"acontece" poems
Palabras, frases, sílabas, astros que giran alrededor de un centro fijo. Dos cuerpos, muchos seres que se encuentran en una
palabra. El papel se cubre de letras indelebles, que nadie dijo, que nadie dictó, que han caído allí y arden y queman y
se apagan. Así pues, existe la poesía, el amor existe. Y si yo no existo, existes tú.
El poema prepara un orden amoroso. Preveo un hombre-sol y una mujer-luna, el uno libre de su poder, la otra libre de su esclavitud, y
amores implacables rayando el espacio ***** Todo ha de ceder a esas águilas incandescentes.
Todo poema se cumple a expensas del poeta.
Mediodía futuro, árbol inmenso de follaje invisible. En las plazas cantan los hombres y las mujeres el canto solar, surtidor de
transparencias. Me cubre la marejada amarilla: nada mío ha de hablar por mi boca.
Cuando la Historia duerme, habla en sueños; en la frente del pueblo dormido el poema es una constelación de sangre. Cuando a
Historia despierta, la imagen se hace acto, acontece el poema; la poesía entra en acción.
Merece lo que sueñas.
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A puro sol escribo, a plena calle,
a pleno mar, en donde puedo canto,
sólo la noche errante me detiene
pero en su interrupción recojo espacio,
recojo sombra para mucho tiempo.
El trigo ***** de la noche crece
mientras mis ojos miden la pradera
y así de sol a sol hago la llaves:
busco en la oscuridad las cerraduras
y voy abriendo al mar las puertas rotas
hasta llenar armarios con espuma.
Y no me canso de ir y de volver,
no me para la muerte con su piedra,
no me canso de ser y de no ser.
A veces me pregunto si de dónde,
si de padre o de madre o cordillera
heredé los deberes minerales,
los hilos de un océano encendido
y sé que sigo y sigo porque sigo
y canto porque canto y porque canto.
No tiene explicación lo que acontece
cuando cierro los ojos y circulo
como entre dos canales submarinos,
uno a morir me lleva en su ramaje
y el otro canta para que yo cante.
Así pues de no ser estoy compuesto
y como el mar asalta el arrecife
con cápsulas saladas de blancura
y retrata la piedra con la ola,
así lo que en la muerte me rodea
abre en mí la ventana de la vida
y en pleno paroxismo estoy durmiendo.
A plena luz camino por la sombra.
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Un hombre dijo:
-El momento más grave de mi vida estuvo en la batalla del Marne cuando fui herido en el pecho.
Otro hombre dijo:
-El momento más grave de mi vida, ocurrió en un maremoto de Yokohama, del cual salvé milagrosamente, refugiado bajo el alero de una tienda de lacas.
Y otro hombre dijo:
-El momento más grave de mi vida acontece cuando duermo de día.
Y otro dijo:
-El momento más grave de mi vida ha estado en mi mayor soledad.
Y otro dijo:
-El momento más grave de mi vida fue mi prisión en una cárcel del Perú.
Y otro dijo:
-El momento más grave de mi vida es el haber sorprendido de perfil a mi padre.
Y el ultimo hombre dijo:
-El momento más grave de mi vida no ha llegado todavía.
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Sentimento multicolor
Na esperança do insólito, sentimento multicolor…
Deixar falar palavras inertes com amor,
No caminho seguidores fiéis,
Pedras preciosas e anéis,
Montanhas esverdeadas cogitam,
O inesperado e deslumbrante acontece…
Victor Marques
Dec 4, 2012
Dec 4, 2012 at 1:09 PM UTC
Soy un naranjo rojo
o un rojo naranja
soy el magma, así dijeron
todo acontece aquí,
pero todo flota en la superficie
la tierra es un lugar tranquilo para vivir,dicen
una flor acaba de nacer en Tokio
Todo resuena tibio sobre la tierra,
pero no bajo ella.
