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"belo" poems
inteiramente perfeito tirava-me suspiros és tão belo, tão doce tal como uma miragem com certo atrevimento tentei lhe alcançar porém não consegui pois tal como uma miragem você nem mesmo esteve ali
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Feb 10, 2022
Feb 10, 2022 at 11:37 PM UTC
miragem
Olho p'la janela e vejo que o dia nasceu belo; Toda a atmosfera irradia uma tonalidade magenta - O Outono já não tarda a chegar. Há alguma paz nisso, mas não tanta que dure. Dói-me ser. Pudesse eu aprender a abraçar as sensações imensas, Em vez de me afundar nelas, sem ar que respirar; Pudesse eu seguir os ensinamentos de Álvaro de Campos E fazer do sentir uma viagem infinda, Um caminho ascendente em direção a Deus. Pudesse eu sentir como sinto, Como sinto tudo - Deste modo exagerado que tenho de sentir tudo - Sem deixar qualquer sensação tornar-se numa angústia profunda. Soubesse eu olhar as flores E amá-las como amo enquanto as olho Sem que se me partisse irreparavelmente o coração Quando não as pudesse olhar mais. Dói-me ser Quando parece que tudo o que sou É esta enchente de sensações que não sei sentir devidamente. Quando tudo o que sou é algo que poderia jurar não ser realmente eu. Mas como posso não ser eu se são minhas as mãos que escrevem estes versos e Meus os olhos que se quase desmancham por ter que os escrever e Meu o coração - esta penosa maldição que carrego no peito - Que bate furioso por não o saber ter? Pensado em mim, Não me imaginaria ser como sou; Pensando em mim, Não sei se me imaginaria de algum modo concreto mas, Pensado em mim, O que sou é uma mentira mal contada. E, se o que sou é uma mentira, ser deveria ser um vazio gigante. Mas o que sinto ser é tudo menos um vazio gigante. O que sinto ser é um transbordar de Ser e Como, tenho já dito anteriormente, uma contradição imensa em si. Dói-me ser se o que sou é sentir. Dói-me sentir e dói-me sentir que o que sou é uma construção incompleta. Dói-me isto, tudo isto que me foi imposto como um dever - A personalidade, o pensar, o Ser... Dói. Dói. Dói....
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Sep 17, 2017
Sep 17, 2017 at 1:28 PM UTC
Dói-me Ser - 17/09/17
Olho p'la janela e vejo que o dia nasceu belo; Toda a atmosfera irradia uma tonalidade magenta - O Outono já não tarda a chegar. Há alguma paz nisso, mas não tanta que dure. Dói-me ser. Pudesse eu aprender a abraçar as sensações imensas, Em vez de me afundar nelas, sem ar que respirar; Pudesse eu seguir os ensinamentos de Álvaro de Campos E fazer do sentir uma viagem infinda, Um caminho ascendente em direção a Deus. Pudesse eu sentir como sinto, Como sinto tudo - Deste modo exagerado que tenho de sentir tudo - Sem deixar qualquer sensação tornar-se numa angústia profunda. Soubesse eu olhar as flores E amá-las como amo enquanto as olho Sem que se me partisse irreparavelmente o coração Quando não as pudesse olhar mais. Dói-me ser Quando parece que tudo o que sou É esta enchente de sensações que não sei sentir devidamente. Quando tudo o que sou é algo que poderia jurar não ser realmente eu. Mas como posso não ser eu se são minhas as mãos que escrevem estes versos e Meus os olhos que se quase desmancham por ter que os escrever e Meu o coração - esta penosa maldição que carrego no peito - Que bate furioso por não o saber ter? Pensado em mim, Não me imaginaria ser como sou; Pensando em mim, Não sei se me imaginaria de algum modo concreto mas, Pensado em mim, O que sou é uma mentira mal contada. E, se o que sou é uma mentira, ser deveria ser um vazio gigante. Mas o que sinto ser é tudo menos um vazio gigante. O que sinto ser é um transbordar de Ser e Como, tenho já dito anteriormente, uma contradição imensa em si. Dói-me ser se o que sou é sentir. Dói-me sentir e dói-me sentir que o que sou é uma construção incompleta. Dói-me isto, tudo isto que me foi imposto como um dever - A personalidade, o pensar, o Ser... Dói. Dói. Dói....
