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sentada

as mãos mal suportam o silêncio.

se movem a cada dois segundos.

e o mesmo timbre de voz fala e fala e fala.

pausas de incertezas

parece buscar palavras.

é um homem que julga ser sábio mas vai negar se o perguntarem.

ninguém liga. deixam uma das mãos no queixo só pra mostrarem-se interessados.

o que pensam nesse agora? claro que estão longe, mas seus corpos se encontram aqui.

os olhos parecem viver numa agonia que queima devido as paredes brancas.

o ar é pesado.

o clima sempre muda, mas nunca aqui dentro.

precisa-se de ações pra não enlouquecer ao encarar e ouvir a voz do mesmo timbre.

nenhum de nós gostaríamos de estar aqui se pudéssemos escolher.

o timbre constante é atravessado por outro e dura pouco. fundamentos.

já não há mais o que sugar.

o que costumava ser bom, perdeu-se com o tempo. nós mesmos causamos tudo isso e culpamos uns aos outros sem assumir a culpa.

agora seria bom ser amigo do mar e visitá-lo prum café envolto numa colcha macia com os pés na areia.

se pudéssemos escolher é pra lá que iríamos.

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Written by
hidas
28 / F / Sao Jose, SC/BR
Published
Oct 25, 2017
Lines·Words
18·187
Notes

notas sobre se sentir preso numa sala de aula.

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