Dec 2, 2013
Dec 2, 2013 at 8:17 PM UTC
às vezes pergunto por que motivo
tu partes de mim quando entardece,
e digo às minhas esperanças e sonhos,
que nem tudo o que acontece é o que parece.
a vida às vezes pode ser um borrão,
as emoções podem-nos toldar,
às vezes escrevo para ti horas a fio,
quando preciso deixar o meu coração sarar.
o tempo fará esquecer o passado,
esta tristeza que se espalha em mim,
como os lírios à tona de um lago,
numa manhã vestida de carmesim.
o final do dia trará novas alegrias,
e embora eu sonhe acordado,
tenho em mim plena consciência,
de que preciso de ti ao meu lado.
e até que eu volte a escrever para ti amanhã,
lembra-te,
tu és toda a minha alegria, dor e tristeza.
Jun 9, 2015
Jun 9, 2015 at 9:41 AM UTC
Acontece o tempo todo.
Sinto meu estômago embrulhar como alguém que acaba de sair de uma montanha russa, e isso é uma analogia perfeita já que vou de total satisfação à vazio completo em três tragadas num cigarro ou menos. Não importa com quem ou onde eu esteja, é hora de trocar de música, fixar o olhar no nada para tentar sacudir o vazio pesado que repousa sobre meu peito, como se tivesse me engolindo, mas de dentro para fora. Logo me sinto vulnerável, como se tivesse uma ferida aberta e necrosada no meu âmago e todos pudessem ver através de mim, como se meus olhos contassem meus segredos, as vontades que tive e tenho de me atirar em frente a um ônibus em movimento, então volto a mim geralmente com a pergunta de alguém que gosto questionando se está tudo bem, digo que sim, que estou com sono, cansada, o que não deixa de ser verdade, eu realmente estou cansada. Eu sempre sinto que preciso ir embora, afinal. Mesmo estando em minha casa quero ir embora, para onde?! Desconheço lugar no mundo e na história que me faria sentir em casa. Desconheço o abraço que me faria sentir que pertenço, ou que me querem ali. Então digo que estou atrasada, que sinto muito, que cancelo os planos, que estou doente, que tenho que estudar, peço licença e me retiro, volto pro conforto de estar triste e sozinha, sem precisar esconder o olhar vazio encarando o vazio, e esse é o melhor que posso fazer.
Apr 2, 2017
Apr 2, 2017 at 5:53 PM UTC
Muitas são as cabeças que se agilizam em governar Portugal. Sim cabeças de políticos, que bem, ou mal formados nos encaminham no fracasso.
Aquilo que é de todos e contributo de todos deveria ser nosso. Falo do Sistema Nacional de Saúde em primeiro, para o qual todos contribuímos e onde muitos dos que lá trabalham, optam por de uma necessidade populacional fazer uma fonte de rendimento. A seguir e porque também a mim me toca, justiça. Como pode ser possível que a justiça, solene e a segunda coisa mais importante da Constituição, esteja hoje nas mãos da comunicação social que diariamente condena e absolve tanta gente, cometendo diariamente vários crimes de devassa e nada lhes acontece.
Infraestruturas de Portugal, redes viárias construídas com o dinheiro de todos nós e muitas delas exploradas por particulares.
TAP, EDP, PT, Correios de Portugal, águas e outras instituições privatizadas que hoje só esvaziam os nossos bolsos.
Em tempos Portugal era mais que um retângulo ao largo da península ibérica, era o Brasil, Angola, Moçambique, Guiné, Timor, Macau e muito mais ainda foi derretido nas mãos de quem as teve.
Cá dentro, apesar de pequenos hoje, Portugueses julgam-se os que vivem em cidades grandes e o interior cada vez mais é esquecidos e despovoado, onde os Portugueses que lá vivem apenas servem para pagar impostos, e no resto cada vez mais esquecidos, até o direito há saúde tem horário para se estar doente.
