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#portugues
A terra dá uma volta ao sol E eu volto a cair no mesmo buraco. Crer em vultos que lembram o passado, Aceitar que o meu lugar é de lado, Na parte de trás do carro, No banco do relvado. Não surpreendente, suplente Esquecida facilmente. Tento convencer a minha mente Que está tudo bem, é o mesmo de sempre… Gostava que tudo fosse diferente, Sonhava que eu o pudesse ser. A ilusão de ter e a dor de perder. A quimera de pertencer. Quem me dera que não fosse como era Mas é como costumava ser.
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Apr 3
Apr 3, 2026 at 4:29 PM UTC
A terra da uma volta ao sol
É o que é O mundo em que vivo Casa sem janela habito Família e amigos? Vêm miragem de vidro Apenas tu, ex amor meu Tiveste meu abrigo como teu
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Mar 5
Mar 5, 2026 at 9:04 AM UTC
E o que e
Meu bem do céu, Tudo bem com você? Já está na pausa que você queria? Já procurou o seu jeito? Basta você querer e deixar o passado para seguir adiante. Tenho muitas perguntas para você, só que dessa vez eu não vou te perguntar mais, o tempo já chegou para organizar minha prioridade. Então, com esse pensamento, eu te desejo tudo o que ocorra em tua vida, e eu na minha. É como se o passado estivesse me torturando com lembranças de suas palavras, seu toque e seu jeito de ser, o jeito que você me tocou. Minha pele e tua pele transformando-se em uma, como você pode caminhar nessa vida sem sentir nada? Andando como se eu e você nunca estivéssemos juntos, tocando e beijando até o amanhecer. Você é um homem, afinal do dia. Esse é seu jeito de ser, mas o meu não. Minha alma, minha consciência, meu coração sentem demais para agir como se nada tivesse acontecido; é algo que pessoas que não têm alma, que não têm paz nenhuma, fazem em suas vidas. Eu não sou uma pessoa dessa maneira, mas, em nossa situação, sou forçada a ser inverdadeira com meu próprio DNA.
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Feb 15
Feb 15, 2026 at 11:55 PM UTC
Entre o Que Foi e o Que Sou
Ajuda! O que é meu propósito de vida? Eu tenho um medo enorme por não ter um destino. Ajuda Deus! Eu preciso de ti! Eu não sei o que é meu razão de viver.
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Jul 7, 2025
Jul 7, 2025 at 7:18 PM UTC
Ajuda.
Eu vi tudo De cima abaixo Todas as sardas Todas as cicatrizes Eu beijei-as Eu fiz com que a dor passasse Mesmo quando ela voltava Irão sempre existir cicatrizes Não só as dele Eu fiz o melhor que pude Para o ajudar Eu dei tudo A minha saúde mental As minhas relações sociais O meu corpo A minha alma E tudo isto para quê? Para receber um obrigado? Para ele fazer as coisas que prometeu que nunca faria Outra vez? Será que eu voltava a fazer isto tudo?
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Apr 23, 2025
Apr 23, 2025 at 12:54 PM UTC
tudo (pt version of «everything»)
Está frio o tempo E está forte o vento Mas o rosto está contento Que não falta aquecimento Porque na figura No caminho pela rua As botinhas são felpudas Refletindo as doçuras E maldosamente olha As pessoas na recolha Mas ela nunca está nervosa E sempre porta-se garbosa E a sua processão Nessa grande multidão Não precisa de permissão E é doce a sua canção Porque o amor e o amizade Para ela são bastantes E não há necessidade Atentar ao desplante E está frio o tempo E está forte o vento Mas o rosto está contento Que não falta aquecimento
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Dec 8, 2023
Dec 8, 2023 at 8:25 PM UTC
As Botas Felpudas
"Como poderá um jovem conservar puro o seu caminho? Observando a tua Palavra(a palavra de Deus)." - Salmo 119:9
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Mar 15, 2021
Mar 15, 2021 at 8:28 AM UTC
A Palavra de Deus ilumina o caminho do homem
Poems themselves are not directly Poetry yet a written, cognitive transcription of It. A beauteous Poet doesn’t need to speak or write to be one; It resonates through their either tender or pondering glances, acts, demeanour and kisses peppered on the universe’s matters with eyes, finger tips, soles, breath and thoughts of Heart too complex for the Mind. If Heart Thoughts are even greater, they turn gibberish and may seem silent or even non-existent to seekers of the verbal. Poetry can be every thing, a newspaper, understatement, laboured breathing, reflective walk among the trash bins, apprehension hidden behind a lonely phrase or honourable existing as a sole, proud activity.
