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Paisagens de Primavera - I

Ó morte! O silêncio de tua voz me é tortura,

Pois suspiraste em chama tão cedo

Colhendo de desesperança, o medo

E secando fontes de virtude em tua bravura

 

Ó morte! Por que recolhe tua graça obscura

Quando nutre interna, minh'alma em segredo?

Por que fazes-me ardilosa, teu lume enredo,

Quando aviva-me o desejo de unção tão pura?

 

De eras tortuosas, tece-me piedoso dilema

Neste espírito breve, de impetuosa e extrema

Flor desatada e imprudente

 

E eriçam minhas razões para que a tema

Mas bem sei que és gentil! Pois, da paz amena

És tu quem guardas os tesouros eminentes

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Written by
mrmnd
18
Published
Sep 27, 2017
Lines·Words
14·100
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