Caros senhores do poder, se querem que o interior do país não seja habitado mas sim esquecido, entreguem aos espanhóis o que lhes foi tirado tal como fizeram quando entregaram Macau há China, talvez assim as pessoas que lá vivem consigam sentir-se como pertencendo a um país .
Chega de arruinar a vida de quem trabalha e vangloriarem-se com a epidemia de gente que quer morrer, com a pandeleiragem e a prostituição humana que nos assola diariamente por nossas casas a dentro e nos chegam pela TV desde manhã cedo. Basta de maus costumes e má gente.
António Benigno
Codigo Activista 2018.06.04.01.06.2050
Jun 4, 2018
Jun 4, 2018 at 4:52 PM UTC
Oh coração, por onde vais?
Por que te causas tanta dor?
Isso é tudo por amor?
As minhas razões não as conheço
Nós apenas carnes somos, os corações
A mente, essa, que trate das motivações
E se ela não as tiver?
Que fazes então
Oh meu pobre orgão
Já te disse que não sei
Não quero saber
Nem quero ver
Bem dizem que o amor é cego
então é ceguês voluntária?
Ou será ela necessária?
Porque não os dois?
Mas deixa-me estar quieto
Nesse assunto eu sou analfabeto
Mas não tens medo?
Olha para o teu passado
Não te lembras de como tinhas acabado?
Já te disse que sou carne
Não me lembro de nada
Exepto da minha realidade apaixonada
Essa paixão já a vi
Mas o que eu questiono
É o que acontece em caso de abandono
Nesse caso que venha a mente
Ela que me cure
Ela que me ature
Feb 8, 2019
Feb 8, 2019 at 8:14 AM UTC
Odeio ver o fim da estrada
Fixo apenas esse ponto
Não vejo nada
É ainda não estou pronto
Olho para a paisagem
Finjo-me distraído
Admiro das aves a plumagem
Dos grilos o ruído
Mas vivo no futuro
Sempre no futuro
Já sabe a podre
O fruto maduro
Sofro com o que ainda não aconteceu
E mesmo o que nunca acontecerá
Quando acontece já não é meu
E quando não, penso no que virá
Então aparece outra estrada
Mas a mesma dor em mim
Mudou a morada
Mas fixo o mesmo fim
Feb 11, 2019
Feb 11, 2019 at 9:17 AM UTC
Acho curioso como, só na língua portuguesa, existem mais de 450 000 palavras e, é impossível manter uma conta exata porque todos os dias são criadas palavras novas.
E por muitas palavras que se tenham criado ao longo da existência da linguagem verbal, muitas das vezes, continuam a ser todas insuficientes para nos expressarmos, para chegarmos ao outro, para que ele nos entenda ou àquilo que tentamos transmitir. Curioso, não é? Nem sempre a abundância serve de muito se não soubermos como a repartir.
Há coisas que não podem ser escritas…Descritas…Mas é tão bonito tentar!
Há coisas que nasceram para serem faladas, outras para serem simplesmente observadas, outras para serem sentidas, outras para serem ignoradas…Mas há sempre muito mais, muito mais para além do que se vê e do que se pode compreender.
Quantas mais palavras me passam pela cabeça, menos vontade tenho de as escrever. Quanto mais enrolada estiver no meio das emoções, menos vontade tenho de falar sobre elas.
Não acredito que algum dia se possa ter dito tudo, há sempre mais, muito mais.
Mas às vezes, parece que não há nada mais a escrever ou a comunicar. (Mas quem estou eu a tentar enganar?!)
A escrita é só outro abrigo para onde fujo da vida. Um bom abrigo, sim, mas o que acontece quando não quero fugir da vida e sim entrar nela de cabeça?
Ora, aí fujo da escrita!
Talvez seja nesses mesmos momentos em que não consigo escrever nada. Como se não me lembrasse de uma única palavra entre as 450 000 existentes. Nos momentos em que mais quero saltar para a vida, agarrá-la e abraçá-la, senti-la simplesmente, como se nunca me tivessem ensinado o que são as palavras e como as posso utilizar. Há momentos em que não sinto que as precise de usar, então, abro o caderno, olha para a página em branco e, fico só a contemplar.
