.
e os olhos ardidos observando com toda calma
a tela branca acinzentada e retangular.
narizes que coçam em momentos impróprios
e cães que aguardam pacientemente
mãos de pele em seus pelos sujos de poeira.
os pelos da coxa pintados de loiro falsificado
brilham na luz do abajur como purpurina no carnaval de Recife.
e aqueles fios de cabelo teimosos que caem sobre o ombro
tocando a derme queimada pelo sol
que
por consequência, os dedos impacientes não cansam
de procurar
para então removê-los.
Jan 17, 2018
Jan 17, 2018 at 7:04 PM UTC
The teams were bitter rivals and, judging by the score,
The Dodgers would be champions once they retired just three more.
Don Newcombe was pitching brilliantly and had a three run lead.
Surely he would slay these Giants and get the outs we need.
Then Al Dark hit a single and Mueller did the same.
(Surely there was just no way that we could lose this game.)
Monte Irvin popped-up- that’s one for our boys in blue.
Then Luckman hit a double and Newcombe’s day was through.
Two Giants on the base paths and Blue had a two run lead.
Ralph Branca got the call to get the outs we need.
Bobby Thomson was at the plate, some kid named Mays on deck.
Branca had an open base- would he simply walk the vet?
Branca’s first pitch was a strike and some gave sighs of relief.
The second pitch was deposited by Thomson in the seats.
In disgust Ralph tossed the rosin bag as Thomson made his trot
His failure made immortal by Bobby Thomson’s shot.
Dejected, Branca left the mound amidst a mad mob scene.
The number on his uniform? -A starkly black Thirteen.
Apr 5, 2018
Apr 5, 2018 at 7:52 AM UTC
cada véu de fumaça que sopro dessa minha boca
e que se perde no meio do ar
e some.
é só mais uma preocupação dentre outros véus que fogem sobre os dentes e a gengiva
e a garganta
que fica seca porque esquece de engolir saliva
daí o coração bate devagar e vai sossegando aquele palpitar visível no antebraço.
cada vez mais calma.
mais calma.
calma.
agora os olhos semicerrados encaram a tela branca.
um bela cena de enforcamento por causa de amor perdido passa na tela.
isso se chama poesia visual.
há uma representação ali.
a calma.
pegou no sono e perdeu o fim do filme.
Apr 15, 2018
Apr 15, 2018 at 10:15 PM UTC
como é bom quando ser não necessariamente é sair de si pra fora da calçada e das ruas habitadas. e se um dia tu ousa fugir da regra e ser consumida por mulheres capazes de te atingir?
é como se respirar fossem facas atravessadas em pulmões de madeira e a cada contorção uma delas se transforma num pássaro que voa pra bem longe daqui.
tudo que se conhece não é verdadeiramente real, pois tu mesma me dissestes que cada tecla de palavras comentadas são números em uma eterna composição fetal.
ato falho e insincero, tivesses todo tempo do mundo e arcasses apenas com o que te conveio entre folhas de orvalhos e manguezais poluídos pela saliva humana.
já calcei outros pés em tempos tardios e te digo: nunca mais fui a mesma; trouxe somente cinco malas cheias de meias pra cobrir teus pés e de teus queridos amados.
houve um dia em que ouvi de longe alguém sussurrar que te ama e que te abraçaria com facilidade. mediria tuas costas e te colocaria numa camisa branca com listras amarelas.
odiaria te ver chorar pedrinhas de malaquita, mas não te apavores quando um dia isso acontecer. e mais: segure essa caneta e escreva em meus braços coisas que só tu poderia saber - teus desejos não são uma ordem.
não me culpo pela tua falta de existência - eu sei, um dia também te quis aqui comigo, mas só de ouvir o som da tua mentirosa voz já me faz bem.
queria ao menos tocar um dos meus dedos em ti e te fazer realidade.
e se um dia as páginas daquele livro virarem sozinhas, podem ser eu indicando aquela horrenda frase:
"belo dia pra viver tão triste"
Jul 23, 2019
Jul 23, 2019 at 11:10 PM UTC