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"areia" poems
Na neblina abafada Dentre as árvores, dentre algas Sentir a água Ouvir os cantos Cintilante Suas mãos quentes tocaram meu tornozelo Seu coração frio tocou o meu Oh, Deus, Se realmente estou apaixonado Me faça não querer deixa-la Os corações que já quebrei, não se comparam ao dela Deixe-me ficar Se realmente estou apaixonado, me diga se ela corresponde Seu canto entrou em meus ouvidos Uma sintonia aveludada, salgada, com uma pitada de perigo O som dos pingos de água se rebatendo Venha comigo, vamos viver juntos Seja minha esposa. Presa por algemas de areia Se rebatia enquanto suas mãos puxavam as minhas Delicada. Uma beleza agoniante Oh, Deus, O que será de mim? Um vida fria terei caso não ficar com ela. Me trazendo para a água Sussurrando feitiços e me deixando cego pelo amor Meu corpo logo estará submerso Estou indo Ofegante Coração frio, mãos quentes, beleza agoniante Vendo a escuridão Cego por um amor planejado Um coração antes sujo, fora iludido por olhos vibrantes e pele cintilante O coração quente fora apagado, sentindo amor. Oh, Deus, diga-me, terminarei sendo enganado?
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Apr 28, 2015
Apr 28, 2015 at 6:55 PM UTC
Sailor vs Mermaid
Deus meu me incitas, Louvor de quem felicitas. As plantas, o mar, a terra, o homem sempre só. Sentimentos de amor. piedade e dó. Deus terno me envolves, Problemas tu resolves. As constelações, o ressuscitar de novo, Apagas o lume sem ver o fogo. Deus nosso lunar, Verbo conjugado ...amar! As dunas com ou sem areia, Sentir o amor pela sereia. Deus homem, Deus menino! A vida é como um hino... Deus meu Deus da vida e dos amores, Mares, terra e lindas flores. Victor Marques
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Dec 12, 2009
Dec 12, 2009 at 6:46 AM UTC
Meu Deus....
“Compus uma canção para dizer: ‘Amo-te descontroladamente!’ De ações tangentes; da equação complexa que é te amar. E mesmo pacificamente; Minha alma sem ti, não pode se encontrar. Como contra o céu paradisíaco que constrói o tempo e investe areia contra mim; Mesmo no pior dos casos, nos meus últimos gritos, altissonante direi: ’ EU VIM!’ Me encontre na beira de meu coração, na ponte que causa essa estranha paixão; E direi que não sabia que um anjo poderia possuir tão rápido todo meu sentimento assim. Vem que em laços de eternos amantes, cada consoante, dirá e recitará meu amor celeste; Rolando em campos grandes e em flores campestres O céu sussura uma sinfonia recém escrita para o nosso caso infindável; E jamais ouvi a voz dos anjos num tom tão amável As lágrimas que derramo não reclamam de nenhuma tristeza desconhecida; Mas sim da alegria pela qual minha alma foi tingida Novamente nos encontraremos eternamente e direi mais um trilhão de vezes: ’ Amo-te descontroladamente!”
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Oct 5, 2012
Oct 5, 2012 at 10:39 PM UTC
Amo-te!
Dedicado ao Ilustre, reverendo Padre Bernardo. Um culto de saber apurado que labuta e explica na perfeição: o amor de todos nós pela nossa terra. Estou grato e este poema será pouco para dedicar a tão nobre Carrazedense. Nascemos todos nesta terra linda e singular, Janela aberta para Douro e Tua comtemplar. Xisto, granito e terras de areia, Grito de gente plebeia. Todos sentem com alma e coração, A Deus excelsa gratidão. Planalto que tão bem ficas assim, Musgo, fetos e alecrim. Macieiras e as figueiras centenárias se adaptam em harmonia, Vinhas e oliveiras bafejadas pelo sol de meio-dia. Pastores que gostam das giestas, dos lameiros esverdeados, Carrazeda e seus antepassados. Victor Marques
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Sep 9, 2013
Sep 9, 2013 at 8:59 AM UTC
Ao Ilustre Padre Bernardo ....
