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"amei" poems
Colhi a alma de tudo quanto toquei e em tudo quanto olhei larguei parte da minha o que me torna, hoje, aquilo que sou, o que me constrói e constitui são os outros e não eu. Os outros: as flores banhadas de orvalho, as árvores vestidas ou nuas, as paisagens das cidades que amei mais do que as pessoas com que as corri, as pessoas que amei e as que toquei apenas e aquelas que nem a tocar cheguei. Não sou já gente, se é que fui gente vez alguma! Será esta alma que trago maior que a minha? Serei eu, tão cheia de natureza, mais ou menos natural? Mas serei eu a alma que carrego sem que seja a minha, o conjunto de seres racionais por dentro de mim que me controlam o pensamento e, por vezes, o sentir ou o ser único e puro que sente de forma única e pura? Serei eu a união de tudo isso, do que me resta de mim, de quantas versões tenha de mim, e o que trago dos outros? Serei eu algo ou alguém sequer? Importa definir o ser?
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Oct 27, 2017
Oct 27, 2017 at 12:41 PM UTC
Colhi a Alma de Tudo Quanto Toquei
A caída do tempo esmera-se no cuidado Sonho que em câmara lenta a minha alma não se magoa e a mágoa não se torna superior à vontade de viver Por fim, desisto Não acredito mais nas palavras que digo Não tenho já certeza se vivo a sonhar Ou se simplesmente gosto de me arrastar por entre a multidão A sorrir, a mentir Disseram-me um dia que partiria, sim Mas que sozinha não iria a nenhures Verdade Tenho uma constante obsessão amarrada à perna E cada passo que dou sinto a tonelada desse vazio E os dois metro que ando entre o chão e o chão São quilómetros na vida real Que irreal 'e Sinto a pedras na descida, mas não me magoam São menos duras que a armadura que me venderam E pregada esta já ao corpo está Nada sinto Nada quero sentir Apenas jazo no poder do iniquo Que diz-se Mundo Que digo Inferno O amor que tenho por vos faz-me ir devagar Mas a raiva que sinto do estrume que sois Apressa-me na descida Sinto que equivocada estou com o Mundo que não me quer E sei que ao rápido descer, rápido vou saber Onde o futuro me leva Me carrega O medo que tenho de me trazer ao inicio do Tempo 'e muito Mas o pavor de so nascer uma vez corroí-me os tímpanos. Partem todos os que amo e vejo-os ao longe Imagino se perto estivessem Não conseguiria respirar o pouco ar que tenho E se choro e agonizo 'e por este amor que me queria grande e forte Mas que fraca me pôs no chão Não julgarei ninguém ao querer cair A paisagem 'e bonita e ao longe desfocada fica Sentimos a analgesia de não se ser ninguém Vem devagar, não me apresses o timbre Afinal acredito em mim, acho que sempre acreditei Apenas estava apagada na tua sombra Que em cativeiro me deixava a alma Amei-te como o Amor sente Amo-te como a dor ama E embora me empurres para baixo da ribanceira Sorrio e minto Para te ver feliz em cima da minha cabeça Como sempre estiveste Como sempre te deixei estar.
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Jul 7, 2012
Jul 7, 2012 at 9:03 PM UTC
Re
A caída do tempo esmera-se no cuidado Sonho que em câmara lenta a minha alma não se magoa e a mágoa não se torna superior à vontade de viver Por fim, desisto Não acredito mais nas palavras que digo Não tenho já certeza se vivo a sonhar Ou se simplesmente gosto de me arrastar por entre a multidão A sorrir, a mentir Disseram-me um dia que partiria, sim Mas que sozinha não iria a nenhures Verdade Tenho uma constante obsessão amarrada à perna E cada passo que dou sinto a tonelada desse vazio E os dois metro que ando entre o chão e o chão São quilómetros na vida real Que irreal 'e Sinto a pedras na descida, mas não me magoam São menos duras que a armadura que me venderam E pregada esta já ao corpo está Nada sinto Nada quero sentir Apenas jazo no poder do iniquo Que diz-se Mundo Que digo Inferno O amor que tenho por vos faz-me ir devagar Mas a raiva que sinto do estrume que sois Apressa-me na descida Sinto que equivocada estou com o Mundo que não me quer E sei que ao rápido descer, rápido vou saber Onde o futuro me leva Me carrega O medo que tenho de me trazer ao inicio do Tempo 'e muito Mas o pavor de so nascer uma vez corroí-me os tímpanos. Partem todos os que amo e vejo-os ao longe Imagino se perto estivessem Não conseguiria respirar o pouco ar que tenho E se choro e agonizo 'e por este amor que me queria grande e forte Mas que fraca me pôs no chão Não julgarei ninguém ao querer cair A paisagem 'e bonita e ao longe desfocada fica Sentimos a analgesia de não se ser ninguém Vem devagar, não me apresses o timbre Afinal acredito em mim, acho que sempre acreditei Apenas estava apagada na tua sombra Que em cativeiro me deixava a alma Amei-te como o Amor sente Amo-te como a dor ama E embora me empurres para baixo da ribanceira Sorrio e minto Para te ver feliz em cima da minha cabeça Como sempre estiveste Como sempre te deixei estar.
