#portugus
É o que é
O mundo em que vivo
Casa sem janela habito
Família e amigos?
Vêm miragem de vidro
Apenas tu, ex amor meu
Tiveste meu abrigo como teu
Mar 5
Mar 5, 2026 at 9:04 AM UTC
Meu bem do céu,
Tudo bem com você?
Já está na pausa que você queria?
Já procurou o seu jeito?
Basta você querer e deixar o passado para seguir adiante.
Tenho muitas perguntas para você, só que dessa vez eu não vou te perguntar mais, o tempo já chegou para organizar minha prioridade.
Então, com esse pensamento, eu te desejo tudo o que ocorra em tua vida, e eu na minha.
É como se o passado estivesse me torturando com lembranças de suas palavras, seu toque e seu jeito de ser, o jeito que você me tocou.
Minha pele e tua pele transformando-se em uma, como você pode caminhar nessa vida sem sentir nada?
Andando como se eu e você nunca estivéssemos juntos, tocando e beijando até o amanhecer.
Você é um homem, afinal do dia.
Esse é seu jeito de ser, mas o meu não.
Minha alma, minha consciência, meu coração sentem demais para agir como se nada tivesse acontecido; é algo que pessoas que não têm alma, que não têm paz nenhuma, fazem em suas vidas.
Eu não sou uma pessoa dessa maneira, mas, em nossa situação, sou forçada a ser inverdadeira com meu próprio DNA.
Feb 15
Feb 15, 2026 at 11:55 PM UTC
A efêmera existência
No tênue fio entre a vida e a morte
Busca a razão na essência
Chega ao fim sem entender a sorte
A mais simples dúvida
No mais complexo ser
Se ainda resta muita vida
O que temos que escolher?
Se é tão fácil resistir
Onde estão os que sobraram?
Se todas as portas vão se abrir
Quantas já se fecharam?
Mas viver é tão bonito
Que não há quem resista
Mesmo encarando o risco
Mesmo quando não há terra à vista
Oct 26, 2019
Oct 26, 2019 at 5:07 PM UTC
Sinto uma pressão que puxa
A cabeça que roda parado
Uma flor que quando cresce murcha
A vontade de cair mesmo deitado
Vi-me feliz
E uma outra vez aceitei
Não mudarei o que fiz
Eu sei que não errei
Mas a dúvida é dor
Esperar é ficar parado
Esperar por amor
Esperança de não ser destroçado
A alma em fraqueza
Parte-se o coração
Não tenho sequer certeza
Porque sofro tanto então?
Sofro em antecipação
De um mundo escuro
Imaginado a pior situação
Mas tenho esperança para o futuro
Ondulo como ondas do mar
E por mais que tente navegar
Ou chego à costa e posso respirar
Ou acabo por me afogar
Feb 11, 2019
Feb 11, 2019 at 9:22 AM UTC
Para quê passado?
Se já não é?
E o presente?
É quando?
Desde do momento em que é
Deixa de ser
E o futuro
Esse há-de existir
Mas nunca existe
Nem existiu
Dizem que o tempo
É como um rio
Come se o pudéssemos seguir
Se rio é
Flutuar tentamos
Mas sempre afogamos
Apenas temos pé
E o afogo demora anos
Nele imaginamos
A água que à de vir
Essa mais calma
Que não havemos de engolir
Que bom é o futuro
Pois ele nunca chega
Nunca aleija
O presente
Com violentos lábios nos beija
E o passado
Sabor a sangue e tormentas nos deixa
Feb 11, 2019
Feb 11, 2019 at 9:21 AM UTC
Odeio ver o fim da estrada
Fixo apenas esse ponto
Não vejo nada
É ainda não estou pronto
Olho para a paisagem
Finjo-me distraído
Admiro das aves a plumagem
Dos grilos o ruído
Mas vivo no futuro
Sempre no futuro
Já sabe a podre
O fruto maduro
Sofro com o que ainda não aconteceu
E mesmo o que nunca acontecerá
Quando acontece já não é meu
E quando não, penso no que virá
Então aparece outra estrada
Mas a mesma dor em mim
Mudou a morada
Mas fixo o mesmo fim
Feb 11, 2019
Feb 11, 2019 at 9:17 AM UTC
Sol queima a minha pele
Inicialmente
É agradavel
Depois, é dor
Como bolo doce que vou comer
Efeito da gulosia
Afoga o meu saber
Para mais tarde me aperceber
Que foi demasia
Aí puderei me arrepender
E então pergunto, qual é real?
Qual sigo nisto tudo
O presente ou o futuro?
Dizem-me “Carpe Diem!”