Amar… e o mar Molhar as mãos na água salgada, Soslaio da onda esbranquiçada. Beleza da lua iluminada, Areia sem tua pegada. O mar calmo e fluído, Um cântico de harpa sentido. Mar nem sempre conquistado, Ruir do futuro, do passado. A areia sem voz, nem cor, A noite é singular. Ondas de par em par, Frio que parece calor, Cheiro salgado do teu amor. Victor Marques
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Dec 12, 2009
Dec 12, 2009 at 6:39 AM UTC
Amar ...e o mar
Melancolia impregnada na alma: Tento varrer todo esse sentimento Com a imagem alegre que acalma Não adianta, pesa sobre mim o sofrimento Dos tombos dos homens do deserto. Todas aquelas imagens apagadas Para sempre se fazem perdidas Desfeitas na areia calada Se fazem eternas desconhecidas E como eu lamento! Oh, não podem ver? O meu tormento? Na areia, padece o meu ser. Um dia, eu também tombarei E quero em uma concha me enclausurar, Pelas ondas flutuarei E o mar me levará aonde eu sempre quis estar.
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Apr 30, 2014
Apr 30, 2014 at 10:12 PM UTC
Os tombos dos homens do deserto
De que cor sopra hoje o teu vento e que sol o faz voar, Quais os caprichos do teu tempo que desdenham ao luar, Qual a cor das tuas pétalas que ao rubro quero provar, Um sabor e uma lembrança pra sempre eu vou recordar! Foi no brilho dos teus olhos e na tristeza do teu olhar, Foi as formas da tua face que me acolheram o despertar, Tantas outras tantas de voltas eu te quero a ti reencontrar, Provar de novo os teus beijos doces e me poder deliciar! Ouro fino cor de cetim para te cobrir e levar ao pé do mar, Jogar na areia todas as lembranças e poder ali te abraçar, Dar um aperto louco, quente e mouco no silêncio a te amar, Viver de novos todas as caricias dadas e poder fervilhar! Como eu voou de novo nos meus sonhos a te ver voar, Como me entrego na loucura que se apoderou como colar, Me dá voltas nas voltas mas me segura não vai estrangular, É preciso apenas acreditar que nada foi em vão e vai voltar! As saudades frescas a vontade mais forte de te vir a poder amar, Sejam esses os caminhos de dois seres que acreditaram nesse amar, Uma febre fresca, um alívio doce, um jeito sem força, apenas te amar! Autor: António Benigno Pelos caminhos do tempo pelas vontades do vento apenas gestos e palavras certas!
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:02 AM UTC
Se hoje o céu é cinzento
Sentir Deus Sentir nosso Deus celestial e bendito, Orvalho e bela ponte… Quando me levanto contemplo o horizonte, Anónimos em quem eu acredito. Sentir o nosso Deus sempre, Salgueiro no riacho tão bonito, As vozes de teu reino infinito, Outono de folha cadente. Sentir Deus na água cristalina, Caminhar por entre areia tão fina. Ninfas pueris bem-amadas, Nuvens no céu esbranquiçadas. Sentir Deus que dá amor e pão, O relógio do tempo que nunca para, O toque de uma guitarra, Silêncio de bela constelação. Victor Marques
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Nov 15, 2012
Nov 15, 2012 at 1:43 PM UTC
Sentir Deus
A noite chega, soturna, calada. Os remédios parecem não fazer efeito. Sozinho novamente com meus pensamentos, embalado pelo som do ventilador e das batidas do meu coração. Nao sei porque ele insiste em bater, parece um esforço inútil. As horas passam lentamente, como nos movimentos de uma duna. A areia do tempo descendo vagarosamente pela ampulheta. Se ao menos pudesse ver. Me sinto cego, queria eu estar cego? Minha decepção só não é maior que a decepção que causei. Não há lugar aqui senão neste papel para a dor, uma fraqueza que todos tentam esconder - por questão de sobrevivência provavelmente. Os amigos poucos que me restam seguem suas vidas enquanto tento ser feliz, ao menos por eles. Saudade aqui toma outras formas, como uma tortura ao melhor estilo Stanley Kubrick em “Laranja Mecânica”, em que as imagens passam repetidamente por minha cabeça sem que eu possa fazer absolutamente nada. Família, amigos, amores, à distância de uma chamada, uma chamada. Para quem ligar, como? O cárcere em sua pior faceta, o isolamento social. Conto nos dedos de uma mão as pessoas com quem consigo manter uma conversa. Mesmo assim nao consigo conversar, a cabeça e o coracao nao estao aqui, eles fugiram, estão lá fora, espero que a minha espera. Outro cigarro, mais um café. Quantos mais, quantas mais palavras? A caneta e o papel são meus melhores amigos, às vezes até me entendem. Monólogos em horas, diálogos em outras. Me pergunto qual seria o limite entre a sanidade e a demência aqui. Se é que existe um, estou eu ficando são ou louco? Nao era quando cheguei, provavelmente foi o que me trouxe aqui, agora só me resta um caminho a seguir e tenho que achá-lo sozinho. Não tenho arrependimentos, aqui não há lugar para eles, há agora um só caminho a seguir, em frente! Adiante!
