Hello Poetry
Submit your work and get some sparkles! Create free account
Repito em alto e bom grito: Enterremos a dualidade! A constante escolha entre o bem e o mal. O certo e o errado. Isto ou aquilo. A frustração de parecer nunca conseguir fazer a escolha certa. Porque não há uma escolha certa! Que alívio! Aceitemos a existência. A existência da luz e do escuro,   dos extremos que se tocam. Aceitemos que a luz branca carrega nela um espectro enorme   de muitas outras cores. E não ignoremos nenhuma! Aprendemos a ver. A ver e a reconhecer que tudo existe ao mesmo tempo, independentemente da nossa vontade. Não há escolha possível entre isto e aquilo   quando ambos se misturam a toda a hora. Aceitemos o ridículo. O quão patéticos somos ao achar que estamos no controlo da nossa vida. E desfeita a ilusão, vivemos então! Aprendemos a viver. A amar na incerteza   de que amanhã ainda amaremos Mas certos de que o amor está na nossa Natureza. E a natureza, Essa ninguém controla.
0
Mar 3, 2022
Mar 3, 2022 at 4:28 PM UTC
Enterremos a dualidade!
Repito em alto e bom grito: Enterremos a dualidade! A constante escolha entre o bem e o mal. O certo e o errado. Isto ou aquilo. A frustração de parecer nunca conseguir fazer a escolha certa. Porque não há uma escolha certa! Que alívio! Aceitemos a existência. A existência da luz e do escuro,   dos extremos que se tocam. Aceitemos que a luz branca carrega nela um espectro enorme   de muitas outras cores. E não ignoremos nenhuma! Aprendemos a ver. A ver e a reconhecer que tudo existe ao mesmo tempo, independentemente da nossa vontade. Não há escolha possível entre isto e aquilo   quando ambos se misturam a toda a hora. Aceitemos o ridículo. O quão patéticos somos ao achar que estamos no controlo da nossa vida. E desfeita a ilusão, vivemos então! Aprendemos a viver. A amar na incerteza   de que amanhã ainda amaremos Mas certos de que o amor está na nossa Natureza. E a natureza, Essa ninguém controla.
mariana-seabra
Written by
27/Gender Fluid/Portuguese
Mar 3, 2022
Mar 3, 2022 at 4:28 PM UTC
Request permission to use this poem