Então deixem-me comer bolo
Deixem-me queimar ao sol
Deixem-me viver a vida tolo
Depois dizem, “sê comedido”
“Tudo com moderação”
Então vivo o futuro agora
Não sigo prazer
Fujo à dor
Sempre a atrasar
A minha fatalidade
Eu sei lá
Mas enquanto escrevia isto
O sol fez o seu capricho
Tenho o poema terminado
E o meu braço queimado
Feb 11, 2019
Feb 11, 2019 at 9:15 AM UTC
Oh coração, por onde vais?
Por que te causas tanta dor?
Isso é tudo por amor?
As minhas razões não as conheço
Nós apenas carnes somos, os corações
A mente, essa, que trate das motivações
E se ela não as tiver?
Que fazes então
Oh meu pobre orgão
Já te disse que não sei
Não quero saber
Nem quero ver
Bem dizem que o amor é cego
então é ceguês voluntária?
Ou será ela necessária?
Porque não os dois?
Mas deixa-me estar quieto
Nesse assunto eu sou analfabeto
Mas não tens medo?
Olha para o teu passado
Não te lembras de como tinhas acabado?
Já te disse que sou carne
Não me lembro de nada
Exepto da minha realidade apaixonada
Essa paixão já a vi
Mas o que eu questiono
É o que acontece em caso de abandono
Nesse caso que venha a mente
Ela que me cure
Ela que me ature
Feb 8, 2019
Feb 8, 2019 at 8:14 AM UTC
O melhor das viagens
É o fim do trajecto
É o impacto do novo
É cheirar novas cores
É ver outros adores
Sim, porque em novos mundos
Até os sentidos estão ao contrário
O que é dor agrada
E o veneno não mata
Que pena durar tão pouco
E ter de voltar a partir
Feb 8, 2019
Feb 8, 2019 at 8:08 AM UTC
Coço a cabeça porque está suja.
Lavo a cabeça, mas não deixa de estar suja.
Por mais que coce e lave não deixa de estar suja.
É porque a sujidade vem de dentro e o cotão é difícil de limpar nos cantos do pensamento
Mar 21, 2018
Mar 21, 2018 at 1:53 PM UTC
Na rua faz frio e sol de inverno.
Gelam-me os pés e o coração, secam-me os lábios e os olhos.
De visão turva, ano para onde o vento forte me levar, esperando que lá faça sol.
De cabeça baixa, olho o céu nas poças de água na estrada.
Não me atrevo a chorar, que as lágrimas congelam-me as maçãs do rosto.
De mente atribulada, forço a tosse para fazer silêncio e sussurro:
Partida. Largada. Fugida.
E correm-me os pensamentos de uma ponta a outra.
Correm para ver quem chega primeiro, quem merece a minha atenção.
Mais rápidos que a própria sombra. Nem os vejo.
Zangados, gritam-me. Gritam-me todos ao mesmo tempo e não percebo uma palavra.
Fartos, cansam-se de gritar, mas agora também eu sinto cansaço.
Cansam-me os olhos, cansam-me as pernas, cansam-me os pulmões e o coração.
Espero que eles estejam felizes
Mar 21, 2018
Mar 21, 2018 at 1:27 PM UTC
caio quando fecho os olhos
não sei o acontecerá quando aterrar.
não vejo o fundo deste buraco imenso, mas também não o temo.
aliás, anseio-o.
tenho a cabeça crua.
já não sei se caio para o chão ou do chao,
ou para cima.
posso cair de diversas maneiras e faço-as todas ao mesmo tempo.
sou um só com o buraco ***** que me engole.
talvez até seja eu a engoli-lo.
vou ficar com uma indigestão.
quando penso que vou parar, escorrego mais fundo para o
estômago do vazio e o vazio desce-me pelo esófago.
se fechar os olhos adormeço ou acordo? vou tentar.
Mar 2, 2018
Mar 2, 2018 at 2:42 PM UTC
Seu rosto já não é mais o mapa que me guia
Seu sorriso já não representam as estrelas que me fascinam
E as morfina de suas palavras estão longe de ser efetivas
Mas o que fazer?
Sempre soube que meu sim foi carregado de insensatez
E mais uma vez tenho que pensar
Em qual moeda essas fantasias devo pagar
Angustia que pode virar combustível
Ou talvez, raiva que será nosso castigo
Talvez apenas devo esquecer isso
Mas o pensamento de puxar o gatilho
É muito mais forte do que o de sofrer sozinho
E você não sabe como é difícil
Saber que essa noite estarei sozinho
E a falta que sinto dos seus carinhos
Mas agora tudo isso é passado
E apenas agora consigo enxergar
O que onde existia um começo
Coexistia um erro
E o que achávamos que seria amor
Apenas era a euforia de um perdedor que ocupa o segundo lugar no pódio do amor
Oct 27, 2015
Oct 27, 2015 at 2:08 PM UTC