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Douro que corres por querer Correr sem direcção por encostas esculpidas, Brilho nas noites de luar em que te sentes só, Amanhecer com névoas ainda adormecidas, Rio meu, de meus pais e avós.... Tua melancolia que parece humana, Nas tuas margens sargaço que emana, Rio que escondes segredos e enganos, Sejam eles grandes ou pequenos. Douro dourado de um sol fatigante, Rio feito de amor por sua gente. Esbate teu amor nas sombras do salgueiro, Sublime e excelente conselheiro. Rio Douro esverdeado e também azulinho, A tua límpida água parece ser puro vinho, Rio do Douro belo que à alma dá prazer, Sede de sempre tua água beber. Victor Marques
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Apr 24, 2014
Apr 24, 2014 at 1:54 PM UTC
Douro que Corre por Correr
Alto Douro e Trás-os-Montes Alto Douro e Trás – os-montes, Terra minha bem portuguesa, Vinhedos e frescas fontes, Traduzem sua pureza. Friorenta no Inverno, Terra intolerante. Na Primavera morna, No verão escaldante. Horizonte tão belo e tão teu, Ninguém to rouba, Deus to DEU. Pôr-do-sol que se deita com vales sonolentos, Douro, Tua teus encantos. Vindimadores que colhem cachos maduros, Azeitonas que dais azeites puros. Pescadores dos rios Douro e Tua, Uma saudade que é nossa e sua. Victor Marques
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Oct 27, 2010
Oct 27, 2010 at 10:11 AM UTC
Trás-OS-montes e Alto Douro
não desaprendo o amor pelo sonho surge-se-me belo e ardente pelo olhar de dentro da alma, o amor, pelo rosto da mulher-anjo. sei quem é e que a amo quer porque lho digo, quer porque o sinto pela ausência que me arde as entranhas. sei quem é e que a amo, sei que o que é, é mais que ser mulher sei-a água na essência, incêndio e vento na ausência sei que a não posso conhecer.
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Apr 7, 2022
Apr 7, 2022 at 10:23 AM UTC
não desaprendo o amor pelo sonho 22/03/22
A Nossa senhora de Fátima Nas estradas da vida, do amor, do silêncio. Nas pradarias onde se foge ao vento, Nas histórias de paz, no interior do ser humano. No mistério e no desengano, no alento. Movimento acelerado do Deus Crucificado, Folhas da azinheira a seu lado. Nossa Senhora do Rosário de Fátima consagrado, Amor a Portugal e a seu fado. Sublime com tantas flores, Mãe de todos os pecadores. Os rebanhos famintos pastam nos campos de Deus, E Tu Santa MÃE implora por filhos teus. Celestial e sempre Virgem eterna sem igual, Coração belo de Rainha, És tu Senhora minha, Minha Mãe e de Portugal. Victor Marques
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Apr 16, 2012
Apr 16, 2012 at 1:36 PM UTC
A Nossa Senhora de Fátima
O Zé-ninguém da minha escola Olhos tristes e sempre meigos, Faltam-te doces beijos. Hesitante e por vezes calmo, Sentes o belo salmo. Rouquidão dum velho pastor, Teu sorriso encantador. Resposta por vezes certa, Galo que te desperta. Insegurança desmedida, Rosto facetado pela vida. Incompreendido nesse mundo teu, Tens o carinho que Deus te deu. Tens o nome de António, de José, Percorres o País de lés-a-lés, As tuas vitórias são grandes conquistas, Que não são sociais ou políticas. Victor Marques
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Oct 27, 2010
Oct 27, 2010 at 10:20 AM UTC
O zé ninguém da minha escola...