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Jun 14, 2020
Jun 14, 2020 at 5:47 PM UTC
Gioielli di Giornale #1
Ele é confusão Inesperado como a chuva no Verão Turbulento e confuso Ouve-me de noite Adormece de dia Discorda dos meus princípios É terramoto na minha personalidade Ele é diferente Por ser igual a tudo aquilo que procuro Agita-me até água transbordar Toca-me violentamente E ainda me sinto virgem Diálogos viram ausência Abraços viram respirações suspensas Memórias viram mensagens espaçadas Ele é banho de água fria Café queimado Areia branca que queima É desnecessário Mas inevitável
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Apr 4, 2020
Apr 4, 2020 at 1:47 PM UTC
Random Guy
Nas palavras da mulher que viveu em 1910 Os "anos 80" eram 1880 E suas reclamações da nova Rússia eram tão atuais quanto as nossas Em meio a semi ditadura e intolerância política e religiosa Eu, que quase achei que estávamos progredindo e crescendo Esqueci que esse é o maior defeito dos seres humanos, o esquecimento Esquecer que isso tudo já aconteceu E vai acontecer de novo e de novo Mesmo eu, assim, maldizendo. Talvez uma ou outra coisa melhore Como disse um conhecido certa vez Mesmo que o mundo se afogue No consumismo, e exploda de vez Em puro esquecimento Afinal, você não pensa? Sim, sobre isso mesmo Sobre o sentido de tudo isso Em meio a minha juventude nunca entendi a complexidade desse pensamento Hoje, perdida entre sentimentos, compreendo Não é sobre o sentido da vida Mas sim de tudo do mundo Afinal o ser humano gosta de se ver como uma dádiva, uma criação Mas não pára para pensar na simples ocasião De ser fruto de um erro de equação
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Apr 26, 2019
Apr 26, 2019 at 7:06 PM UTC
Ouroboros
Museus e construções em chamas Invadem sonhos dos quais não me recordo Acordo, então, com teias em meu coração E um sentimento vazio em meio as tramas Sem lembranças e sem desejar vingança Primeiro aqui, depois lá E tantos outros ocorreram E você nem irá recordar Pois não era Estados Unidos ou Europa Se for Rússia, Alemanha ou China Se lembrará então da Índia, Chile ou Argentina Pois construções divinas como esta e outras mais Mal se comparam com as árvores centenárias e os rios que aqui não mais jazem Nas mãos dos donos do primeiro mundo Possíveis conspiracionistas enquanto tomam seu chá E fumam seus charutos caros, despreocupados Exalando a fumaça de Notre Dame, de museus nacionais e ainda mais Bebendo em seus chás As águas dos rios que assistiram secar
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Apr 16, 2019
Apr 16, 2019 at 10:07 PM UTC
Chamas
Fogo que arde por dentro Tudo consome Até deixar vazio Uma eterna fome Um imparavel rio Árvores que crescem por amor Ramos partidos em dor Voltam a crescer Frágeis e retorcidos Interiores corrupidos É o preço de viver A consequência dos conhecimentos adquiridos Até quando crescem? Quando vão parar? Será que não percebem Que há um preço a pagar? “Senão crescemos Diz-me que fazemos, Morremos?” “Deixamos um eterno vazio? Perdemos a esperança? Secamos o rio? Abandonamos a lembraça? Aceitamos o frio? Interrompemos a dança?” Eu só quero paz Não felicidade Porque não interessa se tentas e dás A vida aproveita toda oportunidade Ela é ingrata E para mim já marcou uma data
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Feb 8, 2019
Feb 8, 2019 at 8:17 AM UTC
Não quero felicidade
eu lhe adoro tanto quanto o sol adora o mar está chovendo mas eu ainda posso ver vé-la brilhando ela não é uma rival ela nos assiste com amor que mesma maneira eu lhe assiste.