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Aug 14, 2018
Aug 14, 2018 at 1:08 PM UTC
Avante
A noite chega, soturna, calada. Os remédios parecem não fazer efeito. Sozinho novamente com meus pensamentos, embalado pelo som do ventilador e das batidas do meu coração. Nao sei porque ele insiste em bater, parece um esforço inútil. As horas passam lentamente, como nos movimentos de uma duna. A areia do tempo descendo vagarosamente pela ampulheta. Se ao menos pudesse ver. Me sinto cego, queria eu estar cego? Minha decepção só não é maior que a decepção que causei. Não há lugar aqui senão neste papel para a dor, uma fraqueza que todos tentam esconder - por questão de sobrevivência provavelmente. Os amigos poucos que me restam seguem suas vidas enquanto tento ser feliz, ao menos por eles. Saudade aqui toma outras formas, como uma tortura ao melhor estilo Stanley Kubrick em “Laranja Mecânica”, em que as imagens passam repetidamente por minha cabeça sem que eu possa fazer absolutamente nada. Família, amigos, amores, à distância de uma chamada, uma chamada. Para quem ligar, como? O cárcere em sua pior faceta, o isolamento social. Conto nos dedos de uma mão as pessoas com quem consigo manter uma conversa. Mesmo assim nao consigo conversar, a cabeça e o coracao nao estao aqui, eles fugiram, estão lá fora, espero que a minha espera. Outro cigarro, mais um café. Quantos mais, quantas mais palavras? A caneta e o papel são meus melhores amigos, às vezes até me entendem. Monólogos em horas, diálogos em outras. Me pergunto qual seria o limite entre a sanidade e a demência aqui. Se é que existe um, estou eu ficando são ou louco? Nao era quando cheguei, provavelmente foi o que me trouxe aqui, agora só me resta um caminho a seguir e tenho que achá-lo sozinho. Não tenho arrependimentos, aqui não há lugar para eles, há agora um só caminho a seguir, em frente! Adiante!
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Ruído do mar Molhar as mãos na água salgada, Olhar a sereia idolatrada, A lua bem iluminada, Pisar na areia, deixar pegada … É calmo e fluido, Um cântico sem ser ouvido, Longínquo e mal-amado, Ruído do mar já passado. A areia sem voz, nem cor, Água fria sem pudor, Corrupio de ruído e odor, Transparente e sem amor. Victor Marques
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Apr 22, 2013
Apr 22, 2013 at 11:08 AM UTC
Ruído do mar
Ele é confusão Inesperado como a chuva no Verão Turbulento e confuso Ouve-me de noite Adormece de dia Discorda dos meus princípios É terramoto na minha personalidade Ele é diferente Por ser igual a tudo aquilo que procuro Agita-me até água transbordar Toca-me violentamente E ainda me sinto virgem Diálogos viram ausência Abraços viram respirações suspensas Memórias viram mensagens espaçadas Ele é banho de água fria Café queimado Areia branca que queima É desnecessário Mas inevitável
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Apr 4, 2020
Apr 4, 2020 at 1:47 PM UTC
Random Guy
Sinto a areia entre os meus dedos. Sinto o cheiro do mar a invadir-me. Sinto a calma que me transmitem as ondas. Um dia na praia. Um dia em que desaparecem os medos Em que a paz me-os tenta dissuadir Com as mais puras sensações. Um dia em que me sinto eu Sem dar explicação. Durante os meus dias, Este é o meu apogeu O mais alto ponto O maior clímax Da felicidade que sinto. Respiro toda a tranquilidade Tento que esta fique em mim E me faça rugir em prol de viver... Que em vez da sobrevivência Eu tenha que optar pela vivência Optar pela respiração voluntária E não apenas na involuntária por obrigação. Basta querer. Arranjar poder. De me poder mover. E repor vontades E liberdades. Respiração ofegante. A nostalgia lembra o proibido. A Saudade amassa e esbofeteia O ilícito, o ilegal, o que não tem.... A permissão de ser lembrado Para cá entrar e marca deixar.