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Eu disse que você ficava linda com aquele óculos pink; você não acreditou, extravasou, de mentirosa me chamou. Disse que sua bota amarela caía muito bem com o chapéu verde limão; você começou a usar apenas cinza, ranzinza. Que sua lingerie bege contrastava bem com o tom escuro de sua pele; você apareceu com um sutiã vermelho, rendado, ao banal destinado. Disse que seus pelos ficavam engraçadinhos arrepiados no frio; você podou todos, rodou, virou, trocou. Minha paixão a transformou chama apagada de desilusão. Eu disse sim, ela disse sim não sim, cala a boca, vamos comprar feijão. Amava sua breguice, não se contentava com a mesmice. Voltaria no tempo revê-la pela primeira vez, na praça na noite de natal, de vermelho e avental, blusa estampada com um neandertal, metendo moral no ******* maioral. Ah, que visão surreal. Ali eu te amei. Ali eu te beijei.
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Nov 15, 2016
Nov 15, 2016 at 11:23 PM UTC
Vestido aveludado e plataformas transparentes
Era noite. Na escuridão, cintilavam pequenas estrelas. Abriam-se e fechavam-se os olhos castanhos daquele rosto alegre. Ouviu-se, no meio daquela noite quente, o miar de um gato perdido! no momento, caíra em cima da minha cama uma violeta, tal qual os olhos, aqueles olhos sensuais que me prendiam! Fui convidado a amar... Perdi o senso do lugar, o senso do momento e perdi-me na noite... E amei!... Amei aqueles lindos olhos pestanudos, aquela boca de lábios quentes, aquele corpo suave, excitante e carente! E pensava em não acordar; não queria perder aquela paixão, nem imaginar que estava a sonhar. Aquilo não era um sonho, nem tão pouco fantasia! Finalmente descobri e gritei de alegria! É a pura realidade. Voltando-me para o outro lado, agarrei na almofada e adormeci, a pensar em ti.
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Mar 16, 2014
Mar 16, 2014 at 7:01 PM UTC
sonho
Um vazio Bem vazio É você Eu não te sinto mais, Não te conheço. E é um tanto faz na minha cabeça. Eu te amei demais, Mais que poderia. E você me feriu, Com uma verdade Que nunca disse, Mas eu me reergui, Mais rápido agora. E eu te reprimi, Você não respondeu Ao meu comando. Por que, senão me ama. Por que seu ser covarde?
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Aug 25, 2014
Aug 25, 2014 at 4:46 PM UTC
OCRAM
Amei, amei e prometi não amar mais ninguém Mais tarde conheci-te a ti e foi aí que percebi …que sou terrível a cumprir promessas.
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Aug 10, 2013
Aug 10, 2013 at 6:00 PM UTC
II
Foste minha na cidade negra. No miradouro mais alto beijei a tua nuca Num lago de sereias perdi-me nas tuas coxas Entrelacei os meus dedos nos teus cabelos Oh, perdição! Cabelos suaves que derreteram os meus dedos. Ansiei por ti a casa segundo E cada gota vinda do céu lembrava que não era um sonho. Senti os teus lábios, carnudos, joviais Embriagados de loucura e êxtase Amaste-me Amei-te. Entregaste-te a mim como a lua ao céu nocturno, Quando Apolo correu, desapareceste Fugaz, instantânea, um floco de neve no meio do oceano Arrancaste do meu peito errante juras de amor eterno Num fogo de saudade ardentes que irrompem no meu ser. Não és minha na cidade dourada. Daria o sol, para te ter só de noite.