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Jan 17, 2019
Jan 17, 2019 at 11:38 PM UTC
estou com saudade
A noite chega, soturna, calada. Os remédios parecem não fazer efeito. Sozinho novamente com meus pensamentos, embalado pelo som do ventilador e das batidas do meu coração. Nao sei porque ele insiste em bater, parece um esforço inútil. As horas passam lentamente, como nos movimentos de uma duna. A areia do tempo descendo vagarosamente pela ampulheta. Se ao menos pudesse ver. Me sinto cego, queria eu estar cego? Minha decepção só não é maior que a decepção que causei. Não há lugar aqui senão neste papel para a dor, uma fraqueza que todos tentam esconder - por questão de sobrevivência provavelmente. Os amigos poucos que me restam seguem suas vidas enquanto tento ser feliz, ao menos por eles. Saudade aqui toma outras formas, como uma tortura ao melhor estilo Stanley Kubrick em “Laranja Mecânica”, em que as imagens passam repetidamente por minha cabeça sem que eu possa fazer absolutamente nada. Família, amigos, amores, à distância de uma chamada, uma chamada. Para quem ligar, como? O cárcere em sua pior faceta, o isolamento social. Conto nos dedos de uma mão as pessoas com quem consigo manter uma conversa. Mesmo assim nao consigo conversar, a cabeça e o coracao nao estao aqui, eles fugiram, estão lá fora, espero que a minha espera. Outro cigarro, mais um café. Quantos mais, quantas mais palavras? A caneta e o papel são meus melhores amigos, às vezes até me entendem. Monólogos em horas, diálogos em outras. Me pergunto qual seria o limite entre a sanidade e a demência aqui. Se é que existe um, estou eu ficando são ou louco? Nao era quando cheguei, provavelmente foi o que me trouxe aqui, agora só me resta um caminho a seguir e tenho que achá-lo sozinho. Não tenho arrependimentos, aqui não há lugar para eles, há agora um só caminho a seguir, em frente! Adiante!
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Aug 14, 2018
Aug 14, 2018 at 1:08 PM UTC
Avante
A noite chega, soturna, calada. Os remédios parecem não fazer efeito. Sozinho novamente com meus pensamentos, embalado pelo som do ventilador e das batidas do meu coração. Nao sei porque ele insiste em bater, parece um esforço inútil. As horas passam lentamente, como nos movimentos de uma duna. A areia do tempo descendo vagarosamente pela ampulheta. Se ao menos pudesse ver. Me sinto cego, queria eu estar cego? Minha decepção só não é maior que a decepção que causei. Não há lugar aqui senão neste papel para a dor, uma fraqueza que todos tentam esconder - por questão de sobrevivência provavelmente. Os amigos poucos que me restam seguem suas vidas enquanto tento ser feliz, ao menos por eles. Saudade aqui toma outras formas, como uma tortura ao melhor estilo Stanley Kubrick em “Laranja Mecânica”, em que as imagens passam repetidamente por minha cabeça sem que eu possa fazer absolutamente nada. Família, amigos, amores, à distância de uma chamada, uma chamada. Para quem ligar, como? O cárcere em sua pior faceta, o isolamento social. Conto nos dedos de uma mão as pessoas com quem consigo manter uma conversa. Mesmo assim nao consigo conversar, a cabeça e o coracao nao estao aqui, eles fugiram, estão lá fora, espero que a minha espera. Outro cigarro, mais um café. Quantos mais, quantas mais palavras? A caneta e o papel são meus melhores amigos, às vezes até me entendem. Monólogos em horas, diálogos em outras. Me pergunto qual seria o limite entre a sanidade e a demência aqui. Se é que existe um, estou eu ficando são ou louco? Nao era quando cheguei, provavelmente foi o que me trouxe aqui, agora só me resta um caminho a seguir e tenho que achá-lo sozinho. Não tenho arrependimentos, aqui não há lugar para eles, há agora um só caminho a seguir, em frente! Adiante!