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Apr 5, 2015
Apr 5, 2015 at 7:43 PM UTC
Um dia na praia
Percorri a tua alma, Na noite, na calma. Esperei por ti, nada, Fico aqui, abalada. Prezo para que chegues, Que chegues e me aconchegues. Rebeldia à tua maneira, Junto da luz da fogueira. Sente o toque da areia, Pensa nela como uma odisseia. Lembra-te da felicidade, Em ver o mar, na pura cumplicidade. O pôr-do-sol se instala, Ninguém tenta soltar a fala. Prendo-me a ti, Tal como antevi. Solto a mente, livre do inconsciente. Toque de lábios, O caminho, esse é de sábios.
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May 28, 2014
May 28, 2014 at 5:55 PM UTC
Rimas galopantes de amor encantado
AGORA no meu refúgio tranquilo sou um homem solitário AGORA o meu sonho desapareceu mas, permaneço iludido AGORA nesta velha cabana alimento a ideia de... AGORA permaneço aqui tão só quanto a lua AGORA sob a areia da triste praia olho o mar AGORA já sem esperança só me resta morrer AGORA meu amigo é O FIM.
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May 19, 2014
May 19, 2014 at 6:19 PM UTC
agora
De onde vens, ó andarilho? Já não me lembro... A tempos caminho por esta estrada Mas não sei de onde vim E para onde ela segue? Também isso não sei, simplesmente continuo a caminhar... Se me perguntas, acaso saberias o destino? Venho da direção oposta à tua E assim como tu, me esqueci de onde parti Havia um menino Que gostava de construir castelos de areia Cada vez que construía O vento soprava forte e desmoronava um pedaço de si Até que um dia restou apenas... Areia Havia outro menino Que gostava de destruir castelos de areia Cada vez que destruía Um pedaço de si mesmo também desmoronava Até que um dia restou apenas... Areia Vagavam então pelo deserto que eles mesmos construiram O Sol escaldante era como a sombra A mais profunda e obscura sombra Que queimava seus corações e lhes cegava os olhos Cegos e perdidos nas areias do esquecimento Ao fim eram como um só Caminhando em direções opostas Carregando o mesmo destino
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Dec 31, 2016
Dec 31, 2016 at 12:19 PM UTC
Castelos de Areia
Me arrastava pelo deserto quando lembrei dela. Curvas magnificas, macias estrutura singela. O único momento de paz era um oasis fugaz. Rápido, sôfrego. Aliciando o próprio ego. Aproveita o vento para me fustigar com areia. Sem dó, serpenteia a pele que um dia acariciou a boca que já desejou. Me arrastava pela terra seca quando lembrei dela. Quebradiça, áspera. Cambaleando enquanto me flagela. A cor é a mesma das suas costas. Cor que eu beijava agora olho enquanto evapora e incendeia. Seca. Quente. Serpente. Floresça.
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Nov 9, 2016
Nov 9, 2016 at 6:00 PM UTC
Estiagem
Calcuteia a areia Perde-te no mar Boneca de trapos Continua p’las dunas Vives num ambiente campestre O orvalho rola . . . p’la face E a rosa abre-se Para o mundo
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Jan 24, 2014
Jan 24, 2014 at 2:35 AM UTC
boneca
Recostado na areia Oiço notas de uma composição musical O mar agreste acaricia as rochas . . . nuas de sentimento A gaivota plana no tempo Tempo de outrora Silencio moribundo numa noite de . . . E se o mar chorasse?
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Mar 24, 2014
Mar 24, 2014 at 6:14 PM UTC
mar
Vive cada segundo do teu dia, Com ou sem magia. Doçura e alegria, Paz e harmonia! Haja amor, haja poesia. Areia do mar tão fina, Entardecer de forma divina. Poesia profícua que ensina, Que faz mulher a menina! Linguagem humana com sentido, Rever o que é tirado, perdido. Transcende na estética ,melhora com a ousadia, Feita chuva, sol do meio dia... Vives com amor dentro de nós, És querida por pais e avós. Enobrece o destino tracado, Amas o futuro, o presente , passado. Poesia dos pobres maltratados, Dos amores bem ou mal amados! Poesia dos poetas desconhecidos, Poesia de poemas já vividos. Victor Marques
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Jun 5, 2023
Jun 5, 2023 at 3:59 PM UTC
Poesia que me enobrece
eu costumava sonhar em me tornar o mar imenso e vasto como tal, com a mesma selvageria caótica que é viva e dissemina a calmaria e se eu puder ser mar receber-te-ei como um dos meus que banham-se em meu colo enquanto se libertam das âncoras mundanas às pressas de escapar desse não-lugar onde me esconderam me vi na areia, em mutação preto no branco gritando e a natureza fundindo eu me vi fruto da miscigenação eu me tornei mar e agora tenho um amante que queima em meu horizonte mas se esconde ao anoitecer na manhã ele retorna e logo põe-se a iluminar todas as almas pretas que ainda procuram um lar escapei do esconderijo que era um tipo de prisão pra que ninguém mais seja preso longe da escuridão por isso enquanto eu for mar te deixarei livre, na leveza de existir te emprestarei meu amante pois sei da tua vontade vai ter calor no teu corpo em todo amanhecer felizmente hoje eu sou mar então recebo-te como um dos meus e lhe convido a nadar
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Jun 17, 2018
Jun 17, 2018 at 8:37 PM UTC
ser mar.