Neste momento, parei de perseguir a vida para a poder vir escrever, porque tenho sempre algo mais que quero dizer. E curioso, há muito mais em mim que se pode ler sem ter de carregar o peso de uma única palavra.
Há uma linguagem secreta entendida por toda a gente, uma linguagem universal e paciente, mas só pode ser compreendida no silêncio, na beleza do olhar, em duas mãos entrelaçadas ou entre lábios que se estão prestes a beijar.
Mar 9, 2022
Mar 9, 2022 at 9:53 AM UTC
Como o mundo tem mudado a cada dia, tanto e tão depressa, fica cada vez mais difícil aprofundar qualquer assunto. Sobrepõem-se as promessas e os candidatos, mas a essência na procura de um lugar melhor está a afastar-se cada dia mais.
Cada vez vamos sabendo mais sobre mais coisas, e cada vez mais estamos frágeis.
Outrora falar publicamente de um assunto era uma arte de estudiosos e quem sabe, gente preparada para o fazer. Hoje todos têm o seu público e conseguimos até escolher a plateia.
Existe uma falsa sensação de audiência, porque ela é oculta e rapidamente se divide em outras opiniões.
Vejamos o que acontece diariamente na própria comunicação social. Como sabem ela divulga artigos com base em jornalismo, política, desporto e sobretudo em dinheiro. E por isso mesmo, podem não ser verdades absolutas.
Perigosamente orientam também o seu rebanho e o conduzem à ordenha.
Não creio que tudo isto deixe de ter um propósito tirânico, como acredito que estão no pleno controle da nossa vida, humana, social, religiosa e financeira.
Uma cruzada polivalente do capitalismo que como em outros tempos, agora de outras formas comandam o leme, protegendo a sua estirpe desprovida de qualquer fé ou solidariedade.
Têm certamente um propósito garantir a prosperidade dos quem comem há mesa tal e qual como na seia do senhor.
Autor: António Benigno
Código de autor: 2020121522541201
Dec 16, 2020
Dec 16, 2020 at 2:57 AM UTC
te imaginar nos braços dela é pior do que a urticária gravissima que tive quando comi ameixas
imagina um mundo inteiro se colapsando
a gravidade de repente se extinguiu e tudo começa a despencar
gente cachorro edifício monumentos
e até mesmo a água do mar
parece que é isso
que acontece no meu peito
um buraco *****
a engolir continentes inteiros
Feb 6, 2023
Feb 6, 2023 at 11:13 PM UTC
Cresci.
E crescer é isto. Não estar restringida pelo passado.
Cresci.
E entendi
O tremer das mãos da minha mãe,
O vazio no olhar do meu pai,
O ódio no coração do meu irmão.
Não sei se perdoei,
Mas cresci.
E crescer é isto, estar sempre um passo mais perto de entender.
E entendi.
Entendi que às vezes o que nos acontece tem mais a ver com os outros do que conosco, e os outros, nós não podemos controlar, só podemos tentar entender para não os termos de condenar.
Então,
Controlo-me a mim,
E cresço.
Amadureço,
Longe da árvore onde foi o meu começo.
Eu cresço...
Cresci tanto que os deixei a todos para trás,
no sítio onde estagnaram,
rodeados de raízes invisíveis que os prendem,
de crenças estúpidas que os limitaram.
Cresci.
Mas não me esqueci.
Não me esqueci de voltar atrás para lhes dar a mão.
Sei que os posso visitar
e estou grata por aquele lugar
que em tempos chamei de lar.
Só não fiquei para trás,
Porque cresci.
Cresci tanto…
Que algures a meio do caminho,
Talvez desde o início,
Eles deixaram de me entender a mim.
Mas eu entendi…
E então, claro que cresci.
Mar 5, 2022
Mar 5, 2022 at 1:04 PM UTC