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No meu corpo eu silencio as dores do passado, escondo as cicatrizes da minha história e guardo os sentimentos de minha jornada. Ser como sou, vestir-se como me visto, falar como falo, andar como ando, viver como eu vivo. São apenas vestígios que deixaram-me ao longo do tempo. Abusos. Agressões. Violências. Ser submetida a ser submissa. Ser jogada de cantos em cantos. Ser tratada como lixo. Ser menosprezada. Ser dada como burra e ignorante. Querer ser o que sempre fui. Querer ser algo que não me deixaram ser. Ser como "eles"?! Não podia. Hoje... Hoje sou quem eu quiser. Não sofro e nem me fazem sofrer. O peso que levo em meus ombros são meus, mas não dói. Tenho orgulho. E hoje sou LIVRE, sou FORTE, sou GRANDE, sou MULHER.
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Apr 2, 2017
Apr 2, 2017 at 12:10 PM UTC
Mulher
Desculpa. Eu estrago o perfeito. Acabo com o infinito. Transformo a realidade em mito. Digo as palavras erradas mesmo dizendo as certas. Escrevo cartas rasgadas e as envio abertas. Rabisco palavras bonitas. E no lugar coloco feridas. Oras Você vai se acostumar. No meu mar eu vou te afogar. Você tenta me erguer e eu te puxo. Tenta compreender e eu fujo. Tenta fugir e eu rujo. Sou um animal selvagem e sujo. Eu cresci errado. Eu sorri errado. Eu menti errado. Eu senti errado. Mas me conta, qual a sensação de ser amado?
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Nov 8, 2016
Nov 8, 2016 at 12:03 AM UTC
Perfeito imperfeito
Branco e bege se fundem na cortina Feixes de luz tentam passar despercebidos para um mundo onde há muito foram esquecidos a poeira e a maneira. Observe o movimento sutil do tecido repetido e entretido A transparência é genuína mas a poeira é contínua. Subjetividade O espaço tímido não se revela Escondendo sua sequela de quando tão ingênuo escondia uma janela aberta. Bem, está trancada agora.
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Apr 7, 2015
Apr 7, 2015 at 2:06 PM UTC
A cortina e a poeira
Tentou se divertir Tentou parar de pensar Tentou lembrar Memórias infindáveis De quem jamais conseguiu Encontrar. Instrumentos melódicos pensamentos eufóricos Caos e calmaria A certeza de que o momento na memória permanecerá e em sua história cristalizará. Uma constante torturante Um futuro baseado no passado atormentado de um amor ultrapassado.
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Apr 7, 2015
Apr 7, 2015 at 2:17 PM UTC
Amor ultrapassado
Patas macias acariciam a grama há muito não cortada Enroscam-se em espinhos Tropeçam em ninhos Tão perto da estrada. Seus narizes são ímãs Indisciplinados e impulsivos Um alarme rosado de caos abrasivo. Alaranjada, repousa na faxada da rua Seca, bronzeada Nua Sua. Três patas e uma planta Nada ela sente, silenciada por dentes Mastigada, digerida, excrementada Por fim Em adubo virada.
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Nov 7, 2016
Nov 7, 2016 at 3:24 PM UTC
Três coelhos e um pedaço de cenoura