Arregaço as mangas largas e ensopadas Do mar bravo que as molhou, Volto para a areia,onde o sol Aquece os grãos, E fez acelerar o passo De quem por lá andou. Todas as manhãs,o mar traz ao de cima Espuma,algas e saudade. Corto as mangas da minha velha camisa Para ver se a água gelada não me adoece, E desajeitado, cortei a vaidade. Agora só molho os meus magros braços, E ao olhar para o mar vejo-te atrás de mim, A tentar puxar-me para a areia porque Na água, somos o espelho da saudade e de quem morre ao não saber pôr um fim. Resisto como resistem as pernas de um pescador na corrente do mar, Mas aflito e sem forças afogo-me, e deixo-me levar. Deixei a minha velha camisa na areia Para se me vieres ver, o meu cheiro possa contigo andar. Pode ser que na próxima maré O meu corpo ao de cima possa vir. Se estiveres na nossa praia Pode ser que te veja a sorrir.
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Jan 10, 2018
Jan 10, 2018 at 5:35 PM UTC
Brisa
Me sinto como um jardim sombrio Assombrada pelos fantasmas do passado E temerosa pelos ventos do futuro Eu choro, como a chuva tropical mais forte Eu me deito desamparada, como se um furacão tivesse me devastado por dentro Eu levanto, como uma onda selvagem quebrando na areia Tenho vivido em meio a natureza selvagem Dos meus próprios sentimentos
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Dec 15, 2020
Dec 15, 2020 at 2:32 PM UTC
Natureza selvagem
Deixo de herança todos os pensamentos Perdidos ao luar, Escritos na página invisível da vida, Impossíveis de partilhar. Deixo de herança todas as garrafas, Que esvaziei e pousei à beira-mar, Com uma carta escondida lá dentro, Incógnita ainda por entregar. Deixo de herança todo o fumo, Que compulsivamente inalei Para tentar matar a doença Da qual nunca me curei. Deixo as pegadas na areia, Que rapidamente se apagaram. Marcas da efémera passagem dos seres Que por mim passaram. Deixo de herança o sol de inverno, Tão apreciado por toda a gente. Desejo que aqueça as almas frias, Que não deixe ninguém indiferente. Deixo de herança o incenso Que nunca acendi. Espalhado pela brisa, Como qualquer cheiro que senti. Deixo de herança toda a música E cada marca que deixou. Atenciosa companheira, Que tantas vezes me salvou. Deixo de herança o rio, No seu mesmo exato lugar. Lembrança eterna que existe um sítio seguro Para onde o desespero nos pode levar. Deixo de herança a pedra afiada, Que me esculpiram no lugar do coração. Memória da crueldade no olhar De quem a infância me roubou. Deixo ligadas as luzes da aldeia, Que me abrigaram no solitário berço. Agarro o impulso que me levou à procura De tudo o que ainda desconheço.    Deixo de herança em papel amarrotado, Algum sangue que derramei. Lágrimas, cicatrizes e o fardo, De ser tão brutalmente consciente De tudo aquilo que sei. Deixo de herança o meu amor, Sorrisos, abraços e essências, Partilhadas no pôr-do-sol. E que nesta viagem de turbulências, Repares na simplicidade do sentimento Que achaste saber de cor. Deixo de herança uma moeda, Ao pedinte que conheci E que nunca a chegou a gastar. Esqueceu-se que para a salvação da vida Não há dinheiro, nem há fornecedor Onde ele a possa ir comprar. Deixo de herança o pássaro branco, Que ainda não se atreveu a pousar. Canta mais alto a cada Primavera, Só para me relembrar, Que as raízes são uma ilusão Criadas por quem não as consegue descolar. Deixo de herança duas mãos quentes, No peito frágil de uma criança, Que nasceu órfão de mãe E cresceu sem esperança. “Nas noites escuras que te abraçam. Nos dias cinzentos a que te entregas Que sintas neste aperto a mensagem De toda a força que carregas.” Deixo de herança este poema, Escrito num sonho que se entranha E do qual nunca acordei. Vem… Traz o mapa que queimei. E encontra-me para lá da montanha Onde também eu me encontrei.
