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Primavera Duriense No Douro nasce o horizonte alaranjado, Como fogo manso no céu derramado. A luz da tarde, em silêncio bendito, Parece rezar sobre o céu infinito. A terra desperta dum sono profundo, Abençoa a vinha e renova o mundo. Nos muros de xisto, na encosta amiga, A seiva da vida de novo se abriga. A videira explode em verde esperança, Cada ramo jovem no vento balança. São versos novos que a terra descreve, Na pauta de um sopro doce e leve. Pássaros livres começam a chilrear, Pequenos sinos tocam sem parar, Cantam a luz que todos ilumina Sobre o Douro sem prosa, nem rima. E quando a noite desce devagar, Erguem-se alaridos de vida ao luar, Rãs, grilos e folhas, em doce oração, Fazem da sombra a minha canção. Ó Primavera do ressalto duriense, Milagre eterno e imenso. Entre o vinho, o silêncio e a eternidade, Renasce a terra... e a verdade. Victor Marques Douro Portugal
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Mar 6
Mar 6, 2026 at 1:16 PM UTC
Primavera Duriense
Primavera Duriense No Douro nasce o horizonte alaranjado, Como fogo manso no céu derramado. A luz da tarde, em silêncio bendito, Parece rezar sobre o céu infinito. A terra desperta dum sono profundo, Abençoa a vinha e renova o mundo. Nos muros de xisto, na encosta amiga, A seiva da vida de novo se abriga. A videira explode em verde esperança, Cada ramo jovem no vento balança. São versos novos que a terra descreve, Na pauta de um sopro doce e leve. Pássaros livres começam a chilrear, Pequenos sinos tocam sem parar, Cantam a luz que todos ilumina Sobre o Douro sem prosa, nem rima. E quando a noite desce devagar, Erguem-se alaridos de vida ao luar, Rãs, grilos e folhas, em doce oração, Fazem da sombra a minha canção. Ó Primavera do ressalto duriense, Milagre eterno e imenso. Entre o vinho, o silêncio e a eternidade, Renasce a terra... e a verdade. Victor Marques Douro Portugal
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