Memória branca da tua imagem Rio Tua Por entre vales e frescas fontes, Socalcos e belos horizontes. No comboio sempre do Tua, Um beijo na doce lua. Rio tão belo que engoles as colinas, Memória branca da tua imagem, Comboio sem carruagem, Carrocel sem suas meninas. S. Lourenço que te olha divinal, Rio Tua do bom Deus e de Portugal. Pedras inertes tuas sempre serão, És rio e bom vilão… Tantas histórias os vindouros contarão, Dum rio com memória e solidão, Rio dum comboio que nunca vai passar, Excelso amor vai perdurar. Victor Marques
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Oct 22, 2013
Oct 22, 2013 at 5:28 AM UTC
Memória branca da tua imagem
Geografia I Quando a Vila Jaiara era do mundo O centro vital; se mais longe houvesse, Lá chegara, aos saltos, de susto tomado Em mim mesmo; silente rezava o missal. Corria pelos campos – a savana, cerrado. O medo do sistema heliocêntrico Ainda não perdera: o medo de ser Só. Eu vivia com meus irmãos e irmãs – Éramos uma centena de bichinhos Em torno de nossa mãe adotada, A quem chamávamos de Senhora. E em torno dela, tudo girava, girava... Os grandes mandavam-nos, sorrateiros, Andar pelo cerrado em busca de tudo: Gabirobas, cajuzinhos, goiabas ... Na Vila Jaiara havia tanta coisa mais. A casa de Helena; de deuses onde doces. Que à caminhada tornava clara para nós. Centro luminoso em que a ceia do Senhor. Não havia São Paulo ou Rio de Janeiro – No máximo: Belo Horizonte, Araxá Povoavam nossos sonhos. E talvez Ouro Preto e Divinópolis – Onde Dora reinava... - Goiânia, São Petersburgo e Tegucigalpa – só no Atlas. Anápolis era outra estória: a cidade, o comércio longe demais... Ali na Jaiara estava o centro de tudo e no centro de tudo o amor: Laíde Epifânia me nomeara “Maninho”. Naquele tempo, na nossa vila, não passava um rio. Mas havia a fábrica de tecidos, onde Jorge – Noivo de minha irmã – tecia a união e afeto E me ensinava a andar de bicicleta. Do Vietnã,  só soube no ginásio. ./.
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Feb 7, 2016
Feb 7, 2016 at 5:28 PM UTC
Geography I
"Abre sua aversão; Eis que um nauta fala: - Mestre, vês somente sofrimento no amor? - O amor pode conter fuligem e até mesmo grasnar, porém uma vez sentido é como parcel: não se desfaz fácil dentro do peito. E mesmo que nos faça presente o basto e dorido retrocesso, o medo, infindável de obstruir a todo esse amor, mais infindável é o anelo que o amor causa-nos. Estamos sobre escombros, mas o amor é como papelotas angelicais… Desce ondulado cheio de idas e vindas, corrupiando até a estabilização. O amor é granívoro, come pequenas as sementes dos defeitos nossos, belo como o grande milhafre-preto a planar no céu. É como a retriz que sente o vento a tocar, é o ósculo entre o paraíso e a imensidão. Oco somos antes de amar. Somos como o barril quebrado sem vinho, esperando que o tanoeiro nos venha resgatar. Encher-nos a transbordar. Ouça o execrável grito do ódio, sendo cancelado pelo dulçor deste imenso sentimento. Ouça o esfolar dos descrentes, incorpóreos. O amor é um reverbrar eterno de luz em cada alma, é a calma, e a batida de cada pulsação. Não se pode obstrui-lo, ou excluí-lo da vida, pois ela o traz em cada vibração. Como um frincha encontrada dentro de nós, convertendo aos poucos cada problema em solução. Transformando o ingrato em um romântico facúndio, criando paz em meio a escuridão"
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Oct 5, 2012
Oct 5, 2012 at 10:38 PM UTC
Corte de Nautas II
Chapéu branco, bem tratado, Bigode preto e bem pintado, Trazes na boca sempre as mesmas palavras, Falas de azeitonas e tuas enxadas. Tratas a flor como se fosse uma criança, Dás-lhe água com abundância, O teu olhar é meigo e nobre, Casa humilde, casa de pobre. Aqui é teu lugar preferido, Monológos sem sentido, Sentes teu belo fado, Paraíso nunca sonhado. Sentimento humilde e terno, Para ti o céu é inferno, Falas das coisas tuas e do teu meio, E deixas-te ao simples devaneio. Victor Marques
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Aug 30, 2010
Aug 30, 2010 at 6:59 AM UTC
O Meu Vizinho
De quem é a imagem que vejo no espelho? Não é a mesma que me observo sem vê-la Não possui a fonte existencial que lança os arredores para o interior A única diferença entre mim e o que me permeia É o corpo que carrego a todo instante, e dele os diálogos mentais que me definem como uma existência, pois as vozes que me surgem só eu posso ouvi-las e interpretá-las Mas, talvez, a consciência seja simplesmente um canalizador e não uma fonte, pois as informações vêm de todos os lugares e ao mesmo tempo de um lugar só (ego). De quem é a imagem que vejo quando olho para outra pessoa? Não é a mesma imagem que essa outra existência se vê Essa imagem que vejo faz parte de mim, sou eu, ou talvez o outro que vive em mim, que independe de uma consciência própria