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Apr 28, 2016
Apr 28, 2016 at 3:24 PM UTC
Cidade(s)
Darlyn Cristabel Cordova-Valle hadn't seen her mother since she was one, She came to the U.S to see her mother, she was hospitalized not long after she arrived. Her mother requested for her to be released, the government denied her request. Darlyn died in U.S government custody on September 29th 2018 age 10. Jakelin Amei Rosemary Caal Maquin liked to climb trees. She jumped when her father told her that she could come to the U.S with him. She thought she might get her first toy; she'd only just got her first pair of shoes. Jakelin died in U.S government custody on December 8th 2018 age 7. Felipe Gomez Alonzo was excited to come to the U.S. he thought he might get a bicycle, his parents let him make the trip after he got upset that his dad would leave without him. Felipe died in U.S government custody on Christmas Eve 2018 age 8. Juan de Leon Gutierrez was a shy, good student. When he had to miss school to help his dad harvest coffee, he'd always run to catch his teacher so he could explain his absence. Juan died in U.S government custody on April 30th 2019 age 16. Wilmer Josue Ramirez Vasquez's mother brought him to the U.S to receive medical treatment for a condition which left him unable to walk. Wilmer died in U.S government custody on May 14th 2019 age 2. Carlos Gregario Hernandez Vasquez loved playing the piano and bass, his family called him Goyito. He had eight brothers and sisters. One of them, Edgar, had special needs. Carlos came to the U.S to help support Edgar. Carlo died in U.S government custody on May 30th 2019 age 16. These are only some of the documented deaths, In 25 years, It's estimated that over 10,000 people have lost their lives at the U.S-Mexico border.
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Aug 2, 2020
Aug 2, 2020 at 3:03 PM UTC
A Tribute
Darlyn Cristabel Cordova-Valle hadn't seen her mother since she was one, She came to the U.S to see her mother, she was hospitalized not long after she arrived. Her mother requested for her to be released, the government denied her request. Darlyn died in U.S government custody on September 29th 2018 age 10. Jakelin Amei Rosemary Caal Maquin liked to climb trees. She jumped when her father told her that she could come to the U.S with him. She thought she might get her first toy; she'd only just got her first pair of shoes. Jakelin died in U.S government custody on December 8th 2018 age 7. Felipe Gomez Alonzo was excited to come to the U.S. he thought he might get a bicycle, his parents let him make the trip after he got upset that his dad would leave without him. Felipe died in U.S government custody on Christmas Eve 2018 age 8. Juan de Leon Gutierrez was a shy, good student. When he had to miss school to help his dad harvest coffee, he'd always run to catch his teacher so he could explain his absence. Juan died in U.S government custody on April 30th 2019 age 16. Wilmer Josue Ramirez Vasquez's mother brought him to the U.S to receive medical treatment for a condition which left him unable to walk. Wilmer died in U.S government custody on May 14th 2019 age 2. Carlos Gregario Hernandez Vasquez loved playing the piano and bass, his family called him Goyito. He had eight brothers and sisters. One of them, Edgar, had special needs. Carlos came to the U.S to help support Edgar. Carlo died in U.S government custody on May 30th 2019 age 16. These are only some of the documented deaths, In 25 years, It's estimated that over 10,000 people have lost their lives at the U.S-Mexico border.
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"Oi!" Ele me disse, com os olhos cheios de água... "Quanto tempo não?! Eu pensei que você não voltava!" Eu disfarcei, pensei duas vezes no que dizer, não nasci pra sofrer! Por amor então que não. E ficamos nessa pequena caixa de texto, nesse pequeno diálogo... Passaram-se os anos, 20... Ele se casou, Teve filhos, Morreu. Eu fui ao seu enterro. Eu não me casei, nem tive filhos, nem sofri. Nem amei. Mas ah o amor, é só sofrimento... Eu não nasci pra sofrer, Ainda mais por amor.
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Jun 30, 2017
Jun 30, 2017 at 7:51 AM UTC
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