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Para quê passado? Se já não é? E o presente? É quando? Desde do momento em que é Deixa de ser E o futuro Esse há-de existir Mas nunca existe Nem existiu Dizem que o tempo É como um rio Come se o pudéssemos seguir Se rio é Flutuar tentamos Mas sempre afogamos Apenas temos pé E o afogo demora anos Nele imaginamos A água que à de vir Essa mais calma Que não havemos de engolir Que bom é o futuro Pois ele nunca chega Nunca aleija O presente Com violentos lábios nos beija E o passado Sabor a sangue e tormentas nos deixa
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Feb 11, 2019
Feb 11, 2019 at 9:21 AM UTC
O meu rio
Para quê passado? Se já não é? E o presente? É quando? Desde do momento em que é Deixa de ser E o futuro Esse há-de existir Mas nunca existe Nem existiu Dizem que o tempo É como um rio Come se o pudéssemos seguir Se rio é Flutuar tentamos Mas sempre afogamos Apenas temos pé E o afogo demora anos Nele imaginamos A água que à de vir Essa mais calma Que não havemos de engolir Que bom é o futuro Pois ele nunca chega Nunca aleija O presente Com violentos lábios nos beija E o passado Sabor a sangue e tormentas nos deixa
GilCardoso
Written by
24/M/Paris
Feb 11, 2019
Feb 11, 2019 at 9:21 AM UTC
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