que não a minha. Mas como eu me vejo? Me vejo como acredito que os outros me vêem? Eu sou o fruto das experiências passadas Eu sou inconstante. Totalmente renascido e irreconhecível a cada experiência Mas isso é meu ego, o vidro mais frágil O medo da solidão, O medo da rejeição, O ódio que é o medo de amar O medo de amar que é o ódio por si mesmo O **** é a carta coringa do desespero O prazer de calar a dor Mas o **** também dói, pois é a entrega de seu íntimo para outrem (você se diferencia) nós somos incapazes de amar o que é diferente, o **** fere o ego, pois o auge do prazer se dá com algo que nossa consciência insiste em odiar, odiamos os outros, odiamos a nós mesmos Mas é tudo ilusão Ódio e medo, novamente, caminhando lado a lado Mas é tudo ilusão "O que está em cima está em baixo, não há diferença" O que me define como singular? Minhas roupas, meu cabelo, meu rosto, minha casa meu carro, minha família, minha história Fora isso quem sou? Onde encontra-se a singularidade da voz que só minha mente escuta? (Minhas ideias surgem de outras ideias que não são minhas Eu sou o vazio) Encontra-se no vazio, onde todos são iguais Onde uma coisa não se diferencia da outra Onde só nos resta amar, sem dor A realidade é simplesmente aquilo em que acredito Nada mais, nada menos Pois o que os olhos não vêem o coração não sente Melhor dizendo: O que a mente não sente os olhos não vêem! Depois de todo o devaneio Me lembro... Uma mulher, cujo a forma de sorrir, a forma de morder os lábios, o jeito com que ela me olha com o canto do olho é totalmente singular, única Mas não depende do ego, e nem de experiência é algo inato, belo, não consigo odiar mesmo sendo diferente Amor? sim Mas algo diferente também a vejo e amo como irmã, como mãe, como amante, como amiga Amo sua existência como um todo e não sei explicar Ela escolheu não ficar comigo, mas sempre vem a mim Eu ainda continuo a ama-la, sem dor, nem sofrimento Outra vez saio de uma discussão comigo mesmo sem respostas!
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Aug 25, 2014
Aug 25, 2014 at 12:35 PM UTC
Existência
De quem é a imagem que vejo no espelho? Não é a mesma que me observo sem vê-la Não possui a fonte existencial que lança os arredores para o interior A única diferença entre mim e o que me permeia É o corpo que carrego a todo instante, e dele os diálogos mentais que me definem como uma existência, pois as vozes que me surgem só eu posso ouvi-las e interpretá-las Mas, talvez, a consciência seja simplesmente um canalizador e não uma fonte, pois as informações vêm de todos os lugares e ao mesmo tempo de um lugar só (ego). De quem é a imagem que vejo quando olho para outra pessoa? Não é a mesma imagem que essa outra existência se vê Essa imagem que vejo faz parte de mim, sou eu, ou talvez o outro que vive em mim, que independe de uma consciência própria que não a minha. Mas como eu me vejo? Me vejo como acredito que os outros me vêem? Eu sou o fruto das experiências passadas Eu sou inconstante. Totalmente renascido e irreconhecível a cada experiência Mas isso é meu ego, o vidro mais frágil O medo da solidão, O medo da rejeição, O ódio que é o medo de amar O medo de amar que é o ódio por si mesmo O **** é a carta coringa do desespero O prazer de calar a dor Mas o **** também dói, pois é a entrega de seu íntimo para outrem (você se diferencia) nós somos incapazes de amar o que é diferente, o **** fere o ego, pois o auge do prazer se dá com algo que nossa consciência insiste em odiar, odiamos os outros, odiamos a nós mesmos Mas é tudo ilusão Ódio e medo, novamente, caminhando lado a lado Mas é tudo ilusão "O que está em cima está em baixo, não há diferença" O que me define como singular? Minhas roupas, meu cabelo, meu rosto, minha casa meu carro, minha família, minha história Fora isso quem sou? Onde encontra-se a singularidade da voz que só minha mente escuta? (Minhas ideias surgem de outras ideias que não são minhas Eu sou o vazio) Encontra-se no vazio, onde todos são iguais Onde uma coisa não se diferencia da outra Onde só nos resta amar, sem dor A realidade é simplesmente aquilo em que acredito Nada mais, nada menos Pois o que os olhos não vêem o coração não sente Melhor dizendo: O que a mente não sente os olhos não vêem! Depois de todo o devaneio Me lembro... Uma mulher, cujo a forma de sorrir, a forma de morder os lábios, o jeito com que ela me olha com o canto do olho é totalmente singular, única Mas não depende do ego, e nem de experiência é algo inato, belo, não consigo odiar mesmo sendo diferente Amor? sim Mas algo diferente também a vejo e amo como irmã, como mãe, como amante, como amiga Amo sua existência como um todo e não sei explicar Ela escolheu não ficar comigo, mas sempre vem a mim Eu ainda continuo a ama-la, sem dor, nem sofrimento Outra vez saio de uma discussão comigo mesmo sem respostas!