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Mar 3, 2022
Mar 3, 2022 at 4:09 PM UTC
Deixo-me de herança
Deixo de herança todos os pensamentos Perdidos ao luar, Escritos na página invisível da vida, Impossíveis de partilhar. Deixo de herança todas as garrafas, Que esvaziei e pousei à beira-mar, Com uma carta escondida lá dentro, Incógnita ainda por entregar. Deixo de herança todo o fumo, Que compulsivamente inalei Para tentar matar a doença Da qual nunca me curei. Deixo as pegadas na areia, Que rapidamente se apagaram. Marcas da efémera passagem dos seres Que por mim passaram. Deixo de herança o sol de inverno, Tão apreciado por toda a gente. Desejo que aqueça as almas frias, Que não deixe ninguém indiferente. Deixo de herança o incenso Que nunca acendi. Espalhado pela brisa, Como qualquer cheiro que senti. Deixo de herança toda a música E cada marca que deixou. Atenciosa companheira, Que tantas vezes me salvou. Deixo de herança o rio, No seu mesmo exato lugar. Lembrança eterna que existe um sítio seguro Para onde o desespero nos pode levar. Deixo de herança a pedra afiada, Que me esculpiram no lugar do coração. Memória da crueldade no olhar De quem a infância me roubou. Deixo ligadas as luzes da aldeia, Que me abrigaram no solitário berço. Agarro o impulso que me levou à procura De tudo o que ainda desconheço.    Deixo de herança em papel amarrotado, Algum sangue que derramei. Lágrimas, cicatrizes e o fardo, De ser tão brutalmente consciente De tudo aquilo que sei. Deixo de herança o meu amor, Sorrisos, abraços e essências, Partilhadas no pôr-do-sol. E que nesta viagem de turbulências, Repares na simplicidade do sentimento Que achaste saber de cor. Deixo de herança uma moeda, Ao pedinte que conheci E que nunca a chegou a gastar. Esqueceu-se que para a salvação da vida Não há dinheiro, nem há fornecedor Onde ele a possa ir comprar. Deixo de herança o pássaro branco, Que ainda não se atreveu a pousar. Canta mais alto a cada Primavera, Só para me relembrar, Que as raízes são uma ilusão Criadas por quem não as consegue descolar. Deixo de herança duas mãos quentes, No peito frágil de uma criança, Que nasceu órfão de mãe E cresceu sem esperança. “Nas noites escuras que te abraçam. Nos dias cinzentos a que te entregas Que sintas neste aperto a mensagem De toda a força que carregas.” Deixo de herança este poema, Escrito num sonho que se entranha E do qual nunca acordei. Vem… Traz o mapa que queimei. E encontra-me para lá da montanha Onde também eu me encontrei.
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as mãos mal suportam o silêncio. se movem a cada dois segundos. e o mesmo timbre de voz fala e fala e fala. pausas de incertezas parece buscar palavras. é um homem que julga ser sábio mas vai negar se o perguntarem. ninguém liga. deixam uma das mãos no queixo só pra mostrarem-se interessados. o que pensam nesse agora? claro que estão longe, mas seus corpos se encontram aqui. os olhos parecem viver numa agonia que queima devido as paredes brancas. o ar é pesado. o clima sempre muda, mas nunca aqui dentro. precisa-se de ações pra não enlouquecer ao encarar e ouvir a voz do mesmo timbre. nenhum de nós gostaríamos de estar aqui se pudéssemos escolher. o timbre constante é atravessado por outro e dura pouco. fundamentos. já não há mais o que sugar. o que costumava ser bom, perdeu-se com o tempo. nós mesmos causamos tudo isso e culpamos uns aos outros sem assumir a culpa. agora seria bom ser amigo do mar e visitá-lo prum café envolto numa colcha macia com os pés na areia. se pudéssemos escolher é pra lá que iríamos.
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Oct 25, 2017
Oct 25, 2017 at 3:45 PM UTC
sentada