"beijei" poems
Eu disse que você ficava linda
com aquele óculos pink;
você não acreditou, extravasou,
de mentirosa me chamou.
Disse que sua bota amarela
caía muito bem com o chapéu verde limão;
você começou a usar apenas cinza,
ranzinza.
Que sua lingerie bege contrastava bem
com o tom escuro de sua pele;
você apareceu com um sutiã vermelho,
rendado, ao banal destinado.
Disse que seus pelos ficavam engraçadinhos
arrepiados no frio;
você podou todos, rodou,
virou, trocou.
Minha paixão a transformou
chama apagada de desilusão.
Eu disse sim,
ela disse sim não sim,
cala a boca,
vamos comprar feijão.
Amava sua breguice,
não se contentava com a mesmice.
Voltaria no tempo
revê-la pela primeira vez,
na praça na noite de natal,
de vermelho e avental,
blusa estampada com um neandertal,
metendo moral no ******* maioral.
Ah, que visão surreal.
Ali eu te amei. Ali eu te beijei.
Nov 15, 2016
Nov 15, 2016 at 11:23 PM UTC
Estou na margem... Para lá do abismo.
Longe de mim ficaram os momentos que vivi à beira-mar. Mais longe, como uma visão, o teu rosto vindo do céu, esses lábios que não são do ser que nunca fostes e que eu beijei ao esquecer-me de beijar. Tua mão desdobra meus dedos, dobrados pelo tempo. Se o que sou não sinto, o que sinto e sou não importa.
Jul 7, 2014
Jul 7, 2014 at 5:30 PM UTC
Foste minha na cidade negra.
No miradouro mais alto beijei a tua nuca
Num lago de sereias perdi-me nas tuas coxas
Entrelacei os meus dedos nos teus cabelos
Oh, perdição! Cabelos suaves que derreteram os meus dedos.
Ansiei por ti a casa segundo
E cada gota vinda do céu lembrava que não era um sonho.
Senti os teus lábios, carnudos, joviais
Embriagados de loucura e êxtase
Amaste-me
Amei-te.
Entregaste-te a mim como a lua ao céu nocturno,
Quando Apolo correu, desapareceste
Fugaz, instantânea, um floco de neve no meio do oceano
Arrancaste do meu peito errante juras de amor eterno
Num fogo de saudade ardentes que irrompem no meu ser.
Não és minha na cidade dourada.
Daria o sol, para te ter só de noite.
Apr 28, 2016
Apr 28, 2016 at 3:24 PM UTC
um dia eu descobri que te gostava.
um tempo depois descobri que tu me gostava.
meu gostava era fraco e só esqueci
e segui.
não sei quanto a ti, se o fogo que te habitava
era quente como um fogão aceso no verão
ou
um fósforo que se apaga quando queima a madeira no fim.
te visitei muitas vezes aqui dentro e sempre imaginei como seria
se
te beijasse durante o dia
elogiasse teus dentes de sorrisos geométricos
convidasse prum gole de café
tocasse teu ombro bem devagar com a
ponta dos dedos
encontrasse teus olhos perdidos
te fizesse enxergar que existe coisa além
de solidão
só
fotografei teu corpo seminu
te beijei em noites bebadas
conheci tuas poesias
te segui sem saber
e me deu nó quando soube do teu
coração preenchido
ouço o que ouves agora
e penso em ti com frequência
senti tua falta
e penso que peco porque meu coração também
preencheu
e se só o que fosse pra ser fosse ser só sem ser a gente
Dec 16, 2018
Dec 16, 2018 at 9:36 PM UTC