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Árvores As árvores são esperança, Seus ramos, suas cores. Troncos facetados, Suas folhas e odores. Umas com espinhos escondidos, Até se ouve seus gemidos. As árvores, felizes diferentes, Sonhadoras e sempre exuberantes, Ajudam todo o ser humano, Nos amam com seu oxigénio. As árvores enaltecem tudo de belo, Unidas elo, por elo, Se erguem em direção desenfreada, Até parece que nasceram do nada. Victor Marques
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Apr 23, 2012
Apr 23, 2012 at 7:07 AM UTC
As árvores
Com o teu coro que aqui está, passo a ser preenchido por sombras circunstanciais. Elas me trazem a memória do renascer e bem claramente posso sentir o ardor do consolo com que me levam às lembranças do meu verdadeiro ser. Transmitindo uma serenidade que se funde aos sons que as acompanham, em um baile de caos e ódio, buscam me recordar do que está próximo: Do deleite profundo em sonho, minha experiência egocêntrica, à minha expansão como universo; um universo em que eu sou a desordem e o âmago. Constituído completamente de memórias e sentimentos; sentimentos de uma beleza imprópria; de morte e de cor, de vida e dor.
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Jul 3, 2013
Jul 3, 2013 at 8:02 PM UTC
O caos como o belo criar
Recorda o que de bom viveste.... Comecei por fazer um pequena viagem ao reino do meu ser...tentei neste grande trajecto descobrir as afinidades e singularidades do meu ser. Nesta viagem ímpar e impiedosamente sincera terá um relevo especial tudo o que me toca e apaixona de uma forma continua e desmesuradamente bela. Como não poderia deixar de ser, esta minha viagem completa um percurso começado há muitos anos. Num pequena aldeia de Carrazeda de Ansiães, Castanheiro do Norte nasci para gáudio de meus progenitores. Durante anos fui um menino feliz jogando pião, bola de trapos, usei socos de pau duro, livros, estudei,escrevi muita poesia e sempre olhei para aquele horizonte tão belo que desde o primeiro dia me apaixonou. Aprendi a gostar dos nossos, vinhedos, olivais,montes de sobreiros, torgas , giestas, zimbros. Fazia caminhadas com meus amigos do **** masculino e íamos todos felizes tomar banho ao rio Tua, passando pelo Gavião e descobrindo sempre e sempre uma beleza intimamente rejuvenescedora . As coisas simplesmente belas estavam ali sem querer contrapartidas, para serem simplesmente observadas por quem as queria sempre ver... Nesta viagem existe sempre a vontade de regressar, de olhar para tudo que aqui temos com mestria, carinho e porque não com amor eterno. As pessoas que se encontram nesta viagem nos ensinam a viajar com cuidado, com sabedoria, com uma leveza de seres excepcionais que procuram nesta vida uma felicidade ligada ao meio envolvente de suas terras, de seus lugares preferidos que perduram nas suas mentes. Um abraço amigo. Victor Marques
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Jan 7, 2016
Jan 7, 2016 at 11:24 AM UTC
RECORDA O QUE TIVESTE DE BOM
Recorda o que de bom viveste.... Comecei por fazer um pequena viagem ao reino do meu ser...tentei neste grande trajecto descobrir as afinidades e singularidades do meu ser. Nesta viagem ímpar e impiedosamente sincera terá um relevo especial tudo o que me toca e apaixona de uma forma continua e desmesuradamente bela. Como não poderia deixar de ser, esta minha viagem completa um percurso começado há muitos anos. Num pequena aldeia de Carrazeda de Ansiães, Castanheiro do Norte nasci para gáudio de meus progenitores. Durante anos fui um menino feliz jogando pião, bola de trapos, usei socos de pau duro, livros, estudei,escrevi muita poesia e sempre olhei para aquele horizonte tão belo que desde o primeiro dia me apaixonou. Aprendi a gostar dos nossos, vinhedos, olivais,montes de sobreiros, torgas , giestas, zimbros. Fazia caminhadas com meus amigos do **** masculino e íamos todos felizes tomar banho ao rio Tua, passando pelo Gavião e descobrindo sempre e sempre uma beleza intimamente rejuvenescedora . As coisas simplesmente belas estavam ali sem querer contrapartidas, para serem simplesmente observadas por quem as queria sempre ver... Nesta viagem existe sempre a vontade de regressar, de olhar para tudo que aqui temos com mestria, carinho e porque não com amor eterno. As pessoas que se encontram nesta viagem nos ensinam a viajar com cuidado, com sabedoria, com uma leveza de seres excepcionais que procuram nesta vida uma felicidade ligada ao meio envolvente de suas terras, de seus lugares preferidos que perduram nas suas mentes. Um abraço amigo. Victor Marques
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O quarto escuro e apenas a luz vinda de fora só me deixavam ver o contorno do seu rosto, mas eu ainda conseguia decifrar seus traços, o gosto molhado da sua boca, a textura do seu cabelo. Experimentava seus lábios, tão feroz quanto o vento quando toca as flores, fazendo-as exalarem seus perfumes, assim como o seu gosto o fazia em mim. Desfrutava de todo o tato possível, e pelos seus braços, caminhava uma das mãos, enquanto eles se envolviam e se apaixonavam pelo meu corpo, abraçando-o forte, como um leão agarrando sua presa. Seus beijos me completavam e me envolviam, tal como a mais fina seda do mais belo vestido cai perfeitamente no mais maravilhoso corpo de mulher. Seu cheiro doce, de pele morena, sufocava toda a hesitação que ainda me restava e me fazia entregar-me por inteiro. Suas mãos teimavam em bagunçar meu cabelo que, envolto em seus dedos, se realizava por encontrar tanta obstinação vinda de um único conjunto de dedos. Por um momento, antes de dar-me um outro beijo, me olhou nos olhos, com olhar de pescador que foi fisgado pelo canto da sereia e, de repente, nada mais existia.
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May 17, 2013
May 17, 2013 at 7:20 PM UTC
Nada mais existia.
Triste há de ser; curto e doce e terno. Que seja breve dizendo tudo. Que seja doce confeito de manhã eterna. Que seja belo qual água de cachoeira. Que a pureza o invada: morte indolor. Da febre se dissipe como quem à tempestade vence. **** Fonte: Cadernos de Sizenando, vol. II, 2016
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Feb 10, 2016
Feb 10, 2016 at 2:27 PM UTC
O último poema, à moda de Manuel Bandeira (2)
He took me for a lover whilst I was on holiday in Italy. He was Italian- the married man who owned our villa. Every night after twelve, I would creep out of the house in white lingerie and a silk slip that glowed in the moonlight. My lips became a dark, sticky flower of cherry gloss. I knocked on the downstairs bedroom door. He would open it, and as he stood there he was silhouetted in the dim golden light of the bedside lamps. He would be in the middle of shaving, or holding a toothbrush, to make it seem like he’d forgotten I was coming- but every night I heard him hurriedly making the bed, shouting at his wife, and pacing up and down on the leopard rug. He called me his “dolce angelo” (sweet angel) and I called him my “belo diavolo”(handsome devil). His fervent lust was punctuated by whispered vowel sounds and a dark, vampiric beauty. In silence, we shared cigarettes and ignored his black and white wedding photograph on the dresser. In the morning, as dawn lit the mountains and his chickens began to crow, I straddled his chest for a last stolen kiss, and knew he would watch me bathe in his pool that afternoon.
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Nov 4, 2018
Nov 4, 2018 at 10:07 AM UTC
Dolce Angelo e Belo Diavolo
Árvores As árvores são esperança, Seus ramos, suas cores. Troncos facetados, Suas folhas e odores. Umas com espinhos escondidos, Até se ouve seus gemidos. As árvores, felizes diferentes, Sonhadoras e sempre exuberantes, Ajudam todo o ser humano, Nos amam com seu oxigénio. As árvores enaltecem tudo de belo, Unidas elo, por elo, Se erguem em direção desenfreada, Até parece que nasceram do nada. Victor Marques
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Apr 23, 2012
Apr 23, 2012 at 7:07 AM UTC
As árvores
suas palavras me dão espasmos o jeito que você canta feito um gatinho miando seus olhos me cercando por todos os lados sua voz suave me cortando me roubando o oxigênio atingindo-me no meio do peito feito uma lança que me atravessa e me faz sangrar e só parar ate conseguir ouvir de novo sua voz de abandono tão doce tão suave que me faz querer vomitar que contrai todos os poros do meu corpo e por um segundo para todos os meus órgãos e me seca e sufoca e aperta e queima feito ácido por dentro e seu corpo tão suave e tão belo e tão angelical tão ingênuo e me faz querer te usar te corromper é como garras rasgando minha pele como álcool no meu sangue que arrepia cada pelo do meu corpo e me faz te querer mais e mais toda manhã em que eu acordo sem seu sorriso de quem pede carinho e pede amor mas eu não posso te dar amor por que você é diferente você é especial você está tão distante de correr esse risco, mas eu te quero, eu te quero.
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Apr 21, 2014
Apr 21, 2014 at 12:19 AM UTC
I want you
Ama sempre a vida A vida dá resposta, dá lições, Enche livros sem explicações. Fica o que nos eleva e consome, Uma memória e um nome. Um trocar de olhar, Um simples pestanejar, Ousadia e o sonho daquilo que fui e sou, Amar a vida que o amor consagrou. A vida numa agitação constante, Rebelde para trás e para a frente. Flores do mais belo jardim, Amar a vida sempre até ao fim. Viver numa turbulência com serenidade, Com pobreza ou vaidade. Viver e com a vida padecer de contente, Viver a vida hoje e sempre … Victor Marques
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Apr 8, 2013
Apr 8, 2013 at 4:46 AM UTC
AMA SEMPRE A VIDA
Queria ficar sob os olhares teus, morar nos abraços teus, ser a razão dos sorrisos teus e refletir no brilho dos olhos teus. Você, mais belo que Adônis, tão doce e tão amado, imagina nossos dedos entrelaçados e o seu corpo junto do meu.
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Aug 26, 2012
Aug 26, 2012 at 9:41 PM UTC
Você e eu
Sabe, bem no fundo eu queria que tu me chamaste, para caminhar, conversar ou qualquer outra coisa, até o menor sinal que ainda existo para você é o suficiente para florescer dezenas de bons sentimentos, e sabe, mesmo que as chances desse utópico futuro acontecer forem minimas, eu ainda me pego sorrindo abobalhada pelos cantos, pensando: ahhh, como seria bom se tu me chamaste para correr, como seria belo se tu me chamaste para cantar, sorrir e dançar. E nessa leve e serena incerteza de que se eu ainda existo em você, minha vida vai seguindo, meio triste, meio alegre, meio humano, meio você.
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Jun 29, 2016
Jun 29, 2016 at 11:57 PM UTC
Untitled
Ako ngayo'y nakatayo, naghihintay, hindi mapakali, buong puso'y nakaantabay. Sa pagbukas ng dalawang pinto sa dulo, sa hangganan, lahat ng tao, nakaabang, tayong dalawa'y magkahagkan. At sa wakas heto na nga, sa umaalon **** belo ako'y napahanga. Aking mga mata, patak ng luha'y di mapigilan, ngiti at galak ko'y walang mapaglagyan. Sa harap ng diyos, mahal, ako'y nangangako, parehong saya at hirap, tayong dalawa ang aako. Ikaw lamang at wala nang iba, Hanggang ang apoy ng buhay ay hindi na maglinga.
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Dec 9, 2019
Dec 9, 2019 at 12:44 AM UTC
Belo